Estrangeiros ‘invadem’ região que o Brasil esqueceu

Com pista simples e 100 km sem pavimentação, BR-163 é a principal conexão do Mato Grosso com os portos do Norte.

Do ciclo da borracha, no final do século 19, à inauguração da até hoje inacabada Rodovia Transamazônica, na década de 1970, a região Norte do Brasil figurou sempre como uma promessa que, pelo menos da parte brasileira, jamais chegou a se cumprir.

Do lado estrangeiro, porém, a história é outra: os investimentos nos últimos cinco anos têm transformado a logística do Arco Norte, conjunto de portos ao longo dos rios Amazonas e Tapajós, e da costa atlântica no Pará e no Maranhão.

A onda de recursos de fora do país, em boa parte de multinacionais como Bunge e Cargill, tem sido impulsionada pela expansão agrícola no Norte do Mato Grosso e na região do Matopiba (fronteira formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

“Eles acordaram para o Arco Norte. Países como China e Japão estão vindo com investimento pesado para essa região, já se fala em mais portos”, pontua o consultor em logística da TG Comercial, Luiz Cláudio Santos, que presidiu o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), no Porto de Itaqui, até o ano passado.

Do Norte para o Norte

O interesse é tanto que, recentemente, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA, publicou um relatório detalhado a respeito da capacidade de escoamento e das deficiências que impedem o avanço mais efetivo do agronegócio do Norte e Nordeste.

Um dos principais concorrentes do Brasil no mercado externo, principalmente em relação à exportação de soja e carnes, os norte-americanos têm interesse direto no que acontece por aqui e apostam tanto no aumento de produção quanto na quantidade de mercadoria escoada pelo Arco Norte. Com ressalvas, é claro.

“Embora as opções de transporte atuais possam ser caras e ineficientes, a produção brasileira continua crescendo. Em 2010, apenas 5% das exportações de grãos saíam pelos portos do Norte. Até 2015, contudo, os embarques totais do país haviam aumentado em cerca de 20%”, ressalta o USDA no documento. “Traders do setor privado observaram esse crescimento e responderam com a construção de seus próprios terminais.”

O departamento cita o caso de Miritituba, distrito do município de Itaituba (PA) às margens do Rio Tapajós, que recebeu US$ 1,5 bilhão em investimentos desde 2014 e hospeda, hoje, seis portos privados que transportam commodities pelo rio até terminais marítimos. Cada barcaça pode carregar 50 mil toneladas em uma única viagem, contra 40 toneladas de um caminhão. “Essa saída foi criada para facilitar o escoamento da crescente produção no norte de Mato Grosso e melhorar a competitividade nos embarques para a Europa, México, Oriente Médio e Ásia. Esses terminais podem transportar 4,5 milhões de toneladas de soja e milho em 2017, mas a expectativa é de que esse volume passe para 11 milhões de toneladas até 2021.”

Rodovias

Entretanto, o que, hoje, é previsão, já poderia ser realidade. “Com os investimentos dos últimos cinco anos, temos uma capacidade portuária excedente”, garante o diretor de inteligência de mercado da FC Stone, Renato Rasmussen. “É até estranho falar em excedente quando o assunto é logística, porque o resto muitas vezes é deficiente. O grande problema é irrigar esses portos com grãos.”

Segundo Luiz Cláudio Santos, a capacidade atual para as cargas que saem de Miritituba, atualmente, gira em torno de 15 a 20 milhões de toneladas. O principal entrave é o caminho até lá, em especial a BR-163, principal conexão com Mato Grosso.

“Você está nas mãos do frete rodoviário. São 100 km que não estão asfaltados e é uma rodovia de pista simples”, salienta o consultor. A previsão do governo federal é de que a BR-163 fique totalmente pavimentada até o fim de 2018. “Mas isso não está muito claro. O que chega para nós é que de 100 km pouco se fez até o momento e agora começa a temporada de chuvas, que vai até março. Aí não se faz nada, vira um atoleiro, com caminhão parado dez dias.”

Ferrovias

Para o USDA, a pavimentação irá “aumentar drasticamente a eficiência do transporte”, mas é apenas o primeiro passo. A solução virá mesmo com a duplicação e o desenvolvimento de obras complementares, como a Ferrogrão, ferrovia que fará trajeto paralelo à BR-163. “No entanto, ainda não é claro quando o projeto será aprovado, nem há previsão para início das obras. São 1.142 km com capacidade de escoamento anual de 42 milhões de toneladas. Quando concluída, a ferrovia fará com que o custo de transporte para soja e milho caia de U$$ 40 por toneladas para US$ 25. Um consórcio formado pelas traders ADM, Cargill, Amaggi, Loius Dreyfrus e Bunge está por trás do investimento”, complementa o relatório.

“É importante escoar pelo Arco Norte. O tempo de viagem tem de 3 a 4 dias de redução em relação aos portos do Sul, não importa se é para Europa ou para a China, pelo Canal do Panamá”, destaca Renato Rasmussen. “Mas os portos do Centro-Sul também estão passando por melhorias, eles continuarão importantes e podem aumentar inclusive a participação no escoamento de produtos agrícolas.”

Além da BR-163 e da Ferrogrão, o USDA lembra os casos da Ferrovia Transnordestina e da Ferrovia Norte-Sul, ambas inacabadas. Pontas soltas que, para o diretor da FC Stone, têm impedido um aumento significativo da produção brasileira de soja e milho. Da porteira para dentro, os números recordes da safra 2016/17 poderiam ser regra, não exceção. “Hoje Mato Grosso não usa nem 45% da área de soja para a produção de milho safrinha. A produção poderia dobrar. O que importa é o custo logístico e o know-how dos produtores.” (Gazeta do Povo)

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A troca de “afagos” entre Flávio Dino e Roberto Rocha

O governador Flávio Dino para Roberto Rocha em entrevista na Rádio São Luís:
“Eu lamento muito que tenha tido esse problema do senador Roberto Rocha.

Eu espero que ele reflita melhor sobra a história recente do Maranhão. E quem sabe consiga retomar o caminho correto. Infelizmente acho que ele nesse momento, atacando o nosso governo como ataca, até de modo injusto, acaba fortalecendo o atraso do nosso estado, acaba ajudando aqueles que não querem o bem do Maranhão”.

O senador Roberto Rocha em resposta nas redes sociais:

“Ao contrário do que disse o governador, quem está fortalecendo o atraso no nosso Estado é ele próprio e o seu governo. É o avanço do atraso. E com um agravante, que é o de conjugar o atraso da gestão com o atraso ideológico“.

Nanicos vão usar celebridades para vencer cláusula de desempenho

Comunicadores populares de rádio e TV, pastores de igrejas evangélicas e generais do Exército que pregam intervenção militar serão recrutados por nanicos e pequenos partidos para vencer a cláusula de barreira da reforma política promulgada na quarta-feira, 4, pelo Congresso.

De acordo com a reportagem, metade dos 35 partidos políticos com registro podem desaparecer nas próximas eleições por causa dessa nova exigência. Para fugir da degola, terão que recorrer a celebridades campeãs de votos, como o deputado Tiririca (PR-SP), eleito em 2010 com 1,3 milhão de votos e reeleito em 2014, com mais de um milhão de votos, “puxando” cinco outros para a Câmara.

“A área de comunicação encurta caminhos, tem credibilidade e reúne candidatos naturais “, detalhou o jornalista e publicitário Levy Fidelix, presidente do nanico Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). Ele concorreu ao Planalto nas eleições de 2010 e 2014.

A reportagem afirma que Fidelix sugere ter para a disputa, em São Paulo, um nome forte, de um comunicador conhecido, guardado sigilo sobre o nome. A estratégia será repetida em 15 estados para eleger deputados federais, adiantou Fidelix.

“Em vez de cláusula de barreira, deveriam criar a cláusula da roubalheira”, complementou Fidelix. O chefe do PRTB, no entanto, admite que os pequenos partidos também estão envolvidos em esquemas de corrupção, como aqueles que atingem as grandes siglas, a exemplo de PT, PMDB e PSDB, que estão entre os denunciados na Operação Lava Jato.

“A cláusula de barreira fere a Constituição”, esbravejou ao DCI o presidente do Partido Social Democrata Cristão (PSDC), o empresário José Maria Eymael. Ele pretende ingressar na próxima semana com ações diretas de inconstitucionalidade contra a reforma política promulgada pelo Congresso.

“Conclamamos todos os partidos a ingressar nessa luta”, convidou, detalhando que a ação vai questionar também a criação e a distribuição de recursos do fundo eleitoral bilionário criado para financiar as eleições. “O problema não é o número de partidos, mas sim o número de corruptos”, disse.

Mais

Para restringir o acesso dos partidos a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de rádio e TV, a cláusula de barreira tem exigências gradativas até 2030. Só terá direito ao fundo e ao tempo de propaganda a partir de 2019 o partido que tiver recebido ao menos 1,5% dos votos válidos nas eleições de 2018 para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos 1/3 das unidades da federação (9 unidades), com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada uma delas. Ou se tiver elegido pelo menos 9 deputados federais em pelo menos 9 unidades da federação.

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Weverton Rocha participa de entrega de equipamentos agrícolas a sete municípios

Os equipamentos, adquiridos por meio de emenda de autoria de Weverton Rocha, beneficiam os municípios de São Luis Gonzaga, Amarante, Montes Altos, Barra do Corda, Fortaleza dos Nogueiras, São Mateus e Pastos Bons.

Na manha desta segunda-feira (9), o deputado federal Weverton Rocha (PDT) participou da entrega de equipamentos agrícolas adquiridos por meio de emenda individual de sua autoria a sete municípios maranhenses. Em sua fala, ele destacou o papel da parceria como meio de superar a crise que o País enfrenta. “Esta parceria entre o Legislativo e Executivo Federal, Estadual e Municipal é a receita para enfrentar a crise. Se todos fizerem a sua parte, não tenho dúvida que quando o Brasil retomar a sua economia nós já estaremos preparados para crescer ainda mais.”

A entrega, que contou com a presença do governador Flávio Dino e diversas autoridades do estado e de municípios, foi feita no Palácio dos Leões pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), órgão ligado ao Ministério da Integração Nacional (MI), responsável pela aquisição de patrulhas agrícolas mecanizadas, caminhão com carroceria de madeira, bombas d´água elétrica submersa, tanques de resfriamento de leite e caixas d´água, que vão auxiliar os municípios na agricultura familiar e na produção local.

Nesta segunda etapa de entrega dos insumos agrícolas foram beneficiados os municípios de São Luis Gonzaga, Amarante, Montes Altos, Barra do Corda, Fortaleza dos Nogueiras, São Mateus e Pastos Bons – este, por meio dos Sindicato dos Trabalhadores Rurais. A primeira, realizada no final de agosto, foram contempladas as prefeituras de Lago da Pedra, São João dos Patos, São Raimundo do Doca Bezerra, Anapurus, Tufilândia, Formosa da Serra Negra, João Lisboa e Igarapé Grande. No total, a emenda do parlamentar destina aproximadamente R$ 7 milhões para a compra de equipamentos a 46 prefeituras do estado.

Juiz é empossado na Comarca de Montes Altos

O decano do TJMA, desembargador Bayma Araújo,desejou sucesso ao magistrado na nova unidade judicia

No exercício da Presidência do Tribunal de Justiça do Maranhão, o decano da Corte Estadual de Justiça, desembargador Bayma Araújo, empossou, nesta segunda-feira (9), o juiz de Direito Ítalo Lopes Gondim, na Vara Única da Comarca de Montes Altos, de entrância inicial.

O desembargador Bayma Araújo desejou sucesso ao magistrado no exercício das atividades judicantes na nova unidade judicial, para a qual foi removido.

O magistrado vinha atuando profissionalmente na Comarca de Amarante do Maranhão, na região tocantina, há dois anos. “A mudança para Monte Altos é um grande desafio, tendo em vista ser uma comarca que possui uma demanda processual superior à existente em Amarante do Maranhão”, pontuou.

Ítalo Lopes Gondim considera a mudança um desafio na sua carreira na magistratura, mas acredita que com a ajuda dos servidores e dos demais órgãos da Justiça, alcançará o êxito desejado na nova unidade judicial.

“A exemplo do que foi feito em Amarante do Maranhão, pretendo desenvolver um trabalho sistemático e efetivo que possa garantir uma prestação jurisdicional célere de forma a atender, de forma satisfatória, aos anseios da população local”, assinalou o magistrado.