
Sampaio assume interinamente após o afastamento do senador Aécio Neves
O PSDB acaba de escolher o deputado federal Carlos Sampaio (SP) como novo presidente da sigla, após o afastamento do senador Aécio Neves. A escolha do deputado para o lugar que antes era de Aécio Neves deu-se após reunião da cúpula do PSDB no gabinete do senador Tasso Jereissati, iniciada às 10h30. Carlos Sampaio assume o posto interinamente até que a Executiva Nacional da legenda convoque uma eleição para escolha de um novo presidente.

Joesley e Wesley Batista fizeram um acordaço com a PGR: nada de prisão, nada de tornozeleira e continuarão no comando da empresa.
A multa?
250 milhões de reais.

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), que negou, nesta quinta (18), o pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), não levará mais o caso para o plenário do tribunal decidir sobre o assunto, informou o gabinete do ministro.
No início da manhã de hoje, havia sido informado que o plenário decidiria sobre a prisão, pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Agora, a assessoria de Fachin informou que o plenário só avaliará o caso se Rodrigo Janot decidir recorrer da decisão de Fachin.
A decisão de Fachin afastou Aécio Neves do mandato. Ele pode ir ao Congresso, mas não pode votar nem realizar atos como parlamentar. Fachin apreendeu o passaporte do senador e o proibiu de ter contato com outros investigados.
Em delação premiada à Procuradoria Geral da República, o empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, entregou uma gravação de 30 minutos na qual Aécio, presidente nacional do PSDB, pede ao empresário R$ 2 milhões para pagar a defesa dele na Operação Lava Jato. A delação foi homologada pelo ministro Fachin.
Para a tarde desta quinta (18), está marcada sessão do Supremo. Entre os 11 ministros, só não deverão participar Luís Roberto Barroso, que está em Londres, e Gilmar Mendes, que chega a Brasília na noite desta quinta, vindo de São Petersburgo, na Rússia.
Hoje pela manhã, Fachin conversou por cerca de uma hora com a presidente do Supremo, ministra Carmen Lúcia, no gabinete dela. Na reunião, eles conversaram sobre as decisões do ministro, que autorizaram as diligências desta quinta da Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato.
Além do afastamento de Aécio, foram autorizadas outras diligência para serem executadas durante o dia. Na noite desta quinta, o ministro Edson Fachin deverá analisar as provas coletadas durante o dia e também avaliará se manterá ou retirará o sigilo das delações dos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista.
Operação Patmos
Endereços ligados a Aécio Neves foram alvos de mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (18) no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília.
A operação foi batizada pela Polícia Federal de Patmos, em referência à ilha grega onde o apóstolo João teve visões do Apocalipse.
O acesso aos corredores dos gabinetes dos senadores Aécio Neves e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) no Congresso Nacional foram bloqueados pela manhã.
Os agentes da PF chegaram ao Congresso pela Chapelaria, o acesso principal às duas Casas legislativas. Eles carregavam malotes para apreender documentos e possíveis equipamentos eletrônicos.
No Rio, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em três endereços: os apartamentos de Aécio e da irmã dele e o imóvel de Altair Alves Pinto, conhecido por ser braço direito de do ex-deputado Eduardo Cunha. A irmã do senador Aécio, Andrea Neves, foi presa em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Dos 551 presos beneficiados com a saída temporária que receberam o benefício da saída temporária do Dia das Mães, 47 não retornaram para a cadeia no prazo estabelecido e são considerados foragidos pela Justiça.
O benefício da saída temporária do Dia das Mães foi concedido pela Justiça para 551 presos do sistema prisional do Maranhão, segundo portaria divulgada pela 1ª Vara de Execuções Penais de São Luís.
A informação foi confirmada pela 1ª Vara de Execuções Penais de São Luís, que autorizou as saídas. Segundo a portaria de liberação, o retorno dos internos deveria ocorrer até o fim da tarde de terça-feira (16).
Por ano, os presos têm direito a cinco saídas temporárias (Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal) – benefício previsto na Lei de Execuções Penais. Nas saídas temporárias de 2016, 180 detentos não voltaram aos presídios onde cumpriam penas.

Será que nesse momento de intensa turbulência político-institucional, o pré-candidato à reeleição, governador Flávio Dino (PCdoB), ainda pensa em ter o apoio do PSDB do presidente nacional, senador Aécio Neves, no Maranhão, para as eleições de 2018? Vale ressaltar que no pleito de 2014, Dino contou com o apoio do senador tucano, que inclusive veio ao Maranhão prestar solidariedade na campanha.
Na delação de Joesley e Wesley Batista, donos do frigorífico da JBS, o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, é gravado pedindo ao empresário R$ 2 milhões. No áudio, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato.
A entrega do dinheiro foi feita a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, que foi diretor da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014.
Quem levou o dinheiro a Fred foi o diretor da JBS, Ricardo Saud. Foram quatro entregas, de R$ 500 mil cada uma. Um dos pagamentos foi filmado pela Polícia Federal (PF). A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).
Outra filmagem mostra que Fred repassou, ainda em São Paulo, as malas para Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar de Perella. Segundo a reportagem, no material que chegou às mãos do ministro Edson Fachin no STF a PGR diz ter elementos para afirmar que o dinheiro recebido pelos assessores de Aécio Neves não era para os advogados.
Defsa– Aécio, também em nota, se declarou “absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários”.