
O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) destacou, na sessão desta quinta-feira (04), o aniversário de 182 anos da cidade de Barra do Corda, região central do Maranhão, que recebeu, na ocasião, uma série de obras de iniciativa da Prefeitura e outras em parceria com o governo do Estado. Ele participou de vários eventos importantes e marcantes, na quarta-feira (03), em companhia do prefeito Eric Costa (PCdoB) e também do secretário estadual de Articulação Política, Márcio Jerry, que, naquele ato, representava o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). A programação festiva teve início com uma missa em ação de graças às conquistas do município.
Segundo Othelino, o primeiro evento foi a entrega de uma patrulha ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais para uso nas atividades agrícolas. Na ocasião, o prefeito Eric Costa anunciou que, de imediato, vai adquirir outras três para os produtores rurais. Logo em seguida, a comitiva participou da solenidade de distribuição de mil títulos de posse definitiva de terras, um momento muito marcante.
“O que é importante, não só no aspecto da autoestima da pessoa, é saber que aquela posse, aquela propriedade finalmente é oficialmente sua. Com o título, o cidadão pode ir ao cartório e tirar o registro do imóvel, como permite tirar financiamentos bancários.
Enfim, é a regularização de quem tinha apenas a posse e passa a ter a propriedade de forma, juridicamente, perfeita. Foram entregues mil títulos definitivos, e eu pude ver a emoção daquelas pessoas recebendo. Inclusive, algumas já idosas, tendo, pela primeira vez, uma propriedade oficialmente em seu nome”, comentou.
Othelino destacou ainda, no pronunciamento, a inauguração da Unidade Básica de Saúde, no bairro Tamarino, em Barra do Corda, um local que tem densidade populacional e que agora passa a ser atendido por esta estrutura com a presença de equipes médicas durante todos os dias.
Prioridades
Na parte da tarde, houve ainda outros eventos, inclusive torneios de futebol e anúncios de outras obras para Barra do Corda. “E foi bom ver a população, o prefeito entregando essas obras e anunciando outras que ainda virão. Eric Costa disse que, no que diz respeito à entrega de títulos definitivos, a medida ainda é uma prioridade nesse seu próximo mandato por reconhecer a importância disso para a população”, disse.
O deputado frisou que Barra do Corda hoje passa por um momento importante, apesar das dificuldades que são frutos da crise em que vive o país e, consequentemente, o Maranhão. Mas, segundo ele, é um município que tem uma carteira de investimentos sendo feita, grande parte pela prefeitura municipal da cidade, outra pelo governo do Estado, como por exemplo, o Centro de Especialidades Médicas que está funcionando lá, o Viva Cidadão, etc.
Estão em andamento ainda a execução da MA-012 e também a reforma e ampliação do Sistema de Abastecimento de Água na cidade, pois um dos problemas mais graves hoje e que mais incomoda a população é a falta de água. “O nosso desejo é que essa obra fique pronta o quanto antes para que diminua o sofrimento da população”, disse.
No pronunciamento, Othelino Neto destacou ainda a inauguração de poços artesianos em comunidades que estavam precisando e sofrendo com a falta de água. “Essa conjunção, essa união de forças vai melhorando a qualidade de vida da população de Barra do Corda e a nossa confiança só aumenta de que, sob o comando do prefeito Eric Costa, a cidade haverá de ter ainda muitos outros avanços”, afirmou.
Othelino citou também a questão do Campeonato Maranhense, com a mudança imposta pelo Tribunal de Justiça Desportiva, que modificou a final do segundo turno do torneio para o Cordino, que não terá mais como adversário o Sampaio e sim o Moto.
“Finalmente, faço votos de que o Cordino tenha êxito, que se saia bem neste fim de semana, em Barra do Corda, na partida de ida. E que na disputa de volta, na quarta-feira que vem, possa ser vencedor e já, antecipadamente, ser campeão estadual no ano de 2017”, disse o deputado.

DE FACHADA Yracy Weba ela foi eleita, mas quem manda é o marido deputado
É triste a realidade político-administrativa do município de Nova Olinda do Maranhão.
Cinco meses após a posse de Iracy Weba, a cidade segue comandada pelo marido, o deputado estadual Hemetério Weba (PV). E as consequências não são agradáveis.
Desde quando conseguiu eleger a mulher, o parlamentar passa a maior parte do tempo em Nova Olinda.
A oposição cobra da Comarca de Santa Luzia do Paruá uma resposta rápida para o processo eleitoral de Nova Olinda, que está sub judice na Justiça Eleitoral. Membros da sociedade civil organizada também cobram celeridade na conclusão e uma nova eleição, limpa, sem fraudes e sem abuso de poder.
Membros da oposição e servidores públicos denunciam que desde quando a prefeita entregou a administração nas mãos de Hemetério que começaram as demissões e perseguições de toda ordem.
Até concursados viraram alvo do deputado-prefeito.
Com medo de retaliações muitos preferem o silêncio.
E Nova Olinda sofre as consequências da escolha eleitoral…

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) decidiu ontem (3) suspender a Tomada de Preços nº 007/2017, aberta pela Prefeitura de São Bento, que tinha como objeto a prestação de serviços de elaboração de projetos de engenharia.
A administração municipal fica, também, até o julgamento do mérito, impedida de realizar quaisquer medidas administrativas decorrentes do certame.
A medida, que contou com parecer favorável do Ministério Público de Contas (MPC), inclui ainda a citação do prefeito do município e da presidente da Comissão Permanente de Licitação do município para apresentação de defesa no prazo de quinze dias.
A decisão atende a denúncia formulada por um interessado na concorrência, alegando dificuldade em obter o edital da Tomada de Preços. Apesar das várias tentativas realizadas, o licitante só teria tido acesso ao edital via email poucas horas antes da realização do certame, inviabilizando assim sua participação.
São Bento, para quem não sabe, é administrada atualmente por Luizinho Barros (PCdoB).
Em abril do ano passado ele foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Vínculos. Segundo a Força-Tarefa Previdenciária, integrada pela PF, pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social e pelo Ministério Público Federal (MPF), o comunista integrava um esquema que funcionava a partir da contratação de fantasmas para a prestação de serviços pela Prefeitura de São Bento, na gestão dele.
Depois disso, ele foi novamente eleito prefeito, em outubro.

Um dos 18 presos nesta quinta (4) na Operação Jenga, da Polícia Civil do Maranhão, foi José Etelmar Carvalho Campelo, 46 anos, contador do esquema criminoso chefiado pelo agiota Josival Cavalcanti da Silva, o “Pacovan”, também preso hoje.
O evangélico José Etelmar, ou “Irmão Campelo”, como seu nome apareceu nas urnas nas eleições para vereador de 2008, 2012 e 2016, foi eleito vereador de Paço do Lumiar em 2012, pelo Partido da República (PR), com 803 votos.
A legenda do prefeito eleito em 2012 em Paço, Josemar Sobreiro Oliveira, também era o PR.
“Irmão Campelo” também concorreu para o mesmo cargo (vereador) em 2008, pelo PSDB, e em 2016, quando tentou a reeleição pelo PR, mas não conseguiu a vaga na Câmara de Paço.
A Operação Jenga, desencadeada na manhã desta quinta, desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis na Grande Ilha.
A suspeita da polícia é que o esquema criminoso – que “trabalhava” com dinheiro desviado de prefeituras do Maranhão – tenha movimentado mais de R$ 100 milhões.

Edna Cavalcante e o seu marido agiota Pacovan
O Blog conversou, agora há pouco, com um dos investigadores envolvidos na Operação Jenga, desencadeada na manhã desta quinta-feira pela Polícia Civil e que resultou na prisão do empresário e agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan; da sua esposa Edna Maria Pereira, familiares e outros empresários/laranjas (18 pessoas ao todo, até agora).
O policial explicou como funcionava todo o esquema operado por Pacovan para lavagem de dinheiro.
“Trata-se de uma operação deflagrada pela Polícia Civil, ‘batizada’ ‘Jenga’ (em referência ao joguinho de mesmo nome no qual peças de madeira formam uma torre e o jogador deve retirar peças da estrutura sem derrubar a torre), com o objetivo de desarticular uma Organização Criminosa que tinha como foco principal a lavagem de dinheiro.
Essa Ocrim, chefiada pelo empresário e agiota Josival Cavalcante da Silva, tem envolvimento da esposa dele e de outros familiares que aparecem como proprietários de empresas utilizadas na lavagem de dinheiro.
Pacovan montou uma rede de postos de combustíveis, em que ele aparece em algumas empresas como sócio-proprietário, juntamente com a esposa, familiares e outros ‘laranjas’ (a grande maioria), os quais eram utilizados para não vincular a movimentação financeira dessas empresas com a pessoa dele.
Como atua essa rede? Essa rede busca disfarçar a origem ilícita do dinheiro movimentado nas contas bancárias dessas empresas, dinheiro esse oriundo da prática da agiotagem e também do desvio de verbas públicas. O objetivo era evitar que os órgãos de fiscalização, tanto financeiros como policiais, pudessem detectar essa movimentação financeira ilícita.
Um gestor público firma um contrato de compra e venda de combustível com um desses postos, coloca no contrato o seu custo anual na faixa, por exemplo, na faixa de 3 milhões de reais; em cima desse contrato, que, na verdade é fraudulento, pois na prática não existe o fornecimento do combustível, o gestor passa a realizar transferências de um determinado município, de um determinado órgão para as contas bancárias dos proprietários desses postos de combustíveis.
O Pacovan recebe esse valor, que aparece oriundo da venda de combustíveis – em tese, seria uma operação lícita, legal -, mas na verdade ele vai estar aí, numa parte, recebendo os valores do empréstimo, da agiotagem. E aí existe a possibilidade de algum valor ser devolvido também para o gestor, que, com isso, burla os mecanismos de fiscalização para estar tirando dinheiro da prefeitura.
Tudo isso está sendo investigado, mas a simples situação de Pacovan já ter diversas empresas registradas, algumas em seu nome e a maioria em nome de outras pessoas, como da esposa e familiares, já denota a intenção de estar maquiando e cometendo diversos crimes; crimes financeiros, contra a ordem financeira e também crimes contra a ordem tributária, com evasão fiscal, recolhendo a menor do que deveria, e uma série de outros crimes que acabam sendo ligados à prática da agiotagem. Já o gestor, a partir do momento que faz o desvio da verba pública, ele incorre em crime de corrupção ativa, corrupção passiva…
Essas movimentações financeiras atípicas de Pacovan e das empresas de fachada despertaram a atenção dos órgãos de fiscalização, notadamente do Coaf, que provocaram os órgãos policiais no sentido de que fosse investigada a origem desse dinheiro.
Além de postos de combustíveis, foi detectado que há empresas registradas para atuação na área da construção civil e outras que só existem de fachada mesmo, sem a compatibilidade de sua atividade com o quantitativo da sua movimentação financeira que era praticada nas respectivas contas bancárias.
Não obstante a maioria das empresas estarem em nome de ‘laranjas’, todas as provas apontam no sentido de que Pacovan era o administrador e grande operador desse esquema que movimentou cerca de 100 milhões de reais.
Daqui a pouco, às 15h00, em entrevista coletiva, a Secretaria da Segurança apresentará os presos recolhidos até agora e fornecerá à imprensa todas as informações sobre a Operação Jenga.
Veja a relação dos presos:
1 Samia Lima Awad
2 ThamersonDamasceno Fontenele
3 Simone Silva Lima
4 Josival Cavalcanti da Silva
5 Edna Maria Pereira
6 Rafaely de Jesus Souza Carvalho
7 Creudilene Souza Carvalho
8 Ilzenir Souza Carvalho
9 Adriano Almeida Sotero
10 Geraldo Valdonio Lima da Silva
11 Lourenço Bastos da Silva Neto
12 José EtelmarCarvalho Campelo
13Renato Lisboa Campos
14João Batista Pereira
15Kellya Fernanda de Sousa Dualib
16Manassés Martins de Sousa
17Jean Paulo Carvalho Oliveira
18 Francisco Xavier Serra Silva