Edivaldo diz que não recuará da Licitação dos Transportes

olandaO prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT/foto), disse em alto e bom tom nas redes sociais que não recuará na missão que o povo de São Luís lhe confiou na questão da manutenção da Licitação dos Transportes. “Não recuarei na missão que o povo de São Luís a mim confiou. E a Licitação do Transporte vai resolver um crônico problema da nossa cidade”, declarou.

Na oportunidade, o prefeito afirmou que acredita na Justiça e ressaltou que tudo foi feito de forma transparente. “No entanto, acredito na Justiça e esta verificará a lisura do processo, que se deu de forma transparente e honesta para beneficiar a população”, enfatizou.
Edivaldo se mostrou preocupado com notícias de que empresários do setor de transportes, inescrupulosos, estariam tentando barrar a Licitação. “Recebo com muita preocupação notícias de que há tentativas estranhas para atrapalhar a Licitação do sistema público de transporte”, finalizou.

As mil faces de um político do baixo clero

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O presidente interino da Câmara Federal, deputado Waldir Maranhão (PP/foto), vem sendo taxado pela imprensa nacional de um legítimo representante do baixo clero, que assumiu o comando da Casa após o afastamento do amigo presidente Eduardo Cunha (PMDB/RJ) pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Waldir vem também sendo criticado por ser aliado fervoroso de Cunha, a quem prestou favores valiosos como assinar despachos destinados a retardar o processo de cassação do peemedebista. Ele também vem sendo taxado de ser um político inescrupuloso que não perde oportunidades para estar sempre no centro do poder.

No entanto, Waldir Maranhão vem sendo citado por fazer parte da lista que integra o extenso rol de excelências investigadas pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, que recebiam do doleiro Alberto Youssef parcelas regulares de propina oriundas dos desvios na Petrobras.

Waldir também é citado na parceria que manteve com outro doleiro de Brasília (DF), Fayed Traboulsi, que comandava na capital federal um esquema de corrupção paralelo à rede Youssef no Petrolão.
Portanto, como podemos observar o deputado maranhense Waldir Maranhão está mais enrolado do que tudo de linha.

Os últimos dias de Dilma Rousseff

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A presidente Dilma Rousseff durante cerimônia da tocha olímpica

Thaís Oyama, VEJA.com

Entre os muitos enganos que a presidente Dilma cometeu desde que subiu pela primeira vez a rampa do Palácio do Planalto, um foi definitivo para selar seu destino. Dilma sempre teve certezas demais. Acreditou que seria capaz de “corrigir” certas leis de mercado, convenceu-se de que poderia governar apenas com quem bem quisesse e pensou que conseguiria pairar, impoluta, “acima da sujeira do PT”.

Agora, a última certeza presidencial é que o seu afastamento iminente do poder é o resultado de um complô tecido com os fios da vingança, do oportunismo e da ambição – um golpe urdido por Eduardo Cunha, apoiado pela oposição e consumado por Michel Temer, a quem hoje dedica os epítetos mais cabeludos, sendo “santinho de prostíbulo” o mais suave deles.

A poucos dias da votação no Senado que deve determinar seu afastamento provavelmente sem volta, Dilma está mais isolada do que nunca. No Palácio da Alvorada, recolhida aos aposentos privativos no 2º andar, evita até mesmo lidar com os servidores, que trata como espiões ou espectadores incômodos do seu calvário. Na hora das refeições, a comida sai da cozinha e é enviada às dependências presidenciais por um elevador.

Os servidores só ficam sabendo como anda o humor da chefe quando ela liga para a cozinha reclamando de algo (o fracasso em servir ovos cozidos no “ponto Dilma” – gema mole e clara dura – já derrubou ao menos um taifeiro).

Todos os presidentes da República padecem de solidão, mas é certo que Dilma é uma presidente mais sozinha do que foram seus antecessores.

No Alvorada, mora só com a mãe. Dilma Jane, de 92 anos, é assistida diariamente por três enfermeiras, locomove-se em cadeira de rodas e, por causa dos lapsos de memória, já não é capaz de fazer companhia à filha.

Recentemente, Dilma chamou um deputado petista, que é também advogado, para ir ao Alvorada num sábado discutir estratégias de defesa. O deputado chegou no meio da tarde e permaneceu a seu lado por duas horas e meia. Na saída, espantou-se ao perceber que, durante todo esse tempo, o celular de Dilma não tocara nenhuma vez – ninguém havia procurado a presidente.

Em crise, TJ pede R$ 158 milhões a Flávio Dino

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De O Estado

A crise que afeta as economias dos estados brasileiros em geral – e do Maranhão em particular – atingiu em cheio o Judiciário maranhense, que antes mesmo do fim do primeiro semestre já apresenta déficit orçamentário e precisa de socorro do Governo do Estado para equilibrar as finanças.

A conta é alta e a fatura foi apresentada há pouco mais de um mês ao governador Flávio Dino (PCdoB) pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Cleones Cunha, em um “almoço informal”, segundo documento obtido por O Estado.

Por meio de um ofício datado do dia 16 de março, o magistrado solicitou do comunista a abertura de um “crédito adicional suplementar” de R$ 158.151.610,15.

A justificativa principal é a mesma apresentada em 2015 pela ex-presidente Cleonice Freire: o orçamento do Poder Judiciário, aprovado pela Assembleia Legislativa, é deficitário. No caso da Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada para o exercício de 2016, segundo o TJ, os recursos destinados ao TJ são 7,31% menores que os aprovados para o exercício do ano passado.

Alega-se, também, que a participação do Judiciário no orçamento estadual diminuiu de 7,76% em 2015, para 6,85% em 2016.

Pessoal – O maior problema do TJ é o pagamento de pessoal. Só para esse fim o desembargador Cleones Cunha precisaria de R$ 96.849.172,00 – R$ 5,5 milhões dos quais necessários para garantir reajuste a magistrados e outros R$ 4,2 milhões para convocação de 20 juízes aprovados em concurso.

Desse total, outros R$ 17,3 milhões seriam necessários apenas para garantir o fechamento da folha de pagamento, sem contar o reajuste de 6,3%, referente a perdas inflacionárias (R$ 26 milhões para implantação e outros R$ 24,9% retroativos).

Para o custeio da máquina o TJ precisa de R$ 44,4 milhões: são R$ 23,9 milhões “destinados a recompor os valores necessários para liquidação das obrigações em contratos já firmados”; R$ 13,7 milhões para pagamento de auxílios e vales de funcionários; e, ainda, outros R$ 6,7 milhões para reajuste de auxílios alimentação e saúde.

Cunha pediu, também, R$ 16,8 milhões para concluir a obra de construção da estrutura física do Poder Judiciário na cidade de Imperatriz.

“[Os recursos são] necessários para realizar o fechamento da obra com o fito de evitar a depreciação prematura daquilo que fora construído até o momento”, justificou o desembargador.

O que pediu o TJ

R$ 158 milhões

O que concedeu o governo

R$ 33 milhões

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Governo garantiu menos da metade

Alegando também passar por dificuldades financeiras, o governador Flávio Dino concedeu ao presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Cleones Cunha, menos da metade do que fora pedido – e de forma parcelada.

Após uma reunião realizada na quinta-feira, 5, o Executivo garantiu suplementação de R$ 63 milhões.

Serão R$ 18 milhões para o pagamento da Gratificação de Produtividade Judiciária (GPJ) referente ao ano de 2015, que será feito em três parcelas (em julho, agosto e outubro); R$ 15 milhões, em duas parcelas (a primeira até junho e a segunda na metade do 2º semestre), para o custeio do Judiciário até dezembro de 2016; e, ainda, R$ 30 milhões para cobrir os gastos com folha de pessoal – nas condições atuais – e pagamento de todos os auxílios existentes até dezembro de 2016.

Segundo a assessoria de imprensa do TJ, “não houve avanços nas negociações relacionadas à suplementação para implantação do reajuste de 6,3%, referente às perdas inflacionárias dos servidores”.

“Lamentavelmente, não conseguimos, ainda, garantir a verba para o reajuste, mas continuarei, incansavelmente, empenhado em conseguir essa suplementação em prol dos servidores do Judiciário”, disse o presidente, em material distribuído pelo TJ na tarde de quinta-feira.

Estranheza

O Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Maranhão (Sindjus-MA) posicionou-se formalmente sobre o resultado dos pleitos do TJ ao Governo do Estado e disse, em nota, ter estranhado o fato de que aproximadamente 30% dos que fora liberado tenha sido destinado ao pagamento da Gratificação por Produtividade Judiciária (GPJ).

A GPJ, explica comunicado oficial da entidade, é uma gratificação transitória, “logo não incorpora aos vencimentos dos servidores da Justiça, além de alcançar apenas aqueles que cumpriram as metas de produtividade pré-estabelecida pelo TJ-MA”.

Câmara diz que prefeito provou, na prática, que não está preparado

O vereador de São Luís, Fábio Câmara (PMDB), em entrevista concedida ao colunista e blogueiro Udes Filho, falou, entre outros assuntos, sobre o cenário político atual em relação à eleição que disputará o comando da Prefeitura de São Luís. Câmara não poupou criticas a gestão Edivaldo Holanda Jr. O pré-candidato a prefeito da capital explicou sua situação no PMDB e comentou o encontro que teve com o vice-presidente da república, Michel Temer (PMDB), em Brasília. A entrevista foi capa da edição de hoje de O 4º PODER.

Udes Filho –  Volta e meia, algum comentário surge, na internet, dando conta de supostas articulações envolvendo o PMDB, que custariam o fim de sua pré-candidatura ao cargo de prefeito de São Luís. Como o senhor enxerga essas informações?

Fábio Câmara – Eu acredito naquele pensamento que afirma que “não se atira pedras em árvores sem frutos.” Fábio Câmara e o mandato de vereador que exercemos em nome do povo de São Luís frutificaram muito e eu entendo cada boato maldoso e cada tentativa de diminuir o nosso projeto à Prefeitura de São Luís, como uma manifestação mista de inveja, incômodo e medo quanto até aonde nós poderemos chegar.

UF – O PMDB, hoje, já está unido em torno de sua pré-candidatura a prefeito da capital? Ainda há algum descontentamento dentro do partido?

FC – Foi Nelson Rodrigues quem disse que “toda unanimidade é burra.” O meu partido, o PMDB, busca sempre fazer política com inteligência e sabedoria. A discussão e as discordâncias pontuais existem e sempre existirão. Nós cremos que é exatamente do debate franco das ideias discordantes é que avançamos na construção democrática. Porém, apesar das discordâncias, o fato é que, democraticamente e pela força da decisão da maioria, da nossa militância política e da significação dos números estatísticos que nos acompanham, o nosso nome está consolidado dentro do PMDB e fora dele.

UF – Como é o seu relacionamento com os deputados Andreia Murad e Roberto Costa?

FC – O relacionamento de nós três pode ser resumido em uma frase: UNIDADE NA DIVERSIDADE. O partido é o que nos une. E quando nos dividimos é com o puro intuito de multiplicarmos a conquista de espaços de poder. Nós valorizamos e defendemos as nossas propostas pessoais discordantes sem desvalorizar, nem  atacar o necessário respeito ao convívio coletivo salutar.

UF – O senhor é um dos maiores críticos da administração do prefeito Edivaldo Holanda Jr. Aponte dois erros e dois acertos na gestão dele?

FC – Pela fartura de erros existentes, apontar apenas dois é tarefa mais do que fácil para qualquer ludovicense politicamente comprometido com a nossa cidade. Quanto a identificar apenas dois acertos, confesso que, tanto eu quanto a esmagadora maioria da cidade acharemos dificuldades. O primeiro grande erro do prefeito Edivaldo foi mentir para si mesmo afirmando que estava preparado para administrar uma metrópole como São Luís, seus problemas e desafios e o conjunto de mega demandas próprias de uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes. O prefeito provou, na prática, que não está preparado, não tem uma assessoria que o esteja e, o que é ainda pior, não tem a humildade necessária para reconhecer a essa verdade. Prova disso é ele desejar uma reeleição que 70% do povo rejeita. O segundo grave erro do prefeito Edivaldo é a subserviência que domina a sua gestão e que se materializa na sua dependência, morosidade, falta de liderança e iniciativa, descumprimento de promessas e ausência total de um arrojado plano de governo que se projete por, pelo menos, 20 anos à nossa frente. Acerto 1- Conseguiu algo de um grande prefeito – se filiou no PDT do Dr. Jackson Kepler Lago. Mas, será que só isso basta? Acerto 2- Foi fiel ao seu criador – Flávio Dino – e o ajudou a se tornar governador. Mas, será que o governador e tutor retribuirá no mesmo grau a lealdade manifesta ou, será, que já estariam ambos quites?

UF – Fazendo oposição à gestão Holanda Jr, temos pré-candidatos anunciados, além do senhor, como o deputado estadual Wellington do Curso e a deputada federal Eliziane Gama, entres outros nomes. No entendimento de alguns analistas políticos, essas diversas pré-candidaturas de oposição beneficiariam a reeleição do prefeito de São Luís. O senhor concorda?

FC – De início eu preciso deixar bem destacado que eu sou o único pré-candidato que nunca estive vinculado direta ou indiretamente ao prefeito Edivaldo. Faço, fiz e farei oposição à sua gestão desde sempre. Rose Sales ajudou a elegê-lo; Wellington é da base de apoio a Flávio Dino e Eliziane Gama, por ainda sonhar com um apoio do governo Dino, muito pouco se pronuncia, ficando apenas agarrada a uma liderança nas pesquisas, cujos números são, a cada dia, mais minguantes. Dito isso, me resta discordar da visão destes analistas. Quanto mais oposicionistas ao Sr. Prefeito, mais negativas deste serão evidenciadas. Imagine você um João Castelo num debate com Holandinha e o questionando sobre o Bom Leite que ele deixou e o Edivaldo acabou? E sobre o fardamento, a domingueira e o Bom Peixe? Enfim, quanto mais opositores, menores são as chances do Holandinha sequer chegar ao 2º turno.

UF – Existe alguma hipótese do senhor, pelo PMDB, entrar como vice na chapa de Holanda Jr?

FC – Nem curto – pra evitar associação positiva com o Facebook e o verbo curtir – e nem grosso – para preservar o fino trato. Objetiva e definitivamente a possibilidade é zero!

UF – O senhor esteve reunido em Brasília, com o vice-presidente da república, Michel Temer. Comenta-se, em São Luís, que o senhor retornou à Capital muito confiante após o papo vice-presidencial. Quais assuntos foram tratados naquela oportunidade?

FC – Os ares de Brasília revigoram os ânimos de qualquer bom político estrategicamente bem articulado. A companhia e a sábia orientação do senador João Alberto abrem portas e, como uma aferida bússola, indicam caminhos. Não se faz política sem grupo e é tolice dos mais jovens pensarem que se pode prescindir da sabedoria dos mais experientes. São Luís não pode e nem merece perder mais quatro anos com uma administração pífia. O amanhã se planeja desde hoje e o meu compromisso com a nossa cidade e com a nossa gente e trabalharmos forte e planejadamente para fazermos da capital do Estado do Maranhão uma referência para o nosso povo e para os que nos visitarem. Tratamos, portanto, do futuro de uma São Luís que seja tratada como um belo e caro presente restabelecida dos erros cometidos no passado.

UF – Sobre as próximas eleições, que mensagem o senhor gostaria de deixar ao povo de São Luís?

FC – Eu não sou e nem quero ser o tal salvador da pátria. Eu não acredito em projetos ou propostas messiânicas. E eu não vou repetir o velho e desacreditado jargão da política surrada, “se eu eleito for…” A São Luís que nós queremos todos sabemos como deve ser e cabe a todos e a cada um propormos o que, como, quando, onde e quanto. Eu não tenho uma receita pronta e não posso e não vou prometer reinventar a roda. O que eu posso assegurar é que eu não vou destinar mais dinheiro no orçamento municipal para propaganda do que para a segurança, meio ambiente com sustentabilidade, emprego e renda e combate ao disperdicio e à corrupção.

Quem é o político que você conhece que tem a coragem e o desprendimento de sacrificar um mandato de vereador em nome de um projeto de gestão municipal? É verdade que você não me pediu nada disso! Porém, eu quero te fazer um pedido, faça você também um sacrifício por São Luís e acreditemos juntos, não no novo ou no velho; não no discurso da tal mudança ou da transformação. Acreditemos e trabalhemos todos por uma outra São Luís diferente e possível.