Dilma discursa em tom de despedida e reconhece lealdade de ministra

A presidente Dilma Rousseff afirmou que será difícil o eventual governo de Michel Temer acabar com os programas da sua gestão. Em um evento de inauguração da sede da Embrapa Agricultura e Pecuária em Palmas e em tom de despedida, Dilma disse que todos precisam lutar – não só ela – para que não haja retrocesso.

“Vai ser difícil eles conseguirem quebrar todos os programas, mas que vão tentar, vão”, afirmou a petista, a cinco dias da provável decisão do Senado de afastá-la da Presidência e abrir processo de impeachment contra ela por crime de responsabilidade.

Sem citar nominalmente Temer, a presidente destacou que o foco do presidente interino, se assumir, é tirar do Bolsa Família de 36 milhões de beneficiários. Segundo Dilma, eles querem fazer a economia com o dinheiro dos mais pobres e “jamais se reelegeriam”.

Em um aceno ao setor do agronegócio, a presidente disse que vai ser “muito difícil” reduzir recursos para o programa de safra. No início do pronunciamento, Dilma fez um agradecimento especial à Kátia Abreu, ao afirmar que o Brasil precisa de exemplos, referindo-se à ministra da Agricultura. A petista reconheceu a “lealdade” dela – a única dos sete ministros que o PMDB tinha que ainda está no cargo. Kátia deve reassumir o mandato do Senado para votar contra o impeachment da presidente.

Na solenidade, Dilma anunciou a criação da Universidade Federal do Araguaia e ressaltou que uma das maiores iniciativas da gestão dela e de Lula foi interiorizar as universidades. Ela disse que, desde o início do governo Lula, houve uma mudança no despesa pública, quando se foram feitas escolhas como a ampliação dos gastos em agricultura, produção e ações sociais. “Fizemos uma escolha diferente dos nossos antecessores e optamos pelo crescimento”, afirmou.

A presidente disse que vai continuar lutando contra o pedido de impeachment em análise no Senado, que, para ela, não tem base legal. Ela mencionou que situações semelhantes que agora justificam o pedido de afastamento feitas por outros presidentes e governadores passaram em “brancas nuvens”.

Dilma afirmou que os decretos citados no pedido de impeachment não referem-se a recursos que a Presidência pegou para si. Para ela, o que está em questão são atos dos quais ela participou e que são regulares. “Além de ser golpe, eles não gostam das minhas escolhas de onde gastar o dinheiro”, criticou.

Sem se referir pessoalmente ao presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável por ter deflagrado o processo de impeachment, a presidente disse não ter contas no exterior e nem ter recebido dinheiro de propina. “Falam que eu sou uma pessoa dura, eu não sou dura, sou honesta, é diferente”, afirmou.

A petista defendeu que, se querem fazer um julgamento do governo dela, que se recorra ao povo brasileiro e não realize uma “eleição indireta”. “Espero e tenho certeza, irei resistir até o fim e conto com vocês”, concluiu.

Relógios que fizeram parte da história, hoje, sofrem com a ação do tempo

De O Imparcial

Eles fazem parte da história da cidade. Em tempos passados marcavam o tempo, ditavam horários, serviam de orientação para apressar ou diminuir os passos. Hoje já não ganham tanta atenção dos passantes. São meros enfeites, desprezados, alvos de vandalismo e sofrendo com a ação e desgaste do tempo. Os relógios públicos que tiveram grande função nos tempos de outrora agora guardam consigo apenas a fachada. E eles estão presentes em ruas, praças, em algumas igrejas ainda, a exemplo da Catedral da Sé e da Igreja de São Pantaleão. Mas agora apenas como ornamentação. Uma coisa é fato: ao contrário de outras cidades, São Luís não tem relógio público funcionando.

Os moradores da cidade, principalmente os mais velhos, lamentam que uma parte da história da cidade tenha sido deixada para trás. O professor Barbosa, de 62 anos, costuma fazer do Centro seu caminho rotineiro. E lembra que, quando criança, gostava de olhar para o simpático relógio do Largo do Carmo. Não esse que está lá agora. Mas um bem antigo e que ainda funcionava. “Trocaram por esse aí mais moderno, mas que não funciona. Hoje é como uma estátua. Só serve para enfeite mesmo”, lamenta o professor. De tanto tempo que não funciona, as pessoas nem se dão mais ao trabalho de levantar a cabeça. “Não sabia nem se tinha relógio aí”, diz uma apressada vendedora de roupas ao passar pela praça.

Restauração do Relógio do Carmo

A restauração do relógio está prevista no projeto do Programa de Aceleração do Crescimento (o PAC das Cidades Históricas), uma vez que o local foi reconhecido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como parte integrante do Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade e de Utilidade Pública, conforme a Lei Municipal nº 4.098, de 30 de outubro de 2002. “Tanto a reforma da estrutura dele, quanto a recuperação/troca do mecanismo para que ele volte a funcionar, estão previstos no projeto que está em elaboração. Este projeto ainda não foi concluído e, após a conclusão, seguirá para Brasília para aprovação prévia ao processo de licitação”, informa o coordenador técnico dos Projetos do PAC Cidades Históricas, Rafael Arrelaro.

O primeiro relógio foi instalado no Largo em 1941, durante a administração do prefeito Pedro Neiva de Santana. Houve algumas intervenções, sendo a última modificação em 2006, na gestão do prefeito Tadeu Palácio. Em 2007, o equipamento de 1m de altura por 1m de comprimento voltou a funcionar por aquisição do Instituto Municipal de Paisagem Urbana (Impur), em substituição ao antigo. Não demorou muito para que ele deixasse de funcionar.

Na ladeira da Estrela
Os mais atentos devem perceber que na ladeira que separa a Rua da Estrela da Rua de Nazaré, próximo à Praça Pedro II, há dependurado um belo, mas castigado marcador de horas. O secular relógio instalado no anexo do prédio do Tribunal de Justiça do Maranhão é referência histórica de São Luís. A última restauração do relógio, segundo a assessoria do TJ, foi em 2012. Porém, não foi informado se há projeto de restauração concluído para o presente momento.

A relíquia – por mais sessenta anos – foi referência da hora certa para os ludovicences. Importado da cidade de Croyton, na região metropolitana de Londres, na Inglaterra, foi fabricada em 1911 pela empresa Gillett & Johnston e adotada como modelo de relógio pela Companhia de Telégrafos “The Western Telegraph” para os seus escritórios na América do Sul. Nas cidades de Florianópolis (SC) e Rio Grande (RS), há similares preservados.

O modelo combina com o imóvel em estilo neoclássico do anexo “Carlos César de Berredo Martins”, onde foi instalado, no mesmo ano em que a empresa companhia de telégrafos passou a funcionar na Praça Pedro II – a partir de 1º de maio de 1911 -, quando a avenida de mesmo nome ainda se chamava “Avenida Maranhense”.

A companhia – que começou a operar no país em 1873 – fechou as portas cem anos depois, em 25 de abril de 1973. A agência Western e os ingleses deixaram o Maranhão definitivamente, mas o relógio ficou para trás. Na década de setenta, o imóvel onde o aparelho está instalado foi anexado ao Palácio da Justiça e passou a pertencer ao patrimônio do Poder Judiciário, por iniciativa do desembargador Lauro de Berredo Martins, presidente do Tribunal de Justiça nos anos de 1972 a 1974, que solicitou a desapropriação do prédio ao governo do Estado.

Na época, apenas os mais abastados possuíam relógios de bolso. O imponente relógio do cabo submarino era uma referência na cidade e simbolizava a famosa pontualidade britânica.

Astro de Ogum é escolhido vereador mais atuante de São Luís pela 2ª vez

Pela segunda vez consecutiva, o presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Astro de Ogum (PR), foi escolhido pelo Instituto Tiradentes, com sede em Viçosa (MG), para receber a homenagem com o prêmio de vereador mais atuante do município de São Luís.

Entre os parlamentares foram indicados, este ano, os vereadores Astro de Ogum (PR), Josué Pinheiro (PSDB) e Rose Sales (PMB), respectivamente, em segundo e terceiro lugares. Em 2015 a ordem foi Astro de Ogum em primeiro lugar, seguido de Rose Sales e Fábio Câmara (PMDB).

Astro de Ogum

Os vereadores mais atuantes do Brasil em seus municípios foram eleitos para receber a “Medalha Tiradentes – Colar de Ouro”. Para obter esse resultado, o Instituo realizou uma pré-seleção em toda região Norte/Nordeste, por meio de uma pesquisa de opinião pública, por amostragem, via consultas telefônicas, no período de 03 a 27 de fevereiro, fazendo uso do Sistema Sentio.

Essa metodologia consta de uma pergunta em todos os municípios com o nome de todos os vereadores para o cidadão escolher pelo próprio telefone o parlamentar mais atuante.

Para garantir a lisura do processo, o Instituto Tiradentes possui um banco de dados com mais de cento e vinte (120) milhões de telefones de todo Brasil. Dependendo da quantidade de habitantes de cada município – Probabilidade Proporcional ao Tamanho-IBGE, são sorteados pelo computador entre setenta mil a quinhentos mil números de telefones para fazerem parte da pesquisa, objetivando sempre que os resultados representem a situação da população dos municípios.

“Não tenho feito nada mais do que desempenhar o meu papel de vereador, representando a nossa população, dentro de nossas limitações, o que tem correspondido a atender as demandas que me são apresentadas”, foi o que disse Astro de Ogum ao ser perguntado qual o significado dessa homenagem. Continuando, ele assinala que isso lhe causa honra e agradece o reconhecimento ao trabalho que tem feito dentro e fora da Câmara Municipal.

Alunos são vítimas de assalto dentro de prédio da UFMA

Alunos da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no Campus do Bacanga, em São Luís foram assaltados dentro do novo prédio de pós-graduação do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia (CCET), onde funciona o laboratório especifico do curso de Ciências da Computação.  O caso aconteceu por volta das 19h de sexta-feira (6).

Segundo relatos do coordenador do laboratório Francisco José da Silva e Silva, apenas três estudantes estavam no local. Uma das vítimas contou que foram ameaçados por dois homens armados com revolveres e que apenas celulares foram levados. O vídeo da gravação feita pelas câmeras de segurança foi publicado na comunidade “Spotted UFMA”, no Facebook, e mostra os supostos criminosos deixando o prédio da universidade tranquilamente depois do crime.

Alunos reclamam da sensação de insegurança dentro da UFMA (Foto: Reprodução/Facebook)

No mural de recado os estudantes relatam casos semelhantes dentro da UFMA e questionam a falta de providências da Prefeitura da Cidade Universitária para tentar resolver a situação de vulnerabilidade na universidade. Eles informaram que se sentem muito inseguros por conta da falta de policiamento na região.

A UFMA disse, por nota, que a segurança ainda foi acionada, mas os bandidos conseguiram fugirantes da chegada dos agentes, e, que as imagens do sistema de vídeo monitoramento fornecidas pela prefeitura da Cidade Universitária foram encaminhadas para a polícia.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) informou que o caso será investigado a partir das imagens que foram cedidas. A SSP ressalta que, em ocorrências de violência, as vítimas devem procurar a delegacia mais próxima para registrar ocorrência.

Em nome da maternidade, mulheres transformam a própria vida no MA

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Mulheres se reinventam e redescobrem vida após maternidade

Desafio pessoal e realização profissional: o Repórter Mirante deste sábado (7) entra no universo das ‘novas mães’. São mulheres que transformaram a própria vida depois da maternidade, que abriram mão do emprego formal, mas nem pensam em parar de produzir.

É o caso da designer Priscila Coelho, em São Luís (MA). Na casa dela, o dia começa bem cedinho. Ela já está de pé, muito antes da filhinha dela e do seu companheiro, Paulo Coelho, acordar. A pequena Inês recebe amor e carinho desde os primeiros minutos do despertar. Uma rotina gostosa que se estende por todo o dia. Isso por causa de uma decisão que a família tomou quando a Priscila ainda estava de licença-maternidade. Ele mudou de emprego. Ela largou o trabalho fora de casa. Tudo isso em nome de um contato mais próximo e do cuidado direto com a filhinha.

O casal está junto há 16 anos. Eles se conheceram ainda na faculdade, e trabalhavam na mesma agência de publicidade. Entravam de manhã, e só saíam no fim do dia.

Ela criou uma empresa voltada para arte da papelaria. Não é uma loja de artigos escolares, mas sim com flores e caixinhas. Para isso, ela investiu em alguns equipamentos mais sofisticados. Tudo é divulgado pelas redes sociais, onde ela também encontra muitos novos clientes.

Foi preciso mesmo muita coragem pra largar tudo e recomeçar, mas ela garante não se arrepender em nenhum momento. Pelo contrário, e escolha dela já compensa a renúncia.