
Moradores do município Governador Edison Lobão, a 730 km de São Luís, estão sofrendo com problemas no abastecimento de água. Os que padecem com o problema precisam se ajudar na luta para conseguir água para as atividades mais simples, como tomar banho.
No quintal da casa da dona Evanir Chaves da Silva, as garrafas servem para armazenar a água. O problema é que ela não chega nem mesmo nas torneiras. A aposentada de 63 anos lembra que, muito tempo atrás, até tinha água nas torneiras, mas ultimamente a situação está bastante difícil. “Têm vezes que [a água] chega só tarde da noite. Eu não levanto porque tenho medo de ficar nesse quintal, porque é aberto. Aí fico nessa luta”, contou.
Além da Vila Getate existem vários outros bairros de Governador Edison Lobão que enfrentam o mesmo problema, entre eles a Vila Eurico, Vila Edinho e bairro da Baixada e bairro Santa Rita.
Uma caixa d’água da escola Santa Rita é que tem amenizado a situação dos moradores. Dentro da escola da pra ver os canos que ficam espalhados no chão, as crianças brincam e se sujam sem se preocupar na hora do recreio, esses canos vão levar água até as suas casas. “Essa água aqui vem da escola e muita gente usa a água de lá. Porque não vem de outros lugares, aí tem que pegar do colégio”, explicou a dona de casa Elis Regina dos Santos.
A produção da TV Mirante tentou contato com a prefeitura de Governador Edison Lobão, por telefone, mas as ligações não foram atendidas.
O governador Flávio Dino (PCdoB) tem sido alvo de sucessivas manifestações de protesto nas redes sociais por criticar o resultado da votação da Câmara Federal, que neste domingo aprovou o prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Facebook, dezenas de internautas reagiram com indignação e até ironia ao inconformismo do comunista, para quem a luta contra o que chamou de “golpe” vai seguir no Senado, no Supremo Tribunal Federal (STF) e nas ruas.
O bombardeio ao governador tem sido impiedoso. Houve quem achasse sua postura “ridícula”, como a seguidora que se identifica como Aurilene Oliveira. O internauta Samuel Araújo respondeu em tom jocoso ao chororô do chefe do Executivo estadual, recomendando que ele ligasse para o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB), que ao votar, ontem, pelo afastamento de Dilma pediu desculpas ao “querido amigo”.
Já o seguidor Marcos Vinícius profetizou: “Governador de um mandato”, para em seguida aconselhar: “Melhor gastar a tua internet e a bateria do teu celular postando ações e projetos para nosso Maranhão”. Recomendações foram o que não faltaram ao governador, como a postada pelo internauta David Oliveira: “Vá trabalhar!! Cuide do estado do Maranhão! Faça o dever de casa!”
Houve quem questionasse a competência de Flávio Dino como articulador, junto à bancada maranhense na Câmara dos Deputados, que, em sua maioria, votou sim pelo impeachment. “Governador Flávio Dino, sou contra este golpe. Mas o que ocorreu de fato com os votos que o senhor e a militância garantiram que teriam contra o impeachment?”, questionou Geison Paschoal.
Até o fechamento desta matéria, já haviam sido postado 531 comentários à reação injuriada de Flávio Dino à votação do impeachment na Câmara. Entre manifestações pró e contra a opinião do comunista, a impressão que fica é que ele teve que acionar seu exército virtual para não perder feio a batalha nas redes.
Folha de SP – A Câmara dos Deputados aprovou na noite deste domingo (17) a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT).
O 342º voto em favor do impedimento, atingindo a barreira de 2/3 da Casa necessários para a aprovação, foi dado pelo deputado Bruno Araújo (PSDB-PE). Os debates na Câmara haviam começado às 8h55 de sexta (15).
No momento do voto de Araújo, haviam 127 votos contrários ao impeachment, 6 abstenções e 2 ausências. Ainda faltavam 36 deputados para votar.
A presidente, atingida pela queda de popularidade em razão da crise econômica e das investigações da Lava Jato, ainda não será afastada do cargo, no entanto. Para que isso ocorra, a decisão dos deputados tem de serreferendada pelo Senado por maioria simples, o que deve ocorrer no início de maio.
Com isso, Dilma se une a Fernando Collor (PTC) no rol de mandatários que tiveram o impeachment aberto pela Casa após a redemocratização do Brasil –o hoje senador alagoano acabou renunciando antes do julgamento que lhe cassou direitos políticos. Em 1999, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) escapou da abertura após vencer recurso em plenário contra o arquivamento de pedido do PT.
A partir da publicação do resultado, o Senado terá dois dias para receber a comunicação da abertura e formar uma comissão especial para analisar a admissibilidade do caso. Hoje a tendência é de que os senadores também aprovem a abertura do processo -o placar da Folha aponta ao menos 47 votos favoráveis, de 41 necessários.
Se isso ocorrer, Dilma será afastada por até 180 dias e julgada pelo plenário da Casa, em rito comandado pelo ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal.
Assumirá então a Presidência, durante o julgamento, o vice Michel Temer (PMDB). Rompido publicamente com Dilma desde dezembro e acusado pela ex-companheira de chapa de ser golpista e conspirador, Temer passou as últimas semanas angariando apoio para o impedimento e articulando a viabilidade política de seu governo.
Já Dilma e seu mentor político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, passaram os últimos dias em um verdadeiro cabo de guerra para tentar esvaziar a vantagem do voto pró-impeachment.
PERDA DE FORÇA
O Planalto vinha perdendo força desde a saída do PMDB de Temer de sua base no mês passado, movimento tumultuado já que vários ministros do partido resistiram a deixar o cargo.
Na semana passada, o processo ganhou ímpeto com a aprovação em comissão especial do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que pedia o impeachment devido às chamadas pedaladas fiscais e à abertura de créditos extraordinários sem autorização do Legislativo.
Os críticos do impeachment consideram que os motivos não configuram crime de responsabilidade, figura estabelecida em lei para justificar o processo. As pedaladas foram manobras fiscais que utilizaram recursos de bancos oficiais de forma indevida –o custo para quitá-las, pago no fim de 2015, foi de R$ 72,4 bilhões.
Na sequência, os partidos médios com que Lula e o governo contavam para ocupar o espaço do PMDB na administração em troca dos votos em favor de Dilma também abandonaram o barco. O PP foi o primeiro, seguido pelo PSD e pela maioria do PR.
A partir de sexta (15), Lula comandou uma última ofensiva, e obteve alguns sucessos em negociar a abstenção de deputados. No sábado (16), o “Diário Oficial” rodou em edição extra com uma enxurrada de nomeações para cargos de segundo escalão, mas o estrago estava feito.
Como o líder petista disse a uma plateia composta por sem-terra e pequenos agricultores, a barganha foi exaustiva dos dois lados do balcão.
“É uma guerra de sobe e desce. Parece a Bolsa de Valores. O cara está com a gente uma hora e em outra não está mais, e você precisa conversar 24 horas por dia para não deixá-los conquistar os 342 votos”, discursou o ex-presidente.
TEMER
Do lado de Temer, houve intensa movimentação. Apesar de registrar defecções, o comando peemedebista contabilizava até 370 votos em favor do impeachment no sábado, número semelhante ao apurado pelo mapa do PSDB e de outras siglas de oposição.
Apesar de ter a caneta na mão, como o “DO” extra ilustrou, Dilma já não oferecia perspectiva de governabilidade. Para cada oferta de cargo, havia uma contraproposta sólida por parte dos peemedebistas.
A movimentação foi frenética, com boatos de todo tipo na praça: ora uma leva de deputados do PP iria votar em favor do governo, ora o PSB também teria defecções importantes. Notas com negativas e reuniões intermináveis entraram pela noite brasiliense.
Uma feijoada na casa do vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), reunindo ministros e governistas, chegou a comemorar o que seria a virada para o governo. Só que a romaria rumo ao Palácio do Jaburu, residência do vice-presidente, se tornou mais intensa, e a suposta onda pró-Dilma quebrou na praia.
Não funcionou para o PT. Agora a articulação que resta ao governo buscará votos no Senado e o apoio do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), que vinha apoiando com distância Dilma.

Insistência dos advogados em fazer o vice em assumir prefeitura tem um objetivo: os cofres públicos.
Emancipado aos 10 de novembro de 1994, Alto Alegre do Pindaré é um município localizado no Oeste Maranhense com pouco mais de 32 mil habitantes, segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010. A cidade tem como alguns dos seus principais atrativos a sua riqueza geográfica e o rio Pindaré que corta a cidade, que se destaca por ser uma grande fonte de renda de muitos moradores e também pela sua importância do que diz respeito ao processo de urbanização. No entanto, o município está conquistando fama mesmo é na política. Somente nos quatro meses, ganhou três mandatários municipais.
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O problema que surgiu há dois anos, com a cassação pela Justiça de primeiro grau, do prefeito Atenir Ribeiro Marques (PRTB). A partir daí, uma verdadeira disputa judicial em torno da Prefeitura vem sendo travada entre ele e seu vice-prefeito, Francisco Gomes da Silva, o Edesio (PRTB). A confusão aumentou ainda depois que o Tribunal de Justiça decidiu afastar o vice e para determinar a posse do presidente da Câmara, Rivaldo Pereira Santos (PRB) no cargo de prefeito do município.
Atenir Ribeiro estava no cargo até dia 25 de fevereiro deste ano, quando foi afastado pelo desembargador Marcelino Everton. Em seu lugar, assumiu vice-prefeito, Edesio. No entanto, ontem, dia 14 de abril, o desembargador José Joaquim Figueiredo, afastou o vice, “para determinar a efetivação do presidente da Câmara de Alto Alegre do Pindaré, Rivaldo Santos no cargo de chefe do executivo do município”.
Hoje, 15 de abril, Edesio, por meio do advogado Luís Paulo de Moura Holanda, impetrou, no Tribunal de Justiça, um mandado de segurança para anular o processo de posse do chefe do legislativo na Prefeitura.
De acordo com informações obtidas pelo blog, o mandado com pedido de liminar impetrado pelo Município de Alto Alegre do Pindaré, representado pelo [ex-] prefeito Francisco Gomes da Silva (Edesio), questionou o ato do desembargador Plantonista José Joaquim Figueiredo dos Anjos.
Na ação, a defesa de Edesio assevera a existência de exceção de suspeição protocolada pelo Município de Alto Alegre do Pindaré e seu atual prefeito (Francisco Gomes da Silva) em trâmite nesta casa em face do Juiz convocado José Jorge Figueiredo dos Anjos, irmão do magistrado que determinou o afastamento de Edesio e a posse de Rivaldo.
“O fato ensejaria a “nítida impossibilidade material de apreciação” da eventual demanda por este Desembargador Plantonista (fl. 14). A presente situação, além de inusitada, exótica e surreal causa embaraços porque é de conhecimento do causídico (ou deveria ser) que este julgador não pode sindicar seus próprios atos e o regime do Plantão Judiciário é incompatível com a convocação de outro Desembargador só para analisar o pleito do impetrante”, diz trecho do mandado de segurança que pode levar o município a sofrer mais um ‘revezamento de prefeito’.

Desembargador se julga impedido e procede a imediata distribuição do mandado. Decisão adia desejo dos advogados em transformar o vice em prefeito.
No despacho, o desembargador José Joaquim Figueiredo informou que independentemente do acerto na escolha da via eleita e do pedido formulado, deveria o impetrante, em tese, ter ingressado durante o expediente normal se quisesse ver obstada a apreciação da eventual demanda a ser proposta pelo antigo gestor.
“De qualquer sorte, não posso funcionar no presente feito, razão porque dou-me por impedido (CPC; artigo 144, IV) o que impossibilita a análise do writ neste Plantão Judicial. Ante o exposto, proceda-se à imediata distribuição nos termos do §2º do artigo 19 do Regimento Interno desta casa. Publique-se. Intime-se. Cumpra-se”, declarou o magistrado em sua decisão.
Faltando apenas três dias para a votação do pedido de impeachment na Câmara Federal, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), continua mantendo a tese, nas redes sociais, de que os golpistas de plantão não terão êxito em sua empreitada. Até o momento, o placar revela 335 votos a favor do impeachment, 127 contra, 27 sem resposta e 24 indecisos. Para admissibilidade do impeachment são necessários 342 votos.
Ele garante que nenhum partido de centro votará de forma unificada e que o clima de vitória da oposição é “tentar ganhar no grito”.
Para o comunista Flávio Dino, a oposição criou um clima de rivalidade no Brasil que pode ser perigoso. “Só tenho um imenso temor de a irresponsabilidade golpista conduzir a graves confrontos entre brasileiros. Necessário ter bom senso”, frisou.