A ex-governadora Roseana Sarney recebeu hoje (9) a Ordem do Mérito Militar, a mais elevada distinção honorífica do Exército Brasileiro.
Entregue pelo Comandante do 24º BIL (Batalhão de Infantaria Leve), Coronel Azevedo, a condecoração é um reconhecimento por serviços relevantes prestados ao Exército Brasileiro.
Durante a homenagem, Roseana fez questão de agradecer pelos serviços que o Batalhão de Infantaria prestou ao Maranhão durante os anos em que ela foi Governadora do Estado, e lembrou da importância do trabalho da corporação quando o Maranhão enfrentou um dos períodos de chuvas mais severos da história, com enchente na Região do Mearim, onde dezenas de famílias ficaram desabrigadas.
Acompanhada por amigos, Roseana recebeu o Grau de Grande Oficial no Corpo de Graduados Especiais da Ordem do Mérito Militar.
“Hoje, venho primeiramente agradecer. A medalha que carregarei comigo simboliza o reconhecimento por algo que sempre fiz com muita honra: prestar serviços ao Exército Brasileiro mas, acima de tudo, prestar serviços ao nosso Maranhão, e ao nosso país”, disse Roseana.
Ficou agendada para quinta-feira (10), às 9h, na sede do Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA), em São Luís, uma nova audiência de mediação que tratará do caso dos trabalhadores do Instituto Cidadania e Natureza (ICN), que foram demitidos sem receber as verbas rescisórias. A organização presta serviços de saúde ao governo do Estado.
Na última terça-feira (1º), a procuradora do Trabalho Anya Gadelha Diógenes realizou uma audiência que, pela primeira vez, contou com a presença de representante do ICN. Além do Instituto, participaram da mediação membros do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem e Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde do Maranhão (Sindsaúde) e da Secretaria Estadual de Saúde.
Nesse encontro, a procuradora Anya Gadelha determinou que o ICN apresente ao MPT e à Secretaria de Saúde, até o dia 9/12, os termos de rescisão de contratos de trabalho dos 700 demitidos e a relação nominal desses trabalhadores, além de CPF e conta bancária dos mesmos.
O Tribunal de Justiça do Maranhão, ainda comandado pela desembargadora Cleonice Freire, já pagou quase R$ 2,9 milhões, de um total de pouco mais de R$ 3,7 milhões, por serviços não realizados no Fórum Desembargador Sarney Costa, o Fórum de São Luís.
É o que aponta documento obtido com exclusividade pelo Atual7, encaminhado via ofício à presidente do Poder Judiciário maranhense, no dia 10 de novembro passado, pelo diretor-geral do TJ-MA, Hebert Pinheiro Leite, após reunião da sala da Vice-Presidência do tribunal, onde estiveram presentes, além de Hebert Leite, a ainda vice-presidente do TJ, Anildes Cruz; a juíza-auxiliar da Presidência, Sara Fernanda Gama; a diretora do Ferj (Fundo de Modernização e Reaparelhamento do Judiciário), Celetira de Diorah Soares de Carvalho Silva; o diretor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, Gustavo Adriano Costa Campos; e o juiz de direito e futuro diretor do Fórum de São Luís, Sebastião Joaquim Lima Bonfim, autor da denúncia.
De acordo com o ofício, Sebastião Bonfim teria declarado ao diretor-geral do Tribunal de Justiça do Maranhão que a empresa Engetech Construtora Ltda estaria recebendo pelos serviços fantasmas de manutenção no Fórum de São Luís. Embora o documento não informe o valor desviado, informações abertas do Portal das Finanças do TJ-MA apontam para o pagamento de quase 2,9 milhões à Engetech pelos mesmos serviços apontados no ofício encaminhado por Hebert Leite à Cleonice Freire, solicitando ainda a abertura de uma sindicância para apurar os fatos.
“Me foi declarado pelo Dr. Sebastião Bonfim que a empresa Engetech, que presta serviços de manutenção ao Fórum Des. Sarney Costa, tem recebido valores deste tribunal sem a realização dos respectivos serviços”, diz trecho do documento, que informa ainda que “para o pagamento de faturas é imprescindível a realização dos serviços com a respectiva medição”.
Continua a greve dos agentes de limpeza em São Luís (MA), iniciada na última segunda-feira (7). Enquanto segue o impasse entre a categoria, a São Luís Engenharia Ambiental S.A. (Slea) – contratada para o serviço –, e a Prefeitura de São Luís, um amontoado de resíduos e sujeira toma conta de calçadas e canteiros da capital maranhense. A paralisação, dizem os garis, é o atraso no salário de novembro. A prefeitura diz que a paralisação é ilegal.
Com a montanha de lixo, o combate ao mosquito Aedes aegypti – que transmite a dengue, febre chikungunya e zika vírus – está ameaçado na cidade. O lixo espalhado pela cidade serve de criadouro para o mosquito.
Um mutirão com 350 agentes de endemias para identificar e eliminar possíveis focos do mosquito foi iniciado nesta quarta-feira (9), mesmo com a greve dos agentes de limpeza, segundo informou a secretária de Saúde ao G1, Helena Duailibe. De janeiro a novembro de 2015, segundo a prefeitura, 652 toneladas de pneus e 47,7 mil toneladas de entulhos foram recolhidos.
‘Ilegal’
Nessa terça-feira (8), a Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), se disse surpreendida com o início da greve, já que não foi comunicada pela empresa São Luís Engenharia Ambiental e que trabalha para que os serviços sejam restabelecidos ainda nesta quarta-feira (9).
Ao G1, o secretário de Obras e Serviços Públicos, Antônio Araújo Costa, informou que os agentes de limpeza foram impedidos de trabalhar por ordem da diretoria do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Maranhão (Seac-MA), e que vai tomar as medidas legais. “O sindicato iniciou a greve sem notificar a prefeitura formalmente, não cumprindo com o seu dever legal e obrigação, portanto a greve é ilegal”, disse.
Ainda segundo o Antônio Araújo, a Semosp vai retomar o diálogo direto com os trabalhadores, sem intermédio do sindicato, para que seja retomado o trabalho. O secretário evitou estimar quantas toneladas de lixo deixaram de ser recolhidos nos dias da greve.
Empresa responsável
Por e-mail, o G1 solicitou um posicionamento da São Luís Engenharia Ambiental sobre a greve dos agentes de limpeza e informações sobre o atraso nos salários, e aguarda o retorno da empresa.
Sindicato
O G1 tentou falar com algum representante do Seac-MA, mas em todas as tentativas o telefone da instituição estava ocupado ou ninguém atendeu as chamadas.
Por e-mail, o a reportagem solicitou um posicionamento do sindicato e informações sobre o pagamento dos salários, e aguarda o retorno da entidade.