MP pede que Estado recomponha efetivo policial em Timon

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) ajuízou ação com pedido de liminar para que o Estado do Maranhão seja obrigado a recompor imediatamente o efetivo policial do 11º Batalhão da Polícia Militar de Timon, no Maranhão. A informação foi divulgada pela assessoria do órgão nesta terça-feira (21).

A ação, formulada pelos promotores de justiça Fábio Menezes de Miranda, Sérgio Ricardo Souza Martins, Marco Antônio Camardella da Silveira e Eduardo Borges Oliveira, foi ajuizada no dia 14 de julho.

No processo, o MP-MA solicita “o urgente retorno dos policiais que foram convocados para atuar em São Luís e no Complexo Penitenciário de Pedrinhas”, além do aumento do orçamento destino à PM de Timon. Foi fixada multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento dos pedidos.

Policiamento
Na ação, os promotores afirmam que o 11º BPM está funcionando de forma precária, com reduzido número de policiais e viaturas, sem condições de coibir a violência na região de Timon. O contingente policial, formado por 187 policiais, atende também as comarcas de Matões e Parnarama. Atualmente, a população de Timon é de 161.721 mil pessoas.

“A flagrante, pública e notória falta de policiais militares em número necessário acarreta prejuízos à população, pois não se pode dizer que estejam em segurança aqueles que se encontram sob a proteção de poucos agentes do Estado nessa função tão relevante”, afirmaram os promotores.

“A necessidade de recomposição do quadro salta aos olhos, principalmente quando se observa o crescente aumento da criminalidade, especialmente o aumento do tráfico de drogas e assaltos em Timon e região circunvizinha”, acrescentam os promotores.

Fiscais flagram botijões de gás  abaixo do peso normal em São Luís

O Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial do Maranhão (Inmeq-MA) reprovou botijões de gás vendidos por envasadoras em São Luís, durante fiscalização realizada na terça-feira (21). O Inmeq é um órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), autarquia federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A fiscalização faz parte de uma força-tarefa capitaneada pelo Ministério Público com a participação da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Corpo de Bombeiros do Maranhão (CBMMA) e Inmeq, desencadeada nesta semana na capital.

O primeiro dia de trabalho contou com a presença da promotora de Defesa do Consumidor, Lítia Cavalcante e do presidente do Instituto, Geraldo Carvalho Júnior, além de representantes da ANP e do CBMMA. “O objetivo principal desta força-tarefa é verificar as condições de segurança nos locais de distribuição e revendas”, disse a promotora de Justiça, ressaltando, também, a verificação de itens como armazenamento, requalificação e outras irregularidades.

As equipes de trabalho envolvendo os quatro órgãos reuniram-se na sede do Corpo de Bombeiros, no Itaqui-Bacanga, por volta das 8h, de onde saíram para fiscalizar as envasadoras e distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

Três equipes do Inmeq-MA participaram da operação. “O foco do nosso trabalho aqui é verificar se o peso dos botijões de gás de uso doméstico está de acordo com o padrão estabelecido, garantindo que o consumidor pague o preço justo, tendo em vista que assegurar os direitos dos consumidores é uma meta da gestão Flávio Dino”, explicou o presidente Geraldo Carvalho Júnior.

Os exames realizados pelo órgão foram por amostragem, sendo selecionados dois lotes de 32 e um de 80 botijões. Após exames de pesagem em um dos lotes de 32, os fiscais do Inmeq identificaram algumas unidades com peso abaixo do permitido.

Todo o lote foi reprovado no exame, que pesou cada botijão com e sem o gás. Em razão da irregularidade detectada, a empresa foi notificada e será autuada, podendo vir a receber multa, conforme estabelecida pelas normas do Inmetro.

Protesto contra morte de criança bloqueia tráfego na Alemanha

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Moradores do bairro da Alemanha fazem um protesto nesse momento na avenida dos Franceses. São amigos familiares da menina de 3 anos assassinada no último sábado.

O trânsito está congestionado. Policiais e agente da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes já estão no local para controlar os manifestantes.

Foi ateado fogo em pneus e galhos de árvores. A menina foi atingida com disparos de arma de fogo, mas o alvo era o pai dela.

MPF/MA propõe ação contra três gestores de Presidente Vargas por improbidade

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O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) propôs ação de improbidade administrativa, com pedido de liminar, contra três gestores do município de Presidente Vargas/MA, o pregoeiro e dois empresários. Segundo as investigações, o grupo teria fraudado o processo licitatório para prestação de serviços de locação de veículos leves, pesados, máquinas e transporte escolar.

Durante a gestão da prefeita Ana Lúcia Rodrigues Cruz Mendes, nos anos de 2013 e 2014, com a participação dos secretários municipais, Inaldo Sosa Frazão e Walterlino de Jesus Uchôa Costa, foram realizadas duas licitações na modalidade pregão, vencidas pela empresa Hidrata Construções Ltda., no montante de 1,5 milhão de reais.

O MPF/MA constatou uma série de irregularidades existentes nos procedimentos para contratação da empresa, entre elas a insuficiência da publicidade para a licitação nos Diários Oficiais do Estado e da União e em veículos de grande circulação; indicação de marcas sem justificativa técnica; superfaturamento da locação devido serviços de subcontratação ilegal, entre outras.

Tal prática ilícita contou com a participação do pregoeiro Ronaldo Silva de Oliveira e favoreceu os representantes da empresa vencedora, Washington Mendes Sampaio e Paulo Henrique Santos Aguiar. O grupo gerou prejuízos à administração pública, por prestação de serviço inadequado, uso de veículos irregulares que eram conduzidos por motoristas não habilitados na categoria exigida e contratação de carros “pau de arara”, colocando em risco à segurança dos estudantes.

Na ação, o MPF/MA requer a condenação dos demandados na suspensão dos direitos políticos, multa civil, ressarcimento ao erário e proibição de contratação com o poder público.

TJMA recebe denúncia contra o ex-prefeito de Senador La Rocque

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A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) recebeu, por maioria, denúncia contra o ex-prefeito de Senador La Rocque, João Alves Alencar. Ele é acusado pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) de deixar de apresentar, no prazo previsto em lei, a prestação de contas do exercício de 2012 ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e à Câmara de Vereadores do Município.

Na denúncia formalizada junto ao Tribunal de Justiça, o MPMA sustenta que a prestação de contas apresentada pelo ex-prefeito ocorreu após o período estabelecido pelo Tribunal de Contas, configurando ato de improbidade administrativa com lesão ao erário, tendo o João Alves Alencar adotado uma conduta omissa diante do fato.

Em sua defesa, o ex-gestor alegou que na denúncia formalizada pelo MPMA não estão descritos os fatos em todas as circunstâncias, principalmente na parte que se refere aos prejuízos causados à administração pública.

Os argumentos do ex-prefeito não foram acolhidos pela maioria do colegiado, cujo entendimento foi de que a denúncia do MPMA deve ser apurada, conforme pedido daquele órgão ministerial. (Processo nº 2282015)