Padilha destaca agenda com André Fufuca em Brasília

O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) destacou em suas redes sociais reunião que teve com vários parlamentares e, entre eles, o deputado maranhense André Fufuca (PP). Para o público, o que foi repassado foi um encontro de “agradecimentos pelo apoio” nas votações na Câmara dos Deputados.

Mas na prática, a conversa passou sim pelo espaço que será destinado ao Progressista. André Fufuca, que é líder do partido na Câmara e responsável pela articulação política junto ao Palácio do Planalto, é o nome da legenda para ocupar o cargo de primeiro escalão no governo Lula.

Após a aprovação da reforma tributária, nos bastidores em Brasília, era dada como certa a ida de Fufuca para o Ministério do Desenvolvimento Social. No entanto, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a pasta não sairá do “seu controle”, ou seja, permanece com o PT. Hoje o Desenvolvimento Social (a pasta do Bolsa Família) é comandada pelo senador Wellington Dias (PT).

Mas o governo sabe que o PP não aceitará qualquer espaço no primeiro escalão de Lula. O ministério a ser cedido deve ter importância, força política e orçamento destacado. E foi isto que André Fufuca foi deixar claro para Alexandre Padilha.

Resta saber se o governo realmente não abrirá mão do ministério do Bolsa Família, que é a pasta almejada pelo Progressista. A pressão está grande até porque a posição do PP é de cobrança da fatura de uma articulação que garantiu aprovações importantes para o Palácio do Planalto. (Com informações da Coluna Estado Maior, do Imirante)

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Pesquisa não atende aos requisitos de confiabilidade

Apesar de ‘existir’ desde 2012, instituto que funciona em kitnet publicou levantamento ‘incompleto’ sem perfil da amostra e não revelou a setorização de bairros pesquisados

Endereço do Instituto Completa funciona em uma kitnet da Cidade Operária

Muitas lendas urbanas correm soltas nas redes sociais quando o tema é pesquisa eleitoral. Quase todo pré-candidato que não obtém o resultado desejado espalha nos seus canais de comunicação que as pesquisas são “manipuladas” e “não confiáveis”. Convém não brigar com os números e com a realidade.

No entanto, para que esses dados não sejam alvo de divergências, é preciso fazer uma análise detalhada da metodologia com base em requisitos de confiabilidade. Foi exatamente isso que fez o blog do Antônio Martins ao analisar o relatório do levantamento publicado hoje pelo Instituto Completa Pesquisa de Opinião.

O primeiro ponto a ser destacado, por exemplo, é que a empresa publicou a pesquisa sem perfil da amostra: sexo, idade, grau de instrução e renda. Além disso, também não demonstrou a setorização de bairros pesquisados.

Outro dado curioso é que, apesar de ter assinatura do estatístico responsável, a Completa não está filiada ao CONRE-5 (Conselho Regional de Estatística 5ª Região).

Baseado nos fatos destacados, chegamos a uma conclusão de que a pesquisa da Completa não atende plenamente aos requisitos legais, especificamente no que se refere à metodologia nos termos do disposto no inc. III e no inc. IV do art. 2º da Resolução do TSE 23.600/2019, acarretando um risco para sua confiabilidade.

Da forma que divulgou os números, sem atender aos requisitos de confiabilidade, dá a entender que o Instituto montou o relatório da ‘consulta’ copiando dados das últimas duas pesquisas divulgadas anteriormente, inclusive, usando as mesmas palavras que os concorrentes usaram em seus relatórios.

Apesar de ‘existir’ desde 2012, a empresa que funciona em uma kitnet, no bairro da Cidade Operária, diz em seu Instagram criado no dia 10 de julho de 2023 que atua nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Pará e Tocantins, mas este foi somente seu primeiro relatório apresentado.

Outra curiosidade nas informações é que, segundo o Instituto Completa, a “pesquisa” foi feita nos dias 05, 06, 07 e 08 de julho, mas só foi assinada pelo estatístico dia 14 de julho.

Contato para aluguel de kitnet é o mesmo informado no CNPJ do Instituto
Apesar de informar que atua no Maranhão, Piauí, Ceará, Pará e Tocantins, essa foi a primeira pesquisa publicada pela empresa

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Assembleia apresenta balanço do 1º semestre de 2023

A Assembleia Legislativa do Maranhão divulgou, nesta terça-feira (18), o Relatório Quantitativo e Situacional de Atividades Legislativas, referente ao primeiro semestre de 2023, englobando o período de 2 de fevereiro a 13 de julho. O objetivo é fornecer informações sobre a quantidade de proposições e a situação delas, em uma análise de conjuntos definidos por proponente e por tipo de proposição.

De acordo com o relatório, foram realizadas 57 sessões ordinárias e 5 extraordinárias, sendo apresentadas 3.719 proposições, entre Projetos de Lei Ordinária, indicações, requerimentos, moções, Propostas de Emenda Constitucional (PEC), Projetos de Resolução Legislativa e Projetos de Decreto Legislativo.

“Ao longo desse período foram realizadas diversas reuniões deliberativas, audiências públicas e visitas, resultando em proveitoso trabalho na apreciação de proposições nas comissões técnicas”, afirmou o diretor-geral da Mesa Diretora, Bráulio Martins.

O relatório informa, ainda, que quatro Frentes Parlamentares foram instaladas no período e estão em andamento na Casa: Frente Parlamentar em Defesa dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias do Maranhão, Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, do Desenvolvimento Rural Sustentável, da Agroecologia e da Regularização Fundiária, Frente Parlamentar para Estudo, Diagnóstico e Melhoria do Saneamento Básico no Maranhão e a Frente Parlamentar de Combate à Pobreza.

No documento, também constam proposições apresentadas pelo Poder Executivo, Poder Judiciário, Ministério Público Estadual, Defensoria Pública e Tribunal de Contas do Estado. As matérias são separadas por tipo e por situação.

O relatório, produzido pela Diretoria Geral da Mesa, Diretoria Legislativa e Diretoria de Documentação e Registro, aponta o trabalho realizado pelas comissões permanentes da Alema, com destaque para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

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Duarte e Edivaldo vão disputar o confronto com Braide

Nova pesquisa eleitoral divulgada nesta terça-feira (18), aponta uma polarização entre o deputado Duarte e o ex-prefeito Edivaldo no confronto com o prefeito Eduardo Braide (PSD), que lidera a disputa pela Prefeitura de São Luís.

A pesquisa realizada pelo Instituto Completa Pesquisa de Opinião, contratado pela TV Band Maranhão ouviu 975 eleitores, entre os dias 5 e 9 de julho. O nível de confiança de 95% e margem de erro é de 3%.

Veja os números:

Eduardo Braide – 31,1%
Duarte Jr. – 18,5%
Edivaldo Holanda Jr. – 13,8%
Neto Evangelista – 9,1%
Wellington do Curso – 5,4%
Paulo Victor – 5,2%
Yglésio Moyses – 4,7%
Carlos Lula – 4,3%
Brancos/Nulos – 4,0%
Não sabe/Não respondeu – 3,9%

Na pesquisa espontânea, onde não são apresentados os nomes aos eleitores, a liderança também é do atual prefeito Eduardo Braide. Veja os números:

Eduardo Braide – 18,2%
Duarte Jr. – 5,4%
Edivaldo Holanda Jr. – 3,8%
Neto Evangelista – 1,9%
Wellington do Curso – 0,9%
Paulo Victor – 0,7%
Carlos Lula – 0,4%
Yglésio Moyses – 0,3%
Outros – 2,2%
Brancos/Nulos – 7,8%
Não sabe/Não respondeu – 58,9%

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Histórico do PDT critica a “posição pessoal” de Penha

O ex-secretário Abdelaziz Santos – que comandou a Administração e o Planejamento nas gestões de Jackson Lago em São Luís e no Governo do Estado – voltou neste fim de semana a criticar a letargia do seu partido, o PDT, no debate sobre as eleições de 2024.

Embora não tenha citado nomes, a crítica de Aziz Santos teve um alvo: o vereador Raimundo Penha que, por conta de sua posição pessoal, fez o partido perder até o direito de sentar à mesa das eleições 2024.

O artigo “O PDT e suas idiossincrasias”, de Aziz, foi publicado nos principais jornais e  páginas de internet no sábado, 15 e domingo, 16.

“Tantas batalhas, tanto tempo de combate, de repente tudo isso jogado fora como se nada tivesse valido a pena. Ainda há tempo, senhores. Precisamos urgentemente sair desse pântano de areia movediça, convidar os movimentos organizados e a militância em geral para traçarmos os nossos rumos, a nossa caminhada” , afirmou o líder histórico pedetista.

“Se pensarmos no cenário de São Luís, a nossa Capital, após o PDT ter comandado exitosamente o município por décadas, o quadro é de uma tristeza sem precedentes. Não há conversa, não se tem notícias de diálogo”, completou o ex-secretário.

Abaixo, a íntegra do artigo:

O PDT e suas idiossincrasias

No passado, o PDT e o PT tinham uma coisa em comum: os governos do Brasil geralmente se inclinavam à direita e os partidos mais à esquerda abraçavam a política sem o desejo prematuro de poder. Posteriormente, ambos ganharam eleições importantes. O PT então encantou-se com o poder e decidiu abandonar seu Projeto de Nação ainda não consolidado, fixando-se num Projeto de Poder que o mantém até hoje na política brasileira, agora cada vez mais fragilizado. Sua liderança máxima, o Lula, aonde vai no exercício da Presidência é falando coisas de arrepiar: casos da Ucrânia, Venezuela, democracia relativa e outras bobagens que tais. A última é que o Governo está vivendo sua melhor fase com o Legislativo. Quer dizer, o Centrão manda e desmanda e isso é bom para o Governo, segundo o Presidente. Ficamos livres do Bolsonaro, mas não de bobagens.

Já o PDT, diferentemente do PT, quando assumia funções de governo mostrava que era pela educação que se resolveria o nó górdio do atraso do Brasil e, exercendo ou não o poder, sempre empunhava as bandeiras do desarmamento mundial, da superação do subdesenvolvimento econômico e tecnológico do Terceiro Mundo, da garantia da soberania dos povos e, especialmente, em relação ao Brasil, da educação libertária. Enfim, o seu Projeto de Nação era a bússola, e mais importante do que o Poder.

Ocorre que, tendo perdido a alma com a morte do Brizola, o PDT perdeu-se nos descaminhos  da política. Mais recentemente ensaiou a candidatura de Ciro Gomes à Presidência e, não obstante, tudo o que este disse do PT e do Lula na campanha de nada serviu, pois o Partido resolve ironicamente compor o seu ministério, ao invés de adotar uma posição crítica ao governo, oferecendo sua contribuição ao Brasil, agora a partir do PND do Ciro. Triste!

Aqui, no Maranhão, vivemos tempos gloriosos sob a liderança do Jackson Lago, que perdia e ganhava eleições até assumir o Governo, logo deposto pelos Sarneys, servindo-se de golpe judiciário que manchou a biografia de vários ministros do TSE. O seu Projeto de Maranhão era claro. Com ou sem mandato, ao ser indagado qual o caminho a percorrer, a resposta era cristalina, ou seja, no caminho em que sempre estivemos, contrário às oligarquias que ajudaram a empobrecer a população que vivia – e vive – à margem do ciclo econômico do minério de ferro e da monocultura, e outros grupos que depredam a natureza em benefício dos seus próprios interesses, e a favor  da educação, da produção a partir do desenvolvimento local e da  inclusão das massas populares.

Testemunhei a firmeza de princípios de Jackson Lago ao recusar acenos de aproximação ao grupo Sarney.  Jamais rendeu-se ao canto das sereias! Preferiu imolar-se a ser criminosamente ceifado em vida, por via dos que pregam a capitulação dos ideais a um projeto de poder. Faltam-nos, no Brasil e no Maranhão, homens dessa têmpera.

Após a morte do nosso grande  líder das oposições maranhenses, o PDT parece cambalear, não se vislumbra o norte político.  O que ouço diariamente dos pedetistas que me visitam é que as nossas principais lideranças regionais falam apenas com quem querem, não ouvem a militância, preferem submeter-se ao jogo tradicional da política menor.

No plano municipal a desgraça se repete. O pior de tudo é que se percebe uma espécie de medo da militância na interlocução com as lideranças do partido. Os que dele dependem para sobreviver merecem nossa compaixão. E os outros, que têm vida própria, silenciam por quê?

Se pensarmos no cenário de São Luís, a nossa Capital, após o PDT ter comandado exitosamente o município por décadas, o quadro é de uma tristeza sem precedentes. Não há conversa, não se tem notícias de diálogo. Fala-se que o PDT hoje perdeu até o direito de sentar-se à mesa de negociações sobre as próximas eleições, tudo isso porque as lideranças não nos apontam caminhos. Aqui e acolá, um ou outro dirigente sai na frente, não se sabe se autorizado ou não, a apostar em candidatura deste ou daquele personagem, sem discussão prévia com os movimentos organizados, não se sabe bem  o porquê. Triste!

Nas eleições passadas, mesmo sem candidatura própria, fizemos um bom primeiro turno e, no segundo, ajudamos a eleger o Braide. Se é verdade que este deixou de cumprir compromissos com o Partido, poderá ter o mesmo fim da Conceição, do Tadeu e do Holandinha. Se existiram politicamente ninguém sabe, ninguém viu.

E nosso legado? Tantas batalhas, tanto tempo de combate,  de repente tudo isso jogado fora como se nada tivesse valido a pena. Ainda há tempo, senhores.

Precisamos urgentemente sair desse pântano de areia movediça, convidar os movimentos organizados e a militância em geral para traçarmos os nossos rumos, a nossa caminhada. O PDT tem história ímpar e quadros excelentes para uma boa disputa eleitoral. Temos 4 deputados estaduais, 3 vereadores em São Luís, 1 deputado federal e 1 senador. Somos muitos. Falta diálogo, falta liderança. Apenas isso.

Abdelaziz Santos

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