
Aliados e simpatizantes ainda tentam negar ou minimizar o distanciamento entre o governador Carlos Brandão e o ministro da Justiça Flávio Dino (ambos do PSB). Mas os fatos, cada vez mais notórios, só confirmam que a relação entre os dois é cada vez mais insustentável. A informação é do blog do jornalista Marco D’Eça.
De acordo com a publicação, Flávio Dino acaba de ver duas aliadas sendo substituídas na Assembleia Legislativa, cujo comando é da deputada Iracema Vale (PSB), uma das principais aliadas de Brandão.
Simone Limeira, do PCdoB de Grajaú, que era a diretora de Registro e Documentação, será substituída pela ex-prefeita Carmem Neto, mulher do ex-deputado Paulo Neto, um dos principais apoiadores de Iracema.
O adjunto de Carmem Neto será o ex-deputado Hélio Soares (PL), que disputou a vice-governadoria na chapa do senador Weverton Rocha (PDT).
Ele vai substituir ninguém menos que a própria cunhada de Flávio Dino.
Brandão manteve aliados de Dino no governo, mas apenas os que tinham cacife proprio, como Felipe Camarão (PT), que é vice-governador, e Lene Rodrigues, que é mulher do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB).
Uma das principais perdas do comunista foi a saída de Ted Lago do Porto do Itaqui.
Já a Secretaria de Segurança Pública segue com o titular indefinido por que Brandão ainda tenta negociar com Dino.
Mas neste clima de distanciamento o diálogo parece cada vez mais difícil.
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Já não é mais segredo para ninguém a especulação que a relação entre os “aliados” Flávio Dino, ministro da Justiça e Segurança Pública, e Carlos Brandão, governador do Maranhão, está estremecida.
Só que um episódio nesta semana acaba reforçando a tese de afastamento. Diante dos questionamentos feitos por deputados federais sobre a ida de Dino ao Complexo da Maré, Brandão saiu publicamente em defesa do ministro maranhense. A informação é do blog do jornalista Jorge Aragão.
No entanto, mesmo com o gesto de Brandão, Flávio Dino não se deu ao trabalho nem de responder, preferiu ignorar solenemente a atitude do governador maranhense.
O silêncio de Dino acaba apenas reforçando a especulação de estremecimento na relação entre os ainda “aliados”, pelo menos oficialmente.
A turma de Dino, nos bastidores, diz que a insatisfação seria por acordos não cumpridos. Já a turma de Brandão, também nos bastidores, diz que os acordos possíveis estão sendo cumpridos, mas fazem sempre questão de lembrar duas coisas: o governador hoje é Brandão e que Brandão durante sete anos e meio jamais teve sequer uma secretaria no Governo Dino para chamar de sua.
É aguardar e conferir, mas se não sentarem para conversar e aparar os desacertos, somado com a proximidade das eleições municipais de 2024, a tendência será mesmo um afastamento cada vez maior.
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Nesta sexta-feira (17), em nova fase da Operação Lesa Pátria, a Polícia Federal (PF) cumpre 46 mandados de busca e apreensão e 32 mandados de prisão em todo o Brasil, inclusive no Maranhão. A operação tem como alvos os suspeitos de participação nos atos que vandalizaram e depredaram as sedes dos Três Poderes, durante atos golpistas de 8 de janeiro, em Brasília (DF).
Entre os presos estão a mulher suspeita de pichar a estátua da Justiça, Debora Santos que foi presa em Paulínia-SP e o homem que furtou uma bola autografa por Neymar, Nelson Ribeiro Fonseca que foi preso em Sorocaba-SP.
No Maranhão, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão (mesmo alvo).
Além do Maranhão, a PF cumpriu prisões nos estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, São Paulo e no Distrito Federal.
Vale ressaltar que esta é a 8ª fase da operação Lesa Pátria.
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Após ser tratado com frieza durante o 1º Congresso do Municipalismo Maranhense na última segunda-feira (13), a presença do secretário de Segurança Pública do Estado, coronel Silvio Leite, na solenidade para a implantação do ensino militar no 2 de Julho Unidade XXIV na Escola Municipal Risa Belfort Pires Alves, em Cantanhede, nesta quinta-feira (16), gerou uma saia justa para o protocolo.
Nas imagens publicadas nas redes sociais do governador, Leite não aparece ao lado de Brandão no espaço destinado às autoridades. Segundo fontes do blog que participaram da cerimônia, ele teria argumentado com o cerimonial que a praxe em eventos oficiais é que o secretário fique ao lado do governador, mas não houve mudança de posicionamento.
O próprio Brandão não se mexeu para resolver a situação. Entre o governador estavam o prefeito Kabão e o coronel Célio Roberto, Comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA). O registro fotográfico do secretário escanteado é mais uma prova quanto a preferência do chefe do Executivo na escolha do novo titular da SSP.
Para permanecer no cargo, Leite teria chegado a procurar Flávio Dino para tentar intervir na sua permanência no cargo, mas o ministro não se comprometeu por entender que essa é uma escolha pessoal do próprio chefe do executivo. A informação chateou o governador que desde então passou a tratar o auxiliar com indiferença e frieza.

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Os deputados estaduais Yglésio Moyses e Carlos Lula, ambos do PSB, promoveram um debate na Assembleia Legislativa do Maranhão, nesta quinta-feira (16), a respeito da visita realizada na quarta-feira (15) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), sem escolta, a uma entidade na favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, considerado um dos mais violentos do Rio de Janeiro.
Ao subir à tribuna, Yglésio destacou o fato de o titular da pasta haver entrado no local sem segurança reforçada, e mencionou o fato de que a comunidade é dominada por facções criminosas.
“Eu não vi ninguém falando em torno de fake news em relação a isso. Eu, por exemplo, jamais disse que o ministro tem conluio com traficante. Discordo disso. Mas, lendo essa matéria bem aqui: ‘Maré, a favela de todas as facções armadas que a polícia ainda não conseguiu tomar’. O ministro da Justiça chegou à favela sem qualquer tipo de escolta policial, chegou com mais um carro ali, foi recepcionado por locais naquele momento”, destacou.
Segundo ele, nem mesmo o mais “abnegado aliado” de Dino “poderia dizer que não houve uma articulação de alguém do ministério com representantes da comunidade, inclusive das facções, para que a visita fosse tranquila”. “Ou seja: há um canal de diálogo, óbvio”, completou.
Em resposta, Lula pontuou que, “não é por ser uma área pobre, que só tem traficantes” no Complexo da Maré. Segundo ele, o ministro foi ao local para escutar as pessoas trabalhadoras que moram no local.
“É muito infeliz a fala do deputado ao asseverar que o Ministro da Justiça foi ao Complexo da Maré e não tratou de pegar arma de traficante ou de moradores daquela favela. Deputado, queria dizer a Vossa Excelência que o Complexo da Maré não é por ser uma favela, não é por ser uma área pobre, que só tem traficantes lá. Muito pelo contrário. As pessoas que moram ali naquela favela, que moram ali naquela situação, como as que moram em periferias das grandes cidades, elas passam muitas dificuldades. Muitas. É muito preconceito, é absurdo até querer asseverar que qualquer ação do estado que se passe em favela, em periferia, seja tão somente repressiva. A gente tem de entender as periferias das cidades, das favelas, dos complexos, como local onde tem pessoas que vivem no dia a dia, que são trabalhadores, que são pais de família e que devem ser escutados, sim”, comentou.
Agenda – Segundo comunicado do Ministério da Justiça e Segurança Pública, na visita à comunidade, o ministro Flávio Dino participou do lançamento do Boletim “Direito à segurança pública na Maré”, publicação que a Redes da Maré faz anualmente desde 2016 e que apresenta a sistematização dos dados sobre os impactos da violência armada no Complexo.
“Entre os dados, estão mortes causadas por arma de fogo, operações policiais, confrontos entre grupos armados, violações de direitos e descumprimento de preceitos fundamentais. A Redes da Maré é uma organização da sociedade civil, que nasceu a partir da mobilização comunitária e que atua para articular soluções para os problemas da população local”, diz a pasta.
Com informações do Imirante
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