Deputado denuncia a venda de laudos para vacinação

O deputado estadual Yglésio Moyses (Pros) fez, nesta sexta-feira,14, uma grave denúncia a respeito da vacinação contra a Covid-19 no Maranhão.

Segundo ele, há denúncias de laudos comprados por pessoas que, então, entraram irregularmente na fila do público com comorbidades.

Moyses, que é médico, informou haver encaminhado, via ofício, todos os casos de que tomou conhecimento ao procurador de Justiça do Estado do Maranhão. Eduardo Nicolau.

“Vamos continuar combatendo esse tipo de crime”, destacou.

Yglésio tem se mostrado vigilante contra os “fura filas” desde o início da vacinação.

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Flávio Dino descarta festas juninas no MA em 2021

O governador Flávio Dino (PCdoB) descartou hoje, 14, em pronunciamento transmitido mais cedo pela internet, a realização, em 2021, do São João do Maranhão como tradicionalmente ocorre no estado.

“Temos uma triste e lamentável certeza: que não teremos as festas juninas como nós gostamos de fazer, como eu, particularmente, amo”, disse.

Segundo ele, um decreto regulamentando eventos teste pode garantir que algumas pequenas manifestações sejam realizadas no período junino.

“Um cenário possível é fazer alguns eventos teste durante as festas juninas”, completou.

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Debate do Plano Diretor de São Luís será retomado

Anúncio foi feito pelo presidente da Comissão de Mobilidade Urbana, Regulação Fundiária e Ocupação do Solo Urbano, vereador Astro de Ogum (PCdoB) – Foto: Reprodução

Na sessão plenária de terça-feira (11), o vereador Astro de Ogum (PCdoB), foi oficializado como novo presidente da Comissão de Mobilidade Urbana, Regulação Fundiária e Ocupação do Solo Urbano da Câmara de São Luís, para o biênio 2021-2022.

Eleito por votação unânime para presidir a Comissão, Astro de Ogum anunciou que, a partir de agora, irá conduzir a retomada das discussões sobre o novo Plano Diretor da Cidade de São Luís.

“A nossa prioridade agora será trabalhar a mil por hora, se Deus quiser, para recomeçar o quanto antes o debate sobre a ocupação do solo urbano à luz do projeto do novo Plano Diretor desta cidade”, declarou Astro de Ogum.

Ele fez questão de agradecer o apoio dos colegas, inclusive do presidente da Casa, Osmar Filho, que o indicaram para presidir a Comissão.

Além de Astro de Ogum, agora compõem a Comissão de Mobilidade Urbana os vereadores Aldir Júnior, Paulo Victor, Octávio Soeiro e Ribeiro Neto. O vereador Chaguinhas é o suplente da Comissão.

As pautas de reuniões da Comissão ainda não foram definidas mas, segundo Astro de Ogum, já há um consenso para que a agenda de trabalho tenha como foco principal a discussão sobre questões pendentes do novo Plano Diretor, que vêm se arrastando desde a legislatura passada.

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Simplício voltar assumir pré-candidatura fake news

Mesmo sabendo que o candidato à sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB) será o vice Carlos Brandão (PSDB), o Secretário de Estado de Industria, Comércio e Energia, Simplício Araújo, que é presidente do Solidariedade no Maranhão, voltou a assumir uma pré-candidatura fake news.

No encontro que teve com o chefe do executivo estadual na última segunda-feira (10), ele mesmo fez questão de afirmar que é uma pessoa leal e de grupo e vai acatar todas as regras para escolha do nome do seu sucessor, trabalhando incansavelmente para que o grupo esteja unido e coeso em 2022 para buscar continuar o trabalho que está sendo feito até aqui.

Ou seja, em tese, disse que sua candidatura é uma brincadeira. pois no momento certo, vai acatar a decisão do grupo. Não dá pra levar à sério alguém que se lança candidato com prazo determinado para recuar.

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Abolição da Escravatura é relembrada com reflexões

Vereadores destacam marco da luta negra por cidadania e pregam o fim do preconceito racial

Em alusão ao Dia da Abolição da Escravatura no Brasil, celebrado anualmente em 13 de maio, vários vereadores da Câmara Municipal de São Luís, aproveitaram a oportunidade para realizarem reflexões sobre a luta negra por cidadania e pregaram o fim do preconceito racial no País.

A primeira a se manifestar sobre o tema, a vereadora Silvana Noely (PTB), que é titular da Comissão de Assistência Social, Direitos Humanos, Mulher, Criança e adolescente,Juventude e Idoso, ressaltou a luta diária por direitos e representatividade.

“A Lei Áurea nada mais foi do que uma forma de se livrar da população preta, tirando a responsabilidade, e a deixando à margem, nas periferias e favelas. Estamos presos e essa prisão está em todos os âmbitos; o povo preto sofre, estamos marcados por anos de dor. Hoje, vivenciamos um momento de mudanças, que não será do dia para a noite, mas é algo que fortalece”, disse, Silvana Noely.

Silvana Noely enfatizou ainda que a data é simbólica, mas é importante destacar o que representa de fato. Segundo ela, a escravidão segue mesmo depois de 133 anos por conta de um pensamento historicamente racista. “O 13 de maio é apenas uma data simbólica que fala sobre a Abolição da Escravatura. Mas vale ressaltar o que representa de fato. A escravidão segue. Só com a luta diária por direitos e representatividade, seremos verdadeiramente respeitados”, completou Silvana Noely.

Prática para combater

De acordo com os vereadores Beto Castro (Avante), Paulo Victor (PC do B) e o co-vereador Eni Ribeiro, integrante do Coletivo Nós (PT), a data deve ser de conscientização e combate ao racismo. A situação de desigualdade sofrida pelos negros também foi lembrada pelos parlamentares.

Beto Castro afirmou que o povo negro continua largado à própria sorte e trabalhando em situação análoga à escravidão. Para ele, essa deve ser uma prática que precisa ser combatida no dia-a-dia. “Sabemos que ainda hoje existem lugares no Brasil, e no mundo, que fazem trabalhadores escravos, prática que precisamos combater dia-a-dia”, , enfatizou Beto Castro.

Na opinião do vereador Paulo Victor, a verdadeira abolição da escravatura no Brasil só acontecerá com mais educação e com o fim do preconceito. Ele lembrou ainda que os negros devem ser lembrados pela contribuição cultural, econômica e social que fizeram ao país.

“O racismo dificulta o acesso à cidadania da população negra, que infelizmente ainda ocupa as classes mais pobres da sociedade pela herança escravocrata. A escravidão só acaba quando não existe racismo. Os negros devem ser lembrados pela contribuição cultural, econômica e social que fizeram ao Brasil”, afirmou Paulo Victor.

Para Eni Ribeiro, a assinatura da Lei Áurea representa uma falsa abolição, pois a libertação do povo negro se deu principalmente das articulações e forças do próprios movimento.

“13 de maio é o dia que marca a assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel, mas, para nós, não é uma assinatura que representa, de fato, o movimento negro ou a libertação. O movimento nasce e se fortalece, sobretudo, pela formação dos quilombos. O ato da assinatura se dá depois que o movimento negro, através da articulação do próprio povo preto, já estava boa parte aquilombado; já não estava mais de fato trabalhando para senhores e senhoras de engenho. Portanto, é uma assinatura, que do ponto de vista real, não muda a nossa realidade, porque a conquista da liberdade do povo preto nasce da luta do povo preto”, pontuou Eni Ribeiro.

Reescrita da história

13 de maio é uma data que marca o dia em que foi promulgada a Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel em 1888, que pôs fim à escravidão no país. A assinatura da legislação, há exatos 133 anos, foi um marco que aboliu formalmente a escravatura no Brasil, determinando uma fronteira clara entre a escravidão e a liberdade dos negros no país.

Leis abolicionistas

A emancipação dos escravos aconteceu de forma gradual. Em 1850, foi assinada a primeira lei abolicionista, a Lei Eusébio de Queirós, que proibiu a entrada de escravos africanos no Brasil. Em 1871, a Lei do Ventre Livre, que determinou que os filhos de escravos deveriam nascer livres.

Já em 1885, entrou em vigor a Lei do Sexagenário que tornou livres os escravos com mais de 60 anos. Somente depois de 38 anos, em 1888, foi decretado definitivamente o fim da escravidão, por meio da Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel.

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