Pesquisas não divulgadas agitam sucessão estadual

Depois de algumas semanas concentradas na corrida às prefeituras, principalmente a de São luís, nas eleições do ano que vem, o motor das especulações políticas se volta para a sucessão do governador Flávio Dino no pleito de 2022. O mote para a retomada é uma suposta pesquisa cujos números apontaria a posição de prováveis candidatos ao palácio dos Leões, com enfoque especial sobre dois nomes: o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (PRB). Os dois são apontados como prováveis dois aspirantes que se baterão pelo voto na corrida ao Governo do Estado. Tal especulação estimula uma movimentação fora de época, mas demonstra que não existe ainda um posicionamento sobre sucessão dentro da aliança siderada pelo governador Flávio Dino e que os movimentos registrados aqui e ali são fruto da iniciativa dos interessados, não constituindo ainda o que poderiam ser considerados atos de campanha.

Não há, na seara política maranhense, nenhuma dúvida que Weverton Rocha e Carlos Bandão são candidatíssimo à vaga de candidato situacionista à sucessão do governador Flávio Dino. Não há dúvida também que os depois já têm suportes na base governista e que trabalham fortemente para reunir apoios na classe política, principalmente entre os prefeitos, que na avaliação de todos os observadores são a chave para um bom desempenho de um candidato a governador.

O senador Weverton Rocha tem dito, oficialmente, que ainda é cedo e que sua ação política neste momento está voltada para alcançar resultados com sua atuação no Congresso Nacional. Mas todos os seus movimentos têm traços fortemente políticos voltados para a corrida sucessória de 2022. Um exemplo são suas investidas no interior em busca de candidatos fortes a prefeito, de modo a sair das eleições municipais com um grande número de prefeitos. Nessa maratona, vem contando com o auxílio político do presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem). Além do mais, Weverton Rocha trabalha com afinco para ser o nome da aliança de 16 partidos que hoje segue a orientação do governador Flávio Dino. O senador pedetista sabe que tem força para pleitear a vaga de candidato do grupo, mas sabe também que seu peso político será medido depois das eleições municipais, nas quais espera eleger um grande número de prefeitos aliados. Um dos testes à sua posição será a prefeitura de São Luís, hoje controlada pelo PDT. Se eleger um prefeito pedetista, terá seu cacife fortalecido; se não, correrá o risco de perder força na corrida ao Governo do Estado.

O vice-governador Carlos Brandão passa por um processo semelhante. Refeito do tombo partidário que sofrera com a perda do PSDB, que ajudou a fortalecer nas eleições de 2016, Carlos Brandão tem hoje bate forte no PRB. O vice-governador consolidou posição de homem de confiança do governador Flávio Dino, que o tem prestigiando designando-o para tarefas as mais diversas, que vão desde participação em inaugurações em todo o pesado até comandando missões de prospecção de investimentos para o Maranhão, que já o levou a duas dezenas de Países. O vice-governador tem feito um cuidadoso e eficiente trabalho de aproximação com prefeitos e líderes políticos do interior e já é apontado como um nome forte na classe política, o que lhe dá um cacife importante no jogo cujo desfecho será a escolha do candidato da aliança governista à sucessão de Flávio Dino.

Chama a atenção nesse cenário é que, até aqui, o senador Weverton Rocha e o vice-governador Carlos Brandão não se movem com adversários dispostos a tudo para alcançar a vaga de candidato. Eles mantêm uma relação tranquila, de aliados, o por enquanto mantém a disputa num clima absolutamente republicano. Até porque os dois sabem que a corrida será mesmo iniciada depois que Justiça Eleitoral anunciar o resultado das eleições, em outubro de 2020.

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