Procurador troca chefe do Gaeco citado em escândalo

Troca de integrantes também atingiu os grupos de Imperatriz e Timon. Promotores nomeados para órgão interno do MP fazem parte da nova Administração da Procuradoria-Geral de Justiça no Maranhão

O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA) terá como Coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Promotora de Justiça Ana Carolina Cordeiro de Mendonca Leite, em sucessão ao Promotor de Justiça Marco Aurélio Cordeiro Rodrigues.

A troca que ocorre por determinação da Procuradoria-Geral de Justiça do Maranhão, atinge outros dois grupos especiais do Estado: Imperatriz e Timon. Na primeira cidade, foi nomedo o promotor Albert Lages Mendes, titular da 1ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca, de entrância Intermediária, para exercer a função de confiança de Assessor Especial, com atuação no Gaeco, tendo em vista o que consta do Processo no 7774/2020.

Já na segunda cidade, o promotor Fernando Antônio Berniz Aragão, titular da 2ª Promotoria de Justiça Criminal da Comarca de Timon, de entrância intermediária, para exercer a função de confiança de Assessor Especial, com atuação no mesmo órgão interno. Os promotores nomeados fazem parte da nova Administração da Procuradoria-Geral de Justiça no Maranhão, comandada pelo procurador Eduardo Jorge Hiluy Nicolau.

Além de Marco Aurélio Rodrigues, foram exonerados, a ‘pedido’, dos cargos de confiança no Gaego os promotores Klycia Luiza Castro de Menezes e Fátima Maria Sousa Aroso Mendes.

Dos três, a que causa mais estranheza é justamente a do primeiro. Em 2018, Marco Aurélio teve o nome citado em um depoimento bombástico prestado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic). Na época,  o depoimento teve como base para fundamentar o inquérito que deu origem a reabertura das investigações sobre o assassino do jornalista e blogueiro Décio Sá, ocorrido no ano de 2012, em um bar na avenida Litorânea, em São Luís. O inquérito foi reaberto a pedido da Procurador-Geral de Justiça do Estado.

Interrogado em 19 de janeiro, no Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), José Raimundo Sales Chaves Júnior, Júnior Bolinha, acusou o agora ex-chefe do Gaeco de ocultar – para favorecer alguém -, um depoimento extremamente importante prestado na cidade de Santa Inês por Eduardo Lira, que fez acusações gravíssimas e não foram juntadas ao inquérito.

“Promotor Marco Aurélio não juntou o real depoimento ao autos”, diz trecho do depoimento, que também cita o nome do juiz Márcio Brandão.

A acusação contra o promotor configura, segundo depoimento, crimes de corrupção ativa e prevaricação, que é cometido por funcionário público quando, indevidamente, este retarda ou deixa de praticar ato de ofício, ou pratica-o contra disposição legal expressa, visando satisfazer interesse pessoal.

Antes de assumir o comando da PGJ, o procurador de justiça Eduardo Nicolau exercia o cargo de corregedor-geral do MPMA,  o órgão que fiscaliza as atividades funcionais e a conduta dos membros do Ministério Público Estadual. Cabe ao corregedor-geral, entre outras atribuições, instaurar inquérito contra membros do Parquet e propor ao Conselho Superior a instauração do processo administrativo. O blog apura se a troca no comando do Gaego estaria relacionadas às denúncias constantes no depoimento de Júnior Bolinha.

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