Sócio de empresa acusada de ‘lavagem’ é anticorrupção
Crítico do PT, Jânio Célio era contra corrupção e dizia que ‘lugar de bandido é na cadeia’

No final de 2018, o ativismo na web disparou uma série de protestos anticorrupção pelo Brasil. Na época, o empresário Jânio Célio de Sousa, um dos sócios da J. C. Construção e Imobiliária Ltda., empresa que estaria sendo usada como “lavanderia” de dinheiro sujo de treze municípios maranhenses, aderiu ao movimento e passou a usar as redes sociais para criticar os supostos atos de corrupção atribuídos ao Partido dos Trabalhadores (PT) em esquemas do mensalão e do petróleo.
Na época, foram vários os comentários do empresário divulgados nas plataformas digitais. Num deles, publicado no dia 28 de outubro de 2018, Jânio compartilhou uma imagem com a seguinte legenda. “Nenhum eleitor do PT postou ainda: Sou contra a corrupção. Lugar de bandido é na cadeia”, destacou.
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Empresa estaria sendo “lavanderia” de dinheiro sujo
Dois anos depois das duras críticas, adivinha quem começou a ter seu nome e de sua empresa arrolados em supostos atos de corrupção no estado? Jânio Célio de Sousa.
Em vias de ser investigado pelo Ministério Público Estado, por conta de uma representação do professor Jacobe Almeida, para apurar eventuais ilegalidades em Parnamara, onde a JC possui mais de R$ 2,3 milhões em contratos, o empresário pode começar a ter sérios problemas na justiça e tomando os mesmos destinos de políticos do partido que ele tanto condenou: a cadeia.

A cada dia que passa, surge uma nova denúncia na mídia apontando indícios de que Jânio Célio sabia, sim, das atividades ilícitas em alguns dos municípios onde a empresa foi contratada e, mais grave ainda, mesmo usando as redes sociais para dedicar seu tempo a condenar os atos de corrupção, ele mesmo agora se vê em cima do telhado de vidro prestes a cair junto com sua suposta rede criminosa.

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