Arturo é sócio da esposa em empresas abertas em menos de um ano

Camila e Arturo, uma sociedade que deu certo.

Camila e Arturo, juntos no casamento e nos negócios.

Principal alvo da Operação Simulacro do Ministério Público do Maranhão, que investiga um esquema de concessão ilegal de isenções fiscais na Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) que causou prejuízo de quase R$ 1 bilhão ao erário, o advogado Jorge Arturo Mendoza Reque Júnior é o único dos investigados que não tem o que reclamar.

Sobrinho do falecido ex-governador Jackson Lago (PDT), Arturo Júnior viu seu patrimônio crescer consideravelmente a partir de 2009, quando a compensação de débitos tributários com créditos tornou-se prática constante na Sefaz. Somente de 17 de abril de 2009 a 31 de dezembro de 2014, foram efetuadas 1.913 compensações. Entretanto, nesse período, o patrimônio do advogado formado por empresas, imóveis e veículos de luxo cresceu consideravelmente.

Levantamento realizado pelo blog na Junta Comercial mostra que Arturo tem diversificado seus negócios. Além de ser proprietário de imóveis e possuir um jatinho, carros importados como Range Rover, Porsche Carrera, Camaro, entre outras coisas, ele ainda possui quatro empresas em seu nome sendo que duas, inclusive, em sociedade com a própria esposa, a advogada Camila Maria Milhomem Torres Mendoza.

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O capital inicial das empresas ligadas a suspeito de integrar o esquema de operações tributárias ilegais ultrapassa R$ 1 milhão, segundo os registros da Receita Federal. O blog fez um levantamento nas duas empresas onde Arturo Júnior tem participação societária com a esposa Camila Mendoza. As duas tem como sede a capital maranhense. O ramo de atividades varia entre serviços advocatícios e incorporação de empreendimentos imobiliários.

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Casal opera empreendimento de consultoria há 6 anos. Divergências não impedem o sucesso.

Arturo e Camila aparecem como cotistas da Mendoza & Torres Advogados Associados, que atua no ramo de consultoria e serviços advocatícios, com capital de R$ 20 mil; e da Mendoza Participações Ltda – ME, que atua no mercado imobiliário e apresenta um capital social registrado em R$ 500 mil. A primeira empresa foi aberta em maio de 2010 e a segunda em agosto de 2011.

Além dessas duas, o casal também possui participações em empresas. Camila seria sócia do Hospital Santa Teresa Ltda, em Imperatriz; enquanto que Arturo teria participações na Sociedade Maranhense de Ensino Superior e foi sócio do Centro de Tecnologia Avançada. Pelo contrato social, as empresas somadas chegam a R$ 900 mil de capital social.

Casal mostra como conciliar o casamento com o dia a dia dos negócios.

Marido e mulher mostram como conciliar o casamento com o dia a dia dos negócios

A primeira sociedade do advogado foi firmada no dia 31 de outubro de 2003, com a abertura da Sociedade Maranhense de Ensino Superior, localizada no Loteamento Boa Vista, em Timon.

Não é atoa que o advogado é chamado de ‘rei dos precatórios’. Ele é suspeito de acumular um patrimônio expressivo e incompatível com os seus rendimentos, mas que sua origem, está prestes a ser descoberta através de uma operação de combate à corrupção.

EU OS DECLARO SÓCIOS
Arturo e Camila provaram que é possível conciliar o casamento e os negócios. Mas nem sempre foi assim. É que a falta de tempo e a rotina voltada só para o trabalho quase pôs em xeque a união dos dois. O motivo era um só: a dedicação do advogado no trabalho. Por conta disso, os momentos a dois eram raros, mas “quem é rei nunca perde a majestade”. No caso de Arturo, ele estava sempre reconquistando seu grande amor, mas não deixava de focar nos precatórios. As viagens internacionais, por exemplo, serviam sempre para reconciliar o casal.

E MAIS:
Nas próximas postagens vamos mostrar algumas particularidades interessantes em duas das empresas do casal. O caso é emblemático e pode trazer graves consequências dos negócios junto à Receita Federal. Aguardem!

Godofredo Viana: Marcelo Jorge pagou empresas ‘fantasmas’ no dia da cassação

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O enrolado Marcelo Jorge

Cassado no início da semana pela Câmara Municipal de Vereadores de Godofredo Viana, o prefeito Marcelo Jorge Torres (PDT) fez um verdadeiro raspa nos cofres da prefeitura antes de deixar o comando da cidade. Ele pagou diversas empresas que não prestam serviços à prefeitura deixando o erário lesado.

O motivo da cassação de Marcelo Jorge são diversas irregularidades encontradas em sua gestão como por exemplo má-aplicação de recursos da merenda com base em supostos contratos para prestação de serviços firmados pela Prefeitura durante o ano de 2014, situação já denunciada ao Ministério Público e a Policia Federal.

Por estas e outras irregularidades, a Câmara de Vereadores criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o gestor. Agora fora do comando do Executivo municipal, Marcelo está sendo substituído pela vice-prefeita, Karinne Andrade.

Veja abaixo a relação de empresas pagas pelo prefeito Marcelo Jorge no dia da cassação no extrato bancário da Prefeitura Municipal de Godofredo Viana:

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Henrique Salgado concorreu em Pindaré-Mirim na condição de réu

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Réu por ações penais, prefeito eleito Henrique Salgado, pode não assumir cargo.

Certidões criminais que Henrique Salgado (PCdoB) teve que entregar à Justiça Eleitoral, mostram pelo menos seis ações penais em que ele figura na condição de réu, acusado por crimes contra a administração pública, desvio de dinheiro público, corrupção, estelionato e até delitos eleitorais. Em todos os casos, uma das punições é a proibição de disputar eleições.

Mesmo sendo alvo de inquérito (investigação preliminar) ou ações penais (processos que podem resultar em condenação), Salgado resolveu debochar do judiciário maranhense, registrou sua candidatura no Cartório da 43ª Zona Eleitoral para concorrer nestas eleições e agora tem a audácia de querer peitar a legislação brasileira para assumir a Prefeitura de Pindaré-Mirim, embora seja um ficha-suja.

>>Henrique Salgado se elege, mas pode não assumir em Pindaré-Mirim

As principais investigações contra o comunista se debruçam sobre crimes de responsabilidade e contra a Lei de Licitações. Vários casos estão relacionados à gestão anterior candidato, quando estava à frente de prefeitura – a mesma que ambiciona retomar ano que vem.

DOCUMENTO
Confira abaixo as certidões em PDF

Por causa desses processos contra o candidato, em tramitação na justiça, a população de Pindaré-Mirim ainda não sabe quem vai assumir o comando da Prefeitura a partir de 2017. Henrique conquistou votos suficientes para ser eleito, mas ainda não sabe se poderá assumir o cargo. Ele se elegeu com 10.059 votos, contra 8.716 do candidato Dr. Alexandre Colares (PSDB), porém, como concorreu com a candidatura sub judice só será declarado prefeito depois do julgamento de seus recursos na Justiça Eleitoral da 43ª Zona, Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e até mesmo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Certidão mostra alguns dos processos contra Henrique na Justiça.

Certidão mostra alguns dos processos contra Henrique na Justiça.

MAIS CORRUPÇÃO
O processo de indeferimento contra ele foi motivado por várias condenações na justiça e rejeições de contas. Tendo em vista uma série de documentos anexados ao processo comprovando a ficha-suja do candidato eleito, a juíza Katia Coelho de Sousa Dias deu despacho, no dia 24 de outubro, abrindo um prazo de 24 horas para que ele apresentasse manifestação. O blog vai mostrar amanhã documentos sobre o processo que Henrique Salgado é acusado por desvio de dinheiro público do INSS. Aguardem!

Vitória de Donald Trump pode ameaçar exportações do Maranhão

Trump surpreende e ganha eleições.

Trump surpreende e ganha eleições.

O resultado da eleição para presidente dos Estados Unidos deixou o mundo atônito. Contrariando pesquisas e previsões, o republicano Donald Trump derrotou a democrata Hillary Clinton e teve sua vitória projetada às 5h32 de ontem, tornando-se o 45º presidente a comandar os EUA. Assumirá a Casa Branca no lugar do liberal Barack Obama.

Com discursos considerados extremistas e conservadores, Trump é visto como uma ameaça ao mundo. O longínquo Estado do Maranhão não foge à regra. Exportador de derivados de ferro, alumínio e grãos como a soja, para os norte-americanos, o Estado se vê às voltas com a ameaça de perder seu principal comprador. Trump anuncia que quer rever as exportações.

>>Bolsonaro celebra eleição de Trump nos EUA: “Em 2018, será o Brasil”

Desde 2008, o estado realiza exportações para mais de 30 países, porém, os grandes mercados consumidores dos produtos oriundos do Maranhão são Estados Unidos, China e Países Baixos (Holanda). Entre os que mais abastecem o mercado maranhense com a importação de produtos estão a Índia, Federação Russa, Estados Unidos e Aruba.

Os produtos maranhenses repassados ao exterior são feitos principalmente pela Companhia Vale do Rio Doce e Alcoa. Entre os importados aparecem os combustíveis, trigo e locomotivas de aço que chegam ao Maranhão principalmente para abastecer grande industrias instaladas no estado como a Petrobrás, Vale, Alcoa.

Filuca contratou serviço em 2015 pelo dobro do valor pago este ano

FIluca Mendes e seu filho Victor Mendes.

FIluca Mendes e seu filho Victor Mendes.

O prefeito de Pinheiro, Filuca Mendes (PMDB), fez mágica ou tem algo muito grave a esconder. Em 2015, ele firmou contrato de fornecimento de gêneros alimentícios para merenda escolar de interesse da Secretaria de Educação, por R$ 2.225.536,90 (dois milhões, duzentos e vinte e cinco mil, quinhentos e trinta e seis reais e noventa centavos), que foram pagos à empresa R. José Mendes Comércio cujo nome de fantasia é Koktec Comércio. Mas neste ano, pelo mesmo serviço, pagou outro custo, de R$ 1.316.720,70.

>>Pai e filho viram “papa tudo” dos contratos na Prefeitura de Pinheiro

Para entender: o serviço custava R$ 2,2 milhões em 2015. Um ano depois, ao invés de custar mais, saiu quase pela metade do preço, mesmo com mantimentos, salários, impostos, energia, água, enfim, tudo muito mais caro que no ano anterior.

Sem uma explicação digna de um mágico, só resta imaginar que em 2015 a obra foi contratada com superfaturamento de pelo menos R$ 1 milhão, que depois teriam sido divididos com alguém da Prefeitura. Para campanha eleitoral deste ano ou de daqui a dois anos, talvez?