Weverton: Escolher Brandão por idade não é critério

O senador Weverton (PDT) afirmou que não deve ser válido o critério de idade na escolha do candidato que irá suceder o governador Flávio Dino em 2022. A declaração foi dada ontem ao programa Ponto e Vírgula, da Difusora FM, após questionado ser ainda muito novo e o vice-governador Carlos Brandão (PRB) ter uma idade mais avançada.

“Argumentos tem que existirem e argumentos consistentes. Se o Brandão amanhã utilizar esse argumento de que eu sou novo e eu tenho que esperar porque ele está a mais tempo, então ele mesmo vai estar dizendo que não foi correto com o grupo dele de origem. O José Reinaldo também tinha mais tempo do que a gente, do que eu e a Eliziane e eu não vi em momento algum na mesa ele [Brandão] brigando pelo Zé Reinaldo. Então vamos com calma, porque não é questão de idade, a população não esta discutindo idade, a população está discutindo é resultado. Nós temos hoje um processo de transição no Maranhão. Não é critério idade quem está mais tempo ou não, o critério é quem é que vai ajudar a continuar o legado que está sendo construído“, afirmou Weverton.

O senador também comentou o fato do vice-governador Carlos Brandão concorrer ao governo no cargo em 2022, uma vez que Flávio Dino já anunciou que será candidato em 2022 em entrevista aos jornalistas Marcelo Minard, John Cutrim, Leandro Miranda, Paulo Negrão e Ricardo Marques no Ponto e Vírgula.

“O Brandão sabe o carinho que eu tenho a ele, nós não podemos achar que as coisas são por osmose, não é automático. Por exemplo, eu sou vice, sentei na cadeira, então automaticamente todo mundo tem que me obrigar. Em momento algum o PDT deu cheque especial em branco pra ninguém pra fazer a coligação por nós. Nós apoiamos o Flávio Dino, eu votei no Flávio pra ser o governador, e ele foi eleito pra quatro anos e eu pra oito anos. Então, se em algum momento nosso grupo definiu ou pro projeto coletivo ou individual de interromper esse mandato para daí definir, é preciso a gente sentar na mesa e conversar. Exemplo: se eu sair candidato a governador, é obrigado todo mundo apoiar meu primeiro suplente pra continuar no mandato pra ele se reeleger porque eu saí? Então assim, é outra conversa, é uma nova eleição e vai ter que se discutir“, declarou Weverton.

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Edivaldo desconversa sobre 2020: “Focado na gestão”

Durante uma entrevista descontraída com o jornalista Clodoaldo Corrêa, o prefeito de São Luís, Edivaldo de Holanda Júnior, respondeu sobre a forte especulação dos últimos dias de que ele poderia ser candidato ao governo do estado em 2022: “Vai ser candidato a governador?” – interrogou o jornalista, durante agenda com o chefe do executivo ludovicense.

“Sou candidato a finalizar bem o meu mandato. Deus me entregou esta missão de administrar a cidade e eu tenho que fazer isto com perfeição e com foco. Estou administrando a cidade pela segunda vez que a população me colocou nesta missão e eu tenho que cumpri-la bem” – desconversou Edivaldo sobre o tema.

Embora tenha desviado da pergunta, a reposta do prefeito de São Luís sobre ser um “candidato a finalizar bem o meu mandato” demonstra seu desejo na disputa pela sucessão do governador Flávio Dino, em 2022. Para isso, o gestor municipal tentar encerrar o mandato de forma bem avaliado para poder entrar na briga.

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PDT ignora pré-candidatura de Duarte Júnior no PCdoB

O presidente do PDT no Maranhão, senador Weverton Rocha (PDT) mandou um duro recado, hoje (20), ao deputado estadual Duarte Júnior (PCdoB).

Segundo o pedetista, seu partido só considera um nome do PCdoB como pré-candidato a prefeito de São Luís: o do deputado federal e secretário de Cidades Rubens Júnior.

“O PDT vai sentar na mesa [sic!] considerando apenas a candidatura do Rubens Jr. Nada contra os outros nomes do PCdoB. Em fevereiro, os partidos vão fazer suas pesquisas e, em março, sentaremos na mesa [sic!] pra definir”, afirmou o senador, durante evento do titular da Secid, segundo publicação do blog do John Cutrim.

Duarte segue acreditando que pode conseguir ser candidato a prefeito da capital com o apoio comunista.

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Polêmicas de Bolsonaro afastam investidores, diz Maia

Para o presidente da Câmara, as falas do mandatário do Planalto barram a entrada (Foto: Rafaela Feliciano/Metróples)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira (19/12/2019) que as declarações sobre o AI-5 e as queimadas na Amazônia dadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e integrantes do governo afastam investimentos estrangeiros.

“É ruim para o governo, né? Fica falando de AI-5, de queimada, aí o investidor não coloca dinheiro no Brasil. Aí a economia ia crescer 2,5% este ano e vai crescer 1%, para mim, culpa dessas declarações. E se continuar com essas declarações, ano que vem que pode crescer 2,5% também vai crescer menos. É uma questão de bom senso”, afirmou.

Para Maia, a “culpa” de o Brasil ter crescido menos do que o esperado se deve às falas polêmicas, além do ambiente “inseguro” para o investidor. De acordo com o deputado fluminense, isso atrapalha o país, mas, sobretudo, o governo do próprio presidente.

“Há um compliance de muitas empresas de que o tema ‘meio ambiente’ é relevante, democracia é relevante. Não há nenhum do presidente que vá ao encontro do que disse o Eduardo [Bolsonaro] e do que disse o [ministro da Economia] Paulo Guedes, mas é o filho e o ministro da Economia, então vai gerando insegurança”, justificou.

Maia comentou que, com a queda da taxa de juros e da inflação, há um espaço para migrar do mercado de renda fixa para o mercado de capitais: “Isso já está acontecendo com dinheiro de brasileiros, os estrangeiros para valer não entraram com dinheiro novo. Essas declarações atrasam a entrada”.

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Bancada do Maranhão se posiciona contra nova CPMF

Deputados que compõem a bancada do Maranhão na Câmara Federal manifestaram-se ontem a respeito da proposta de criação de uma nova CPMF, como defendido na quarta-feira, 18, pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, durante evento do BNDES.

Segundo o auxiliar do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o governo estuda incluir na reforma tributária um imposto sobre transações financeiras em meios digitais, como por aplicativos de celular ou via o internet banking.

Todos os parlamentares maranhenses ouvidos por O Estado posicionaram-se contra a instituição de qualquer nova contribuição.

“Na verdade, eu sequer acredito que o ministro Paulo Guedes vai encaminhar esse novo imposto para o Congresso, tamanha a sua impopularidade”, destacou Edilázio Júnior (PSD).

Ele pontuou que, no caso dos maranhenses – que sofreram com sucessivos aumentos de impostos, notadamente o ICMS, nos últimos cinco anos –, há resistência ainda maior a novos tributos.

“Todos nós já estamos fartos de impostos. A gente paga as maiores tarifas, os maiores tributos, no Maranhão, então, nem se fala. Então, eu sou totalmente contrário a qualquer nova tributação que possa vir a existir”, completou.

O deputado João Marcelo (MDB) ponderou que a proposta de Guedes não se trata da mesma CPMF, que vigorou até dezembro de 2007, mas ressaltou que, mesmo assim, tende a ser contra. “Não é o mesmo imposto, com certeza. Mas, a priori, sou totalmente contra”, declarou.

Manifestaram-se, ainda, contra a ideia os depuatdos Eduardo Braide (Podemos) , Pedro Lucas Fernandes (PTB) e André Fufuca (PP).

Diferente

Ao defender a proposta, Paulo Guedes argumentou que o novo imposto não seria igual à extinta CPMF, que sofreu críticas dentro do governo e foi barrada pelo presidente Jair Bolsonaro.

“A CPMF virou um imposto maldito, o presidente falou que não quer esse troço. Se ninguém quer, CPMF não existe”, disse.

O ministro ponderou que sua equipe continua examinando formas de ampliar as bases de incidência dos tributos como forma de compensar uma futura redução do encargo trabalhista, o que classifica como o mais cruel e perverso de todos os impostos.

De acordo com Guedes, as transações por meios digitais e instantâneos vão ganhar cada fez mais força e o governo precisa encontrar meios para viabilizar a tributação.

“Nunca foi a CPMF, sempre foi transações. Como tributamos isso? Tem transações digitais. Você precisa de algum imposto, tem que ter um imposto que tribute essa transação digital”, disse.

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