Três mulheres da mesma família são estupradas em Paço do Lumiar

Um homem estuprou três mulheres da mesma família no município de Paço do Lumiar, cidade que compõe a grande Ilha de São Luís. O homem conseguiu fugir, as vítimas foram para o hospital Socorrão 1, onde foram medicadas e passaram por exames.

A história de pânico aconteceu quando a adolescente, de 17 anos, e a avó, de 65 anos, estavam no ponto de ônibus. Elas foram surpreendidas por um motociclista que as obrigou a levá-lo para a casa onde moram no município. Ao chegar ao local, o bandido encontrou uma família inteira que assistiu toda a ação do criminoso.

A primeira a ser estuprada foi a jovem de 17 anos. Em seguida, ele violentou a mais nova de 15 anos e a tia das meninas, uma mulher de 30 anos. Duas crianças testemunharam todo o ato bárbaro. As adolescentes contaram que ainda tentaram resistir, mas o homem era agressivo. Ameaçava, agredia e humilhava as meninas.

Além das crianças que viram tudo, a tia e avó presenciaram o estupro das três mulheres. A avó está em pânico e uma das tias conseguiu, com dificuldade, contar as cenas de horror que presenciou.

Segundo dados da Delegacia da Mulher, em 2016, foram registrados 16 casos de estupro e em 2017, esse já é o 8º caso registrado. Segundo a delegada, é importante que, em situações como essa, a vítima procure a delegacia especializada o mais rápido possível e, de preferência, com a mesma roupa que usava no momento do estupro. Isso pode ajudar na elucidação do crime.

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Com crise, ‘fiado’ volta a ganhar força no Brasil

A velha e tradicional compra na caderneta para pagar só no final do mês voltou a ganhar força no último ano por causa da recessão. Em 2016, até meio milhão de famílias começaram a adotar o pagamento fiado para abastecer a despensa com itens básicos, como alimentos e produtos de higiene e limpeza, e driblar o aperto no orçamento doméstico.

No ano passado, 14,1 milhões de famílias usaram ao menos uma vez a caderneta para ir às compras nos mercadinhos de bairro, padarias e açougues, segundo pesquisa da consultoria Kantar Worldpanel, que visita mensalmente 11,3 mil domicílios. A amostra retrata os hábitos de consumo das 52 milhões de famílias do País. No ano anterior, 13,5 milhões de famílias tinham usado ao menos uma vez a caderneta como forma de pagamento.

“A tendência era de o fiado ir desaparecendo, mas voltou a crescer no último ano”, afirma a diretora Comercial e de Marketing da consultoria, Christine Pereira. Ela lembra que, apesar de porcentualmente o aumento ser pequeno, de 26% para 27% das famílias pesquisadas, nove anos atrás esse número era bem maior: 45% das famílias faziam as compras de itens básicos anotando na caderneta e quitavam a conta no fim do mês.

O avanço do fiado também é apontado pela consultoria Nielsen, que visita duas vezes ao mês 8,2 mil domicílios. Com metodologia diferente, os números das duas pesquisas ficam distantes, mas a tendência de crescimento é a mesma.

“Identificamos que 1,178 milhão de donas de casa compraram fiado ao menos uma vez ao longo de 2016 em todo Brasil”, diz Raquel Ferreira, especialista em Conhecimento do Consumidor da consultoria.

Ela observa que, desse total, 226,5 mil novos consumidores também passaram a adotar essa forma de pagamento no último ano.

A especialista lembra que até 2015 essa modalidade de pagamento caía, em média, 6% ao ano. Ela atribui a virada ao aumento do desemprego. Christine concorda com Raquel e ressalta que a volta do fiado é uma alternativa do consumidor ao bolso apertado por causa da crise. Segundo ela, quando o tripé renda, emprego e inflação estavam bem, o consumo ia de vento em popa.

Mas nos dois últimos anos os três pilares fracassaram e as compras recuaram. A saída foi buscar alternativas como a compra por caderneta. Esse movimento, segundo ela, explica o avanço do fiado por conta da crise.

De toda forma, Christine considera muito grande ainda o uso da caderneta no País. Pesquisa da Kantar Worldpanel aponta que a caderneta é o quarto meio de pagamento escolhido pelo brasileiro nas compras de produtos básicos, perdendo para o dinheiro, o cartão de crédito e o cartão de débito, mas ainda à frente do cheque e do tíquete alimentação.

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STJ determina soltura de acusado da morte do jornalista Décio Sá

Gláucio Alencar Pontes Carvalho foi colocado em liberdade, neste sábado (25), por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Secretaria de Administração Penitenciária do Maranhão (Seap) confirmou, por meio de nota, a saída do suspeito de ter participado do homicídio do jornalista Décio Sá, ocorrido em abril de 2012. Ele estava no Presídio São Luís III (PSL III), no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

Gláucio Alencar teve a prisão decretada no dia 13 de junho de 2012. Ele é apontado pelas investigações policiais como um dos contratantes do assassino Jhonatan de Sousa Silva, que é réu confesso. Assim, Gláucio segue aguardando julgamento, mas agora em outro regime.

A decisão da soltura de Gláucio Alencar foi do ministro, Ribeiro Dantas, que decidiu pela prisão domiciliar, com monitoramento feito pela tornozeleira eletrônica.

Apenas dois julgados
Denúncia ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) apontou 12 acusados e foi recebida pela Justiça em 28 de agosto de 2012. Segundo a denúncia, Décio Sá foi morto por Jhonathan de Sousa Silva, executor agenciado por José Raimundo Sales Chaves Júnior, o “Júnior Bolinha”; comandado pelos empresários Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho, conhecido por “Miranda” – pai de Gláucio –, incomodados com as denúncias feitas do “Blog do Décio”.

Dos indiciados, apenas dois foram condenados. Eles respondem pelos crimes de homicídio e formação de quadrilha – incursos nos crimes previstos nos Art. 121, § 2°, I, IV e V c/c Art. 29 e Art. 288 do Código Penal. Cinco foram ‘despronunciados’ e um teve anulada a denúncia. Três estão presos e aguardam a decisão de recursos em segundo grau.

Gláucio Alencar foi denunciado como líder da organização criminosa. A ele são atribuídas, além de outros crimes, as mortes do empresário Fábio Brasil (PI) e do jornalista Décio Sá. Durante as investigações policias e em juízo, ele negou as acusações. Segundo os autos, sua participação na morte do jornalista se deu mediante a utilização dos serviços de ‘pistolagem’, oferecidos pelo denunciado “Júnior Bolinha”, por se sentir ameaçado com as postagens relacionadas com a morte de Fábio Brasil e agiotagem feitas pela vítima Décio Sá em seu blog, as quais foram alvo de comentários ligados ao seu nome e do seu pai José de Alencar.

Sobre o caso
O jornalista da editoria de Política do jornal “O Estado do Maranhão”, Aldenísio Décio Leite de Sá, o ‘Décio Sá’, de 42 anos, foi alvejado com seis tiros de pistola .40 – de uso das Forças Armadas – na noite do dia 23 de abril de 2012, em um bar na avenida Litorânea, orla da capital maranhense.

O assassinato foi motivado por denúncias de casos de agiotagem no Maranhão, feitas pelo jornalista em seu blog, um dos mais acessados do Estado. As investigações apontaram que os envolvidos no assassinato faziam parte de uma quadrilha de agiotas, que emprestava dinheiro para financiar campanhas de candidatos a prefeito que pagavam a dívida com dinheiro público quando venciam as eleições. A morte do jornalista levou às investigações da Polícia Civil do Maranhão e da Polícia Federal, que encontraram ligação de pelo menos 41 prefeituras maranhenses, no período de 2009 a 2012, com cerca de R$ 100 milhões de recursos estaduais e federais desviados.

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Tromba d’água é registrada na orla marítima de São Luí

Uma tromba d’água foi registrada no final da manhã deste sábado (25), na orla marítima de São Luís. O fenômeno que é um tornado que acontece sobre a água, ocorreu na Praia de São Marcos, na Avenida Litorânea, na capital.

No vídeo que circula pelos grupos de aplicativos de troca de mensagens é possível observar a tromba d’água circulando em formato de um funil sobre o mar, na capital.

Segundo o meteorologista Márcio Elói, este tipo de fenômeno da natureza é muito comum e pode causar grandes destruições, dependendo da intensidade da pressão do ar e também da temperatura durante a sua formação. “A tromba d’água é muito comum sim e ela pode chegar até a um estágio de uma bomba atômica, caso façamos uma comparação, mas isso depende de fatores como velocidade, intensidade, temperatura”, explicou.

 

No entanto, o meteorologista pontua que em regiões próximas a linha do Equador, como é o caso do estado Maranhão, a tromba d’água perde a sua intensidade evitando acidentes naturais. “O tornado não atinge uma intensidade alta por estarmos próximos da linha do Equador”, finalizou.

Tromba d’água
Trombas de água ou trombas d’água são mais comuns em áreas com domínio de clima tropical, em latitudes maiores, porém zonas temperadas também relatam ocorrências, como na Europa e nos Grandes Lagos da América do Norte.

Em algumas áreas, principalmente no Brasil, ainda são popularmente confundidas de maneira incorreta com qualquer ocorrência de chuva forte em uma pequena região.

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TSE vai apurar vazamento de delações

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, determinou nessa sexta-feira a abertura de uma sindicância para apurar o vazamento de depoimentos sigilosos de executivos da empreiteira Odebrecht, nos quais são relatados supostos repasses ilegais à campanha da chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014.

A apuração da presidência ocorrerá em coordenação com outra investigação da corregedoria do TSE, aberta na quinta-feira pelo ministro Herman Benjamin, relator do processo.

Pela manhã, durante um evento em Brasília, Gilmar Mendes criticou o vazamento dos depoimentos. “Deploro vivamente, seriamente, e exijo que façamos a investigação desse vazamento agora lamentavelmente ocorrido. Acho que isso fala mal das instituições. É como se o Brasil fosse o País de trambiques, de infrações. Assim como nós não podemos praticar vazamentos aqui, ninguém pode fazê-lo, nem procuradores, nem juízes, nem ninguém”, disse Mendes.

Os depoimentos foram publicados quinta-feira pelo blog O Antagonista, que é mantido pelos jornalistas Mario Sabino e Diogo Mainardi. As publicações citam supostos pagamentos de caixa 2 para a campanha de Dilma.

O vazamento dos depoimentos ocorreu após Herman Benjamin enviar aos ministros do TSE um relatório contendo o resumo do processo e disponibilizar o acesso integral aos depoimentos em pastas eletrônicas na rede interna de computadores do tribunal, acessadas somente pelos gabinetes dos ministros.

As defesas de todos os envolvidos também foram autorizadas a terem acesso à íntegra do processo.

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