
O enrolado Marcelo Jorge
Cassado no início da semana pela Câmara Municipal de Vereadores de Godofredo Viana, o prefeito Marcelo Jorge Torres (PDT) fez um verdadeiro raspa nos cofres da prefeitura antes de deixar o comando da cidade. Ele pagou diversas empresas que não prestam serviços à prefeitura deixando o erário lesado.
O motivo da cassação de Marcelo Jorge são diversas irregularidades encontradas em sua gestão como por exemplo má-aplicação de recursos da merenda com base em supostos contratos para prestação de serviços firmados pela Prefeitura durante o ano de 2014, situação já denunciada ao Ministério Público e a Policia Federal.
Por estas e outras irregularidades, a Câmara de Vereadores criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o gestor. Agora fora do comando do Executivo municipal, Marcelo está sendo substituído pela vice-prefeita, Karinne Andrade.
Veja abaixo a relação de empresas pagas pelo prefeito Marcelo Jorge no dia da cassação no extrato bancário da Prefeitura Municipal de Godofredo Viana:


Réu por ações penais, prefeito eleito Henrique Salgado, pode não assumir cargo.
Certidões criminais que Henrique Salgado (PCdoB) teve que entregar à Justiça Eleitoral, mostram pelo menos seis ações penais em que ele figura na condição de réu, acusado por crimes contra a administração pública, desvio de dinheiro público, corrupção, estelionato e até delitos eleitorais. Em todos os casos, uma das punições é a proibição de disputar eleições.
Mesmo sendo alvo de inquérito (investigação preliminar) ou ações penais (processos que podem resultar em condenação), Salgado resolveu debochar do judiciário maranhense, registrou sua candidatura no Cartório da 43ª Zona Eleitoral para concorrer nestas eleições e agora tem a audácia de querer peitar a legislação brasileira para assumir a Prefeitura de Pindaré-Mirim, embora seja um ficha-suja.
>>Henrique Salgado se elege, mas pode não assumir em Pindaré-Mirim
As principais investigações contra o comunista se debruçam sobre crimes de responsabilidade e contra a Lei de Licitações. Vários casos estão relacionados à gestão anterior candidato, quando estava à frente de prefeitura – a mesma que ambiciona retomar ano que vem.
DOCUMENTO
Confira abaixo as certidões em PDF
Por causa desses processos contra o candidato, em tramitação na justiça, a população de Pindaré-Mirim ainda não sabe quem vai assumir o comando da Prefeitura a partir de 2017. Henrique conquistou votos suficientes para ser eleito, mas ainda não sabe se poderá assumir o cargo. Ele se elegeu com 10.059 votos, contra 8.716 do candidato Dr. Alexandre Colares (PSDB), porém, como concorreu com a candidatura sub judice só será declarado prefeito depois do julgamento de seus recursos na Justiça Eleitoral da 43ª Zona, Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e até mesmo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Certidão mostra alguns dos processos contra Henrique na Justiça.
MAIS CORRUPÇÃO
O processo de indeferimento contra ele foi motivado por várias condenações na justiça e rejeições de contas. Tendo em vista uma série de documentos anexados ao processo comprovando a ficha-suja do candidato eleito, a juíza Katia Coelho de Sousa Dias deu despacho, no dia 24 de outubro, abrindo um prazo de 24 horas para que ele apresentasse manifestação. O blog vai mostrar amanhã documentos sobre o processo que Henrique Salgado é acusado por desvio de dinheiro público do INSS. Aguardem!

Trump surpreende e ganha eleições.
O resultado da eleição para presidente dos Estados Unidos deixou o mundo atônito. Contrariando pesquisas e previsões, o republicano Donald Trump derrotou a democrata Hillary Clinton e teve sua vitória projetada às 5h32 de ontem, tornando-se o 45º presidente a comandar os EUA. Assumirá a Casa Branca no lugar do liberal Barack Obama.
Com discursos considerados extremistas e conservadores, Trump é visto como uma ameaça ao mundo. O longínquo Estado do Maranhão não foge à regra. Exportador de derivados de ferro, alumínio e grãos como a soja, para os norte-americanos, o Estado se vê às voltas com a ameaça de perder seu principal comprador. Trump anuncia que quer rever as exportações.
>>Bolsonaro celebra eleição de Trump nos EUA: “Em 2018, será o Brasil”
Desde 2008, o estado realiza exportações para mais de 30 países, porém, os grandes mercados consumidores dos produtos oriundos do Maranhão são Estados Unidos, China e Países Baixos (Holanda). Entre os que mais abastecem o mercado maranhense com a importação de produtos estão a Índia, Federação Russa, Estados Unidos e Aruba.
Os produtos maranhenses repassados ao exterior são feitos principalmente pela Companhia Vale do Rio Doce e Alcoa. Entre os importados aparecem os combustíveis, trigo e locomotivas de aço que chegam ao Maranhão principalmente para abastecer grande industrias instaladas no estado como a Petrobrás, Vale, Alcoa.

FIluca Mendes e seu filho Victor Mendes.
O prefeito de Pinheiro, Filuca Mendes (PMDB), fez mágica ou tem algo muito grave a esconder. Em 2015, ele firmou contrato de fornecimento de gêneros alimentícios para merenda escolar de interesse da Secretaria de Educação, por R$ 2.225.536,90 (dois milhões, duzentos e vinte e cinco mil, quinhentos e trinta e seis reais e noventa centavos), que foram pagos à empresa R. José Mendes Comércio cujo nome de fantasia é Koktec Comércio. Mas neste ano, pelo mesmo serviço, pagou outro custo, de R$ 1.316.720,70.
>>Pai e filho viram “papa tudo” dos contratos na Prefeitura de Pinheiro
Para entender: o serviço custava R$ 2,2 milhões em 2015. Um ano depois, ao invés de custar mais, saiu quase pela metade do preço, mesmo com mantimentos, salários, impostos, energia, água, enfim, tudo muito mais caro que no ano anterior.
Sem uma explicação digna de um mágico, só resta imaginar que em 2015 a obra foi contratada com superfaturamento de pelo menos R$ 1 milhão, que depois teriam sido divididos com alguém da Prefeitura. Para campanha eleitoral deste ano ou de daqui a dois anos, talvez?

De O Estado – O governador Flávio Dino (PCdoB) e o secretário estadual de Saúde, Carlos Lula, serão acionados na Justiça devido a morte de oito pacientes no Hospital Presidente Vargas, em São Luís. A ação será impetrada pela deputada Andrea Murad (PMDB), que garante que o Ministério Público Estadual (MP) já investiga essas mortes.
Segundo denunciou a parlamentar, as mortes ocorreram dia 13 de outubro na unidade de saúde devido uma pane no sistema de abastecimento de oxigênio para Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou que tiveram somente duas mortes, mas o Ministério Público, depois de relatório da Vigilância Sanitária de São Luís atestando que o hospital não tinha condições de receber pacientes, iniciou uma investigação.
Paralela a essa investigação, a deputada do PMDB quer na Justiça acionar o governador do estado, o secretário de Saúde e a direção do hospital para que eles sejam responsabilizados pelas mortes ocorridas na UTI do Presidente Vargas.
“As mortes ocorreram, há fortes indícios de que tem relação com a pane no sistema de oxigênio, senão o Ministério Público não estaria investigando e, por isso, entrarei com uma Ação Civil Pública responsabilizando o estado pelas mortes, responsabilizando o governador Flávio Dino, o Secretário Carlos Eduardo Lula e a direção do hospital também”, disse Andrea Murad.
Vistoria – Para continuar a investigação, o MP anunciou que fará ainda essa semana uma vistoria no Hospital Presidente Vargas. Sobre essa vistoria, Andrea Murad pediu que a comissão de Saúde da Assembleia Legislativa acompanhe para que mais informações sejam repassadas ao parlamento.
“Vou propor aqui que a Comissão de Saúde da assembleia se reúna com a promotora de saúde, Glória Mafra, para tomarmos conhecimento sobre o que já foi apurado pela promotoria, e, principalmente, ajudar a buscar soluções imediatas para os problemas no hospital Presidente Vargas. E que também acompanhemos a visita técnica que será feita à unidade”, disse.
Mais
Além dessas oito mortes denunciadas por Andrea Murad, a deputada lembrou outras quatro ocorridas no Hospital Marcorregional de Coroatá também por problemas de abastecimento de oxigênio. Para apurar o caso, Murad diz que está solicitando ao MP investigação. “Sobre o caso no Hospital Macrorregional de Coroatá, onde também ocorreram 4 mortes em 18 de abril de 2015, também por falhas no fornecimento de oxigênio para a UTI do hospital, eu estou solicitando ao Ministério Público tudo que foi investigado até agora”, garantiu a parlamentar.