
Braide não gosta de blogs porque denunciam irregularidades envolvendo ele e seus familiares.
O deputado Eduardo Braide (PMN) é um dos 14 ex-gestores investigados no inquérito aberto pela Polícia Federal para apurar supostas irregularidades na cobrança de créditos de natureza previdenciária, descontados das remunerações dos servidores da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA) como contribuição, mas que não foram repassados ao órgão. A investigação tem como alvo a execução movida originariamente pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), posteriormente sucedido pela União, em face da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão, atual Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA).

Inquérito da PF que investiga irregularidades na Caema alcançou o período da gestão de Braide na estatal.
O nome de Braide é citado por aparecer entre os listados nas Certidões da Dívida Ativa da União (CDAS) que dão base à execução, como um dos agravados que consta na lista dos administradores da Companhia. O blog teve acesso nesta terça-feira (18) a um dos arquivos que integra o processo de número 2008.37.00.002083-8 que tramitam na 4ª Vara de Justiça Federal do Maranhão.
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Um dos nomes que aparecem entre os investigados, o engenheiro civil Aparício Bandeira Filho solicitou ao juiz titular da vara de justiça, num documento datado de 09 de fevereiro de 2009, à exclusão de seu nome do processo alegando que quando participou da diretoria da empresa, entre 17 de dezembro de 2004 a 08 de janeiro de 2007, foi apenas diretor de operação e manutenção, portanto, segundo ele, não era ordenador de despesa.

Um dos citados pediu exclusão do processo alegando que não era ordenador de despesa.
No texto onde Aparício Bandeira pede a sua exclusão chama a atenção o período em que ele atuou na Caema: justamente quando Braide passou pela presidência da estatal, entre 2005 a 2007, reforçando que a tese das supostas irregularidades também recai sobre a gestão do deputado na companhia.
E as suspeitas aumentaram mais ainda, um ano depois de Braide ter deixado o comando da Caema, quando o delegado de Policial Federal, Rodrigo Moura Silva encaminhou um oficio ao então presidente da companhia, ex-deputado Rubem Brito (PDT), comunicando do Inquérito Policial de número 020/2007 instaurado para apurar crimes contra a Previdência Social envolvendo a Caema.
No documento, o agente federal solicitou um rol de diretores com poder de decisão acerca do recolhimento de contribuições previdenciárias no período de agosto de 2000 a janeiro de 2006.
De acordo com o oficio datado de 18 de janeiro de 2008, as informações solicitadas pela PF, também deixam claras que dos três anos em que Braide esteve no comando da companhia, pelo menos um ano da gestão dele – 2005/2006 – está sob suspeita de irregularidades.

Braide é um dos diretores alcançados pelo inquérito crimes previdenciários no Caema no período de agosto de 2000 a janeiro de 2006.
Na resposta ao delegado, Rubem Brito informou uma lista com o nome de apenas três ex-presidentes que passaram pela Caema antes dele: Thadeu Antônio de Almeida de Oliveira, no período de 23/05/2000 a 16/02/2003; Ronaldo Ferreira Braga, de 17/02/2003 a 16/02/2005 e Eduardo Braide Salim, de 17/02/2005 a 08/01/2007.
No rol dos documentos, consta ainda a ata da reunião extraordinária do Conselho de Administração da Caema. Além de Braide, um dos nomes que aparecem é da atual secretária Municipal de Saúde, Helena Duailibe (PMB), mas essa já é outra história que iremos contar no próximo post. Aguardem!
Aviões do Forró diz que vai colaborar com operação da PF. Foto: Reprodução
A Polícia Federal realiza uma operação na manhã desta terça-feira (18), que tem como alvo um grupo empresarial que administra a banda Aviões do Forró, além de outras e casas de show no Estado do Ceará.
Por e-mail, a banda cearense informou ao Imirante.com que “está à disposição da Polícia Federal e da Justiça e que colaborará com todos os questionamentos em relação à operação”.
A operação For All conta com 260 policiais federais e 35 auditores que cumprem 76 mandados judiciais, sendo 32 de condução coercitiva e 44 de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza (CE), Russas (CE) e Souza (PB). A Justiça Federal, também, decretou o bloqueio de imóveis e a apreensão de veículos pertencentes a pessoas ligadas ao grupo.
Há indícios de que os integrantes da organização procuravam eximir-se da cobrança de tributos fornecendo dados falsos ou omitindo dados relevantes em suas declarações de imposto de renda pessoa física e jurídica.
O grupo ainda adquiria bens, como veículos e imóveis, sem declarar ao Fisco. Foram encontradas divergências sobre valores pagos a título de distribuição de lucros e dividendos, movimentações bancárias incompatíveis com os rendimentos declarados, pagamentos elevados em espécie, além das diversas variações patrimoniais a descoberto.
No decorrer da investigação, foram identificados indícios de lavagem de capitais, falsidade ideológica e associação criminosa.
Com informações da Assessoria de Comunicação da PF
Antes mesmo de assumir o mandato de prefeito do município de Pinheiro, Luciano Genésio (PP) já garantiu e vem buscando vários benefícios para a cidade.
Genésio está em Brasília participando de uma série de reuniões, uma delas foi com o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, onde entre outros assuntos, foram discutidas as obras em andamento no município de Pinheiro e garantida a entrega de 3.000 habitações no próximo ano.

Ao lado do deputado federal Waldir Maranhão (PP), Luciano Genésio falou sobre seu trabalho em prol do benefício da população da “Princesa da Baixada”. “Vamos nos empenhar incansavelmente para buscar melhor qualidade de vida para os nossos Pinheirenses”, disse.
Na semana passada, Luciano conseguiu R$ 10 milhões em emendas individuais para beneficiar a população pinheirense. A verba foi destinada pelo deputado federal Waldir Maranhão (PP).
Segundo o prefeito eleito, os recursos serão aplicados na ampliação e reforma do hospital regional Antenor Abreu com aquisição de equipamentos; ampliação e reforma do Materno Infantil com aquisição de equipamentos. “Faremos o Centro de Diagnóstico por Imagem e também o Centro oftalmológico.
Ele articula ainda para os próximos dias um encontro com o presidente do partido e aliado, deputado federal André Fufuca, para articular mais investimentos para o munícipio.
Quatro empresas investigadas por corrupção e desvio de verbas, receberam R$ 61,6 milhões em contratos com a administração municipal, desde 2013, ano em que o prefeito Edivaldo Júnior (PDT), assumiu a Prefeitura de São Luís.
O dado foi obtido a partir de levantamento feito pelo BLOG DO ANTÔNIO MARTINS no Portal Transparência da Prefeitura. A campeã em valores de contratos é a SP Alimentação que opera em São Luís, há mais de 10 anos. O último contrato assinado com a SP Alimentação e o prefeito Edvaldo Holanda foi homologado em 22 de julho de 2014. O valor contratado com a empresa passa de R$ 51 milhões por ano. A empresa que é suspeita de integrar a máfia da merenda, atacando prefeituras do Brasil inteiro, subornando políticos para obter contratos vantajosos já faturou, de janeiro a outubro deste ano, mais de R$ 11 milhões dos cofres da capital maranhense.
Mesmo acusada de integrar máfia da merenda no Brasil, empresa continuou faturando alto no governo Edivaldo
No ranking do faturamento das contratadas que estão sendo investigadas consta ainda a Citéluz Serviços de Iluminação Pública S/A – companhia responsável pelo serviço de iluminação do Município, que soma R$ 43,8 milhões em ganhos. A empresa que já atuou em várias outras cidades como Manaus (AM), Olinda (PE), Fortaleza (CE) e Eunápolis (SP), já foi investigada pelo Ministério Público de São Paulo, por supostas irregularidades. Segundo denúncia do MP-SP, a Citéluz que já faturou na capital maranhense desde 2003, havia vencido edital em São Paulo por meio de favorecimentos ilícitos. Na época, o MP-SP questionou também a capacidade da empresa garantir bons serviços de iluminação no estado.

Empresa já opera na Prefeitura de São Luís há exatos 13 anos apesar da prestação de serviços precária.
O Instituto Superior de Educação Continuada (ISEC) que soma R$ 33 milhões em ganhos também integra a lista dos maiores contratos. Por causa do alto valor contratado, o instituto é alvo do Ministério Público do Maranhão. O convênio do ISEC foi firmado em 2015, por intermédio da Secretaria Municipal de Orçamento Participativo, comandada por Olímpio Araújo, aliado do deputado federal Weverton Rocha (PDT). A denúncia que está sendo investigada pelo Ministério Público, diz que os repasses referentes foram usados para a compra de aliados para prefeito.

Relação do Isec com a prefeitura pode virar escândalo de proporções gigantescas.
Os pagamentos do poder público ao Instituto Cidadania e Natureza (ICN), investigada pela Operação Sermão que apura desvio nos cofres da saúde do estado, também ocupam o pódio dos maiores valores às empresas investigadas prestadoras de serviço na administração do prefeito Edivaldo Júnior. O ICN foi contratado por R$ 15 milhões em julho de 2014 para prestar serviços à Secretaria Municipal de Saúde, que tem como titular a vereadora licenciada Helena Duailube (PMDB), que acaba se eleger como vereador, o marido Afonso Manoel (PRP) com apenas uma doação de R$ 20 mil.

Mesmo investigado pela PF, ICN ganhou contrato milionário no governo Edivaldo.
De acordo com a PF, o ICN (Instituto Cidadania e Natureza) e a Bem Viver – contratadas pela Secretaria de Saúde do Maranhão para gerir unidades hospitalares do Estado contrataram um grupo de empresas, sem licitação, para serviços terceirizados. O grupo recebeu um total de R$ 205,6 milhões em recursos públicos através das duas entidades não governamentais.
Parte deste dinheiro serviu, inclusive, para bancar a própria campanha do prefeito Edivaldo Júnior que chegou a recebeu doação de uma das empresas contratadas entidades não governamentais: a Distribuidora de Medicamentos Maximus Ltda que lhe doou R$ 5.000,00. No total, os prestadores de serviços que estão sendo investigados na justiça receberam mais de R$ 141 milhões desde 2013.

Edivaldo aparece em relatório da PF como um dos candidatos que recebeu doação de empresas investigadas por desvio na saúde.
Em entrevista ao Blog do Ludwig o deputado estadual Alexandre Almeida (PSD), tratou de alguns assuntos relacionados às últimas eleições em Timon que ele participou na condição de candidato a prefeito. Sobre a disputada o parlamentar considerou desigual e disse que lutou contra duas máquinas, no caso a prefeitura e o governo do estado. Ele também tratou sobre as doações de campanha do prefeito Luciano Leitoa e fez uma revelação sobre um dos doadores.

Confira abaixo a íntegra da entrevista:
A que o senhor atribui sua derrota nestas eleições em Timon?
Nessa eleição, não tivemos uma disputa entre dois candidatos, mas sim entre um candidato de um lado e duas máquinas do outro: a prefeitura de Timon e o governo estadual. Por essa razão, tivemos uma eleição muito desigual. A prefeitura nunca empregou tanta gente como na véspera do início da campanha eleitoral; o governo estadual teve todo o tempo para colocar asfalto em nossa cidade, mas resolveu colocar na boca da eleição; na praça São José começaram a obra da reforma, inclusive sem placa, já no período eleitoral. Até passaram a receber currículos numa estrutura do Parque Empresarial; o governador só no período da campanha veio três vezes a Timon. Por isso, tenho a tranquilidade em dizer, que não perdemos para um candidato, perdemos para uma estrutura de poder gigantesca que organizaram contra nós.
O senhor já afirmou que tem o sonho de administrar Timon. A sua busca por este sonho continua?
“Continuo sim com o sonho de administrar minha Timon, pois acredito muito no potencial de nossa cidade. Estamos numa localização geográfica fantástica. Temos tudo para desenvolver nosso município, gerar emprego e renda, enfim melhorar a vida da nossa gente. O que queremos na verdade é só uma oportunidade, e com tudo que construímos politicamente até aqui, estou muito confiante que estamos muito perto de ter essa oportunidade. Na eleição passada para prefeito, tivemos pouco mais de 5 mil votos, nessa eleição, com o apoio de muitas lideranças e a união da oposição, ficamos na casa dos 38 mil votos, então não tenho dúvidas que o futuro está se abrindo para a nossa geração”.
O prefeito reeleito acusa a oposição de promover um segundo turno através da justiça eleitoral. O que o Senhor tem a dizer sobre isso?
“É impressionante como o prefeito sempre foge da verdade. Se o candidato eleito está com algum problema na justiça eleitoral, porque recebeu quase três mil doações irregulares, isso nada tem a ver com a oposição, e sim com a forma que ele utilizou para financiar sua campanha. Esse processo nasceu por iniciativa da própria justiça eleitoral, que analisando a prestação de contas do candidato eleito identificou essas irregularidades. Então, se o candidato já está preparando seu grupo para alguma decisão judicial, que ele seja honesto em dizer por que está nessa situação, e não venha politizar um assunto muito sério, como esse que ele está envolvido. Nos depoimentos colhidos pela justiça eleitoral tem um cidadão que é doador, é cadastrado no Bolsa Família e ainda é empregado na prefeitura recebendo mais de R$ 2 mil reais. Isso é muito grave. Esse é um depoimento, de centenas que estão sendo colhidos, que confirmam captação ilícita de recursos”.
O senhor sai magoado dessa campanha por não ter logrado êxito ou por algum episódio durante o pleito?
Não posso sair magoado de uma eleição obtendo mais de 38 mil votos. É lógico que queríamos vencer a disputa, e lutamos muito para isso. Tenho a consciência que fizemos tudo que estava ao nosso alcance, mas como disse acima, a luta foi desigual. Fazendo uma retrospectiva sobre o que aconteceu em nossa campanha, só posso ficar orgulhoso por tudo que foi feito pelas lideranças e pelo povo timonense, que me deram a oportunidade de fazer uma campanha alegre, respeitosa e com muito sentimento.
Como pretende continuar seu trabalho como deputado estadual em relação à Timon, a partir de agora? Acha que deve mudar em relação a alguma coisa? E em relação ao restante do Maranhão?
A lei não me proibia, mas eu não considerava correto ser candidato e ao mesmo tempo exercer o mandato de deputado estadual, por essa razão eu tirei licença de quatro meses sem vencimentos. Devo voltar à Assembleia em dezembro. Quando voltar ao exercício do mandato, iremos continuar trabalhando pelo bem de nosso Estado e, em especial,do nosso município de Timon, pois nosso compromisso é com a nova política.