TSE autoriza envio de Força Federal para 2º turno da eleição em São Luís

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou nesta quinta-feira (13) o envio de Força Federal para atuar durante o segundo turno em São Luís, capital do estado do Maranhão. A votação para o segundo turno que será disputado entre o atual prefeito, Edivaldo Holanda Junior (PDT), e o candidato Eduardo Braide (PMN) ocorrerá no próximo dia 30.

Segundo o ministro do TSE, Henrique Neves, a atuação das forças de segurança é necessária em virtude dos fatos que ocorreram no primeiro turno, com registro de violência quando ônibus e escolas foram incendiados por bandidos que promoveram uma onda de ataques na cidade.

Primeiro turno
No primeiro turno das eleições municipais no Maranhão o TSE havia aprovado o envio de Força Federal para 52 municípios, dentre eles São Luís. O número, segundo a Justiça Eleitoral, foi considerado o dobro das eleições gerais de 2014.

Braide usa horário eleitoral para se defender de acusação de racismo

O candidato a prefeito de São Luís Eduardo Braide (PMN) mostrou que causa mesmo incômodo a situação envolvendo possível racismo do candidato. Braide levou o assunto para dentro de seu horário eleitoral. Uma senhora negra se apresentou como sendo empregada da família Braide, tendo cuidado de Eduardo desde a infância.

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Primeiramente, a ideia foi infeliz por ser depreciativa a colocação de um negro em situação de dependência como a de empregado da “Casa Grande”. Afinal, Braide poderia ter colocado para dar depoimento algum amigo negro de escola, da faculdade, do futebol ou vizinho da Rua do Passeio (onde diz ter morado na infância e adolescência), já que a comunidade negra no Centro de São Luís é muito grande. A empregada da família, teoricamente, não tem a independência necessária para o caso.

Depois, a forma como foi questionada e respondeu, não passa a credibilidade e naturalidade que pretendia o candidato. Ao ser perguntada se Braide já havia cometido algum ato de racismo, a senhora respira, pensa e balança a cabeça negativamente afirmando que “nunca”. A posição de subserviência em que a senhora é colocada parece mais atrapalhar do que ajudar o candidato a construir uma imagem favorável junto ao eleitorado negro da capital.

Braide teria sido acusado de racismo por um professor do candidato quando era estudante secundarista.

Estudo diz que limite de idade para humanos será de 115 anos

A expectativa de vida da população vem aumentando desde o século 19, graças a vacinas, melhores condições de parto e medicamentos para doenças como câncer e problemas cardíacos. Mas será que um dia esse crescimento vai bater no teto? Será que um dia o ser humano vai chegar no limite de longevidade que o corpo suporta?

Um estudo publicado na revista especializada Nature diz que sim e vai além: afirma que o máximo que um humano pode viver é por 115 anos, mais ou menos. Os pesquisadores, do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, analisaram décadas de dados sobre longevidade humana.

Segundo eles, raríssimas pessoas podem viver mais do que 125 anos. Tão raro que você teria de vasculhar 10 mil planetas Terra para encontrar apenas uma dessas pessoas. A repercussão do estudo, no entanto, foi bastante diversa. Enquanto alguns cientistas teceram elogios, outros afirmaram que ele é uma grande farsa.

SUPERCENTENÁRIOS

Os pesquisadores usaram informações de um banco de dados chamado Human Mortality Database e incluíram o número de mortes dos chamados supercentenários – pessoas com mais de 110 anos – nos Estados Unidos, na França, no Japão e no Reino Unido.

A análise mostrou que o aumento da expectativa de vida está desacelerando entre os centenários e que a idade máxima para a morte vem se estabilizando nas últimas duas décadas.

“Em pessoas com mais de 105 anos, estamos avançando pouco, o que nos diz que é provável que estejamos chegando ao limite da vida humana”, disse o professor Jan Vijg, um dos coautores do estudo. “Conseguimos ver isso pela primeira vez na história. E parece que a expectativa máxima de vida é por volta dos 115 anos. É praticamente impossível ir além disso.”

PEC faz mercado apostar na queda dos juros

A aprovação da proposta do governo que limita o crescimento dos gastos públicos reforçou as apostas dos investidores na queda da taxa básica de juros da economia na próxima semana, quando o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne para avaliar o cenário econômico e a taxa Selic.

Em seus últimos comunicados, o Banco Central apontou o avanço das medidas de ajuste das contas do governo como uma condição para iniciar a redução da taxa Selic, que está em 14,25% ao ano desde julho do ano passado.

No mercado de juros futuros, em que os investidores buscam proteção contra flutuações das taxas de juros, contratos foram fechados na terça-feira (11) com taxas equivalentes a 12,659% para janeiro do próximo ano e 12% para janeiro de 2018.

Analistas esperam uma redução de pelo menos 0,25 ponto porcentual na taxa Selic na próxima reunião do Copom.

Alguns, como os economistas José Francisco de Lima Gonçalves e Júlia Araújo, do banco Fator, esperam um corte de 0,5 ponto.

O comportamento recente da inflação, que cedeu com a queda dos preços dos alimentos em setembro, já havia reforçado antes o otimismo dos investidores. Se não baixar os juros na próxima semana, o Banco Central terá outra oportunidade neste ano na reunião do Copom de novembro.

As melhores perspectivas para a economia brasileira também se refletem na Bolsa brasileira, que já subiu 4,55% neste mês. Analistas apontam a volta dos investidores estrangeiros ao mercado de ações como um sinal positivo.

CAPITAL EXTERNO

Somente na primeira semana de outubro, a Bovespa registrou entrada líquida de R$ 1,85 bilhão em capital externo, descontadas as retiradas de recursos pelos investidores. Em setembro, houve saldo negativo de R$ 1,97 bilhão.

“Os investidores estão mais confiantes com o ajuste fiscal, ainda mais após as eleições municipais, que enfraqueceram o PT e fortaleceram os partidos da base aliada do governo”, afirma o economista Guilherme Lerosa, da Lerosa Investimentos.

BNDES suspende financiamento para construtoras

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a suspensão de pagamento de US$ 4,7 bilhões para 25 contratos de financiamento no exterior de empresas de engenharia e construção investigadas pela Operação Lava Jato. A medida atendeu à ação civil pública movida pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Os projetos suspensos envolvem financiamentos para exportações de serviços de engenharia das empresas Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez para países como Argentina, Cuba, Venezuela, Guatemala, Honduras, República Dominicana, Angola, Moçambique e Gana.

Ao todo, 47 contratos do banco com as construtoras serão revisados, num total de US$ 13,5 bilhões em financiamentos. Desses, 25 projetos já estavam contratados, num total de R$ 7 bilhões – dos quais US$ 2,3 bilhões já haviam sido liberados antes da suspensão.

Na ação, a AGU recomendou que o BNDES fizesse uma avaliação de crédito antes de continuar apoiando a exportação de serviços de engenharia, tendo em vista a percepção de aumento de risco nos negócios com as empreiteiras envolvidas na Lava Jato.

CRITÉRIOS

Os 25 contratos com repasses suspensos estão sendo analisados caso a caso com base em critérios anunciados na terça-feira pelo banco, que levarão em conta aspectos como economicidade do projeto, adequação de custos, conformidade com práticas internacionais de contratação e verificação de concorrência no processo de seleção do prestador de serviço.

As regras foram definidas com base na recomendação da AGU e em determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).

A avaliação do BNDES também vai considerar o avanço físico da obra em questão, fontes equacionadas, exposição do risco de crédito do banco, além de exigir um termo de compliance do país importador e da empresa exportadora, que vai dizer se o contrato respeita a lei. Para retomar os contratos, as empresas terão que assinar termo de compromisso com o BNDES.