Flávio Dino foi um dos governadores que mais utilizou as redes sociais e a mídia para defender, com unhas e dentes, o mandato da presidente afastada Dilma Rousseff, por entender que ela não teria cometido crime de responsabilidade fiscal, por meio das “pedaladas fiscais”.
A verba milionária teria como destino certo a área da saúde do estado que se encontra em frangalhos. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoBAM) protestou contra decisão do presidente interino, Michel Temer, de suspender a liberação de verbas autorizadas pelas presidente.
“Eu não tenho dúvida nenhuma de que esse foi um gesto de retaliação contra o único governador que o meu partido tem, governador Flávio Dino, a quem eu quero apresentar uma moção de desagravo neste momento. Mas não só a ele: ao povo do Maranhão também e, principalmente, porque essa medida, esse presidente interino, ele não prejudicam o governador Flávio Dino, mas a população do estado mais pobre e mais carente do Brasil”, afirmou a senadora.
A vereadora Rose Sales (PMB) disse nesta quarta-feira, 8, em entrevista ao programa Câmara em Destaque, transmitido pela rádio Difusora AM (680 Khz), que o assessor especial do governador Flávio Dino (PCdoB), Ednaldo Neves, não tem moral para chamar os vereadores de “malas”, já que ele não passa de uma “laranja podre” a serviço de alguém.
Rose Sales lembrou o ridículo papel que o então candidato a prefeito de São Luís, Ednaldo Neves, prestou como “laranja” (figura sem expressão) do então candidato e prefeito eleito, Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Ela destacou que sua postura servia apenas para desestabilizar a então candidatura à reeleição do ex-prefeito João Castelo (PSDB), abrindo caminho para a vitória do atual gestor municipal.
Na sessão da última terça-feira, 7, a Câmara Municipal de São Luís aprovou, por unanimidade, uma moção de repúdio contra as críticas feitas pelo inexpressivo assessor governamental, Ednaldo Neves, por ter chamado os 31 vereadores de São Luís de “malas” (sem escrúpulos e indesejáveis). A proposta foi de iniciativa do vereador Isaías Pereirinha (PSL).
O empresário Paulo Roberto Pinto, mais conhecido como Carioca (PHS), finalmente tomou posse, hoje, do cargo de vereador de São Luís. Em seu pronunciamento, revelou que está sendo ameaçado de morte pelo agora ex-vereador Beto Castro (Pros), cassado por 6 votos a 1 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por uso de identidade falsa na eleição de 2012, e de quem herdou o mandato.
Carioca ressaltou ter muitos amigos que lhe deram força nessa jornada e que trabalhará junto com o parlamento municipal para fazer o bem para a cidade. “Tudo tem sua hora. Eu disse que ia lutar pelo meu objetivo e vou trabalhar pela minha reeleição. Hoje, sou vereador. Agradeço a Deus e à minha família”, frisou.
O novo vereador do PHS destacou que são poucos meses para mostrar serviço, “mas se formos um bom parlamentar a gente trabalha. Vamos trabalhar por essa população de São Luís, que merece. Nunca desista do seu sonho. Agradeço ao meu filho e à minha esposa, Bianca. Estou aqui para votar o que for bom para São Luís. Que Deus me dê coragem aqui”, declarou.
Ao final Carioca disse que está sendo ameaçado de morte pelo vereador cassado Beto Castro todo dia. “Mas arma não ficou só para ele”, contra-atacou.
O prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves entrou nesta terça-feira (7) com mandado de segurança contra o governo do estado e a secretaria de saúde, no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ) pelo o abandono das obras do Hospital Regional de Santa Inês.
A obra foi iniciada em 2013 e estava prevista para ser entregue em dezembro do ano passado. Uma nova data de inauguração foi marcada para o dia 14 de março, mas até hoje não funciona. O Hospital Regional de Santa Inês foi programado para ser de alta complexidade, com 100 leitos, mais de 10 de UTI, e capacidade para atender a outros 12 municípios da região do Vale do Pindaré.
“Já estive várias vezes na secretaria de saúde, infraestrutura do estado e exaurimos todas as tentativas no Palácio e em reuniões com o governador. Então vamos ver se a gente provoca judicialmente para ver se a gente consegue esse beneficio para população que está clamando e eu não aguento mais a pressão do povo” diz o prefeito.
Em nota, a Secretaria de Infraestrutura garantiu a entrega da obra ainda em 2016, mas não especificou prazo para que isso seja realizado. “A Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) informa que todas as medidas estão sendo providenciadas, para entregar o Hospital Regional de Santa Inês ainda este ano”.
Além de reclamar da situação de abandono da obra do hospital, Ribamar Alves criticou a falta de repasse de recursos e parcerias com o município. “Também, denunciei o projeto “Mais Asfalto”, previsto para Santa Inês e que foi reencaminhado pelo governador para outro município”, destacou.
Em júri promovido pela 2ª Vara da Comarca de Caxias (MA), município localizado a 360 km de São Luís, o lavrador Francisco Alves Costa foi condenado nessa terça-feira (7) a 35 anos de prisão em regime fechado por crimes de homicídio e tentativa de homicídio cometidos, respectivamente, contra a escrivã Loane Maranhão da Silva Thé e contra a investigadora de polícia Marilene Santos Almeida.
O julgamento ocorreu no Fórum Desembargador Arthur Almada Lima e foi presidido pelo juiz titular da Vara, Anderson Sobral de Azevedo.
Segundo denúncia, no momento em que Loane foi morta em 15 de maio de 2014 no momento em que colhia o depoimento do réu na Delegacia Especializada da Mulher (DEM) da cidade. O acusado investiu contra a escrivã, atingindo-a no tórax, e golpeou, também no tórax, a investigadora de polícia Marilene Santos Almeida, que tentava socorrer a colega de trabalho ferida. Francisco prestava esclarecimentos sobre crimes de estupro praticados contra as suas duas filhas menores.
Interrogado, ele afirmou que cometeu o homicídio contra Loane por achar que seria preso pelo estupro das filhas menores, crime que o réu confessou por ocasião do interrogatório. A Justiça negou o direito do condenado recorrer em liberdade e manteve a prisão preventiva do mesmo.
Em abril de 2015, a Justiça do Maranhão havia condenado Francisco Alves Costa, a 72 anos de prisão pelo crime de estupro das duas filhas, de 15 e 17 anos. As jovens sofreram abuso sexual no período de outubro de 2005 e se estendido até maio de 2014, pouco antes da prisão em flagrante do acusado. Quando tudo começou as meninas tinham 9 e 10 anos.