Casarões em São Luís ameaçam desabar, diz Defesa Civil

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Casarões no Centro Histórico da capital apresentam riscos tanto para moradia, quanto para atividades comerciais

A falta de conservação dos casarões do Centro Histórico de São Luís tem gerado reclamação tanto para quem trabalha como para quem vive nesses imóveis. Segundo a Defesa Civil, pelo menos 29 casarões têm alto risco de desabamento.

Os prédios abandonados atrapalham a vida de muita gente como a do chaveiro Josimael Artênio, que reclama que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Maranhão (Iphan) não o permite que ele altere a estrutura do local onde trabalha.  “Você não pode mexer nesses prédios. Eu trabalho ali e eu não posso mexer em nadinha que o Iphan não deixa”, reclamou.

Segundo Elitânia Barros, superintendente da Defesa Civil Municipal, retirar os moradores destes prédios e levá-los para áreas seguras é um desafio. Ela também recomenda aos comerciantes que façam a manutenção dos telhados, já que não podem mexer nas estruturas dos imóveis.

“O difícil é tirar esses ocupantes. Dentro do Centro Histórico nós temos alguns prédios que são comerciais e que nós damos orientação pra que eles façam a manutenção, pelo menos do telhado”, explicou.

A Defesa Civil informou que está realizando uma campanha de orientação no Centro Histórico durante e depois das chuvas para alertar as pessoas a como reconhecer os perigos destes lugares e, assim, reduzir o alto risco de morte e danos.

Para o comerciante Antônio Arthur, a falta de conservação do Centro Histórico afeta também o turismo na região.  “O turista chega aqui e fica sem saber o porquê dessa situação. Porque todas as cidades do país onde têm tombamento você vê que é bem cuidado, é uma outra situação. Aqui não”,  opinou.

O abandono, a falta de segurança e o descaso por parte dos órgãos competentes acabam contribuindo para a marginalidade nestes ambientes, é o que informa o empresário Júlio Simões.  “O problema é cair na cabeça do povo, é gente se drogando, é o acúmulo de bandidos pra fazer assaltos aqui nesse Reviver. Tá abandonado, não vai ter segurança porque ninguém quer vi”, finalizou.

O Iphan ainda não se manifestou sobre o assunto.

Luckas Seabra lança seu primeiro CD em São Luís

O cantor e compositor goiano Luckas Seabra, lançará neste sábado, a partir das 23h, o seu primeiro CD “Lágrimas Vão te Afogar”. O evento artístico será na boite Gardens.

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O jovem cantor tem se destacado no mundo musical sertanejo, atraindo milhares de fãs por onde faz show em São Luís, interior do Maranhão, Maceió, Teresina e São Paulo.

Recentemente, Luckas Seabra esteve no programa Máquina da Fama, do SBT, e foi um dos mais aplaudidos durante o show.

No lançamento do CD vários cantores farão participação e antes, no início, o show também imperdível do cantor Bruno Shinoda

Assis Filho é o novo superintendente Regional do Nordeste da Empresa Brasil de Comunicação (EBC)

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Por George Marques – Após o impeachment da presidente Dilma Rousseff ser aprovado na Câmara dos Deputados, no último dia 17 de abril, o PMDB do Maranhão já mostra sinais de fortalecimento.

O novo indicado para presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) do Maranhão é Assis Filho, membro da Juventude do PMDB e atual presidente da Fundação Ulysses Guimarães no Maranhão.

Assis Filho aguarda ansioso para assumir a presidência e controlar o aparato de comunicação da EBC no Maranhão, faltando apenas alguns trâmites da Casa Civil para ser publicado no Diário Oficial.

A família Sarney, que sempre esteve aliada aos governo Dilma e Lula, não se sentiram constrangidos em pedir votos favoráveis ao impeachment de Dilma, apenas para minar forças do governador Flávio Dino (PCdoB).

Vale lembrar que até 2014, quando Roseana Sarney ainda era governadora, tinha como vice-governador Washington Luiz, do PT. O partido no Maranhão sempre esteve ao lado da oligarquia Sarney.

Hoje o PT colhe com traição a quem sempre lhe deu a mão. Ou o contrário?

Tribunal de Justiça do Maranhão em crise

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Marcelo Carvalho revelou tensões na cúpula e na base do Judiciário, administradas habilmente por Cleones Cunha

É verdade que o Poder Judiciário do Maranhão não é um barril de insatisfações prestes a explodir, mas todos os sintomas indicam que a sua base funcional – com mais de três mil servidores dos mais diversos níveis – está muito insatisfeita e indócil, principalmente por conta da defasagem salarial; que seus 285 juízes reclamam das condições de trabalho e dos números impressos nos seus contracheques, e que os seus 27 desembargadores também estão incomodados com a situação geral do Poder Judiciário, a começar pela defasagem salarial. Ontem, por exemplo, a pax internaconseguida depois de um grande esforço de negociação e muitas reuniões com as lideranças sindicais foi ameaçada de ser quebrada. Durante sessão administrativa, em que a Corte cuida dos seus problemas, uma manifestação do desembargador Marcelo Carvalho deixou no ar a impressão de que a política de negociar, contornar problemas e evitar tensões e choques, posta em prática pelo desembargador-presidente Cleones Cunha, ainda não alcançou alguns focos de insatisfação. E as intervenções que permearam a manifestação mostraram que em determinados aspectos a Corte não consegue a harmonia plena.

O desembargador Marcelo Carvalho surpreendeu quando, em tom elevado e enfático, que é sua característica, criticou duramente o que classificou de “intromissão indevida” do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em aspectos administrativos dos Judiciários estaduais, como, por exemplo, impor regras para a quantidade de cargos comissionados nos gabinetes de juízes e desembargadores, por exemplo. A grita do magistrado se deu pelo fato de haver, no momento, uma medição de força do Tribunal de Justiça com o CNJ por causa exatamente da quantidade de comissionados. Antes, cada desembargador contava com 18 cargos comissionados em seu gabinete, mas uma decisão do CNJ determinou a redução para apenas 11 comissionados, e com uma exigência a mais: metade desses cargos tem de ser preenchida com servidores der carreira do Poder Judiciário, o que não é seguido.

Visivelmente incomodado e disposto a travar um duelo com quem eventualmente discordasse da sua posição, o desembargador Marcelo Carvalho foi em frente, afirmando que são os cargos comissionados que garantem o funcionamento pleno da máquina judiciária. E em tom cada vez mais elevado, bateu forte na estrutura funcional do Poder e, mais do que isso, criticou duramente os movimentos grevistas e atacou impiedosamente as lideranças sindicais que organizam os movimentos dos servidores. Sempre ressalvando que considera justas as reivindicações dos servidores por melhores salários e condições de trabalho, afirmou, sem rodeios, que “essa gente” – os líderes sindicais – não merece o seu respeito, que os movimentos por eles organizados prejudicam o funcionamento da Justiça e que, por isso, se recusa a manter qualquer tipo de contato com comando de greve. E deu um aviso ao presidente: “Não me coloque em qualquer comissão para negociar com o presidente do sindicato, porque eu vou recusar”.

O magistrado também foi enfático ao afirmar, quase gritando: “Durante as greves, quem segura a Justiça são os cargos comissionados. São os cargos comissionados que fazem a Justiça funcionar!”

Sem se colocar como porta-voz dos seus colegas de Corte – que, à exceção do ex-presidente e decano Baima Araújo, o contestou também  enfaticamente -, Marcelo Carvalho cobrou do presidente Cleones Cunha o pagamento de aumento salarial para desembargadores. O presidente explicou que o Poder Judiciário não tem dinheiro para bancar aumentos salariais. O presidente informou também já negociou com o governador Flávio Dino (PCdoB) e dele obteve a garantia que a folha de pagamento do Poder está assegurada até dezembro. Outros benefícios terão de ser negociados caso a caso. E informou que ontem mesmo se reuniria novamente com o chefe do Poder Executivo, com quem negociaria a contratação imediata de pelo menos mais 16 juízes de direito, por ser esta uma necessidade urgente e inadiável do Poder Judiciário.

Ficou claro que a maioria dos desembargadores não concorda com as posições duras e enfáticas do colega – que também não demonstrou qualquer preocupação em relação a isso -, mas ficou claro também que o desembargador-presidente Cleones Cunha tem sido muito hábil ao conduzir focos de tensão em todas as instâncias do Poder que é essencial à sociedade maranhense e custa cerca de R$ 50 milhões por mês.

 

UDI Hospital é notificado pelo Procon por danos causados à paciente

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Forro do teto desabou e por pouco não idosa de 68 anos. Hospital terá 10 dias para apresentar defesa

O Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) do Maranhão notificou o UDI Hospital, na tarde de quarta-feira 4, em razão de denúncia formalizada referente à acidente ocorrido em leito durante internação de uma paciente. O hospital terá 10 dias para apresentar defesa.

De acordo com a reclamação, o forro do teto desabou em cima de uma maca e por pouco não atingiu a paciente. No momento da queda, a senhora de 68 anos estava sentada na poltrona almoçando, mas, ainda assim, precisou levantar às pressas para evitar ser atingida pelos destroços que se espalharam por todo o local. O episódio causou abalo emocional à paciente que passou mal e sofreu queda de pressão.

Segundo o presidente do Procon-MA, Duarte Júnior, o UDI Hospital falhou no fornecimento dos serviços por negligenciar a segurança, a proteção à vida e a saúde da paciente. “Não vamos tolerar que fatos como este fiquem impunes. De acordo com o artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor, o fornecedor de serviços responde pela reparação dos danos causados ao consumidor por defeitos relativos à prestação do serviço”, afirmou.

Na notificação, o Procon-MA determina que o hospital apresente justificativa para o caso relatado pela consumidora; comprovação de regularização do dano estrutural; laudo técnico de vistoria predial, informando as condições de segurança e estabilidade da estrutura geral do local; e adoção de medidas no sentido de evitar que a saúde e segurança dos consumidores sejam colocadas em risco.

Após o prazo de 10 dias concedido para defesa, o órgão poderá aplicar sanções que variam desde multa até a suspensão da atividade. Caso o consumidor identifique novas práticas abusivas ou mesmo a reiteração da conduta adotada, é importante que formalize sua reclamação por meio do aplicativo, site ou em um dos pontos físicos de atendimento do órgão para que seus direitos sejam garantidos.