Uma adolescente de 17 anos matou o próprio pai a facadas, na noite de quarta-feira (14), em Zé Doca, a 300 km de São Luís. Segundo a Polícia Civil, o caso está sendo tratado inicialmente como legítima defesa.
O delegado Henrique Mesquita, da Delegacia Regional de Zé Doca, contou que a jovem afirmou, em depoimento à polícia, que o pai, de 39 anos, costumava chegar bêbado em casa e agredir a família. Na noite de quarta-feira, ele teria entrado na residência ameaçando esfaquear os filhos.
“Ele já tinha histórico de violência, bebia e se tornava agressivo. Ele queria entrar em casa, disse que queria matar o garoto de quatro anos. A mais velha defendeu os irmãos, agiu em legítima defesa própria e de terceiros, muito embora tenha sido contra o próprio pai. Na situação difícil, ela agiu em defesa do irmão, que é uma criança indefesa”, contou Mesquita.
A adolescente disse que ela e os dois irmãos, que têm 15 e 4 anos, correram e se trancaram em um dos quartos. O homem conseguiu arrombar a porta e partiu para cima da filha mais velha, que conseguiu derrubá-lo, tomar a faca e desferir dois golpes nas costas e mais dois no abdômen do pai. A versão foi confirmada à polícia pelo irmão adolescente.
“Era um elemento bastante instável, pai de família, trabalhador, mas quando bebia, se transformava. A mãe estava viajando a serviço para outro Estado e, quando ela viajava, ele ficava com ciúmes, bebia, ficava agressivo e descontava nas crianças. Ele já tinha um histórico de beber e esfaquear os outros, inclusive em uma festa, há um tempo atrás, cometeu uma lesão corporal. A gente vai continuar as investigações”, acrescentou o delegado.
A jovem foi ouvida e liberada. Ela está sob a responsabilidade do Conselho Tutelar de Zé Doca.
Bandidos explodiram uma agência do Banco do Brasil em Lima Campos (MA), município localizado a 258 km de distância de São Luís, na região central do Estado, na madrugada desta quinta-feira (15). A ação aconteceu às 3h e foi praticada por seis criminosos que chegaram ao local em um automóvel de passeio e duas motos, segundo relato de testemunhas. A quantia levada pelos bandidos não foi revelada e até o momento não houve prisões de suspeitos.
Para danificar os caixas eletrônicos, os ladrões utilizaram dinamites. Com a explosão, o interior da agência bancária ficou destruído, como mostram fotos divulgadas na internet.

Toda a área de autoatendimento e até o interior, onde funciona o atendimento aos clientes, foi comprometida. Três caixas eletrônicos que não foram atingidos podem conter dinamite em seu interior e por isso estão inutilizáveis até que a polícia faça a perícia técnica no local.
Por causa da greve dos bancários, os clientes da agência de Lima Campos que precisarem utilizar os caixas eletrônicos do Banco do Brasil para realizar operações como saque, depósito ou pagamento de contas devem se dirigir até a agência de Pedreiras, a 18 km de distância.
Em agosto de 2014, a mesma agência bancária havia sido algo de ação similar, quando oito homens explodiram os caixas eletrônicos da agência. À época, os criminosos fugiram em uma van.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP) informou que já iniciou as investigações para apurar o ocorrido, e então localizar e prender os envolvidos.
Estatísticas
De acordo com o Sindicato dos Bancários do Maranhão (Seeb-MA), os últimos casos de arrombamento a agências bancárias no Estado haviam sido registrados em Joselândia no dia 7 e em Lago do Junco no dia 8 de outubro, ambos ao banco Bradesco.
O tesoureiro de uma agência do Banco do Brasil, no município de Presidente Dutra (a 347 km de São Luís), localizado na região centro-leste do Maranhão, foi sequestrado na noite dessa quarta-feira (14), e teve a família feita de refém, segundo informações do 18º Batalhão da Polícia Militar (BPM).
De acordo com informações da polícia, era por volta das 21h30, quando quatro homens abordaram o funcionário do banco no momento em que ele chegava em casa . Dentro da residência estavam a esposa e o filho da vítima, que foram levados para um cômodo.
Vizinhos viram a movimentação e acionaram a polícia. Um cerco chegou a ser formado pelo 18º BPM e equipes de reforço de cidades vizinhas, mas os suspeitos conseguiram fugir levando o tesoureiro e uma criança como reféns.
Sem sucesso na ação e nervosos com o cerco formado pela polícia para capturá-los, os criminosos libertaram os reféns por volta das 23h, no povoado Creoli da cidade de Graça Aranha (MA), a aproximadamente 36,4 km de distância de Presidente Dutra.
O carro em que estavam, uma caminhonete modelo SW4 de cor preta, apresentou problemas durante a fuga e foi abandonada pelos sequestradores, que fugiram pela mata.
Ninguém ficou ferido, nada foi levado da vítima e a polícia ainda está à procura dos suspeitos.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) do Maranhão vai abrir até o fim de 2015 mais de três mil vagas em cursos gratuitos oferecidos nos municípios de São Luís, Imperatriz, Caxias, Bacabal, Balsas e Codó. As inscrições têm início na sexta-feira (16) e ocorrem pela internet, por meio do Programa Senac de Gratuidade (PSG).
Os cursos gratuitos serão distribuídos em turmas de qualificação profissional, com carga-horária de 200h, e aperfeiçoamento, com carga-horária de 80h. O programa é destinado a pessoas de baixa renda. O critério para a seleção e posterior ingresso no curso é por ordem de inscrição.
Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (98) 3198-1515.
Veja a distribuição das vagas (3.628 matrículas):
São Luís: 1,2 mil matrículas
Imperatriz: 750 matrículas
Caxias: 600 matrículas
Bacabal: 390 matrículas
Balsas: 300 matrículas
Codó: 300 matrículas
Educação a Distância (EeD): 88 matrículas
Especialistas em educação e saúde dos autistas, familiares, representantes de secretarias estaduais e municipais de educação e de saúde e representantes do Ministério Público Estadual (MP) participaram, na tarde da terça-feira, 13, de audiência no plenário da Câmara Municipal de São Luís para discutir a questão da implantação de Política Municipal de Atendimento Integrado à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O encontro foi requerido pelo vereador Antônio de Lisboa Machado Filho, o professor Lisboa (PCdoB).

Os debates se concentraram sobre as políticas públicas de educação e saúde voltadas aos autistas. Na prática, o Maranhão, que é o segundo estado do país com o maior número de pessoas com a síndrome, ainda está atrasado em relação às demandas voltadas para os autistas.
Ao fazer a abertura da audiência, professor Lisboa assumiu um compromisso de se empenhar na defesa pelos direitos sociais das pessoas com deficiência. Ele afirmou que não se calará diante das mazelas e anseios da população.
“Como defensor da dignidade humana, quero destacar que o autismo não pode ser mais tratado como algo desconhecido. Não me calarei diante disto. Queremos corrigir isso ouvindo cada um dos pais que têm filhos autistas, para, então, moldarmos uma política mais eficiente e abrangente”, disse o comunista.
Participaram da mesa de debates a promotora Maria Luciane Lisboa Belo, titular da 2ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Educação de São Luís; o presidente da Associação dos Amigos dos Autistas (AMA), Iomar da Silva; Iêda Areia, umas das criadoras do Ilha Azul; Dalvina Amorim Ayres, superintendente de Educação Especial da SEMED; Ricarda Spinucci, superintendente de Ações de Saúde da Semus; Beatriz Carvalho, coordenadora de promoção dos direitos da pessoa com deficiência da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) e do médico psiquiatra, João Arnaud Diniz Neto, do Hospital Universitário ligado a UFMA. O professor Lisboa (PCdoB) dirigiu os trabalhos da mesa durante a audiência.
EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Segundo a promotora Maria Luciane Lisboa Belo, não se pode pensar mais na educação de forma segregada. Ela falou da necessidade de uma atualização dos seus efeitos sobre uma política pública abrangente dirigida aos autistas. Segundo Luciane, tanto a legislação quanto as políticas públicas precisam avançar em direção à afirmação da educação inclusiva.
“O Brasil decidiu pelo caminho da educação inclusiva. O Ministério Público tem de exigir que o Estado ofereça educação para todos, sem distinção. As escolas públicas e particulares devem ter o suporte necessário para oferecer às crianças e aos adolescentes com autismo uma experiência educacional completa, de forma que todos aprendam a conviver com a diversidade”, declarou a promotora.
O presidente da AMA, Iomar da Silva, defendeu uma política pública mais abrangente para os autistas, que abranja a infância, a idade adulta e os idosos. Ele também avaliou que os avanços nos diagnósticos de autismo vão exigir aumento dos serviços médicos e dos atendimentos de emergência a curto e médio prazos. Segundo ele, é preciso capacitar mais profissionais especializados nas áreas de saúde e educação dos autistas.
Segundo o médico psiquiatra João Arnaud Diniz Neto, para que as políticas públicas de saúde dirigidas aos autistas sejam eficientes, é necessário se fazer a correlação com os graus de gravidade do autismo. Para isso, a produção de diagnósticos é fundamental. E parte dessas avaliações depende das escolas e dos centros especializados.
Arnaud, que defende a proposta de criação de centros de referência de tratamento de autistas, disse que o Maranhão é o segundo estado do Brasil com o maior número de autistas.
No encerramento da audiência pública, o vereador Lisboa disse que os debates em torno do assunto estão apenas no início. Ele afirmou que a união na busca por políticas públicas em defesa das pessoas com deficiência será constante de seu mandato.
“Esses debates em torno do assunto estão apenas no início. A Câmara de São Luís não irá se omitir de sua responsabilidade enquanto Poder Legislativo. Destaco o meu apoio e a minha voz em defesa dos autistas e das pessoas com deficiência”, ressaltou o líder do PCdoB na Câmara.
O QUE É AUTISMO?
O autismo é um distúrbio neurológico caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não-verbal e comportamento restrito e repetitivo. Os pais costumam notar sinais nos dois primeiros anos de vida da criança. Os sinais geralmente desenvolvem-se gradualmente, mas algumas crianças com autismo alcançam o marco de desenvolvimento em um ritmo normal e depois regridem. A síndrome é representada pela cor azul pela incidência ser maior em meninos.