
A falta de juízes titulares em comarcas do interior do estado tem feito acumular o número de processos que precisam ser despachados. Para levar o caso ao conhecimento da opinião pública, o advogado criminalista, Mozart Baldez percorreu vários municípios maranhenses e registrou em vídeos a situação de 14 Comarcas que, segundo ele, se encontram em total abandono pela ausência do magistrado. Para o advogado, a situação contribui para o agravamento da morosidade da Justiça do estado.
No relatório feito em cada visita, o causídico constatou que o Fórum de Vargem Grande se encontra abandonado. Ele denunciou ainda que no órgão só existe expediente uma vez por semana, geralmente às sextas-feiras. Um problema que, segundo Baldez está insolúvel, pois advogados chegam ao interior, mas não tem a quem recorrer.
– Enquanto a cúpula da OAB MA está preocupada com a permanência no poder, os advogados maranhenses estão exercendo a profissão à mercê da própria sorte. Não temos juízes em algumas comarcas do interior e em outras funcionam em jornada TQQ (terça, quarta e quinta) conforme provamos com vídeos – afirmou jurista.
Na cidade de Itapecuru Mirim, de acordo com Baldez, a jornada TQQ funciona abertamente apesar de ficar distante de São Luís 106 km. No dia da visita, 13 de julho, não tinha juiz nas três varas.
– A seccional da OAB no Maranhão é um órgão festivo e arrecadador. Não tem coragem de ir aos municípios ver de perto o que está acontecendo com a advocacia maranhense e com os colegas. Lá não tem aeroportos e nem salas confortáveis com ar condicionado, talvez seja esse o motivo pela ausência aos locais – crítica Baldez.
Para o advogado, a falta de juízes titulares faz acumular processos nas comarcas. Cansado de tanta morosidade, o especialista afirmou que o CNJ precisa tomar uma posição, caso contrário os profissionais do direito podem ser sucumbidos.
– A justiça maranhense não trabalha, não sou eu que estou dizendo, estamos mostrando em vídeos. Queremos uma Ordem dos Advogados do Maranhão é para isso, para defender a classe dos advogados, mas infelizmente estamos sem a jurisdição no Maranhão. A presidente do Tribunal e o CNJ precisam tomar uma posição, caso contrário os advogados maranhenses serão sucumbidos – afirmou.
SÓ TRÊS DIAS NA SEMANA
Na Comarca de Coroatá, só há magistrado de terça a quinta-feira, que são os dias de audiências. Nos finais de semana, se houver alguma urgência, ficará na prateleira com outros processos.
Já a Comarca de Penalva está sem juiz titular. Segundo o serventuário, a juíza de Arari estava respondendo por aquela jurisdição. A magistrada, na opinião do advogado, se enquadra na jornada TQQ. “Não trabalha aonde é titular na segunda e sexta. E somente responde por outra comarca no papel, mas não fisicamente e quando o faz é eventualmente”, declarou.
Em São Bento, a Comarca não tem juiz titular desde janeiro. Quem responde não tem dia certo para ir despachar na cidade. Também faltam juízes nas varas pinheirenses. O advogado lembrou que recentemente a caravana do CPC da OAB-MA passou na cidade, mas não fez nada para mudar a realidade. “Não fizeram nada porque estavam em campanha em busca de permanecer no poder”, desabafou.
Na Comarca de Maracacume, a ausência de magistrado é semelhante a das demais comarcas. Falta juiz titular e aquele designado para responder não aparece.
O povo reclama a falta de juiz em Bequimão para resolver os conflitos que não tem data para ser solucionados, pois não há magistrados para julgar as causas. Na Comarca de Santa Helena, o juiz acumula funções como titular em outras Comarcas. O juiz responsável pela vara é de Pinheiro.
Em Governador Nunes Freire, a Comarca também está sem juiz e quem está respondendo não aparece. Para Baldez, neste local, a escala do TJ-MA funciona no papel. Na prática, segundo ele, é uma ficção.
Na Comarca de Vitória do Mearim, também não tem titular. O juiz responsável pela vara é de Arari. Só que chegando a Arari, de acordo com as imagens, o juiz foi flagrado na jornada TQQ.
– Agora esses dirigentes omissos que não representam a classe tem a coragem de tentar permanecer à frente da entidade e se acovardam para combater a morosidade da justiça causada pela baixa produtividade dos magistrados que não trabalham e pronto. Não se tem a quem recorrer no Maranhão. A OAB MA é um órgão festivo e arrecadador. Não tem coragem de ir aos municípios ver de perto o que está acontecendo com a advocacia maranhense e com os colegas. Lá não tem aeroportos e nem salas confortáveis com ar condicionado. A sala está vazia porque os advogados não são bobos. Precisamos colocar ordem na ordem e buscar novos rumos, mas não com o continuísmo. A OAB-MA é um anexo do TJMA infelizmente. E não uma representação de advogados – criticou.
O prefeito de São Mateus, Hamilton Nogueira Aragão, o Miltinho (PSB), informa que vai apresentar formalmente sua posição à justiça em relação à ação civil pública movida pelo promotor Clodomir Bandeira Lima Neto, titular da Promotoria de Justiça da Comarca de São Mateus, que pede a suspensão dos seus direitos políticos, por improbidade administrativa.

De acordo com informações publicadas em blogs da capital maranhense, no dia 25 de junho, o promotor Clodomir Bandeira, ajuizou uma ação alegando que o gestor teria decretado estado de emergência durante três meses e após o período emergencial, resolveu realizar processos licitatórios para a contratação dos mesmos serviços, pelo período de nove meses, tendo a empresa Loca Reis como vencedora do certame, caracterizando, segundo a publicação, suposta prática de direcionamento de licitação.
Miltinho contesta, pois segundo ele, não se pode confundir termo de referência em licitação com valores efetivamente contratados.
“Nossa posição é de que não há ilegalidade no contrato. Não se pode confundir termo de referência em licitação com valores efetivamente contratados. É baseado nessa interpretação que irei recorrer da ação”, afirmou o prefeito.
Apesar de possuírem imóveis nos bairros mais caros de São Luís, integrantes da cúpula do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Maranhão recebem auxílio-moradia de R$ 4,3 mil, financiado com verba pública. Com base em declarações de bens disponíveis na Justiça Eleitoral, o BLOG localizou na capital maranhense imóveis em nome de 3 dos 7 conselheiros da Corte de Contas. Eles não precisam pagar aluguel, mas recebem a ajuda de custo, segundo dados obtidos junto ao portal transparência da instituição. Além do beneficio, cada conselheiro recebe salário de R$ 30 mil reais.

Tribunal de Contas do Maranhão paga auxílio-moradia para conselheiros que possuem casa própria na capital maranhense
O beneficio imoral que é pago à cúpula do TCE – órgão responsável em examinar e julgar a regularidade das contas dos gestores públicos estaduais e municipais – passa longe da realidade da maioria dos trabalhadores maranhenses.
A lista de imóveis localizados pelo BLOG inclui casas em bairros como Cohajap, Jardim Eldorado, Calhau e Renascença. Segundo as informações disponíveis nas próprias declarações de bens, o preço médio dos imóveis declarados varia de R$ 80 a R$ 200 mil.
Possuem imóveis em um desses bairros os conselheiros Joaquim Washington Luiz de Oliveira, Edmar Serra Cutrim e o próprio presidente do tribunal, João Jorge Jinkings Pavão.

Washington Oliveira, Edmar Cutrim e Jorge Pavão não precisam, mas mesmo assim recebem auxílio-moradia de R$ 4,3 mil
Em 2012, quando registrou sua candidatura à prefeitura de São Luís, antes de ser empossado como conselheiro, Washington Oliveira declarou um imóvel no bairro do Cohajap no valor de R$ 80 mil reais.
O presidente Jorge Pavão, quando registrou candidatura a deputado estadual em 1998, chegou a declarar na época, um patrimônio de R$ 950 mil. Na declaração de bens, Pavão afirmou ser proprietário de casas nos bairros do Calhau e Renascença. Juntos, os imóveis somam mais de R$ 380 mil.
Clique aqui e baixe a declaração de bens do conselheiro Jorge Pavão apresentada à Justiça Eleitoral em sua ultima disputa para deputado.
Outro que recebe o auxílio-moradia, mas não precisa é o conselheiro Edmar Cutrim. Em 1998, quando também disputou sua ultima eleição para deputado estadual, Cutrim declarou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ter imóveis nos bairros Jardim Eldorado, Cohafuma e Renascença– cujos valores somados passavam de R$ 100 mil, na época.
Clique aqui e baixe a declaração de bens do conselheiro Edmar Cutrim apresentada à Justiça Eleitoral em sua ultima disputa para deputado.
Os nomes dos conselheiros que recebem o benefício no TCE constam no portal da Transparência da instituição.
Para marcar o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado na próxima terça-feira, 28 de julho, a Secretaria Municipal de Saúde da Raposa, realizará o Dia D, de Luta Contra as Hepatites Virais, a Campanha de Conscientização, Prevenção e Combate as Hepatites Virais. A campanha é realizada em parceria com os governos Federal e Estadual, tendo como meta vacinar aproximadamente 80% da população do município. Na Raposa, além das vacinas, estarão realizando das 8h às 16h, testes rápidos e gratuitos de Hepatite.
Meirilene da Silva Tavares, secretária adjunta de Saúde, explicou que as hepatites são doenças que atacam o fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo humano.

“São causadas por vírus e que por isso podem passar de uma pessoa para outra. Tanto a Hepatite B quanto a Hepatite C nem sempre apresentam sintomas, podendo levar anos para a pessoa perceber que está doente”, explicou.
Em visita a um programa de rádio local, a coordenadora de DST/AIDS, Hepatites Virais e Saúde da Mulher, Maria Margarida, convidou toda a população de Raposa para, na terça-feira (28), se dirigir aos Postos de Saúde do município onde serão vacinados e receberão informações sobre a doença.
“O diagnóstico e o tratamento precoces podem evitar a evolução da doença para cirrose ou câncer de fígado, por exemplo. A vacina para Hepatite B, o teste para detecção desses dois tipos de hepatites, o tratamento e o acompanhamento das hepatites virais são direito de todo cidadão e estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse Margarida.