
O candidato ao Governo do Maranhão Orleans Brandão (MDB) afirmou que cerca de 90% da família de Eduardo Braide (PSD), seu adversário na disputa pelo Palácio dos Leões, apoia o projeto eleitoral emedebista. A declaração foi dada na noite desta segunda-feira (28), durante entrevista aos jornalistas Isaías Rocha e Thales Castro, na Rádio Educadora FM.
Orleans abordou o assunto ao ser questionado sobre o parentesco com o ex-prefeito de São Luís. Os dois são primos, mas, segundo o candidato do MDB, mantiveram pouco contato ao longo da vida.
“Minha mãe é prima dele. Eu tive pouco contato, confesso. Tenho muito contato com a família Braide, a maioria está comigo. Acho que 90% da família Braide está comigo nesse projeto”, declarou.
Na mesma entrevista, Orleans também rebateu as críticas relacionadas ao fato de ser sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB). O candidato afirmou que não considera o parentesco um problema e disse ter orgulho da ligação familiar.
“Às vezes, os adversários tentam falar de maneira pejorativa: ‘o sobrinho do governador’. Pelo contrário, eu bato no peito: sou sobrinho do Brandão”, afirmou.
O emedebista ainda atribuiu à gestão do tio avanços econômicos e sociais no Maranhão, destacando a geração de empregos e as ações de combate à extrema pobreza. Orleans foi oficializado pelo MDB como candidato ao Governo do Estado durante convenção realizada no último sábado (25), em São Luís.
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O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) rejeitou, por maioria, os embargos de declaração apresentados pelo prefeito de Nova Olinda do Maranhão, Ary Menezes Fernandes, e pelo vice Ronildo Costa de Carvalho. O julgamento realizado nesta segunda-feira (27) manteve a cassação dos mandatos por abuso de poder econômico no pleito de 2024.
A juíza substituta Luciana Sarney apresentou o único voto divergente. “Divirjo em parte do eminente relator”, afirmou, ao defender o parcial provimento dos recursos com efeitos modificativos. Os demais magistrados mantiveram os votos anteriores, e a presidente da Corte, Francisca Galiza, acompanhou o relator Marcelo Elias Matos e Oka.
A análise havia começado no dia 16 de julho e foi interrompida por um pedido de vista de Luciana. O caso ganhou repercussão nacional em outubro de 2024, quando foi exibido pelo Fantástico, da TV Globo.
Em nota, Ary Menezes afirmou que respeita a decisão e recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral assim que o acórdão for publicado. O prefeito disse acreditar que o mandato será restabelecido.
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O prefeito de Tuntum, Fernando Pessoa, anunciou nesta segunda-feira (27) apoio à candidatura de Hilton Gonçalo ao Senado Federal nas eleições de 2026. A adesão amplia a base política do ex-prefeito de Santa Rita, que vem articulando apoios de lideranças municipais em diferentes regiões do Maranhão.
Fernando Pessoa comanda um dos principais grupos políticos da região Central do estado e mantém influência em Tuntum e municípios próximos. O apoio do prefeito é considerado estratégico para ampliar a presença de Hilton Gonçalo nessa área do Maranhão.
Com a nova adesão, Hilton reforça a estratégia de construir uma candidatura sustentada pela capilaridade municipal. Nas últimas semanas, ele tem recebido manifestações de apoio de prefeitos, ex-prefeitos e outras lideranças políticas.
O ex-prefeito de Santa Rita pretende disputar uma das duas vagas maranhenses no Senado. A entrada de Fernando Pessoa no grupo fortalece a articulação política em torno da candidatura e amplia sua estrutura para a campanha eleitoral.
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O partido Avante divulgou nota oficial nesta segunda-feira, 27, sobre as eleições de 2026 no Maranhão. Segundo a nota, a direção estadual da legenda decidiu não ter candidaturas ao Senado e garantiu que o deputado Duarte Júnior tem assegurada sua candidatura a reeleição pela sigla. Duarte foi lançado pré-candidato a senador no início de julho pelo presidente nacional do partido, Luís Tibé.
Duarte Júnior se filiou ao Avante na última semana do prazo para filiações e trocas de partido depois que ele foi retirado do União Brasil e teve veto de vários partidos para ele concorrer a reeleição para a Câmara dos Deputados.
Com dificuldades de construir uma chapa competitiva para deputado, Duarte Júnior foi a direção nacional da sigla e costurou sua candidatura ao Senado. O nome dele como pré-candidato foi lançado em São Luís no início de julho com a presença do presidente nacional e também do pré-candidato a presidente, Augusto Cury.
Mesmo com o ato político, semanas depois, o presidente Luís Tibé decidiu que Duarte não teria a legenda para concorrer a uma vaga de senador. Na ocasião, o parlamentar atribuiu a outros candidatos de fora do Avante o veto da direção nacional a sua candidatura de senador.
Mas, após ir a Brasília, Duarte Júnior teve a possibilidade de concorrer ao Senado de novo pelo Avante. No entanto, nesta segunda, a direção do partido emitiu nota afirmando que o Avante não terá candidatos ao Senado. E garantiu a legenda para Duarte Júnior ser candidato a reeleição caso queira.

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O pedido apresentado pelo prefeito cassado de São Benedito do Rio Preto, Wallas Rocha, e pela vice-prefeita Débora Heilmann Mesquita para retornar aos cargos foi alvo de impugnação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A manifestação, protocolada nesta segunda-feira (27) pelo escritório do advogado Carlos Sérgio de Carvalho Barros, também pede que seja mantida a execução das decisões que determinaram o afastamento da chapa e a realização de novas eleições no município.
Wallas e Débora recorreram ao TSE após o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) manter a cassação dos dois por abuso de poder político e econômico. A condenação teve como fundamento transferências consideradas irregulares de recursos do Fundeb para pessoas apontadas como aliados políticos do então prefeito durante o período eleitoral.
A defesa da chapa ajuizou uma tutela cautelar antecedente para suspender os efeitos do acórdão regional até o julgamento do recurso especial. Entre os argumentos apresentados está a alegação de que o recurso eleitoral e os embargos de declaração foram julgados pelo TRE-MA com apenas cinco integrantes, quando o Código Eleitoral exigiria a presença de todos os membros da Corte em processos que podem resultar na perda de diplomas.
Os advogados também questionam a validade de provas testemunhais, apontam suposta negativa de prestação jurisdicional e sustentam que o TRE-MA não poderia ter determinado, de ofício, a realização de uma nova eleição. O pedido tramita sob a relatoria do ministro André Mendonça.
Na impugnação, os adversários de Wallas defendem que a cautelar não deve sequer ser conhecida porque o recurso especial ainda não passou pelo exame de admissibilidade na Presidência do TRE-MA. Segundo a manifestação, enquanto essa análise não for concluída, a competência para decidir eventual pedido de efeito suspensivo seria do próprio tribunal de origem.
A peça acrescenta que não estariam presentes os requisitos necessários para suspender a condenação. Os autores argumentam que o afastamento decorre do cumprimento regular de uma decisão confirmada em duas instâncias e que a possibilidade de o recurso ser acolhido futuramente não seria suficiente para autorizar o retorno da chapa.
A decisão regional foi cumprida no dia 22 de julho, quando o presidente da Câmara Municipal, vereador Amilton Damasceno Alves, tomou posse interinamente no comando da prefeitura.
Além de Wallas e Débora, seis vereadores cassados em uma ação conexa também recorreram ao TSE para tentar reassumir os mandatos: José Walter Damascena Araújo, Sandra Regina da Silva Costa, Romário Carvalho Andrade, José Luís Rodrigues Barbosa, Alexandre Araújo da Silva e Maria Gardênia de Lima Pereira.
O pedido dos parlamentares também foi impugnado nesta segunda-feira. A manifestação sustenta que eles foram beneficiados por transferências realizadas com recursos do Fundeb e defende a manutenção da retotalização dos votos determinada pela Justiça Eleitoral.
As duas tutelas cautelares estão sob a relatoria do ministro André Mendonça. Até o momento, não há decisão do TSE autorizando o retorno de Wallas Rocha, Débora Mesquita ou dos vereadores cassados aos respectivos cargos.
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