
Um grupo formado por 17 vereadores de São Luís se reuniu em almoço nesta quarta-feira (13) para declarar apoio à pré-candidatura do vereador Beto Castro à presidência da Câmara Municipal de São Luís. O movimento reforça a articulação do parlamentar na disputa pelo comando da Casa Legislativa.
Durante o encontro, os parlamentares reafirmaram compromisso político com Beto Castro, que já é tratado nos bastidores como favorito para assumir a presidência da Câmara. Para ser eleito, um candidato precisa obter maioria dos votos, desde que estejam presentes à sessão pelo menos 16 dos 31 vereadores.
Dos vereadores que declararam apoio ao pré-candidato, apenas três não participaram do almoço, mas mantiveram o compromisso com a candidatura: Jhonatan Coletio Nós, Rosana da Saúde e Edson Gaguinho.
A movimentação ocorre em meio às articulações internas para a sucessão no comando da Câmara de São Luís e consolida o avanço de Beto Castro na construção de maioria entre os vereadores da capital maranhense.
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O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, suspendeu sua vinda ao Maranhão, prevista para a próxima sexta-feira (15). O comunicado foi feito pela assessoria do petista nesta quarta-feira (13).
Edinho estaria no estado para o evento “Diálogos com o Time de Lula”, promovido pelo vice-governador Felipe Camarão (PT), que seria realizado em São Luís e pretendia reunir militantes da legenda no Maranhão.
O adiamento, segundo o comunicado, se deu por conta de agenda de Edinho com o presidente Lula. Uma nova data ficou de ser marcada posteriormente.
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Guardas municipais de São Luís estiveram na Câmara Municipal nesta segunda-feira (11) para denunciar precarização das condições de trabalho, supostas perseguições internas e riscos à segurança enfrentados pela categoria durante o serviço nas ruas da capital.
Os servidores protocolaram dois abaixo-assinados na Presidência da Casa Legislativa e, segundo representantes da corporação, os documentos também foram encaminhados ao gabinete da prefeita Esmênia Miranda (PSD). Um dos abaixo-assinados reúne 346 assinaturas de guardas municipais de diferentes turmas e classes.
Guardas relatam falta de estrutura
Durante a manifestação, o guarda municipal de segunda classe Marcel Reis Monroe, aprovado no concurso público de 2022, afirmou que a corporação enfrenta falta de estrutura básica para atuação nas ruas.
Segundo ele, há deficiência de viaturas, ausência de equipamentos obrigatórios, como giroflex e sirenes, além de escassez de armamentos e condições inadequadas de descanso nos postos de trabalho.
“Nós não temos armamento suficiente para prestar o serviço de policiamento de rua. Guardas municipais são colocados em zonas de elevado risco sem armamento. Patrulhas são formadas, muitas vezes, com um único guarda armado e três desarmados”, declarou Monroe.
O servidor também criticou os Projetos de Lei Nº 0073/2026 e Nº 0074/2026, encaminhados pela Prefeitura à Câmara Municipal, afirmando que a categoria não foi ouvida durante a elaboração das propostas.
Categoria denuncia perdas salariais
Durante o Grande Expediente da sessão ordinária, o co-vereador do Coletivo Nós (PT), Jhonatan Soares, repercutiu as denúncias apresentadas pelos guardas municipais e afirmou que os projetos podem resultar em perdas salariais para parte da categoria.
Segundo o parlamentar, integrantes da Guarda Municipal relataram redução de benefícios e perdas que poderiam variar entre R$ 1 mil e R$ 2 mil nos vencimentos caso os textos sejam aprovados sem alterações.
Jhonatan Soares também denunciou supostas retaliações contra servidores que participaram de manifestações da categoria, incluindo registros de boletins de ocorrência e pedidos de anulação de nomeações de guardas ainda em estágio probatório.
“Homens e mulheres estão sendo retaliados por reivindicar direitos previstos no edital do concurso”, afirmou o parlamentar.
Câmara discute audiência pública
O co-vereador informou ainda que foi solicitada à Câmara Municipal a realização de uma audiência pública para ouvir representantes da Guarda Municipal, gestores da Secretaria de Segurança e demais envolvidos no impasse.
Após a discussão, o líder do governo na Câmara, vereador Dr. Joel (PSD), afirmou que levará as demandas da categoria ao conhecimento da prefeita Esmênia Miranda e declarou apoio ao debate público sobre os projetos.
“A Guarda Municipal é um patrimônio de São Luís. Vamos ouvir todas as partes para encontrar o melhor caminho”, disse.
O vereador Astro de Ogum (PCdoB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), também mencionou a possibilidade de destinação de emendas parlamentares para melhorias estruturais da corporação.
Além de Jhonatan Soares, Dr. Joel e Astro de Ogum, participaram da reunião os vereadores Douglas Pinto (PSD), Professora Magnólia (PV), Flávia Berthier e Octávio Soeiro (PSB), além da presidente do Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais de São Luís (SINFUSP), Lúcia Barbosa.
Segundo participantes da reunião, não houve representação do Sindicato dos Guardas Municipais do Estado do Maranhão (Sigmema), apontado pelos presentes como omisso diante das denúncias apresentadas pela categoria.
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O ex-presidente da Câmara Municipal de Cajari, Raimundo Nonato Soares Neto, mais conhecido por Irmão Neto (Cidadania), teve os direitos políticos restabelecidos por decisão do juiz Humberto Alves Júnior, titular da 20ª Zona Eleitoral de Viana.
No despacho publicado na quinta-feira, 7, o magistrado confirmou que a pena de suspensão dos direitos políticos, decorrente de uma condenação por improbidade administrativa, foi totalmente cumprida. Em razão disso, ele decidiu suspender o impedimento no Cadastro Nacional de Eleitores devido à extinção da causa de restrição.
A medida atendeu o pedido do ex-vereador para restabelecer seus direitos políticos. No pedido, o requerente sustentou que já houve o transcurso do prazo de 03 anos da sanção de suspensão dos direitos políticos, em decorrência de improbidade administrativa, à época dos fatos, cuja tramitação ocorreu na 1ª Vara de Viana (MA).
Com essa decisão, Irmão Neto poderá novamente concorrer a uma vaga de vereador em 2028, cargo que ocupou após ser eleito nas eleições de 2008.
Baixe aqui a decisão
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A Justiça do Maranhão revogou a prisão preventiva de 15 investigados denunciados por suposto envolvimento em um esquema de corrupção no município de Turilândia. Entre os beneficiados está o prefeito afastado José Paulo Dantas Silva Neto, conhecido politicamente como Paulo Curió (União Brasil).
A decisão foi assinada nesta segunda-feira (11) pela desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, relatora do caso na Terceira Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão.
A ação penal investiga uma suposta organização criminosa voltada à prática de fraudes licitatórias, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, com prejuízos aos cofres públicos de Turilândia.
O Ministério Público do Estado do Maranhão se manifestou favoravelmente à substituição da prisão preventiva por medidas cautelares para parte dos investigados, apontando que a intervenção estadual reduziu os riscos de interferência na administração municipal. O processo segue em tramitação no Tribunal de Justiça do Maranhão.
Prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares
Na decisão, a magistrada entendeu que houve mudança no cenário que justificava a prisão preventiva dos acusados, principalmente após o encerramento da fase investigatória, o oferecimento da denúncia e o avanço da intervenção estadual no município.
Além de Paulo Curió, Tiveram a prisão preventiva revogada:
Wandson Jonath Barros;
Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva;
Janaína Soares Lima;
Marlon de Jesus Arouche Serrão;
Gerusa de Fátima Nogueira Lopes;
Eustáquio Diego Fabiano Campos;
Mizael Brito Soares;
José Ribamar Sampaio;
Nadianne Judith Vieira Reis;
Sávio Araújo e Araújo;
Gilmar Carlos Gomes Araújo;
Josias Fróes;
Carla Regina Pereira Chagas;
Inailce Nogueira Lopes.
Medidas cautelares impostas
Mesmo com a revogação da prisão preventiva, os investigados continuarão submetidos a medidas cautelares determinadas pelo TJMA, entre elas:
recolhimento domiciliar integral com tornozeleira eletrônica;
proibição de contato entre os denunciados;
proibição de acesso à Prefeitura e à Câmara de Turilândia;
proibição de contratar com o poder público;
proibição de participação político-partidária, inclusive em redes sociais.
A desembargadora também manteve o afastamento de cargos públicos e a suspensão das atividades legislativas dos vereadores investigados.
Pedido de Eva Curió foi negado
A Justiça negou o pedido apresentado por Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, conhecida como Eva Curió, primeira-dama do município, que solicitava autorização para frequentar presencialmente aulas do curso de medicina enquanto cumpre prisão domiciliar.
Segundo a decisão, a saída frequente da residência seria incompatível com o regime domiciliar imposto pela Justiça.
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