
A Operação Êxodo, coordenada pela Polícia Federal, já resgatou mais de 40 pessoas que viviam na Shekinah House Church, igreja do suposto pastor David Gonçalves Silva, na Grande Ilha de São Luís. A investigação apura denúncias de exploração de pessoas em situação de vulnerabilidade social e possíveis crimes ligados a trabalho análogo à escravidão. O religioso está preso desde o mês passado.
O caso envolve ainda denúncias de abusos físicos, psicológicos e sexuais. Segundo relatos, frequentadores da igreja eram submetidos a jornadas forçadas, punições, privação de alimentos e isolamento. “Se a gente não fizesse o que ele queria, a gente era punido. Ele deixava a gente sem comer e mandava bater na gente”, afirmou uma das vítimas.
As diligências, que tiveram início no fim de abril, contam com apoio da Secretaria de Segurança Pública e de Direitos Humanos do Maranhão, além da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e outras instituições.
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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) deu início aos trâmites necessários para a reconstrução da ponte do Estreito dos Mosquitos, localizada no lado esquerdo do km 24 da BR-135/MA. Conforme o cronograma, o edital para contratação das obras de construção da nova estrutura está previsto para ser lançado em julho.
Atualmente, as equipes da autarquia atuam no monitoramento e na análise técnica das condições da ponte do lado esquerdo (com problemas estruturais), que permanece totalmente interditada.
Essa etapa de investigação técnica complementar é fundamental para o amplo mapeamento das manifestações patológicas presentes na estrutura e consequente diagnóstico de sua capacidade estrutural.
Além disso, os estudos técnicos ora desenvolvidos fomentarão o banco de dados e curva de aprendizado institucional.
Com relação à ponte do Estreito dos Mosquitos localizada no lado direto do km 24 da BR-135/MA, que opera no momento recebendo o tráfego desviado da ponte do lado esquerdo, o DNIT informa que a estrutura apresenta condições satisfatórias do ponto de vista estrutural.
O DNIT ressalta que todas as etapas seguem os trâmites técnicos e institucionais vigentes, com a devida articulação entre as áreas responsáveis, visando à preservação de vidas, à funcionalidade e à durabilidade da infraestrutura.
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A Prefeitura de São José de Ribamar, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Renda (SEMAS), deu início a mais uma edição do programa “Cozinha Empreendedora”.
A ação aconteceu no Centro de Convivência do Parque Jair e capacitou moradoras da região na produção artesanal de biscoitos, visando ao empreendedorismo e à autonomia financeira.
Coordenada pela secretária Gilvana Duailibe, a SEMAS tem investido em cursos profissionalizantes como ferramenta de inclusão produtiva. Durante a aula, as participantes aprenderam técnicas de manipulação de alimentos, receitas, precificação e aproveitamento de ingredientes.
A aluna Andrea Fernanda, moradora do Parque Jair, compartilhou sua experiência e destacou a importância da iniciativa. “Nunca imaginei que pudesse aprender a fazer biscoitos tão gostosos e ainda com a possibilidade de vender. Esse curso abriu minha mente para uma nova fonte de renda. Agora me sinto mais preparada para começar meu próprio negócio e ajudar em casa. A SEMAS está de parabéns por trazer esse conhecimento para a nossa comunidade”, destacou.
A titular da SEMAS, Gilvana Duailibe, reforçou o compromisso da gestão municipal em levar capacitação aos moradores do município. “O programa Cozinha Empreendedora foi criado justamente para transformar a realidade das famílias ribamarenses. Quando oferecemos um curso de biscoito, não estamos ensinando apenas uma receita, mas dando ferramentas para que essas mulheres conquistem independência e dignidade. É trabalho, é renda e é cidadania acontecendo dentro do Centro de Convivência do Parque Jair”, ressaltou.
A expectativa da SEMAS é que novas turmas sejam abertas nas próximas semanas, atendendo a outros bairros da cidade. As interessadas devem ficar atentas aos canais oficiais da secretaria para informações sobre inscrições.
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A nova pesquisa Veritá sobre a eleição no Maranhão não foi divulgada na última sexta-feira, 1º, como sugeria o registro publicado no Tribunal Superior Eleitoral (veja reprodução abaixo). De acordo com o blog do Antônio Martins, o levantamento foi registrado alguns dias após o mesmo instituto conduzir uma pesquisa telefônica sobre a avaliação da administração municipal de São Luís.
A pesquisa MA-07144/2026, começou a ser feita no dia 26 de abril, um dia depois do registro, e terminou no dia 30 do mesmo mês. Foram ouvidos 1.525 pessoas em 61 dos 217 municípios do estado, conforme plano amostral em anexo. Clique aqui para conferir a lista das cidades e a quantidade de questionários aplicados.
A previsão era que a consulta autofinanciada tivesse seus números divulgados no dia 1º de maio. No entanto, especula-se que os resultados sejam revelados somente após a divulgação de outros dois levantamentos em andamento no estado, o que não configura ilícito eleitoral. O proibido é o inverso: divulgar pesquisa sem o devido registro.
Para registrar uma pesquisa é necessário o nome do contratante, e de quem pagou pelo serviço, os valores e a origem dos recursos, a metodologia utilizada e a realização do levantamento.
Além disso, também é necessário a apresentação do plano amostral, a ponderação quanto a gênero, idade, grau de instrução e nível econômico do entrevistado; o nível de confiança e a margem de erro da pesquisa; o questionário completo aplicado; e o nome do profissional estatístico responsável pela pesquisa.

Pesquisas suspensas no país
Até o momento, em 2026, o Instituto Veritá teve pesquisas suspensas em ao menos treze estados brasileiros e no Distrito Federal, conforme decisões da Justiça Eleitoral por irregularidades técnicas ou falta de dados obrigatórios.
As suspensões confirmadas abrangem:
Nordeste: Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Piauí.
Sudeste: Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo.
Centro-Oeste: Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.
Norte: Pará e Tocantins.
Sul: Paraná.
Principais motivos das suspensões
As decisões judiciais, como a do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e do TRE de Pernambuco, apontam as seguintes falhas recorrentes:
Deficiências técnicas graves: Inconsistências na metodologia e no plano amostral.
Omissão de dados: Ausência de relatórios completos ou dados essenciais no sistema da Justiça Eleitoral.
Irregularidades no financiamento: Em estados como o Mato Grosso do Sul, o questionamento envolveu a falta de detalhamento sobre a origem dos recursos próprios usados para pagar os levantamentos.
O instituto enfrenta diversas ações e investigações, incluindo processos que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No Maranhão, por exemplo, os dois levantamentos registrados pela empresa estão sendo questionados no TRE-MA.
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A Justiça decretou a prisão preventiva da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, acusada de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida, de quem ela suspeitava de roubo de um anel. Com a decisão judicial, a expectativa é de que a empresária seja presa ainda nesta quinta-feira (7).
O pedido de prisão ganhou força após o vazamento de áudios atribuídos à empresária, nos quais ela narra as agressões e faz comentários em tom de deboche sobre a vítima. O conteúdo passou a integrar os elementos considerados pelas autoridades durante a investigação.
O caso também provocou desdobramentos dentro da segurança pública. Na quarta-feira (6), a Polícia Militar do Maranhão afastou quatro policiais militares que atenderam a ocorrência registrada no dia 17 de abril. Em um dos áudios divulgados, Carolina afirma que um policial teria reconhecido que os hematomas visíveis no corpo da empregada justificariam sua condução à delegacia, mas que isso não ocorreu devido à amizade entre ambos. O suposto policial citado não teve a identidade revelada.
As investigações agora buscam identificar também o homem apontado como participante das agressões e das sessões de tortura contra a trabalhadora doméstica.
Carolina Sthela já foi condenada anteriormente por falsa acusação de roubo contra uma ex-babá.
A condenação ocorreu em outubro de 2025, pelo crime de calúnia, após Carolina acusar a funcionária de roubar uma pulseira de ouro do filho. Apesar de a sentença prever prisão, a pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade, por se tratar de ré primária e com condenação inferior a um ano.
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