Procuradora solicita investigação contra Márcio Jerry

Julia Zanatta e Márcio Jerry durante acusação de assédio sexual e importunação

A procuradora regional da República, Raquel Branquinho Nascimento, encaminhou ao procurador-geral da República, Augusto Aras, um pedido para que o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) seja investigado por possível crime de violência política de gênero contra a deputada Júlia Zanatta (PL-SC). A informação é da Folha de S. Paulo.

O caso ocorreu na terça-feira, 11, durante a sessão da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Júlia divulgou nas redes sociais, no dia seguinte, imagens nas quais o parlamentar parece abordá-la pelas costas, aproximando o rosto de sua nuca.

“Nunca dei liberdade para esse deputado e nem sabia qual era o nome dele. Se fosse uma deputada de esquerda e um deputado de direita: já sabem né?”, afirmou. 

Diante da repercussão, a procuradora, que é coordenadora do grupo de trabalho Violência Política de Gênero, enviou o documento, afirmando que o episódio se enquadra “na hipótese criminal do artigo 326-B do Código Eleitoral”, conforme aponta a reportagem de Mônica Bergamo. 

O artigo citado é referente à assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar, por qualquer meio, candidata a cargo eletivo ou detentora de mandato eletivo, e prevê de um a quatro anos de detenção, além de multa. 

Raquel também pede que a vítima e testemunhas sejam ouvidas, bem como as gravações sejam analisadas. 

“No caso, em se tratando o possível agressor de um parlamentar federal, o foro para apuração dos fatos e eventual persecução criminal é o Supremo Tribunal Federal, considerando preenchidos os requisitos da contemporaneidade do exercício do cargo público e conduta relacionada ao próprio mandato parlamentar”. 

PL denunciou

Na quinta-feira, 13, o PL apresentou uma representação ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados acusando o deputado Márcio Jerry de quebra de decoro. Conforme o Estadão, a representação, assinada por Valdemar Costa Neto, presidente do partido, pede que o parlamentar seja cassado.

“A deputada Júlia Zanatta foi abordada pelo representado com comportamento inadequado e inaceitável, em ato claro e incontestável de natureza abusiva com contornos de importunação sexual e ainda violência política contra a mulher”, afirma o PL.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) receberá a representação e poderá encaminhá-la para o Conselho de Ética.

Instantes depois de Júlia divulgar as imagens que repercutiram, Jerry também usou as redes sociais, para publicar o vídeo correspondente ao momento. Ele afirma que, ao final da sessão, os presentes na Casa dividiram-se em vários grupos e que a deputada do PL “estava abordando de forma extremamente agressiva a deputada Lídice da Mata”.

“Como estava muito barulho, aproximei o rosto da deputada (Júlia) e disse ‘é uma deputada com 40 anos de mandato, respeite'”, afirmou Jerry. No vídeo, é possível ver que ela se vira e responde, mas em seguida a câmera muda de direção.

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Maranhão vai buscar mais investimentos com chineses

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, participou, nesta sexta-feira (14), da última e principal agenda da comitiva brasileira que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem institucional à China: o encontro com o presidente chinês, Xi Jinping. Em cerimônia realizada no Grande Salão do Povo, sede do governo chinês, em Pequim, os governos dos dois países celebraram 15 acordos entre empresas brasileiras e chinesas.

Brandão acompanhou a comitiva presidencial com o objetivo de renovar e ampliar relações econômicas com a China, maior parceiro comercial do Maranhão, como explicou o governador, citando dados do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc).

“Maranhão e China fazem uma parceria de sucesso. De acordo com o Imesc, o país foi o principal destino da nossa exportação em 2022, com participação de 23% nas vendas, equivalentes a US$ 1,3 bilhão. O mercado chinês foi responsável por 63% das compras de soja e 21% de algodão”, enfatizou Brandão, em mensagem nas redes sociais.

Levantamento do Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina) também corrobora a importância estratégica da China para a economia maranhense. Segundo o instituto, o Maranhão é o 10º estado brasileiro que mais exporta para o país asiático, com média de 24% da produção local destinada diretamente à China.

Na China, um dos principais compromissos do governador do Maranhão foi a retomada das negociações para a instalação de uma siderúrgica e uma refinaria no estado, tratativas que Brandão vem conduzindo desde quando ocupava o cargo de vice-governador do Estado.

“Fui sete vezes à China fazendo muitas reuniões na área portuária, na área da indústria, na área de siderurgia, na área de refinaria e empresa de esmagamento de soja. Nós fomos convidados porque nós temos projeto pronto, bem adiantado, no que diz respeito à siderúrgica e à refinaria para o nosso estado”, detalhou Brandão.

Investimentos em outras áreas também foram debatidos, como parcerias entre a China e o Governo do Maranhão para a instalação de um cinturão digital, desenvolvimento de tecnologias de comunicação e videomonitoramento e a utilização de ônibus elétricos, fator que pode gerar maior economia para o usuário e utilizar energia limpa e sustentável no transporte público. Nas tratativas, uma empresa chinesa da indústria do papel demonstrou ainda interesse em se instalar na região.

“É importante dizer que a China tem sido uma das parceiras preferenciais do Brasil nas relações comerciais. A minha viagem busca aumentar a nossa parceria instantânea”, pontuou o presidente Lula.

A missão diplomática teve como foco acordos bilaterais em outras áreas, como agricultura, ciência e tecnologia, meio ambiente, economia, comércio e investimentos.

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Brandão entre os governadores mais populares na web

A empresa de pesquisa e consultoria Quaest divulgou, na última quinta-feira (13), um ranking com o Índice de Popularidade Digital (IPD) de personalidades políticas. De acordo com o levantamento, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, é o sétimo gestor estadual mais popular do Brasil no ambiente digital e o segundo do Nordeste.

O ranking elaborado pela Quaest monitorou indicadores digitais entre os meses de janeiro e abril deste ano, até o dia 10 de abril, atribuindo uma pontuação de 0 a 100 ao considerar diversos fatores, como número de seguidores e engajamento.

Brandão alcançou a pontuação de 23,68, ficando na sétima colocação do ranking nacional. Após o período da pesquisa, porém, já ultrapassou em número de seguidores no Instagram o sexto lugar da lista, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello. Enquanto o ibicareense bateu 177 mil seguidores, a rede de Carlos Brandão alcançou 180 mil.

De acordo com a Quaest, o bom desempenho do governador maranhense chama atenção ao se ter em conta que ele está à frente de gestores de estados com populações maiores, como Bahia e Rio de Janeiro. O que pode apontar para um raio de influência digital que ultrapassa as fronteiras do Maranhão.

A lista nacional é liderada pelo governador Tarcísio de Freitas (75,58 pontos), de São Paulo, seguido pela pernambucana Raquel Lyra (44,57). Em terceiro lugar ficou o mineiro Romeu Zema (36,03), e na quarta colocação o gaúcho Eduardo Leite (26,43).

No ranking dos governadores do Nordeste, Brandão conquistou o segundo lugar na popularidade digital, com uma pontuação de 23,68 no mês de abril. O primeiro lugar na região ficou com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, que pontuou 44,57.

Os maranhenses também dominam a popularidade digital entre os perfis de ministros. Flávio Dino aparece em primeiro lugar no ranking da Quaest entre os membros do primeiro escalão do governo federal, com 72,97 pontos, seguido por Fernando Haddad e Simone Tebet, com 65,72 e 46,39, respectivamente.

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Especialistas debatem zoneamento ecológico costeiro

Foi realizada na manhã desta sexta-feira (14), na Câmara Municipal de São Luís, uma audiência pública reunindo profissionais, universidades, especialistas e a comunidade em geral para debater o Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro de São Luís. 

De acordo com o vereador Álvaro Pires (PMN), que propôs a discussão, depois da atualização da Lei do Plano Diretor, sancionada pelo prefeito Eduardo Braide (PSD), chegou a hora do Legislativo Municipal começar a formatação de um Projeto de Lei que regulamente o tema.

Segundo o parlamentar, por estar localizada em uma ilha, a capital maranhense não tem mais para onde crescer e, portanto, necessita de um instrumento de ordenamento territorial que defina os usos e atividades permitidas com maior ou menor permissividade em cada porção do seu território costeiro. 

“Desde que a Constituição de 1988 foi promulgada, se não me falha a memória, o ex-presidente José Sarney já falava do zoneamento costeiro da nossa cidade e, hoje, nós estamos trazendo esta discussão, para que possamos, de fato, tratar da construção de um código de zoneamento para a cidade.

O professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Arkley Bandeira, destacou que esta é uma política essencial, apresentando uma proposta de gerenciamento costeiro, que segundo ele, não leva em conta apenas o aspecto natural, mas, sobretudo, os âmbitos histórico e cultural.

“A gente entende que não dá para fazer essa dicotomia entre ambiente natural e ambiente cultural. A gente vive em um único sistema, que é o nosso meio ambiente e é a partir disso que as políticas públicas têm que ser pensadas”, disse o especialista, lembrando que também é preciso levar em consideração as legislações municipal e federal que protegem os bens históricos, culturais e povos tradicionais.

O também professor da UFMA, Leonardo Soares, falou do gerenciamento costeiro, sob o aspecto normativo. “O que a gente está discutindo hoje, está colocado como estratégia de gestão territorial desde 1990 no Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, quando União, estado e municípios já deveriam estar discutindo de forma permanente a política costeira. Nós não estamos inovando. Estamos com mais de trinta anos de atraso, do ponto de vista normativo e de seus planos de gestão territorial”, disse Leonardo, acrescentando que em 1997 foi feita uma atualização do plano nacional e em 2004 o presidente Lula promulgou o Decreto Federal nº 5.300, que deu força de lei a esses planos gestão costeira e delegando aos municípios a obrigação de estabelecer seus planos.

O professor ainda ressaltou que a Câmara discutiu o novo Plano Diretor, que é um documento tímido na gestão costeira e que a Lei de Uso e Ocupação do Solo, que é de 1992, deverá ser debatida agora para uma atualização. “Na Lei de Uso nós não podemos esquecer de inserir os aspectos do território costeiro de São Luís, porque quem rege o Plano Diretor é a Lei de Uso”, observou.

Entre os debatedores da audiência, a professora da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Ediléa Dutra, falou sobre a importância da preservação das áreas de recarga de aquíferos. 

“São Luís tem 10% do seu território como área de recarga, na qual temos que aplicar gestão às densamente povoadas, às médias e às que estão em fase de antropização. Para isto precisamos unir o conhecimento da universidade, o conhecimento científico, com o conhecimento político e a vontade da sociedade ludovicense”, afirmou a docente, recomendando que as iniciativas pública e privada e a sociedade civil se unam no objetivo de manter preservada essas áreas de aquífero.

O debate contou ainda com a colaboração de Leonardo Gonçalves, professor do Departamento de Oceanografia da UFMA, que apresentou dados sobre a erosão e proteção costeira da orla de São Luís. 

“A praia é um dos principais atrativos desta cidade. Não só atrativo turístico, mas é a recreação das pessoas no fim de semana e a gente está acabando com isso nessas praias”, afirmou o especialista, alertando que é necessário investir em ciência, mostrando o que acontece no restante do mundo e a partir daí colocar o conhecimento da universidade disponível à população, de maneira a minimizar os efeitos da erosão costeira no litoral da cidade.

Também contribuíram para a discussão o professor Leôncio Marques, que falou sobre o entorno dos portos da Alumar, Itaqui e Vale, no analisando seus valores econômico, ambiental e social; o diretor de estudos ambientais do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), Ribamar Carvalho; o capitão do Portos do Maranhão, Alexandre Januário; e, o representante do Consórcio Intermunicipal Multimodal, Américo Lobato, além de representantes da sociedade civil.

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Parece uma galinha, diz Leonardo sobre Caneta Azul

O cantor Leonardo causou polêmica nas redes ao reagir a um vídeo de Manoel Gomes, o Caneta Azul.

Na gravação, o maranhense cantava a música “Fazendinha”, do Mundo Bita.

Assistindo à cantoria, o sertanejo soltou o verbo sobre o que achou da voz de Manoel: “Ele parece uma galinha“, disparou o sertanejo.

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