
O Maranhão recebeu mais 114.660 doses da vacina Pfizer que vão garantir a continuidade da Campanha de Vacinação contra a Covid-19 no estado. Ao desembarcar, as doses foram encaminhadas para a Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos do Maranhão, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES), responsável pela distribuição dos imunizantes, onde passarão por conferência para serem distribuídas aos 217 municípios maranhenses.
“Esses imunizantes serão destinados à segunda dose dos públicos que já tomaram há doze semanas a vacina Pfizer e a terceira dose para trabalhadores da saúde e população de 60 anos ou mais. Garantindo assim a continuidade da campanha de vacinação em todo o Maranhão”, destaca a superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da SES, Tayara Pereira.
Para a distribuição em tempo recorde, a SES conta com a parceria do Centro Tático Aéreo (CTA), que faz o transporte das vacinas com o uso de helicópteros e avião, e da Polícia Militar, responsável pela segurança no deslocamento. Para o transporte das vacinas também são utilizadas vans refrigeradas.
Com a nova remessa, o Maranhão totaliza 9.369.725 doses recebidas, sendo 2.475.280 doses da CoronaVac, 3.959.275 doses da AstraZeneca, 2.821.420 doses da Pfizer e 113.750 doses da Jansen.

PT e MDB, dois partidos de perfis opostos e cujos braços maranhenses estão marcados por profundas divisões internas, podem ser, cada um a seu modo, decisivos no complexo jogo em que se dá a corrida para o Governo do Maranhão. Cada um deles rachado em duas frentes bem nítidas, batendo-se agora por três projetos de candidatura. As legendas petista e emedebista estão se movimentando com enormes dificuldades domésticas, colocando seus dirigentes e articuladores em situações complicadas, à medida que não lhes dão espaço para costurar acordos que levem a posições de consenso. Ao mesmo tempo em que se desgastam internamente, impedem que o senador Weverton Rocha (PDT), o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e agora om secretário Felipe Camarão (PT) intensifiquem articulações para montar as bases reais das suas candidaturas.
Antes dividido entre apoiar o pedetista Weverton Rocha, aliado tradicional, e o tucano Carlos Brandão, por meio de uma aliança com o governador Flávio Dino (PSB), o PT tem agora na sua mesa de decisões o petista Felipe Camarão. Estão com Weverton Rocha o núcleo petista de São Luís, comandado pelo ex-vereador Honorato Fernandes, que justifica a posição com o argumento de que o PDT é aliado preferencial. Por Carlos Brandão se move o comando estadual, liderado pelo presidente Augusto Lobato, com o discurso o partido tem de respeitar a aliança com o governador Flávio Dino. E respaldando a recém lançada pré-candidatura de Felipe Camarão encontram-se parte do comando estadual e uma corrente independente, liderada pelo secretário de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, e outros petistas de proa.
As três correntes só se juntarão se o ex-presidente Lula da Silva confirmar sua candidatura ao Planalto e bater martelo por um dos três pré-candidatos ao Governo do Maranhão. Trata-se de uma decisão tão complicada que vozes do comando nacional já admitem que o líder petista ode ficar sem palanque no Maranhão.
Núcleo básico do que já foi o Grupo Sarney e hoje sob o comando da ex-governadora Roseana Sarney, o MDB evidencia um grande racha, com uma corrente puxando o partido para Weverton Rocha e outra determinada a marchar com Carlos Brandão. O vice-presidente, deputado Roberto Costa, está inclinado para apoiar Weverton Rocha, posição reforçada pelo senador Lobão Filho, que num ato em Imperatriz declarou: “O MDB eu não sei, mas eu estou com Weverton Rocha”. Tendo à frente os deputados federais João Marcelo e Hildo Rocha e os deputados estaduais Socorro Waquim e Arnaldo Melo, a outra corrente apoia abertamente Carlos Brandão.
Sem estar atrelado a um fator nacional, como é o caso do PT com a candidatura de Lula, o MDB maranhense só depende de uma tomada de posição de Roseana Sarney, cujo peso político e eleitoral – ela lidera as pesquisas de intensão de voto para o Governo do Estado – será decisivo na escolha do candidato a governador.
O senador Weverton Rocha e o vice-governador Carlos Brandão sabem que o PT e o MDB são importantes e podem ser decisivos na corrida sucessória, e por isso estão se movimentando como podem para atrair o apoio das duas legendas. Por sua vez, as correntes que formam esses partidos também sabem o peso que as legendas têm nesse jogo e se esforçam ao máximo para emplacar suas preferências. Só que nesse xadrez, as jogadas decisivas são armadas e conduzidas por quem têm poder de decisão, como o governador Flávio Dino, o ex-presidente Lula da Silva e a ex-governadora Roseana Sarney. É sabido que eles estão se comunicando direta ou indiretamente, e dessa comunicação devem sair, cedo ou tarde, decisões sobre os rumos que PT e MDB tomarão nessa corrida, que ainda está na largada, mas com movimentos tão intensos que tornam seu desfecho absolutamente imprevisível.

Por mais que tente politizar as Operações “Descalabro” e “Maranhão Nostrum”, que o apontam como chefe de um esquema milionário de dinheiro público por meio de licitações fraudalentas feitas por empresas a ele ligadas, numa movimentação que já alcançou mais de R$ 170 milhões, segundo o que foi apurado pela Polícia Federal e pelo Gaeco, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) está enfrentando enormes dificuldades para manter esse discurso. Mesmo ajudado por aliados de outros pré-candidatos a governador, que relacionam ostensivamente a Operação “Maranhão Nostrum” com o movimento do parlamentar no sentido de romper com o governador Flávio Dino (PSB), os fatos relatados pelo Ministério Público em nota divulgada ontem são nitroglicerina pura, frutos de uma investigação ampla e complexa, na qual não comporta o argumento da “perseguição política”.
O problema é que observações cuidadosas, feitas pelo prisma da isenção, via de regra levam à identificação de dois personagens que respondem pelo nome político Josimar de Maranhãozinho.
O mais visível é o político astuto, de faro apurado, enorme capacidade de movimentação, bom articulador, que saiu da Prefeitura de Maranhãozinho para ser o candidato a deputado estadual mais votado em 2014, com assombrosos quase 99 mil votos, que se elegeu deputado federal em 2018 com 195 mil votos, levando junto a esposa Detinha (PL), ex-prefeita de Centro do Guilherme, eleita com maior votação para a Assembleia Legislativa. Esse político que saiu do nada e alcançou à mesa das decisões maiores da política estadual como controlador de três partidos (PL, Avante e Patriotas), apoiador político e financeiro de candidatos a prefeituras, exibindo atualmente a paternidade eleitoral de pelo menos 40 prefeitos, mais o controle político e partidário sobre cinco deputados estaduais e três deputados federais. Embalado por essa espantosa força política, que é visível, apesar das controvérsias que a envolvem, o político Josimar de Maranhãozinho se movimenta hoje no tabuleiro da política estadual com gás para se lançar candidato a governador do Estado, jogando para valorizar seu passe ao afirmar que está rompendo com o governador Flávio Dino, mas sem dizer o motivo.
O Josimar de Maranhãozinho menos visível é o que atua como empresário, que amealhou uma fortuna que ninguém consegue mensurar, por meio de empresas que quase ninguém conhece, todas, ou a maior parte delas, operando em atividades bancadas com dinheiro público, especialmente da mais produtiva e mais controversa de todas as fontes: as emendas parlamentares. As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) levaram a empresas como a Joas Consultoria Marketing Ltda, a Águia Farma Distribuidora de Medicamentos Ltda e a Construtora Madry, todas ligadas ao empresário Josimar de Maranhãozinho. Elas venceram licitações marcadas por irregularidades em Zé Doca – a prefeita de lá, Josenilda Cunha Rodrigues (PL) é irmã do deputado -, Maranhãozinho, Centro do Guilherme, Araguanã, Carutapera, Pedro do Rosário, onde sua influência política é avassaladora. Um Relatório de Análise de RIF (Relatório de Inteligência Financeira) acerca das movimentações suspeitas apontadas pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), essas empresas movimentaram, de maneira suspeita, nada menos que R$ 159.745.884,37.
E é exatamente nesse ponto nervoso e cinzento, uma espécie de fronteira entre o mundo e o submundo da política, que o político campeão de votos e controlador de um grupo de peso no cenário estadual se mistura com o empresário de atuação controversa e suspeita, que guarda milhões de reais em espécie, com os pacotes acomodados em caixas de papelão, como as que foram encontradas pela Polícia Federal no escritório do parlamentar, em São Luís, em dezembro passado. O que veio à tona nas investigações reduz drasticamente o poder de convencimento da defesa de Josimar de Maranhãozinho pelo viés político com a alegação de que está sendo perseguido porque vem “crescendo” na corrida para o Governo do Estado, o que não é exatamente verdade – basta ver os números.
As informações contidas na nota do MPE sugerem uma indagação: quem sobreviverá, o político ativo e ousado ou o empresário sob a mira da PF e do Gaeco?

Que o clima de soberba, autoritarismo e humilhação no escritório de campanha de Kaio Saraiva e Thiago Diaz é grande, todo mundo já sabia, mas agora, com a exposição de prints de um desabafo de uma ex apoiadora, ficou injustificável.
A respeitada advogada Cynara Farah, que trabalhava voluntariamente na difícil campanha de Kaio, expôs um triste fato ocorrido nesta manhã.
De acordo com a advogada, que sentiu-se completamente desvalorizada e humilhada dentro do escritório de campanha, a mãe do atual presidente chegou a expulsá-la do local onde realizava ligações pedindo votos para Kaio.
Insatisfeita com os ataques contra a advogada, a mãe de Thiago Diaz expulsou a jovem advogada do local, deixando-a vulnerável à assaltantes.
Confira o desabafo abaixo.
“Hoje eu estou saindo da campanha. Eu não sou mais Thiago Diaz. Eu não sou mais Kaio Saraiva. Eu não sou mais trabalho e compromisso. Eu além de desvalorizada hoje fui humilhada pela mãe do Presidente da OABMA, Thiago Diaz. Fui ENXOTADA pela mãe do Presidente, de sua sala, de onde me retirou, me puxando pelo braço, dizendo que eu não poderia ficar na sala do Presidente para fazer as ligações com o coordenador Dyego Moraes, quando o próprio Dr. Thiago Diaz me disse para subir para realizar as ligações. Depois do ocorrido decidi ir embora, e chamei o uber. Não satisfeita a mãe do Presidente me viu esperando o uber do lado de dentro do escritório e me expulsou me mandando embora e abrindo a porta para eu sair do escritório do Dr. Thiago Diaz, apontando as duas mãos na minha cara.
A mãe do Presidente disse que por eu não saber cumprir ordens eu devia me retirar do escritório que ela mesma coordena. E abriu a porta me expulsando mandando esperar o uber do lado de fora, num lugar perigoso no horário de meio dia. Eu sou advogada. EU NÃO CUMPRO ORDENS DE NINGUÉM. Eu não recebo pagamento para trabalhar na campanha.
Eu também não admito ninguém apontar as duas mãos na minha cara e me dar de dedo, me expulsando e mandando eu esperar meu uber na rua, num lugar perigoso onde vários assaltos acontecem. Esta senhora precisa primeiro se respeitar. Encontrar seu lugar de senhora. E não esquecer que eu me respeito acima de tudo, portanto ela também deve de igual modo me respeitar. Dos fatos ocorridos agora, toda a Classe advocatícia tomará conhecimento em poucos minutos pelas redes sociais. Ah detalhe, eu fiquei do lado de fora do escritório sozinha.” Desabafou a advogada que foi humilhada no escritório de campanha de Kaio Saraiva e Thiago Diaz.
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Um fato lamentável ocorreu na Câmara Municipal de Pedreiras. O vereador Emanuel Nascimento (PL), feriu de morte um dos maiores direitos existentes na democracia brasileira. O parlamentar impediu a fala e tomou o microfone da colega de parlamento Katyane Leite (PTB). O ato ocorreu durante uma sessão.
A intimidação praticada por Emanuel Nascimento contra Katyane Leite é uma clara tentativa de cerceamento do direito a liberdade de expressão, lembrando que os dois foram eleitos pelo mesmo sistema eleitoral democrático que existe no país.
Na disputa eleitoral de 2020, Katyane obteve 441 votos, enquanto Emanuel chegou a 297 votos.
Nada justifica partir para agressão ou qualquer tipo intimidação. Isso não é, e nunca será normal em hipótese alguma.
A presidência da Câmara Municipal de Pedreiras ainda não se manifestou sobre o ocorrido.
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