
Frases de efeito, resenha do voto nas rodas populares, discussão sobre nomes fazem parte do cardápio político. Quando o fogo sobe, fica legal o debate sobre futuras eleições, uma incerteza de sucesso por causa do coronavírus, que escapole dos estudos científicos. Ser comentarista do processo é a missão mais difícil para os comentaristas de plantão.
Qualquer opinião, cientistas atiram no escuro e podem produzir um desastre na contagem do voto. Não sabem nem quem vão ser os candidatos, quanto mais apostar em nomes na lista dos prováveis. É um jogo de baralho que alisa os afoitos numa mesa onde só existem cartas viciadas, que tomam roupa, casa e o automóvel dos que insistem no pesadelo. Por exemplo, quem será o nome escolhido para morar no Palácio, substituindo Flávio Dino? Quais surpresas da corrida à Câmara Federal, com indecisões de nomes como Josimar [que não vai disputar], Rubens Júnior [que ainda não se decidiu], Josivaldo JP e Pastor Gildenemyr [apostas para não renovação]? Quantos renovam mandato na disputa das 42 vagas de deputado estadual, na concorrida pista da Assembleia Legislativa?
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Quando a Avenida Médici (atualmente chamada Avenida dos Africanos) foi inaugurada, em 1973, o município de São Luís era administrado pelo saudoso prefeito Haroldo Tavares, que faleceu em 09 de julho de 2013. Depois disso, nesses 48 anos, a capital maranhense já teve 15 prefeitos, mas nenhum deles conseguiu sequer tapa os muitos buracos da avenida, que sempre infernizaram os motoristas. Por isso não podia deixar passar em branco.
A via liga o Coroadinho ao Centro, passando por outros bairros como Coroado, Coheb, Sacavém, Fátima, Parque Amazonas e Areinha. Tem uma grande importância na mobilidade da capital maranhense, mas segue “invisível” pelos gestores que comandam o Palácio de La Ravardière, sede da prefeitura de São Luís.
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O governador do Maranhão Flávio Dino anunciou, nesta quinta-feira (117), a sua desfiliação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Flávio Dino não confirmou para qual leganda deve se transferir, mas tudo leva a crer que será o PSB.
“Informo que pedi desfiliação ao PCdoB. Desejo êxito ao Partido na sua caminhada em defesa de uma Pátria Livre e Justa. Uma grande Frente da Esperança é um vetor decisivo para um novo ciclo de conquistas sociais para o Brasil. A tal tarefa seguirei me dedicando”, disse.
Dino agradeceu a acolhida neste 15 anos pelo PCdoB e faz referências a diferenças entre ele e o partido.
“Agradeço ao PCdoB a acolhida fraterna nesses 15 anos de militância. Diferenças que hoje temos, de estratégia e tática políticas, são menos importantes do que o meu reconhecimento ao papel histórico do partido na defesa de um novo projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil”, finalizou.
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O presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT), participou, nesta quarta-feira (17), da assinatura da ordem de serviço autorizando o início da obra de construção da praça do bairro Lima Verde, em Paço do Lumiar.
O trabalho, que é uma reivindicação antiga da comunidade, será executado pela Agência Executiva Metropolitana, órgão do Governo do Estado, utilizando recursos de emenda parlamentar de autoria do deputado federal Pedro Lucas Fernandes.
“O espaço irá possibilitar o lazer e o esporte. Uma satisfação ver esse projeto ganhando seus primeiros passos, sem contar que é mais uma importante parceria com o Governo que dá certo e reafirma que estamos juntos olhando com carinho para nossa cidade”, comemorou.
Pedro Lucas também comemorou o início da obra: “Hoje, autorizamos a ordem para que as obras comecem. É um projeto belíssimo e um grande presente para os moradores daqui”, disse.
O espaço público terá uma área total de 1.234,00 m² e vai contar com playground, mesas de xadrez, pista de cooper, equipamentos de ginástica, tudo isso com acessibilidade necessária.
Também participaram do ato o presidente da AGEM, Lívio Corrêa; o vereador Inácio; o líder comunitário Paulinho do Lima Verde, além de moradores.
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O presidente do PP no Maranhão, deputado federal André Fufuca disse ontem, em entrevista à TV Mirante, que o seu partido apoiará a candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado na corrida eleitoral do ano que vem. Mas, surpreendentemente, colocou uma densa sombra de dúvida sobre o apoio, ao alertar, de antemão, que o partido poderá rever essa posição e tomar outro rumo, à medida que as articulações para a corrida sucessória estadual forem ganhando consistência. A observação foi feita ontem pelo jornalista Ribamar Corrêa em seu blog.
Com franqueza desconcertante – que não é muito comum num jogo de articulação política -, o deputado André Fufuca deixou claro para o pré-candidato pedetista que a consolidação desse apoio dependerá do que vier a acontecer durante as montagens políticas que definirão, de fato, quem será quem na disputa pela cadeira principal do Palácio dos Leões.
Político já tarimbado nessa seara, apesar da pouca idade, o deputado federal André Fufuca jogou na mesa um lembrete crucial nesse jogo: partido é um organismo coletivo, no qual prevalece a vontade da maioria. E aplicando essa regra no jogo em curso pela sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB), encontra-se a tradução integral do recado dado pelo parlamentar: quando o líder partidário contraria a posição da maioria, se defronta com duas opções. A primeira: tenta se ajustar à posição da maioria. A segunda: não conseguindo, admite a derrota e passa o boné para quem consegue lidar com ela. Ou seja, em política partidária, ficar contra a maioria dentro de uma agremiação costuma ser fatal para o intolerante.
O senador Weverton Rocha tem avançado bem na montagem da base partidária do seu projeto de candidatura, tendo recebido até agora declaração de apoio do DEM, PSB, Republicanos, PSL e agora do PP, o que lhe dá, indiscutivelmente, uma boa vantagem nesse item. Há, porém, um detalhe crucial nessas posições: todas elas, sem exceção, são manifestações prévias, sujeitas a revisão. Isso porque nenhuma dessas declarações foi feita com base numa consulta interna dos partidos, como prefeitos e vereadores. O que houve até aqui foi a inclinação dos chefes, que poderão ser ou não confirmadas, de um lado pelas bases dos partidos, e de outro pelas cúpulas nacionais dos mesmos. E foi exatamente o aviso incluído no “porém” contido na declaração do deputado André Fufuca.
A Coluna já comentou esse aspecto das manifestações de apoio, mas não custa nada relembrar. Um exemplo: a declaração de apoio do Republicanos ao senador Weverton Rocha, feita pelo seu presidente, o experiente deputado federal Cléber Verde, não traduz a vontade da maioria do partido, pois é sabido que pelo menos metade dos seus prefeitos e vereadores estão alinhados ao vice-governador Carlos Brandão. Outro exemplo: a declaração de apoio do presidente estadual do PSB, Luciano Leitoa, ex-prefeito de Timon, não fez muito sentido sem o aval do deputado federal Bira do Pindaré, hoje o nome de maior peso no braço maranhense da legenda socialista. É o caso também do PSL, agora comandado pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que muito provavelmente não sabe o que os nomes de peso do partido pensam sobre essa disputa.
Isso não significa dizer que o senador Weverton Rocha não terá o apoio dessas agremiações. O propósito é lembrar que, num jogo em que o que está em jogo é nada menos que o Governo do Maranhão, ter como certas manifestações de apoio partidário feitas com tanta antecedência e com elevado grau de inconsistência é, no mínimo, precipitado. Daí a cautela inteligente e sensata do deputado federal André Fufuca ao se posicionar em favor do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha com a ressalva de que o braço maranhense do PP poderá mudar de posição no futuro. E pelos motivos mais diversos que o jogo político costuma produzir, o mesmo pode acontecer, ou não, com o Republicanos, o PSB e o PSL.
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