
Arturo Júnior pode ser preso e ter bens bloqueados a qualquer momento.
O advogado Jorge Arturo Mendoza Reque Júnior, apontado pelo Ministério Público do Estado do Maranhão (MP-MA) como um dos operadores da organização criminosa que causou um prejuízo de R$ 410 milhões aos cofres públicos, por meio de fraude em concessão de isenções fiscais feitas pela Secretaria de Estado da Fazenda a empresas, aproveitou sua proximidade com o então governador Jackson Lago (PDT) para expandir negócios no governo do tio e tentar ganhar dinheiro com a prática de precatórios ilegais.
Documentos que vazaram na internet contêm pistas que podem ajudar nas investigações sobre o caso, já que existem fortes indícios de que o esquema venha ocorrendo desde 2008. Foi com base nessas informações que o blog resolveu se aprofundar no assunto e descobriu pistas sobre as ligações do principal operador com o governo e várias prefeituras.


Documentos revelam pistas da influência do operador da máfia fiscal no governo desde 2008.
O blog apurou e descobriu que Jorginho, como é conhecido, é ex-vereador em Santa Inês e filho do médico boliviano radicado no Brasil, Jorge Arturo Mendoza Reque. Conhecido entre seus pacientes como Dr. Arturo, ele foi casado por dois anos com Angélica Lago, irmã do ex-governador Jackson Lago e desta relação nasceu Arturo Júnior. No entanto, na década de 70, por ciúmes, o médico boliviano acabou assassinando a esposa e ficou preso por alguns anos.
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Órfão de mãe e com o pai na prisão, o menino que mais tarde se tornaria advogado, cresceu então ao lado da família materna na companhia do seu tio, Jackson Lago que por três ocasiões (1989-1992, 1997-2000 e 2001-2002), foi prefeito de São Luís.

Dr. Arturo, pai de Arturo Júnior, foi casado com uma irmã de Jackson Lago.
A influência de Jorginho no Governo do Estado e Prefeitura de São Luís não é de agora, vem desde o governo do tio tanto no comando do Estado quanto na Prefeitura da capital. Entretanto, mesmo com a cassação do mandato do tio, no dia 2 de março de 2009, as ligações entre Arturo Júnior com o governo do estado e Prefeitura de São Luís não pararam.
Quando Roseana Sarney (PMDB) reassumiu o comando do estado, ele continuou tocando os negócios com precatórios, pois tinha feito boas amizades no governo, já que a esposa dele é filha de um figurão que tinha acesso direto ao principal gabinete do Palácio dos Leões, na época em que a filha de José Sarney era governadora.

Em 2008, operador atuou como braço jurídico de empresas ligada a máfia fiscal.
Por tanto, o blog descobriu que não foi só no governo Roseana que Arturo Júnior faturou alguns milhões. O esquema é muito mais antigo e vem desde 2007 no Governo do Estado e bem antes disso na Prefeitura. O operador é protegido do ex-secretário Aziz e de todos os irmãos Lago. Ou seja, existem muito mais coisas para serem descobertas. O que consta nas denúncias do Ministério Público sobre o esquema de fraude não é nem 10% do que pode ser desvendado ainda. Pouco a pouco o blog vai revelar detalhes dessa história.
LIGAÇÕES PERIGOSAS
Mas qual a ligação de Arturo Júnior com o secretário Estadual de Transparência, Rodrigo Lago, filho do ex-deputado Aderson Lago, que é primo do ex-governador Jackson Lago? Será se Rodrigo Lago, principal pivô do escândalo que motivou à denúncia do Ministério Público, sabia que a auditoria promovida pela pasta que comanda iria colocar como principal operador do esquema um de seus parentes? Os detalhes desses e outros assuntos o blog vai revelar em breve. Aguardem!

Passados o primeiro e o segundo turnos da campanha eleitoral deste ano, lideranças políticas e parlamentares fazem um balanço do desempenho dos correligionários na eleição, a primeira com mudanças na legislação eleitoral que incluíram menor duração e menos recursos para os postulantes. A maioria dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa e na bancada maranhense no Congresso Nacional tiveram familiares concorrendo algum cargo nas eleições deste ano. No entanto, levantamento realizado pelo blogdoantoniomartins.com mostra que os resultados das nas urnas se transformaram em sucessos e fracassos para alguns dos parentes destes parlamentares.
A derrota mais comentada das eleições nos bastidores da politica maranhense ocorreu no município de Caxias. Lá, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT) travou a maior batalha da sua vida ao tentar reeleger o sobrinho prefeito Léo Coutinho (PSB), mas acabou saindo derrotado para vereador Fábio Gentil (PSDC) que se elegeu prefeito com 39.171 (50,79 %) votos contra 37.959 (49,21 %) votos do adversário.

Outro derrotado no primeiro turno foi o deputado federal Júnior Marreca (PEN) que lançou seu filho, Neto Marreca como candidato a prefeito de Itapecuru, mas acabou perdendo para Dr. Miguel (PRB) que obteve 12.019 (35,45 %) Votos enquanto o filho do parlamentar conquistou apenas 9.040 (26,66 %) votos.
A deputada Andrea Murad (PMDB) nunca mais foi à mesma na tribuna da Assembleia depois que a mãe prefeita foi humilhada nas urnas por um jovem candidato na disputa pela prefeitura de Coroatá. Na cidade, Teresa Mura (PMDB) recebeu 14.718 (46,77 %) votos enquanto Luís da Amovelar Filho (PT) conquistou 16.624 (52,82 %) votos e acabou desbancando a prefeita do cargo.

O senador Roberto Rocha (PSB) também amargou uma derrota em casa. O filho dele, o vereador Roberto Rocha Júnior (PSB) foi candidato a vice-prefeito em São Luís, na chapa do deputado Wellington do Curso (PP), mas apesar dos 103.951 (19,80%) votos ambos acabaram perdendo a vaga do segundo turno para o deputado Eduardo Braide (PMN), derrotado na etapa final do pleito na capital maranhense.

Fato curioso ocorreu em Dom Pedro, base eleitoral do deputado Fabio Macedo (PDT). No município, o prefeito Hernando Macedo (PCdoB), irmão do parlamentar pedetista até aparece como eleito no site do Tribunal Superior eleitoral (TSE) com 6.026 votos, mas nas urnas quem venceu a disputa foi Alexandre Costa (PSC), que recebeu 7.997 votos dos eleitores da cidade. Entretanto, como teve sua candidatura indeferida com recurso, o candidato do PSC não foi declarado eleito, mesmo tendo superado o adversário numa diferença de quase dois mil votos.

Fabio viu o irmão Hernando Macedo perder, mas ‘ganhar’ em Dom Pedro.
Daqui para frente, os possíveis rumos da prefeitura são dois: se o recurso julgado for deferido (aprovado), Alexandre assume a Prefeitura no dia 1º de janeiro de 2017, mas em caso de derrota no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), novas eleições devem ser convocadas. Os especialistas da área afirmam que não existe a possibilidade de Hernando Macedo, segundo colocado no pleito, ser proclamado prefeito sem novas eleições.
Outro que passou vergonha nas urnas foi o deputado Júnior Verde (PRB). A esposa dele, Sandra Lima (PPS) disputou uma vaga à Câmara de Vereadores de São Luís, mas obteve apenas 487 votos (0.09%). Pior: o marido quase rompeu politicamente com irmão, o deputado federal Cléber Verde, para atender o capricho da mulher, que queria a todo custo enfrentar as urnas. O resultado acabou sendo vexatório.

Entre os parlamentares que comemoraram bons resultados das urnas, destaque para o deputado federal Pedro Fernandes (PTB) que, pela segunda vez, garantiu o filho Pedro Lucas (PTB) na Câmara Municipal de São Luís para mais quatro anos.
Embora não seja deputado, o vereador Nato Sena (PRP) não disputou a reeleição, mas teve uma grande vitória, elegendo o seu filho, Nato Junior (PP) para lhe substituir no Parlamento Ludovicense. Alias, o desempenho de Júnior nas urnas em 2016, superou a votação do próprio pai em 2012.
Quem também comemorou o resultado das eleições este ano foi o deputado federal André Fufuca, presidente do PP no Maranhão. Em Alto Alegre do Pindaré, o pai do parlamentar, Francisco Dantas Ribeiro Filho, o Fufuca (PMDB), conseguiu se eleger prefeito com 7.907 (53,98 %) votos contra 6.252 (42,68 %) de Netinho (PSD).

Quem também tem motivo para comemorar é o deputado Edivaldo Holanda Braga (PTC), que mais uma vez contribuiu para ajudar do filho, Edivaldo Júnior (PDT) na disputa pela Prefeitura de São Luís. O resultado das urnas foi até apertado, mas o que vale é que o pedetista conseguiu garantir mais quatro anos no Palácio de La Ravardière.
BARBA, CABELO E BIGODE
Agora, se teve um político maranhense que não é deputado, mas conseguiu sair vitorioso no pleito de 2016, sem duvida foi Hilton Gonçalo (PCdoB). Além de ter sido eleito prefeito de Santa Rita, com 83% dos votos. Ele ainda conseguiu eleger a mulher Fernanda Gonçalo (PMN) em Bacabeira, derrotando o atual prefeito Alan Linhares (PcdoB); e em sua cidade natal, Pastos Bons, ajudou a reeleger a irmã Iriane Gonçalo(SD) que derrotou Mateus Mota (PPS). Como diz aquela expressão popular para alguém que faz um serviço completo: Gonçalo fez nestas eleições o que se pode chamar de Barba, cabelo e bigode.

Atenir foi cassado diversas vezes durante o mandato (Foto: Arquivo)
De O Estado – Depois dos resultados das eleições municipais, em quatro cidades maranhenses os prefeitos não reeleitos ou que não fizeram seus sucessores acabaram sendo substituídos pelos seus vices. Em Alto Alegre do Pindaré, Bom Jesus das Selvas e Matinha, os gestores foram cassados ou pela Câmara Municipal ou pela Justiça. No caso de Grajaú, o prefeito não reeleito, Júnior de Sousa Otsuka, renunciou ao mandato.
Em Matinha, o prefeito Beto Pixuta teve o mandato cassado pela Justiça devido ao atraso no pagamento de salários dos servidores municipais.
A decisão judicial é em resposta a ação civil pública impetrada pelo Ministério Público, que alega que mesmo recebendo os repasses da Educação e também do Fundo de Participação do Município (FPM) o gestor estava constantemente atrasando o vencimentos dos funcionários.
O caso mais grave seria o atraso de cinco meses do salário do vice-prefeito, que teve até o nome excluído da folha de pagamento do município além de um débito total de mais de R$ 2 milhões referentes a salários de servidores contratados, comissionados e efetivos.
O afastamento de Pixuta ocorreu dia 25 de outubro e seu vice, Valdemir Santos, assumiu o cargo.
O prefeito eleito em outubro deste ano em Matinha foi Elielda de Eldo (PCdoB), que obteve mais de 66% dos votos contra o candidato de Beto Pixuta, Zequinha Amaral (PRTB), que teve pouco mais de 33% dos votos válidos.

Capitão Otsuka renunciou ao mandato após as eleições (Foto: Arquivo)
Já a prefeita de Bom Jesus das Selvas, Cristiane Damião (PTdoB), foi cassada por vacância do cargo pela Câmara Municipal. Segundo os vereadores, desde que perdeu a eleição dia 2 de outubro, Damião não aparecia na Prefeitura de Bom Jesus das Selvas. Assumiu o mandato o vice-prefeito, Abdala Costa.
Cristiane Damião perdeu a eleição para Fernando Coelho (PCdoB) que obteve 50,8% contra 49,2% de Damião.
Também foi afastado do mandato do prefeito de Alto Alegre do Pindaré, Atenir Botelho. Os vereadores decidiram retirar Botelho do cargo por 90 dias como medida de precaução devido, segundo os parlamentares, as “diversas irregularidades” que teriam sido cometidas pelo gestor municipal.
Renúncia – Já o prefeito de Grajaú, Júnior Otsuka, decidiu renunciar ao mandato no dia 31 de outubro.
Ele não disputou as eleições deste ano e antes de completar o mandato, preferiu deixar o cargo; Assumiu o mandato o vice-prefeito, Abmael Neto. Em janeiro, assumirá ao cargo Mercial Arruda, eleito nas eleições deste ano com ampla maioria dos votos da população de Grajaú.

Os deputados federais maranhenses João Castelo (PSDB) e José Reinaldo Tavares (PSB), juntamente com outros 51 parlamentares, são alvos de 84 ações penais que estão na fila para análise do Supremo Tribunal Federal (STF), por terem foro privilegiado. Segundo o site da Folha, esses casos estão, em média, há sete anos e oito meses sem um desfecho.
Desse universo de ações, 26% estão em andamento há mais de 10 anos. Outras 44% já ultrapassam a casa dos seis anos sem solução. O cálculo considera a data do início da apuração, mesmo em primeira instância, pois muitos casos são paralisados e passam ao STF por força do foro privilegiado.
O deputado tucano João Castelo é acusado de crimes de responsabilidade, cujo início da investigação é de 2014. Já o deputado socialista José Reinaldo é acusado por crimes referentes à Lei das Licitações mais corrupção passiva e ativa, com início da investigação em 2006
SÃO LUÍS – Partiram do Maranhão as investigações que deram origem à Operação Jogo Limpo – que buscou reprimir fraudes no Enem no Estado e no Piauí, Ceará, Paraíba, Tocantins, Amapá e Pará. De acordo com informações da Superintendência da Polícia Federal, na capital maranhense, os 22 suspeitos de participar do grupo criminoso já estavam sendo investigados desde o ano de 2015. Quatro acabaram presos.

No Maranhão, não houve prisões, mas duas pessoas que realizaram o Enem foram ouvidas (Foto: Flora Dolores)
A Polícia Federal informou que foi realizado, com a ajuda do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), um cruzamento de dados dos gabaritos de 22 candidatos que apresentaram respostas idênticas no último Enem de 2015. A partir de então, foi identificado que estes candidatos se inscreveram na edição deste ano do exame e seriam os responsáveis por repassar as respostas para os envolvidos no esquema. Foi comprovado que várias pessoas receberam de forma antecipada o gabarito das provas desse ano.
As informações eram trocadas por meio de uma central telefônica, que consistia em um aparelho celular e um ponto eletrônico. Ainda foram feitas apreensões de tablets e anotações. Os dados foram divulgados pelo delegado David Farias Aragão, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários e responsável pela operação.
No Maranhão, não houve prisões, mas duas pessoas que realizaram o Enem foram ouvidas e vão continuar sendo investigadas por suspeita de fraude ao exame em anos anteriores. As prisões ocorreram nas cidades de Juazeiro (CE), Independência (CE), Macapá (AP) e Santarém (PA). Nesta última, uma suspeita foi presa com anotações que condiziam com algumas questões da prova.
Em Teresina (PI), um candidato ainda foi interceptado com anotações que sugeriam se tratar de um gabarito. No entanto, o suspeito acabou engolindo o papel, destruindo as provas e evitando a prisão em flagrante. Ele foi ouvido e vai seguir sendo monitorada pela Polícia Federal.
Já na cidade de Capitão do Poço (PA), uma estudante foi identificada com um celular em um salgadinho. A participante foi eliminada do exame e foi registrado um boletim de ocorrência. A assessoria de comunicação da PF informou que foi arbitrada fiança para todos que foram presos, mas, mesmo após o pagamento, os investigados ainda vão responder a um processo. Confirmada a participação dos demais suspeitos na fraude, eles poderão responder ainda pelos crimes de estelionato e uso de documento falso.