Vice-governador é confirmado em comissão provisória do PT no MA

A professora Patrícia Carlos Macieira foi escolhida para assumir a presidência da comissão executiva provisória do PT no Maranhão pelo prazo de até seis meses. Seu nome já foi encaminhado à executiva nacional do partido para a formalização da nomeação.

A decisão ocorre em meio à crise interna instalada após o Processo de Eleições Diretas (PED), que resultou em ações judiciais questionando a reeleição do atual presidente estadual, Francimar Melo. Para conter o desgaste e reorganizar a legenda, a executiva nacional interveio criando a comissão provisória, com a determinação de que não sejam incluídos em sua composição filiados que acionaram a Justiça contra Melo.

Além de Patrícia Macieira, integram a comissão nomes como Jhonatan Coletivo Nós, Cricielle Muniz, Augusto Lobato, Felipe Camarão, Luiz Henrique Lula, Creuzamar de Pinho, Cristiane Bacelar e Washington Luiz, todos considerados próximos ao grupo político de Melo, o que indica a manutenção de sua influência dentro do partido.

No campo judicial, o desembargador Ricardo Duailibe, do Tribunal de Justiça do Maranhão, manteve em 10 de setembro a decisão anterior que validou a reeleição de Francimar Melo, derrubando a sentença do juiz Márcio Castro Brandão, da 3ª Vara Cível de São Luís, que havia anulado o PED e determinado um segundo turno entre Genilson Alves e Raimundo Monteiro. Contudo, ao analisar pedido de reconsideração dos candidatos derrotados, Duailibe determinou a suspensão da posse do novo diretório estadual. Assim, caberá à comissão provisória convocar nova eleição dentro do período de sua vigência.

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Congresso articula aumento do ‘fundão’ mesmo após desgaste na PEC da Blindagem

Lideranças do Congresso querem aprovar um aumento do “fundão” eleitoral para 2026 mesmo após o desgaste sofrido com a tentativa de emplacar a PEC da Blindagem.

A ampliação dos recursos para as campanhas eleitorais no ano que vem tem sido discutida no âmbito da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), relatada pelo deputado Gervásio Maia (PSB-PB). O projeto tramita na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e pode ser votado nos próximos dias.

Nas eleições municipais de 2024, o fundo eleitoral foi de R$ 4,9 bilhões, mesmo valor de 2022. O Legislativo tinha a intenção de turbinar a verba do ano passado pelo menos com a correção da inflação, mas teve de recuar após pressão popular. Mesmo com esse revés, o Centrão vai fazer agora uma nova tentativa

A articulação pelo “fundão” maior tem irritado deputados do baixo clero que não querem colocar a digital em mais um tema impopular. Esses parlamentares resistem a embarcar na jogada porque se sentiram enganados pelas cúpulas partidárias ao votarem a favor da PEC da Blindagem para depois a proposta ser enterrada no Senado.

Deputados preveem novas manifestações de rua contra o “fundão”, como as realizadas no fim de semana passado contra a PEC da Blindagem nas principais cidades do País. O temor é que essa mobilização social acabe impactando votos nas eleições de 2026. (Estadão)

Maranhão reconhece Quilombo Liberdade como patrimônio cultural

A Assembleia Legislativa do Maranhão reconheceu o território do Quilombo Liberdade, em São Luís, como o maior quilombo urbano e maior polo cultural da América Latina. O projeto aprovado nessa quinta-feira (25) segue para sanção do governo estadual. O estado tem a segunda maior população quilombola do país.

Turismo Maranhão

 

Desde 2019, o quilombo é certificado pela Fundação Cultural Palmares. O reconhecimento permite a inclusão do território na agenda oficial do Estado, com prioridade para manifestações culturais, festivais, festas e a difusão dos saberes e fazeres da comunidade quilombola.

Segundo a Fundação municipal de Patrimônio Histórico, mais de 200 manifestações no Quilombo Liberdade estão classificadas entre as celebrações, formas de expressão, saberes, além de lugares e edificações, com valor histórico e cultural.

São Blocos Afro e Carnavalescos, Circuito de Reggae, Festa do Divino, Capoeira, Grupos de Boi, Companhias de Dança, Tambor Crioula, Terreiros, Casas de Oração e Igrejas que marcam o dia a dia dos mais de 160 mil moradores dos cinco bairros que compõem o território.

Com a medida, a Secretaria de Cultura deve adotar medidas para o desenvolvimento social e econômico, priorizando o afroturismo, economia criativa e valorização da identidade quilombola.

Weverton utilizou jatinho ligado ao “Careca do INSS”, diz portal

O senador Weverton Rocha (PDT) foi flagrado utilizando uma aeronave de pessoa associada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e que é investigado pela Operação Sem Desconto. A suspeita sobre o “Careca do INSS” é de fraudar aposentadorias e benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em um esquema estimado em R$ 6 bilhões.

O jatinho utilizado pelo maranhense, um Beech Aircraft F90, prefixo PT-LPL, pertence ao advogado Erik Marinho, que atua na defesa de Antunes no Supremo Tribunal Federal (STF). O uso da aeronave foi revelado em série de reportagens do portal Metrópoles.

Weverton desembarcou de jatinho em Brasília

De acordo com documentos obtidos pelo site, o “Careca do INSS” utilizou o jatinho pelo menos duas vezes em 2024, nos dias 2 de fevereiro e 13 de julho, em voos que partiram de um aeroporto executivo em São Paulo.

Há imagens do senador maranhense desembarcando do mesmo avião nos dias 1º e 15 deste mês, no Aeroporto Internacional de Brasília. Desde o início do ano, a aeronave tem feito voos principalmente entre Brasília, São Paulo e São Luís.

A utilização do jatinho por Antônio Antunes já estava sob monitoramento da Polícia Federal (PF).

Senador diz que utiliza jatinho como carona

Ao Metrópoles Weverton afirmou que pega carona na aeronave. Ele negou ter viajado na companhia de Antônio Antunes. Já o proprietário do avião, o advogado Erik Marinho, confirmou que tanto o senador quanto o lobista usaram o jatinho, mas alegou que a coincidência se deve apenas à disponibilidade da aeronave.

Novas conexões expõem senador; CPMI pode investigar fatos

O caso reacendeu questionamentos sobre a proximidade do parlamentar com personagens investigados no esquema do INSS. Gustavo Marques Gaspar, empresário e ex-assessor de Weverton, por exemplo, concedeu procuração a Rubens Oliveira Costa, conhecido como o “homem da mala” do Careca do INSS, autorizando-o a movimentar recursos da empresa GM Gestão Ltda.

Documentos também mostram que o “Careca do INSS” colocou à venda um veículo registrado em nome de Gustavo Gaspar, reforçando os indícios de vínculos entre o grupo investigado e pessoas próximas do senador.

Weverton, contudo, nega qualquer ligação ao esquema.

Senador está sob pressão após desdobramentos de caso

As revelações, por outro lado, aumentam a pressão sobre Weverton Rocha, que pode ser cobrado a prestar esclarecimentos formais sobre a relação com pessoas ligadas ao esquema do INSS.

Nos bastidores de Brasília, integrantes da CPMI que investiga o caso, avaliam incluir o nome do senador entre os depoentes que podem ser chamados a explicar suas conexões com o “Careca do INSS” e seus operadores financeiros.

Por meio de nota, Weverton nega conexão com o “Careca do INSS”

Por meio de nota, o senador se manifestou ao Imirante.com sobre o tema. Ele mais uma vez, negou qualquer conexão ao caso investigado dos desvios de recursos do INSS. A nota, segundo o próprio parlamentar havia sido mandada para veículos nacionais após a abordagem do tema.

Abaixo, a íntegra da nota.

“Lamento profundamente o modo como estão tentando vincular meu nome a essa caso dos desvios do INSS.

Nunca andei em companhia de Antônio Carlos Camilo Nunes em nenhum voo.

Meus deslocamentos ocorrem dentro da absoluta normalidade, razão pela qual não há motivo para o uso do termo “flagrado”, que neste caso revela muito mais sobre a intenção do repórter que sobre minhas viagens.

Por fim, reitero meu incômodo e descontentamento com essa campanha de difamação , que não se sustenta em fatos, e sim apenas em suposições”.

Weverton Rocha

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Deputado chama ‘Careca do INSS’ de ‘ladrão’ e defesa se exalta

O depoimento do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, à CPMI que investiga descontos em aposentadorias começou com confusão nesta manhã. O advogado de Antunes discutiu com um deputado, o que levou a sessão a ser suspensa temporariamente.

O que aconteceu

Deputado Alfredo Gaspar (União-AL) disse que o Careca do INSS é o “autor do maior roubo aos aposentados e pensionistas do Brasil”. Foi esse comentário do relator da CPMI que deu início à confusão na sessão no Senado.

O advogado do empresário se exaltou e, aos gritos, pediu a palavra, que foi negada. “Não posso admitir que ele fale assim com meu cliente”, reclamou Cleber Lopes.

O advogado do empresário se exaltou e, aos gritos, pediu a palavra, que foi negada. “Não posso admitir que ele fale assim com meu cliente”, reclamou Cleber Lopes.

Você não admite nada aqui, não”, respondeu o deputado federal Zé Trovão (PL-SC). O parlamentar levantou da cadeira, foi em direção ao advogado e, com dedo em riste, discutiu com ele. “Vossa Excelência me respeite. O senhor está faltando com respeito ao Parlamento”, disse o parlamentar. Presidente da sessão no momento, o deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA) precisou pedir ajuda da Polícia Legislativa para conter os ânimos.

Duarte Jr., então, suspendeu a sessão. A pausa durou cerca de cinco minutos e, no retorno, o deputado pediu colaboração dos parlamentares para evitar acirramento dos ânimos.

Mas a confusão continuou, e o advogado ameaçou encerrar o depoimento. O deputado Gaspar voltou a acusar o Careca do INSS de roubar aposentados, irritando o defensor. O advogado chegou a se levantar, junto com o empresário, mas o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), alertou que ele não poderia deixar o local sem autorização da presidência dos trabalhos.

Careca se nega a responder relator

Antônio Camilo se negou a responder perguntas do relator. Antes de iniciar o depoimento, o empresário justificou que Gaspar foi desrespeitoso nos ataques a ele e que a conduta prejudicaria a imparcialidade do parlamentar como relator.

Gaspar, no entanto, fez as perguntas que preparou para o empresário. Ao fazer os questionamentos, o deputado usou tom duro contra o Careca do INSS.

Relator acusou o empresário de tirar comida e remédio dos aposentados “por ganância”. O senhor deveria aproveitar a oportunidade para pedir desculpa aos aposentados. Os Porsches, os jatinhos, as fazendas foi bom para o senhor, mas tudo isso às custas da miséria do povo brasileiro”, criticou Gaspar.

“Em breve, o senhor enfrentará o sistema prisional”, disse o deputado. “E, no sistema prisional, o senhor terá milhares de presos que tiveram mães, pais, tios roubados. O senhor é um arquivo vivo que vale, para alguns, muito mais morto do que vivo. Se engana pensando que está protegido”, declarou.

Empresário nega acusações

Logo no início da comissão, Antônio Camilo rejeitou o termo “Careca do INSS” e se colocou como “um empreendedor nato”. Segundo ele, “criaram um personagem fictício”. Questionado sobre seus rendimentos e as 22 empresas, o empresário afirmou que todos seus ganhos são lícitos e foram declarados à Receita Federal.

O empresário negou ligação com qualquer governo ou senador. As investigações apontaram que o Careca do INSS se encontrou com o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Ele argumentou que a reunião tratou sobre a liberação de medicamentos com cannabis. “A aproximação ocorreu para tentar entender o processo de cannabis no Brasil”, afirmou à CPMI.

Careca do INSS está preso desde 12 de setembro, após operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro do STF André Mendonça. Na semana passada, ele se recusou a prestar depoimento à CPMI.

O empresário é apontado como um dos mentores do esquema de descontos ilegais. De acordo com as investigações da PF, o “Careca” montou um patrimônio milionário com o dinheiro desviado pelas irregularidades.

Antônio Camilo comparece à CPMI após a comissão convocar familiares dele. Depois de ele recusar ir ao colegiado, integrantes da comissão aprovaram a convocação de 6 pessoas relacionadas aos empresários considerados como principais peças no esquema que investiga desvios irregulares em aposentadorias. Entre eles, estão o filho e a esposa do Careca do INSS.

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