
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu nesta quinta-feira (25) a situação de emergência em Porto Franco (MA). O motivo é o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek, que liga a BR-010 (Belém–Brasília) à BR-226, no Tocantins. A portaria nº 2.938 com o reconhecimento foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Impacto do desastre
O colapso da ponte, ocorrido no fim do ano passado, provocou a queda de sete veículos no rio Tocantins, incluindo três que transportavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de defensivos agrícolas.
O incidente causou graves danos humanos, materiais e ambientais, atingindo especialmente as comunidades ribeirinhas que dependem do rio.
Acesso a recursos federais
Com o reconhecimento federal, a prefeitura de Porto Franco já pode solicitar apoio financeiro para ações emergenciais, como:
Compra de cestas básicas e água mineral;
Refeições para trabalhadores e voluntários;
Kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório.
Atualmente, o Maranhão contabiliza 19 reconhecimentos de emergência, sendo:
11 por chuvas intensas;
3 por estiagem;
2 por colapso de edificações;
2 por alagamentos;
1 por erosão continental/boçorocas.
Como solicitar recursos
Municípios em situação de emergência ou calamidade devem encaminhar pedido de ajuda por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).
Com base nas informações enviadas, a Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Após a aprovação, é publicada nova portaria no DOU com o montante liberado.
Capacitação para agentes
A Defesa Civil Nacional oferece cursos a distância para capacitar agentes municipais e estaduais no uso do S2iD. As formações visam qualificar os profissionais de proteção e defesa civil em todas as esferas de governo.
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Um esquema de fraude milionária contra o Banco da Amazônia (Basa) foi desmantelado com a prisão de um dos principais suspeitos. Na manhã desta terça-feira (23), Arlison Lima Queiroz, de 35 anos, foi detido em casa, em Santa Inês, no Maranhão. Ele é apontado como o hacker por trás do desvio de R$ 107 milhões ocorrido em julho.
A prisão faz parte da segunda fase da Operação Porta 34, conduzida pela Polícia Civil do Pará com apoio da Polícia do Maranhão. Em julho, na primeira fase, a polícia já havia capturado três homens, incluindo um gerente do Basa, acusado de ser o cúmplice de Arlison. O gerente teria sido recrutado pelo hacker para facilitar a instalação de um dispositivo eletrônico clandestino dentro da agência de Santa Inês.
O dispositivo que esvaziou contas em 5 minutos
Segundo o delegado Tainan Melo, da Polícia Civil do Pará, o aparelho inserido por Arlison era um microchip que, em apenas cinco minutos, conseguiu desviar o valor bilionário. O dispositivo operava de forma autônoma: roubava as senhas de gerentes, selecionava contas pré-definidas pelos criminosos e validava as transações com as duas autorizações necessárias.
“Toda retirada exige duas senhas de gerentes. Esse dispositivo já contava com ambas, retirou o dinheiro, aplicou as senhas e, em cinco minutos, R$ 107 milhões foram desviados”, explicou o delegado. As contas afetadas pertenciam à agência de Belém, mas o dispositivo foi instalado na agência de Santa Inês.
Ações policiais e próximas investigações
A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Arlison, onde foram confiscados documentos e eletrônicos que serão periciados. Embora uma parte do dinheiro já tenha sido recuperada pelo próprio sistema bancário via PIX, a investigação continua para rastrear o destino do restante.
O delegado regional de Santa Inês, Alisson Guimarães, afirmou que há indícios de crimes como lavagem de dinheiro e corrupção. “Certamente, valores milionários não são movimentados por uma ou duas pessoas, mas por dezenas de envolvidos”, destacou. O Banco da Amazônia informou que está colaborando com as autoridades.
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A Assembleia Legislativa do Maranhão concedeu, em sessão solene realizada nesta segunda-feira (22), no Plenário Nagib Haickel, a medalha do mérito legislativo “Manuel Beckman” e o título de ‘Cidadão Maranhense’ ao fundador e presidente do conselho administrativo da Inpasa, José Odvar Lopes, a proposta foi feita pela Deputada Andreia Rezende.
Em reconhecimento à contribuição ao desenvolvimento econômico e social do Maranhão, o empresário foi agraciado com a Medalha Manoel Beckman e o Título de Cidadão Maranhense. A presidente Iracema Vale presidiu a solenidade, proposta pela deputada Andreia Rezende.
Ele é fundador e presidente do Conselho de Administração da Inpasa, indústria produtora de etanol recentemente instalada no Maranhão, em Balsas, com uma empregabilidade de mais de 4.500 pessoas direta e indiretamente, promovendo o desenvolvimento econômico de várias cadeias com oferta de produtos e mão de obra em toda região.
Quem é ele?
Nascido em 10 de dezembro de 1955, na cidade de Presidente Bernardes, em São Paulo, o empresário acumulou experiência no mercado das commodities de milho e soja, desde 1990, bem como na pecuária com a criação extensiva e confinamento.
“Estamos criando vínculos muito fortes com este estado e quero poder honrar esse título e esta medalha que eu recebo agora e me colocar sempre à disposição do estado e de toda a população do Maranhão”, declarou José Odvar Lopes.
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Homem de confiança do senador Weverton (PDT-MA), o empresário Gustavo Marques Gaspar assinou documento que dá poderes ao consultor Rubens Oliveira Costa, apontado pela Polícia Federal (PF) como o “carregador de mala” do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
A procuração, obtida pela coluna, permite que Rubens Oliveira, responsável por levar a propina a autoridades e políticos envolvidos na Farra do INSS, movimente e saque valores das contas de uma empresa de Gustavo Gaspar, a GM Gestão Ltda.
Gustavo Gaspar é considerado, nos bastidores, braço direito do senador Weverton. O empresário trabalhou como assessor do político maranhense por quatro anos, de 2019 a 2023. Nesse período, o empresário esteve lotado no gabinete da liderança do PDT no Senado, com salário de R$ 17,2 mil. Gustavo Gaspar só foi exonerado pelo senador depois que o jornal O Estado de S. Paulo revelou que ele era um funcionário fantasma da Casa.
Já Rubens Oliveira é visto como uma figura central para o transporte de dinheiro do esquema bilionário de fraudes contra aposentados do INSS. Ele é descrito no inquérito da Polícia Federal como “facilitador” e “intermediador” do Careca do INSS, considerado um dos principais operadores da farra dos descontos indevidos do INSS, revelada pelo Metrópoles.
A procuração foi registrada no Cartório JK, em Brasília, no dia 12 de março deste ano. Pouco mais de um mês depois, a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da Operação Sem Desconto, que investiga a Farra do INSS. O inquérito subiu para o Supremo Tribunal Federal (STF) após a PF identificar a atuação de políticos com foro privilegiado.
Procuração dá amplos poderes para “homem da mala” movimentar dinheiro de braço direito de senador
No documento, Gustavo Gaspar confere “amplos poderes” a Rubens Oliveira para representar a GM Gestão Ltda em quaisquer estabelecimentos bancários, “com a finalidade de abrir, movimentar e encerrar contas”, “fazer depósitos, retiradas, transferências e aplicações” e “receber, emitir, assinar, endossar e descontar cheques”.
A procuração também permite que o “homem da mala” do Careca do INSS represente Gustavo Gaspar perante empresas públicas, privadas e órgãos governamentais, podendo até mesmo assinar contratos.
Em nota, o advogado Bernardo Simões Coelho, que faz a defesa de Rubens Oliveira, assegurou que seu cliente nunca participou de qualquer movimento ou pagamento de propina. A defesa explicou que o economista atua na área de consultoria empresarial e que foi contratado, por curto período, por Gustavo Gaspar, com quem manteve relacionamento exclusivamente profissional. Rubens Oliveira negou conhecer o senador Weverton.
Gustavo Gaspar, por sua vez, afirmou que a relação com Rubens Oliveira foi unicamente profissional, tendo ele sido contratado para regularização de questões burocráticas e tributárias da GM Gestão Ltda. “Nunca houve nenhum tipo de saque ou movimentação de valores pelo Sr. Rubens nas contas da empresa GM Gestão Ltda”, afirmou. “Nunca houve recebimento de qualquer vantagem indevida de Rubens Oliveira, Antonio Carlos Camilo Antunes ou de qualquer outra pessoa”, prosseguiu. Por fim, o empresário ressaltou que o vínculo com o senador Weverton foi encerrado em 2023.

Procurado, o senador Weverton não se manifestou.
Weverton é responsável pela indicação de diretor do INSS que facilitou fraudes
O senador Weverton já admitiu ter recebido o Careca do INSS em seu gabinete. Ele alega, no entanto, que o lobista foi conversar sobre o mercado de cannabis. Antonio Antunes tem uma empresa no ramo chamada World Cann.
Após pedido da coluna Tácio Lorran, do Metrópoles, o Senado Federal impôs sigilo nos registros de entrada do Careca do INSS na Casa.
O senador do PDT é responsável pela indicação de André Fidelis ao cargo de diretor de benefícios do INSS. A informação foi confirmada pelo ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que também investiga a farra dos descontos indevidos na aposentadoria de segurados do INSS.
André Fidelis assinou convênios com entidades que efetuaram descontos de ao menos R$ 142 milhões somente em 2024, conforme mostrou o colunista Fábio Serapião, do Metrópoles. Concomitantemente, o ex-diretor de Benefícios do INSS é suspeito de receber propinas de R$ 1,4 milhão por parte de Antonio Antunes.
Quem é o “carregador da mala” do Careca do INSS
Rubens Oliveira é um dos principais auxiliares do Careca do INSS. Ele é responsável por movimentar cifras milionárias na fraude e por fazer saques de R$ 949 mil em dinheiro vivo.
A PF o descreve como “facilitador”, “intermediário” e “operador financeiro” do Careca do INSS, pois ele atuava para levar os valores desviados aos destinatários finais. Documentos obtidos pela coluna apontam que o empresário também agia na lavagem de dinheiro para ocultar recursos ilícitos – uma das justificativas para os saques, por exemplo, passava pela compra de imóveis.
“Rubens foi identificado como figura central em operações financeiras suspeitas, desempenhando o papel de facilitador financeiro, sendo responsável por movimentações de valores expressivos entre pessoas físicas, jurídicas e entidades sob investigação”, assinalou a PF. Nesta segunda-feira (22/9), Rubens Oliveira prestará depoimento na CPMI do INSS.
A PF descobriu que os valores movimentados por Rubens Oliveira superaram a capacidade financeira declarada dele em 10 vezes. O empresário exerce as funções de procurador e de representante legal da ACCA Consultoria Empresarial Ltda, presente no “centro de movimentações financeiras atípicas e volumosas, claramente incompatíveis com seu faturamento declarado”, de R$ 586.675.
“[O montante] é significativamente inferior ao volume movimentado, indicando falsificação de receitas e ocultação de origem dos recursos”, prosseguiu.

Rubens Oliveira nega ter pagado propina
A defesa do consultor Rubens Oliveira, realizada pelo advogado Bernardo Simões Coelho, enviou a seguinte nota, reproduzida na íntegra:
“O Senhor Rubens Oliveira, economista, atua na área de consultoria empresarial e gestão financeira, razão pela qual foi contratado, por curto período, pelo Senhor Gustavo Marques Gaspar, com quem manteve relacionamento exclusivamente profissional, sem jamais ter realizado qualquer movimentação financeira na empresa GM Gestão Ltda.
O Senhor Rubens nunca participou de qualquer movimento ou pagamento de propina, seja em benefício do Senhor Antônio Carlos Camilo Antunes (“Careca do INSS”), seja em benefício do Senhor Gustavo Marques Gaspar.
Ressalta-se que o Senhor Rubens jamais conheceu, nem sequer tinha ciência da existência do Senador Weverton Rocha, desconhecendo, por completo, qualquer relação entre o parlamentar e empresas nas quais tenha prestado serviços.
Cumpre esclarecer, ainda, que, antes mesmo do início das operações policiais e inquéritos envolvendo seu nome, o Senhor Rubens já havia se desligado integralmente de todas as empresas vinculadas ao Senhor Antônio Carlos Camilo Antunes.
Por fim, reafirma-se que o Senhor Rubens sempre esteve e permanece à disposição da Justiça, sendo o maior interessado na completa elucidação dos fatos.”
O senador Weverton e o empresário Gustavo Gaspar não se manifestaram.
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Líder religioso morreu neste domingo (21) em um hospital do Rio de Janeiro, onde estava internado.
Morreu, na manhã deste domingo (21), aos 65 anos, o ex-deputado estadual do Maranhão e líder religioso, Pastor Cavalcante. Ele faleceu no Rio de Janeiro (RJ), onde estava internado em um hospital da capital fluminense após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Pastor Cavalcante era presidente da Convenção de Ministros das Assembleias de Deus do Sul do Maranhão (Comadesma). Há anos, o ex-deputado enfrentava problemas de saúde. O local do velório e do sepultamento ainda não foi divulgado.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), se manifestou sobre a morte do ex-deputado. Em comunicado publicado nas redes sociais, ele disse que a comunidade cristã do estado perdeu uma de suas principais lideranças.
“A comunidade cristã do Maranhão perde um líder com o falecimento do pastor Cavalcante, presidente da Comadesma, da Assembleia de Deus em Açailândia e ex-deputado estadual. Minha solidariedade aos familiares, amigos e aos membros da congregação. Deixo meu abraço fraterno e peço a Deus que console todos vocês!”, escreveu Brandão.
Trajetória
José Alves Cavalcante, conhecido como Pastor Cavalcante, era um dos principais líderes evangélicos do sul do Maranhão. Natural de Coroatá (MA), foi eleito deputado estadual em 2018 e permaneceu no cargo até 2022.
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