Tradicional Samba da Feirinha no Mercado das Tulhas pode acabar

Um espaço cultural dos mais tradicionais no coração de São Luís pode acabar. O Samba da Feirinha, no mercado das Tulhas, está ameaçado por uma atuação do presidente da Associação dos Feirantes e Trabalhadores no Comércio da Praia Grande, Ubiracy Sampaio e do Batalhão de Polícia Militar de Turismo (BPTur).

O Samba da Feirinha é uma tradição de aproximadamente 20 anos na Feirinha da Praia Grande. A atividade que ocorre aos sábados, já sofreu adequações, terminando rigorosamente às 18h por um acordo que havia sido celebrado com a secretaria de Meio Ambiente e não utiliza microfones para não afetar o patrimônio histórico.

Por meio de nota, o coronel Honório Filho, comandante do BPTur, afirmou que o ambiente “funciona de forma desordenada e sem as mínimas condições de segurança há décadas. […] Nenhum dos bares tem licença de funcionamento, nenhum dos restaurantes possui extintores de incêndio”.

O comandante afirmou que antes da fiscalização mais constante, houve uma reunião na qual um representante do BPTur, o Delegado de Costumes, um representante do Corpo de Bombeiros, os feirantes e a Diretoria da Casa das Tulhas se fizeram presentes e nessa reunião ficou acertado que passaria a ser cobrado o fechamento do ambiente segundo o horário estipulado no Estatuto próprio daquele lugar, além da implantação de medidas de segurança, assim como a proibição de venda de bebidas a menores de idade e pessoas embriagadas, como determina a Lei e, para tal, a fiscalização seria intensificada no referido local. “Nesse sentido, a ação do BPTur não é arbitrária e sim legal e legítima”.

É louvável que se faça um ordenamento e que até para a comodidade de turistas e ludovicenses, se  sinta a presença da polícia. Aliás, o trabalho que o BPTur vem promovendo no Centro Histórico é digno de aplausos. A segurança na região melhorou muito nos últimos anos.

Porém, o samba da feirinha é um patrimônio cultural. É a cara do Centro Histórico. Não é um “show” ou evento. Em vários sites especializados em turismo, muitos turistas que visitam a capital maranhense citam o Samba da Feirinha como um ótimo programa raiz para quem vem à cidade.

Então, é preciso mais diálogo para que se façam adequações necessárias quanto a extintor de incêndio, reforço para coibir  consumo de bebidas alcoólicas por menores e segurança. Mas o fim do Samba da Feirinha é o fim de mais um pedaço de vida do Centro Histórico aos finais de semana.

De olho na prefeitura de Coroatá, “Tratorzão” obtém vitória no TSE

O ex-secretário estadual de Saúde, Ricardo Murad, obteve uma importante vitória no que refere ao seu desejo de tornar-se novamente elegível e estabelecer-se como apto a participar do pleito municipal de 2020.

O ministro Luis Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu pedido da defesa de “Tratorzão” e determinou o retorno ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) de um processo no qual ele foi declarado inelegível.

O processo trata-se de decisão da juíza Josane Araújo Farias, proferida quando ela respondia pela 8ª Zona Eleitoral do município de Coroatá, determinando a inelegibilidade, por um período de oito anos, do ex-secretário.

Ricardo Murad foi condenado pela Justiça de primeiro grau acusado de abuso de poder político e econômico para favorecer a sua esposa, Teresa Murad, na eleição municipal de Coroatá, em 2012, quando comandava a poderosa SES no governo Roseana Sarney.

À época, Teresa sagrou-se vencedora do pleito obtendo 53,65% dos votos válidos.

Na sua decisão, o ministro determinou a reabertura de prazo para interposição de novo recurso.

A condenação imputada por Josane Araújo fez com que Murad tivesse os seus votos não computados no pleito do ano passado, quando disputou o cargo de deputado federal pelo PRP.

Caso vença, em definitivo, a batalha judicial, Ricardo deverá tentar retornar ao campo político, ano que vem, concorrendo à prefeitura de Coroatá, onde possui forte influência.

Escândalo nos bastidores do futebol do Sampaio

Um verdadeiro escândalo tomou conta dos bastidores do Sampaio por meio dos grupos de whatsapp em meio à boa campanha da equipe neste início de Campeonato Brasileiro Série C.

Uma troca de acusações sem fim entre o presidente Sérgio Frota e o ex-diretor de futebol Edivaldo Coelho circula por tudo que é canto da cidade e é um dos assuntos mais comentados.

Nos áudios, Edivaldo diz ter tomado conhecimento de que Sérgio Frota teria vendido mais uma parte do terreno que é do clube. A venda teria ocorrido há 3 meses.

Frota parte prá cima e acusa Edivaldo de ter recebido dinheiro de patrocínios de camisa e não repassou ao Sampaio.

A lavação de roupa suja é longa e cheia de ameaças e xingamentos dos dois lados.

Onde isso vai dar ninguém sabe…

STF acaba com foro privilegiado de delegados, procuradores e defensores do MA

De O Antagonista

Os ministros do Supremo derrubaram regra da Constituição do Maranhão que estendia o foro privilegiado no Tribunal de Justiça a delegados de polícia do estado.

A decisão vale também para procuradores (advogados públicos) do estado e da Assembleia Legislativa, bem como defensores públicos.

Apesar de valer só para o caso do Maranhão, o entendimento fixado pelo plenário poderá ser replicada para outras unidades caso regras semelhantes sejam questionadas no STF.

São Luís volta a ser palco de grande manifestação

O protesto contra os cortes de recursos dos institutos federais de ensino fez São Luís voltar a ter grandes protestos, como nos tempos do “Rosenagana” e das grandes manifestações de 2013. anunciado pelo Ministério da Educação. O ato iniciou por volta das 15h na Praça Deodoro, na região central de São Luís e se estendeu até o início da noite.

Milhares participaram do ato com cartazes contra os cortes. Eles também protestaram bastante contra a declaração do presidente Jair Bolsonaro que chamou os manifestantes de “idiotas úteis” e “massa de manobra”.

Além do corte no repasse para as federais, mais de 3 mil bolsas para estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) também foram suspensas.