
A Polícia Federal realizou busca e apreensão no escritório do advogado Ravik de Barros Bello Ribeiro, filho do desembargador Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
O filho do magistrado foi alvo da Operação Abscôndito II, deflagrada na última quinta-feira (18), no Distrito Federal, São Luís, Imperatriz e Goiânia.
Foram cumpridas 9 mandados de busca e apreensão e 2 de prisão temporária expedidos pelo juiz federal substituto, Luiz Régis Bom fim Filho, da 1ª Vara Federal do Maranhão. A ação da PF faz parte de uma das fases da Operação Sermão aos Peixes.
No relatório, a PF aponta que um dos investigados teria dilapidado seu patrimônio e transferido seus bens para o advogado Ravik, visando impedir que fosse decretada a perda de tais bens, violando, assim, medidas cautelares impostas pela Justiça.
Os federais investigam, também, o vazamento da primeira fase da Operação Sermão aos Peixes, da qual membros da organização criminosa investigada teriam atuado para cooptar servidores públicos de modo a obter informações privilegiadas sobre a investigação.
Ravik é ex-sócio do advogado e desembargador aposentado do TRF-1, Fernando Tourinho Neto, no escritório Bello Ribeiro e Tourinho Neto Advocacia, que funciona em Brasília.
A equipe de reportagem entrou em contato com o advogado para esclarecer o fato, mas até o fechamento da matéria não obteve êxito.

Bruno Jungmann ocupa o cargo de assessor especial de apoio institucional no governo Flávio Dino
O governador Flávio Dino ficou conhecido durante a campanha por culpar o presidente Michel Temer (MDB) pelos números ruins da economia do Maranhão nos últimos quatro anos. O governador também usa suas redes sociais constantemente para criticar o presidente. As críticas, ao que tudo indica, não se expandem aos homens fortes da Presidência da República. Bruno Jungmann, filho do ministro Raul Jungmann, é assessor especial no governo Flávio Dino. Mesmo não residindo em São Luís, o jovem recebe um salário de cerca de R$ 10 mil.
Raul Jungmann ficou conhecido nacionalmente por ser, além de ministro da Segurança Pública do governo Michel Temer, um dos grandes defensores do presidente. Jungmann foi um dos poucos ministros que decidiu não deixar o cargo para disputar mandato eletivo nas eleições de 2018.

Site do governo do estado atesta vínculo de Bruno Jungmann e seus vencimentos.
Completamente desconhecido no Maranhão, o filho do ministro, Bruno Costa Jungmann, foi nomeado no dia 02 de abril de 2018 para o pomposo cargo de “assessor especial de apoio institucional”. O cargo é vinculado a Secretaria de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos (SECAP), atualmente coordenada pelo secretário Márcio Jerry. O assessor custa aos cofres públicos cerca de R$ 10 mil por mês. Até agora o filho do ministro de Michel Temer já recebeu do governo Flávio Dino cerca de R$ 70 mil.

Em suas redes sociais Bruno Jungmann possui fotos em vários locais do Brasil e do exterior, a reportagem não identificou nenhuma no Maranhão.
Essa não é a primeira vez que Bruno Jungmann protagoniza nomeações consideradas estranhas. No ano passado uma nomeação no para um cargo comissionado no MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), de Gilberto Kassab. Até o salário era semelhante aos vencimentos recebidos no governo Flávio Dino, cerca de R$ 10 mil.
Após a publicação da denúncia, Bruno foi exonerado do cargo.
O Estado entrou em contato com o Governo do Estado e com o próprio Bruno Jungmann para saber detalhes de sua nomeação, que tipo de serviço ele presta ao povo do Maranhão, onde trabalha e qual sua carga horária.
Até o fechamento da matéria não se obteve resposta. Assim que que o governo e Bruno se manifestarem, a matéria será atualiza com a versão dos dois.

O governador Flávio Dino (PCdoB) voltou a criticar o candidato do PSL à presidência da República. Dino comparou Bolsonaro a “Drácula” em entrevista a Folha e nas redes sociais.
“Um candidato que só ataca nas trevas e não pode debater na luz, pois se revela um ditador, é como o Conde Drácula. Deus nos livre desse filme de terror. Foi o que disse ontem e a Folha de S. Paulo registrou.”, escreveu.
Na entrevista à Folha, Flávio Dino disse que debate público é “mortal” para Bolsonaro.
“Os arroubos ditatoriais fazem com que Bolsonaro se pareça com Drácula. Debate público, à luz do sol, é mortal para ele”, afirmou.
Desde que foi definido o segundo turno entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, o governador Flávio Dino decidiu partir para cima do candidato do PSL deixando claro que será um severo crítico do líder nas pesquisas para a presidência.
Jair Bolsonaro simplesmente ignorou todas as críticas do governador do Maranhão nas redes sociais.
O resultado das críticas vamos saber mais na frente caso Bolsonaro confirme nas urnas o favoritismo apontado pelas pesquisas.

A Câmara Municipal de Bom Jardim poderá afastar de suas funções o prefeito Francisco Alves de Araújo (PSDB), acusado pelo Ministério Público Estadual de ato de improbidade administrativa e de infrações político-administrativas.
A sessão que definirá o futuro do gestor acontecerá nesta terça-feira (23), oportunidade na qual será lida em plenário denúncia elaborada pelo Parquet contra o tucano.
Dr. Francisco, como é mais conhecido o prefeito no meio político, é acusado pelo promotor de Justiça Fábio Santos de Oliveira de promover ilicitudes nos pregões presenciais 017/2017 e 020/2017, cujo objeto tratou-se de contratação de empresa para prestação de serviços de locação de veículos para transporte escolar e para demais atividades da prefeitura de Bom Jardim, que deram origem à contratos que superaram vultosas somas de R$ 366 mil e R$ 1,1 milhão, respectivamente.
De acordo com o promotor, após a devida instrução dos autos pelo órgão ministerial, observou-se que, além de restar nitidamente comprovados atos de improbidade administrativa praticados por Dr. Francisco, pelos quais ele será responsabilizado em ação civil pública, há fortes indícios de crime de responsabilidade praticado pelo tucano, os quais estão descritos no artigo 1º, do decreto-lei nº 201/67.
“Além de haver indícios de prática de crime de responsabilidade, o Parquet entende que as provas produzidas nestes autos demonstram a incidência, em tese, de infrações político-administrativas, praticadas pelo prefeito de Bom Jardim, as quais estão sujeitas ao julgamento da Câmara de Vereadores, mormente tipificadas no artigo 4º, VI, VII, VIII e X do decreto-lei nº 201/67”, disse Fábio Santos em ofício encaminhado ao presidente da Câmara, vereador Adavaltan Antônio de Andrade.
O prefeito foi afastado do comando da prefeitura ano passado por decisão do juiz Raphael Leite Guedes, titular da comarca de Bom Jardim.
Ele, sete vereadores e o secretário municipal de Administração, Ayrton Alves de Araujo — irmão do prefeito — também tiveram, por determinação do magistrado, os bens bloqueados.
O tucano foi acusado de liderar uma máfia de distribuição de combustíveis como forma de obter apoio político.
Além disso, foi acusado de tentar pagar aos vereadores uma espécie de mensalinho, no valor de três mil.
Dr. Francisco conseguiu retornar ao cargo por decisão do desembargador Cleones Cunha, então presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão.

A deputada federal e senadora eleita pela campo do governador Flávio Dino (PC do B), Eliziane Gama (PPS), deu de ombros para o comunista e para o PT do Maranhão e não participou, ontem, de ato de campanha realizado em São Luís em favor do candidato à Presidência da República, Fernando Haddad.
O petista, acompanhado do próprio governador e de integrantes do seu grupo, como o deputado federal e senador eleito, Weverton Rocha (PDT), participou de caminhada e comício promovidos no bairro do Anil e que contaram com as presenças de milhares de militantes e apoiadores.
Eliziane, no entanto, não se fez presente. Nem uma publicação de apoio nas suas redes sociais a evangélica ou seus assessores se deram ao trabalho de divulgar.
Tão logo confirmou-se o resultado das urnas, a deputada, em entrevista coletiva dada juntamente com Flávio Dino e Weverton, anunciou seu apoio a Fernando Haddad.
“Estaremos aí, neste novo momento, trabalhando para que o nosso Maranhão possa estar aí, na condução colocada pelo nosso governador, no apoio ao Haddad”, disse no último dia 07.
No dia seguinte, diante do seu novo posicionamento, a evangélica levou uma reprimenda pública do pastor Pedro Aldir Damasceno, presidente da Convenção Estadual das Assembleias de Deus, que classificou sua declaração como uma “miséria”.