Morreu aos 83 anos o ex-deputado e ex-prefeito Chico Gomes

A política maranhense amanheceu em luto nesta quinta-feira, 15. Faleceu, aos 83 anos, Francisco de Assis de Castro Gomes, amplamente conhecido como Chico Gomes. O ex-prefeito, ex-deputado e uma das vozes mais influentes da Baixada Maranhense morreu na capital, São Luís.

Chico Gomes deixa um legado que atravessa décadas e diferentes esferas do poder público. Considerado um “animal político” por aliados e adversários, sua trajetória foi marcada pela habilidade de articulação e pelo profundo conhecimento das demandas da região dos lagos maranhenses.

A carreira de Chico Gomes foi vasta e versátil, consolidando sua imagem como uma das maiores lideranças regionais do estado:

Gestão Municipal: Em 2012, foi eleito prefeito de Viana, cidade que era sua principal base política. Sua gestão (2013-2016) foi caracterizada por investimentos em infraestrutura e uma forte presença popular.

Legislativo: Representou o Maranhão tanto na Assembleia Legislativa, como Deputado Estadual, quanto no Congresso Nacional, como Deputado Federal.

Executivo Estadual e Federal: Além dos cargos eletivos, Chico Gomes ocupou secretarias de Estado e funções estratégicas em autarquias federais, sempre levando a pauta do desenvolvimento da Baixada para o centro das decisões.

Até o fechamento desta edição, a família não havia divulgado a causa oficial do óbito. O velório será realizado em São Luís, onde amigos e admiradores poderão prestar as últimas homenagens antes do sepultamento.

A morte de Chico Gomes marca o fim de uma era na política vianense, deixando uma lacuna difícil de ser preenchida na representatividade regional.

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Bacabal chega ao 12º dia com buscas por irmãos desaparecidos

Completou, nesta quinta-feira, 15, o décimo segundo dia da operação realizada pelo Sistema de Segurança Pública, com o apoio de voluntários, que objetiva encontrar os irmãos Ágata Isabelle, de cinco anos, e Allan Michel, de quatro anos, que desapareceram do povoado São Sebastião dos Pretos, no município de Bacabal, no dia 4 deste mês.

Ontem, equipes do Corpo de Bombeiros deram início ao trabalho de mergulho em um lago distante cerca de dois quilômetros do local aonde as duas crianças sumiram.

A expectativa é que o trabalho no lago dure cerca de três dias para que nenhum ponto deixe de ser verificado.

Os mergulhadores atuam lado a lado para ampliar o alcance da varredura e identificar qualquer objeto que possa ajudar nas investigações.

Além da operação no lago, as equipes continuam as buscas em trilhas, caminhos e veredas próximas ao povoado, em áreas que podem ter sido percorridas pelas crianças.

Nesta etapa, os trabalhos também avançam para a mata mais fechada. Até o momento, não foram encontrados vestígios das crianças.

Nesta última quarta-feira (14), a operação recebeu reforço de outros estados.

O governador Carlos Brandão confirmou a chegada de sete bombeiros do Pará, com dois cães farejadores.

Ainda segundo o governador, outros cinco bombeiros do Ceará também desembarcaram com mais quatro cães.

Com o reforço, a operação passou a contar com equipes especializadas e cães farejadores atuando em áreas de mata, além do trabalho concentrado nas buscas aquáticas.

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Deputada Andréia Rezende: o Senado está no horizonte em 2026?

O movimento aconteceu de forma silenciosa, quase imperceptível, mas chamou atenção nos bastidores da política maranhense. Um convite inesperado, feito longe dos holofotes, colocou o nome da deputada estadual Andréia Rezende em uma nova e estratégica possibilidade.

Segundo fontes próximas, a deputada teria sido convidada para compor uma suplência de senador. A abordagem foi recebida com cautela e tranquilidade, sem manifestações públicas. Andréia teria sinalizado que qualquer definição só ocorrerá após diálogo interno com seu grupo político.

Com sobrenome tradicional na política maranhense e histórico consolidado, o silêncio pode dizer mais do que qualquer anúncio. Nos bastidores, cresce a certeza de que este convite não foi feito por acaso.

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PGJ defende ação após debandada e anuncia novo chefe do Gaeco

Em meio a uma severa crise institucional provocada pelo pedido de exoneração coletiva dos membros do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), o Procurador-Geral de Justiça do Maranhão, Danilo de Castro, divulgou uma nota oficial para defender a condução da Operação Tântalo II e anunciar a nova coordenação do grupo de elite.

O comunicado surge como uma resposta direta às críticas e à instabilidade gerada após promotores abandonarem seus cargos no Gaeco, supostamente por divergências sobre as medidas cautelares aplicadas aos investigados na operação, que apura desvios de recursos públicos no município de Turilândia.

Defesa das medidas cautelares
Na nota, o chefe do Ministério Público afirma que todas as decisões tomadas estão rigorosamente dentro da legalidade e da Constituição Federal. O ponto central da controvérsia – a substituição de pedidos de prisão por medidas menos gravosas – foi defendido por Danilo de Castro como uma escolha técnica baseada na proporcionalidade.

“Medidas mais gravosas, como a prisão, somente devem ser aplicadas quando estritamente necessárias, sendo legítima a adoção de outras medidas cautelares eficazes”, diz o texto.

O PGJ ressaltou que os investigados foram afastados de suas funções públicas para garantir a lisura da administração e evitar interferências na colheita de provas. Ele enfatizou, ainda, que a liberdade provisória dos envolvidos “não significa que serão inocentados”.

Intervenção em Turilândia

Um dos desdobramentos mais drásticos mencionados na nota é a proposta de intervenção estadual no município de Turilândia. O Ministério Público sustenta que a medida é necessária para preservar a normalidade institucional e garantir o funcionamento da máquina pública diante da gravidade dos fatos apurados.

Nova coordenação

Para conter a crise de continuidade após a saída dos antigos membros, Danilo de Castro anunciou o Procurador de Justiça Haroldo Paiva de Brito como o novo coordenador do Gaeco e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI).

A nota classifica a debandada dos promotores anteriores como “eventos naturais na dinâmica institucional” e assegura que o trabalho não será prejudicado. O novo coordenador terá o desafio de recompor a equipe e dar andamento aos processos que, segundo a nota, foram “abandonados pela equipe anterior”.

Leia a íntegra:

NOTA À SOCIEDADE E AOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO

O Ministério Público do Estado do Maranhão vem a público reafirmar seu compromisso com a legalidade, a transparência e a defesa do interesse público, prestando esclarecimentos sobre a atuação institucional relacionada à operação realizada no município de Turilândia.

Todas as medidas adotadas e propostas no curso da investigação estão rigorosamente conforme à Constituição Federal e à legislação vigente. As decisões proferidas e as medidas requeridas não extrapolam os limites da lei, tampouco representam qualquer tentativa de abrir mão ou contornar as normas que regem o processo penal.  Em verdade, observam os critérios legais que estabelecem que medidas mais gravosas, como a prisão, somente devem ser aplicadas quando estritamente necessárias, sendo legítima a adoção de outras medidas cautelares eficazes e adequadas ao caso concreto, quando suficientes e proporcionais.

A operação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) foi bem-sucedida, alcançando resultados concretos e relevantes para a investigação. Foram colhidas provas importantes e adotadas medidas capazes de proteger o andamento do processo, evitar prejuízos à apuração dos fatos e resguardar o interesse da sociedade.

Os investigados foram afastados de suas funções públicas, justamente para impedir interferências nas investigações e garantir a lisura da administração pública. Além disso, foram propostas outras medidas cautelares que, no momento, se mostram capazes de assegurar o controle das situações apuradas e a continuidade do procedimento, não significando que os investigados serão inocentados (absolvidos), caso soltos.

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público também propôs a representação para intervenção no município, com o objetivo de assegurar o respeito aos princípios constitucionais fundamentais, preservar a normalidade institucional e garantir o correto funcionamento da Administração Pública.

No tocante à saída dos membros do GAECO, é importante destacar que alterações em estruturas administrativas e em cargos de coordenação são eventos naturais na dinâmica institucional e não comprometem a continuidade das ações estratégicas.  Nesse sentido, foi nomeado o Procurador de Justiça Haroldo Paiva de Brito para a coordenação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI), assegurando estabilidade, experiência e liderança à condução dos atos, e que serão nomeados os demais integrantes da nova equipe para continuidade aos trabalhos abandonados pela equipe anterior.

O Ministério Público do Maranhão reafirma que seguirá atuando com responsabilidade, firmeza e respeito às leis, combatendo a criminalidade e defendendo o patrimônio público, sempre com equilíbrio, justiça e compromisso com a sociedade maranhense.

São Luís (MA),

Danilo José de Castro Ferreira
Procurador-Geral de Justiça
Ministério Público do Estado do Maranhão

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Foguete que levava satélite maranhense some após lançamento

O lançamento na madrugada desta segunda-feira (12) do foguete indiano PSLV-C62, que levava a bordo 15 equipamentos, entre eles o nanossatélite maranhense Aldebaran-I, apresentou falhas e o veículo foi perdido. A Agência Espacial Indiana (Isro, na sigla em inglês) ainda não deu informações sobre o local onde o foguete pode ter caído.

O lançamento ocorreu às 10h17, no horário local da Índia (1h48, no horário de Brasília), do Centro Espacial Satish Dhawan, na ilha de Sriharikota, na Índia. Pouco mais de 6 minutos do lançamento foi identificada uma falha no terceiro dos quatro estágios do foguete, que levou a alteração na trajetória.

“A missão PSLV-C62 detectou uma anomalia no final do estágio PS3. Uma análise detalhada foi iniciada”, informou a Isro em uma rede social.

Aldebaran-I

Era o voo de número 64 do foguete. Além do satélite indiano, ele levava a bordo o nanossatélite Aldebaran-I e outros quatro nanossatélites brasileiros. Desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com apoio institucional e financeiro da Agência Espacial Brasileira (AEB), o Aldebaran-I era um protótipo para validar novas tecnologias.

O projeto para a construção do satélite teve início há 5 anos. O nome Aldebaran-I é uma referência à estrela mais brilhante da constelação de Touro, que tem origem árabe e significa seguidor. Tecnicamente o nanossatélite é um cubesat padrão 1U, dispositivo com formato cúbico e 10 centímetros de lado.

Como seria utilizado o Aldebaran-I

O aparelho ajudaria na localização de queimadas e no auxílio às autoridades costeiras do país em missões de busca e resgate de pequenas embarcações pesqueiras que enfrentam dificuldades no mar.

O nanossatélite é uma prova de conceito, ou seja, um protótipo que será usado para validar uma nova tecnologia espacial.

Satélites brasileiros em foguete indiano

Além do Aldebaran-I, também foram colocados em órbita outros quatro satélites brasileiros: Orbital Temple, EduSat-1, Galaxy Explorer e UaiSat. Os equipamentos fazem parte do Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) 2022–2031, coordenado pela AEB, que estimula o desenvolvimento de nanossatélites acadêmicos, de baixo custo e alta relevância social.

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