Futuro presidente do TJ pode virar governador interino do Maranhão

O cenário de instabilidade jurídica em relação ao comando do Executivo pode levar a chefe do Legislativo maranhense a considerar uma escusa temporária por justa causa, em caso de afastamento cautelar do governador e vice

Cenário de instabilidade jurídica pode transformar desembargador Ricardo Duailibe, futuro presidente do TJMA, em governador interino

Ao publicar uma análise sobre o cenário de instabilidade jurídica que envolve o governador Carlos Brandão (sem partido) e o vice-governador Felipe Camarão (PT), o jornalista Marco Aurélio D’Eça abordou também a situação da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB), terceira na linha de sucessão do governo estadual.

“Na condição de vice-governador, Camarão não precisa se desincompatibilizar ou renunciar ao mandato para concorrer a nenhum cargo nas eleições de outubro; e isso não muda, mesmo se ele for afastado pela Justiça”, frisou o jornalista.

De acordo com o analista, Brandão pode ser afastado do cargo “a qualquer momento” pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Contudo, segundo ele, a situação é parecida com a de Camarão, que também enfrenta um cenário similar, com um pedido de seu afastamento nas mãos do desembargador Sebastião Bonfim, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).

“Brandão tem até a próxima sexta-feira, 3, para decidir se vai ou não disputar algum mandato em outubro. Se permanecer no governo mesmo depois do dia 4 de abril, terá que ficar até o final no cargo, sem concorrer a nada.Se um eventual afastamento pelo STF ocorrer depois da sexta-feira santa, ele estará sem mandato e sem candidatura”, destacou.

Nesta equação, o jornalista incluiu a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB). Segundo ele, se um eventual afastamento de Brandão e de Camarão ocorrer ao mesmo tempo, quem assume é ela, que passa a ser a governadora interina. Contudo, se ficar no cargo depois do dia 4 de abril, estará inelegível para qualquer outro mandato nas eleições de outubro.

“Terá que concorrer, portanto, à própria reeleição de governadora. Se, no meio do caminho, a Justiça revogar o afastamento de Camarão, Iracema perde o mandato e a candidatura. Se, por outro lado, for Brandão quem voltar, a presidente da Assembleia também estará inelegível em outubro. Por fim, se a volta for do governador e do vice, as mexidas judiciais terão afetado apenas o projeto eleitoral de Iracema”, completou.

Mais um cenário

Embora Marco D’Eça não tenha citado em seu artigo, o autor deste blog considera que existe mais um cenário na atual fase de instabilidade jurídica envolvendo o comando do Executivo maranhense: a possibilidade do desembargador Ricardo Duailibe, presidente eleito do TJMA para o biênio 2026-2028, assumir o posto de governador interino.

Isso só ocorreria em uma única circunstância: se houvesse um afastamento cautelar simultâneo do governador e do vice, após do dia 4 de abril, e Iracema Vale (presidente da Assembleia Legislativa) considerar sua “escusa temporária” por “justa causa legítima” para o cargo de governadora interina, devido ao impedimento legal resultante da sanção de inelegibilidade prevista no § 6º do art. 14 da Constituição Federal.

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Relatório paralelo queria indiciar quatro familiares de Edson Araújo

Parecer incluiu Edson Araújo, a esposa Selma Azevedo, os filhos Edson Júnior e Wolmer Araújo, bem como o irmão Gilson Cunha.

A bancada do governo na CPMI do INSS apresentou um relatório alternativo que apontava o suposto envolvimento de cerca de 130 pessoas, entre elas o deputado estadual maranhense Edson Araújo, que teria movimentado mais de R$ 73 milhões entre 2024 e 2025, período em que presidiu uma federação de pescadores no Maranhão e foi vice-presidente nacional de outra.

O relatório paralelo obtido pelo blog do Antônio Martins, mas que não chegou a ser votado pelo colegiado, incluiu, além de Edson Araújo, sua esposa Selma de Azevedo Araújo, seus filhos Edson Cunha de Araújo Júnior e Wolmer de Azevedo Araújo, bem como seu irmão Gilson Cunha de Araújo.

Após a derrota do parecer apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), encerrou a reunião sem a votação do texto defendido pela base do governo. A CPMI do INSS chegou ao fim sem um relatório aprovado.

R$ 1, 9 mi em autotransferências

O texto foi elaborado com base no Relatório de Inteligência Financeira (RIF), documento sigiloso produzido pelo COAF. O documento aponta várias autotransferências realizadas por Edson de Araújo, nas quais ele atuou como remetente de R$ 1.903.856,27 para si mesmo e como destinatário de outros R$ 5.836.667,27. No entanto, o fato de que as operações foram fracionadas é notável. Como remetente, houve 339 lançamentos, e como destinatário, 1.342.

Segundo as informações, a realização de transferências fracionadas é um indício de que o deputado maranhense buscava camuflar o volume de valores que recebia, por certo para não chamar a atenção do próprio COAF.

Esposa, filhos e irmão no esquema

Foi possível identificar, ainda, que Edson Araújo se valia de parentes próximos como um segundo núcleo para o escoamento dos recursos recebidos. Nesse sentido, verificou-se que ele transferiu R$ 226.955,34 para sua esposa, Selma de Azevedo Araújo; R$ 218,8 mil198 ao seu filho, Edson Cunha de Araújo Júnior; R$ 295.845199 ao seu outro filho, Wolmer de Azevedo Araújo; e R$ 740.386,26200 ao seu irmão, Gilson Cunha de Araújo, tendo este último, ainda, recebido R$ 223.331,50201 da Federação.

“Durante a oitiva de Abraão Lincoln nesta Comissão, no dia 3 de novembro de 2025, as condutas praticadas por Edson Araújo foram abordadas, ocasião em que o vice-presidente da CPMI, deputado Duarte Jr., indagou o depoente sobre o recebimento de valores pelo deputado por meio da CBPA, e o repasse de parte dos valores para a conta de um assessor da Assembleia Legislativa do Maranhão. Em razão disso, Edson Araújo ameaçou o deputado Duarte Jr., que, em 4 de novembro de 2025, registrou ocorrência policial por crime de ameaça”, diz trecho do parecer chamado de ‘relatório da maioria’.

Baixe aqui a íntegra do documento

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Membros do MPMA estão envolvidos em vários processos no CNMP

Um levantamento do blog do Antônio Martins junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) revelou que o órgão de controle deu seguimento à sua atuação criteriosa na análise das diversas Notícias de Fato, Reclamações Disciplinares e Sindicâncias sob sua responsabilidade, conforme os números apresentados no relatório de atividades.

Balanço nacional

De acordo com as informações dos meses de janeiro a setembro de 2025, das 262 Notícias de Fato instauradas, 248 foram arquivadas e 63 estão ativas. Em relação às Reclamações Disciplinares, os dados do mesmo período, mostram que foram registradas 121 reclamações, sendo 107 arquivadas e 122 ainda ativas.

Em relação às Sindicâncias, existem quatro em curso, sendo três instauradas e uma arquivada. Por fim, durante o mesmo período, o Plenário propôs e aprovou 17 Procedimentos Administrativos Disciplinares.

Membros do MPMA foram alvos

Atualmente, de acordo com o levantamento, existem vários registros de ações disciplinares e procedimentos de fiscalização do CNMP envolvendo membros do Ministério Público do Maranhão (MP/MA), segundo os casos a seguir:

Afastamento por ameaça: O CNMP abriu PAD e afastou cautelarmente um promotor maranhense que, em 2 de junho de 2025, ameaçou um colega com arma de fogo na região abdominal dentro do MP/MA. A Corregedoria Nacional apontou indícios de ameaça e injúria, proibindo o promotor de acessar prédios do MP/MA e de se aproximar da vítima.

Procedimento de Remoção por Interesse Público: Em 10 de junho de 2025, o Plenário do CNMP decidiu instaurar um procedimento para a remoção compulsória, por interesse público, de um membro do MP/MA.

Investigação contra o chefe do MPMA: Em fevereiro deste ano, o Corregedor Nacional do Ministério Público instaurou uma reclamação disciplinar para apurar a conduta do Procurador-Geral de Justiça do Maranhão, Danilo Castro, por declaração feita em sessão do colégio de procuradores, quando afirmou que “cabeça de juiz, dianteira de padre e traseira de burro não são confiáveis”.

Representação por obstrução de investigação: No começo deste mês, o PGJ-MA também se tornou alvo de uma nova representação no CNMP, acusado de suposta obstrução de uma investigação federal. O autor é Gilbson César Soares Cutrim Júnior, preso na Penitenciária Federal de Brasília e réu confesso pelo assassinato do empresário João Bosco Sobrinho Pereira Oliveira. A peça foi apresentada por meio da defesa e tramita sob sigilo.

Casos mais antigos

Além disso, conforme os casos a seguir, o estudo indicou outros processos antigos que foram abertos e estão em curso ou foram arquivados:

Acusações de assédio moral, violência psicológica e ameaças: Em 2023, o ex-procurador de Justiça do Maranhão, Eduardo Nicolau, também foi alvo de Reclamação Disciplinar, que abrange acusações de assédio moral, violência psicológica, ameaças e atos contra a autonomia funcional e administrativa. As denúncias foram feitas pelas promotoras Klycia Lupiza Castro de Menezes e Lítia Teresa Costa Cavalcanti.

Avocação de Procedimento Disciplinar: Em agosto de 2024, o CNMP referendou a avocação (assumiu a responsabilidade) de um procedimento que apurava a conduta de um procurador de Justiça do Maranhão, após identificar que o processo estava paralisado na corregedoria local.

Acusação de extorsão motiva afastamento: Em 2024, o CNMP também abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e suspendeu o promotor de Justiça Zanony Passos Silva Filho por 120 dias, conforme decisão proferida em janeiro daquele ano. A investigação indica que sua conduta teve uma “elevada gravidade concreta”.

Baixa aqui o relatório de atividades do CNMP referente a 2025.

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Maranhão cresceu 4% em 2025 e supera médias nacional e regional

O Maranhão encerrou 2025 com crescimento econômico de 4,0%, superando o desempenho do Brasil (2,3%) e do Nordeste (2,5%). Os dados são do PIB Trimestral do Maranhão, levantamento que acompanha a evolução das principais atividades produtivas, como agricultura, construção civil e comércio, além da geração de empregos.

De acordo com o material divulgado pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) nesta quinta-feira (26), o quarto trimestre também apresentou resultado positivo. A economia estadual avançou 4,1% no período, acima das médias nacional (1,8%) e regional (2,4%), indicando a continuidade do crescimento sustentado por investimentos públicos e privados.

O cenário reforça a manutenção da geração de emprego e renda no estado e aponta perspectivas otimistas para 2026. Para o governador Carlos Brandão, os indicadores refletem o impacto de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento.

“Os números mostram que o Maranhão segue no caminho certo, com crescimento consistente, geração de oportunidades e fortalecimento da economia em diversas áreas”, afirmou.

A indústria liderou o desempenho econômico, com alta de 10,9% em relação a 2024, bem acima dos resultados registrados no Brasil (1,4%) e no Nordeste (2,4%). O avanço foi impulsionado principalmente pelas indústrias de transformação, que cresceram 21,7%. Também contribuíram as indústrias extrativas (5,8%), os serviços de água, esgoto e energia (5,0%) e a construção civil (5,6%).

A agropecuária teve crescimento de 10,3% no ano, ficando acima da média nordestina (7,6%) e próxima do índice nacional (11,7%). O resultado foi impulsionado pela produção de grãos, com destaque para soja, milho e mandioca, que seguem como pilares da economia estadual.

Já o setor de serviços apresentou expansão mais moderada, de 1,4%, levemente abaixo do Nordeste (1,9%) e do Brasil (1,8%). Ainda assim, algumas atividades registraram desempenho positivo, como outros serviços (4,1%), transportes (3,1%), comércio (2,2%), atividades imobiliárias (2,0%) e informação e comunicação (1,8%). Por outro lado, os segmentos de finanças (-3,9%) e administração pública (-0,4%) apresentaram retração.

Com crescimento ao longo de todo o ano e desempenho consistente no último trimestre, o Maranhão consolida um cenário econômico favorável. A combinação entre investimentos, dinamismo produtivo e resultados setoriais positivos indica a continuidade da expansão em 2026, com reflexos diretos no emprego, na renda e no desenvolvimento do estado.

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Dr. Hilton Gonçalo articula chapas para deputado em três partidos

Enquanto o debate público sobre as eleições de 2026 ainda engatinha, nos bastidores da política maranhense o ex-prefeito de Santa Rita e pré-candidato ao Senado, Hilton Gonçalo, já se movimenta com discrição, habilidade e senso estratégico para montar uma engrenagem eleitoral robusta em torno do seu projeto político.

Longe dos holofotes, Hilton vem atuando diretamente na formação de chapas competitivas para deputado estadual não apenas no Mobiliza, legenda que preside no Maranhão, mas também em outras duas siglas que estão no radar de sua articulação: Agir e Avante.

A leitura entre aliados e observadores mais atentos é clara: Hilton busca espalhar influência em diferentes partidos, montar palanques regionais e criar uma rede de candidaturas capazes de dar sustentação política e eleitoral à sua pré-candidatura ao Senado.

Agir entra no tabuleiro

No Agir, a movimentação já avançou. Hilton se uniu ao deputado federal Cleber Verde para influenciar diretamente o comando da legenda no estado. A sigla pode passar a ser presidida por Celso Gonçalo, atual presidente do Sebrae/MA, o que reforçaria ainda mais o controle político do grupo sobre a estrutura partidária.

Avante também entra na costura

Outra legenda que passou a integrar a engenharia política de Hilton é o Avante, atualmente sob o comando de Aldo Rogério. Nos bastidores, o ex-prefeito de Santa Rita intensificou conversas com vereadores de mandato, ex-vereadores, ex-prefeitos e candidatos a prefeito derrotados em 2024, numa tentativa de convencê-los de que a formação de chapas densas nessas siglas pode garantir espaço real na Assembleia Legislativa em 2026.

A estratégia é conhecida no meio político: reunir lideranças com votação regionalizada, somar votos pulverizados em várias partes do Maranhão e transformar esse capital eleitoral em cadeiras no parlamento estadual.

Ariston é peça-chave na engrenagem

Um dos principais trunfos dessa operação é o deputado estadual Ariston Gonçalo, irmão de Hilton, que deve disputar a reeleição em 2026. Ariston virou alvo de cobiça de várias legendas — entre elas MDB, PSD e PSB — justamente por ser visto como um nome de forte densidade eleitoral e com capacidade de puxar votos.

A avaliação de aliados é de que Ariston pode alcançar uma votação expressiva, suficiente não apenas para assegurar sua própria recondução à Assembleia, mas também para ajudar a eleger outros nomes da chapa, ampliando o raio de influência do grupo.

Projeto vai além do Senado

Mais do que uma simples movimentação partidária, a costura feita por Hilton Gonçalo revela um plano político mais amplo: chegar a 2026 com estrutura, capilaridade e presença em várias frentes partidárias, fortalecendo sua pré-candidatura ao Senado e consolidando um bloco político com musculatura para influenciar diretamente a disputa majoritária e proporcional no Maranhão.

Nos bastidores, a avaliação é de que Hilton não está apenas montando chapas — está desenhando, desde já, uma base de sustentação eleitoral capaz de transformar articulação em poder político.

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