
O clima tem ficado cada vez mais acirrado na disputa das bases eleitorais para a eleição deste ano. A menos de três meses para o pleito, deputados têm se digladiado na busca e manutenção de redutos eleitorais e a batalha deixou os bastidores para tomar conta da tribuna da Assembleia Legislativa.
Nesta quinta-feira (12), o deputado Levi Pontes foi à tribuna para reclamar que estavam espalhando que ele iria desistir da candidatura à reeleição para tomar suas bases. O deputado deixou claro que seria um pré-candidato de seu mesmo grupo político ao chamar de “fogo amigo” o intuito de avanço em seu redutos eleitorais.
Ontem (11), a briga foi feia entre Ana do Gás e Vinícius Louro. Os dois reivindicavam serem responsáveis por asfaltamento em municípios para consolidar lideranças e votos e acabaram trocando farpas e acusações.
O clima de animosidade tende a aumentar com o recesso parlamentar e as visitas mais frequentes dos deputados ao interior do Estado. Não está fácil segurar base

O Partido dos Trabalhadores no Maranhão continua pressionando o governador Flávio Dino (PC do B).
O trabalho se dá em duas frentes. Na primeira, membros da sigla lutam por espaço na chapa majoritária atrelada ao comunista, buscando carimbar o cargo de vice-governador ou uma vaga ao Senado.
O movimento é encabeçado pelo ex-secretário estadual de Esporte e Lazer, Márcio Jardim, que, esta semana, confirmou, mais uma vez, que sua pré-candidatura se mantém firme e forte com o apoio da direção nacional petista.
Correndo por fora, ainda aparece Adriana da CUT, também pré-candidata ao Senado.
O professor universitário Nonato Chocolate, da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), deve, até amanhã, anunciar sua desistência do projeto de concorrer à Câmara Alta.
Em um acordo que envolveu o PDT, do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, ele assumirá, na segunda-feira (16), o cargo de secretário municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento.
Na segunda frente, o sindicalista Aníbal Lins protocolou no diretório estadual novo documento confirmando sua pré-candidatura ao governo.
Lins condiciona seu intento ao fato de Flávio Dino apoiar a pré-candidatura de Lula à Presidência, sem propor segunda opção para o campo da esquerda a nível nacional.

Auditor-fiscal da Receita Federal Alan Fialho Gandra, seu filho, o advogado Alan Fialho Gandra Filho
O Ministério Público Federal (MPF) no Maranhão propôs denúncia criminal e ação de improbidade administrativa, na Justiça Federal, contra o auditor-fiscal da Receita Federal Alan Fialho Gandra, seu filho, o advogado Alan Fialho Gandra Filho e o agente de Polícia Federal aposentado Dário Jacob Bezerra, pela suposta violação de informações sigilosas da Receita Federal e solicitação de vantagem indevida para restituição tributária.
De acordo com a denúncia, uma contribuinte informou à Receita Federal que teria sido procurada pelo advogado Alan Filho, em 2015, com a proposta de agilizar um processo administrativo fiscal referente à restituição tributária do espólio do seu falecido pai, no valor de R$ 1.972.402,00.
Após negar os serviços de Alan Filho, a contribuinte continuou a ser insistentemente procurada pelos acusados, tendo Alan Gandra e Dário Jacob ido pessoalmente e sem autorização na sua residência, mas não foram recebidos por ela.
Segundo o MPF, Alan Gandra, valendo-se da condição de auditor-fiscal da Receita Federal, acessou indevidamente o sistema informatizado da Delegacia da Receita e disponibilizou os dados do processo para os advogados, agindo assim praticou crime de violação do sigilo funcional e, juntamente com os demais denunciados, praticaram o crime de corrupção passiva ao tentarem obter vantagem indevida da contribuinte. Caso sejam condenados, as penas podem variar de 1 a 8 anos de reclusão, além de multa.
Da mesma forma, o MPF também propôs ação de improbidade administrativa contra os acusados, requerendo as penalidades estabelecidas no artigo 12, inciso III, da Lei 8429/92, entre elas a perda do cargo público do auditor da Receita Federal, Alan Gandra.
A denúncia é um desmembramento da Operação Lilliput, deflagrada em 12 de julho de 2016, que apurou supostas práticas de crimes de corrupção (ativa e passiva), falsidade ideológica, violação de sigilo funcional, bem como delitos contra a ordem tributária e contra o sistema financeiro nacional. Na operação, os denunciados Alan Gandra, Alan Filho e Dário Bezerra tiveram prisão temporária decretada.

Presidente do PR, o deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, mais conhecido no meio político como “Moral da BR”, descartou ontem, durante entrevista ao programa Ponto e Vírgula, da Rádio Difusora FM, qualquer possibilidade do partido e do seu grupo politico apoiarem a pré-candidatura da deputada federal Eliziane Gama (PPS) ao Senado.
“Não há possibilidade de votar nela”, disse.
Josimar voltou a ratificar total apoio ao deputado federal Weverton Rocha (PDT), também pré-candidato ao Senado pelo campo da situação e único que, de fato, está garantindo na chapa majoritária atrelada ao governador Flávio Dino (PC do B).
Informações de bastidores revelam que “Moral da BR”, que é pré-candidato a deputado federal, estaria inclinado a prestar apoio ao deputado estadual Alexandre Almeida, pré-candidato senatorial pelo PSDB, partido que faz oposição a Dino.

Apontado como um dos mandantes do assassinato do jornalista Décio Sá, ocorrido em 2012, na Avenida Litorânea, em São Luís, o empresário José Raimundo Sales Chaves Júnior, mais conhecido como Júnior Bolinha, foi preso novamente nesta quarta-feira (11) acusado pelos crimes de extorsão e ameaça.
Júnior Bolinha foi detido em sua residência, no bairro do Araçagi, no município de São José de Ribamar, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
Ele foi encaminhado para Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), onde prestou depoimento.
Bolinha foi denunciado por um empresário da cidade de Olho D´Águas das Cunhãs, que o acusou de estar lhe ameaçando e exigindo o pagamento de um empréstimo, fruto de agiotagem, que, hoje, ultrapassaria a casa dos R$ 100 mil.
Em seu depoimento, de acordo com informações obtidas pelo editor do Blog, Júnior negou as denúncias.
Júnior Bolinha goza de liberdade desde dezembro do ano passado, quando deixou o Complexo Penitenciário de Pedrinhas beneficiado por uma decisão dos desembargadores José Luiz de Almeida, José Bernardo Rodrigues e Guerreiro Júnior, que alegaram excesso de prazo no caso Décio Sá.