
O deputado federal José Reinaldo Tavares (PSDB) preferiu não polemizar e tratou apenas “como jogo da política” as declarações recentes dadas pelo senador Roberto Rocha, presidente do seu partido no estado, que confirmou publicamente, pela primeira vez, que o também deputado federal Waldir Maranhão estabeleceu-se como pré-candidato tucano ao Senado.
Em conversa com o editor do Blog na última sexta-feira, Rocha, que é pré-candidato ao governo, negou que tenha rifado Zé Reinaldo da condição de pré-candidato à Câmara Alta.
No entanto, endureceu o tom do discurso e admitiu que Waldir também está na mesma condição.
O ex-governador e o deputado estadual Alexandre Almeida filiaram-se ao PSDB com a garantia de que seriam os candidatos tucanos ao Senado.
Waldir, até então, era candidato de si próprio e ganhou fôlego com as recentes declarações do presidente tucano.
Zé Reinaldo continua mantendo agenda política paralela e defendendo o nome do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) para o governo, o que desagrada, e muito, Roberto Rocha e o ex-prefeito Sebastião Madeira, secretário-geral da sigla.

O advogado criminalista Aldenor Rebouças Júnior (foto) confirmou sua pré-candidatura à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Maranhão.
Com a entrada de Rebouças na disputa, sobe para cinco o quantitativo de pré-candidatos que almejam participar do pleito para o comando da entidade — triênio 2019/20/21 — que será realizado em novembro.
Já anunciaram publicamente suas pretensões Samara Braúna, Carlos Brissac, Mozart Baldez e Pedro Augusto Sousa Alencar – este último é o atual vice-presidente da Ordem.
Todos são críticos da atual gestão da OAB/MA, que ainda não decidiu se tentará, ou não, renovar o mandato, mesmo figurando como uma das administrações mais rejeitadas da história da advocacia maranhense.
Em 2017, Aldenor Rebouças rompeu publicamente com o grupo que hoje comanda a entidade e renunciou à presidência da Comissão de Legislação Participativa.
O motivo principal tratou-se do descumprimento de inúmeras promessas feitas ainda durante a campanha de 2015, dentre elas a não perpetuação no poder através do dispositivo da reeleição.
Ele é fundador do Movimento de Defesa e Valorização da Advocacia (MDVA), coletivo formado por advogados e advogadas que ajudaram a eleger a atual gestão e até fizeram parte dela.
Porém, insatisfeitos com a ineficiência do trabalho promovido, resolveram andar com as próprias pernas e atuar de forma independente na defesa dos causídicos do estado.

Wendel e seu pai Antônio, acusado de corrupção. Pré-candidato já foi sócio de empresa investigada
Um jovem empresário que pertence a uma família bastante conhecida pelos itapecuruenses sonha em estampar os santinhos nas eleições de 2018. Trata-se de Wendel Lauande Fonseca Lages Barbosa, que gosta de ser chamado apenas por Wendel Lages. É que ele teria vergonha do sobrenome Lauande, por estar associada à família do prefeito de Itapecuru, Miguel Lauande Fonseca, o Dr. Miguel (PRB), conhecido pela alcunha de “Lau Lau ande”.
Filiado ao PMN, Wendel, que é filho do empresário Antônio Lages Barbosa com também empresária Alessandra Matos Lauande Fonseca, pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Pai e filho são tão próximos que foram denunciados juntos pelo Ministério Público Estadual (MP) num suposto esquema fraudulento envolvendo contratos de suas empresas com a gestão de Dr. Miguel no valor de R$ 2,56 milhões. O prefeito itapecuruense seria tio da mãe do pré-candidato a deputado.
SÉRIE DE IRREGULARIDADES
Por conta dos indícios irregularidades, a 1ª Promotoria de Justiça de Itapecuru-Mirim ingressou, no último dia 6, com uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra o prefeito Dr. Miguel; o ex-pregoeiro da Comissão de Licitação do município, Rodrigo Neres Martins; a empresa Rio Posto e Derivados de Petróleo Ltda.-ME, mais conhecido como Posto Brasil, e o seu sócio administrador, Antônio Lages Barbosa. A ação baseia-se em possíveis irregularidades no pregão presencial n.º 01/2017.
O procedimento licitatório tratava da contratação de empresa para fornecimento de combustível à administração municipal, com valor previsto superior a R$ 2,56 milhões. A avaliação realizada pela Assessoria Técnica da Procuradoria Geral de Justiça, no entanto, apontou uma série de irregularidades no certame. Desse total, constam contratos que totalizam o pagamento de R$ 1.998.964,63 (hum milhão, novecentos e noventa e oito mil, novecentos e sessenta e quatro reais, sessenta e três centavos).
EDITAL NÃO FOI DIVULGADO
Um dos problemas é que, apesar de ter sido apresentada uma pesquisa prévia de preços junto a três fornecedores, não constam os documentos comprobatórios das comunicações entre as empresas e o órgão licitante. Além disso, não foram feitas estimativas dos gastos com combustíveis, considerando a quantidade e tipos de veículos disponíveis à administração municipal, seus consumos médios e trajetos percorridos.
O edital do pregão foi elaborado pelo próprio pregoeiro, o que não estaria entre as suas atribuições. A publicidade do processo licitatório também foi considerada insuficiente, pois não há comprovação de divulgação do edital pela internet e nem em jornal de grande circulação.
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Além disso, foram encontrados problemas nos documentos de habilitação da empresa vencedora. O Atestado de Capacidade Técnica apresentado, por exemplo, foi fornecido pela empresa Dimab – Itapecuru Distribuidora de Bebidas Ltda. e assinado pelo próprio Antônio Lages Barbosa, que compõe o quadro societário das duas empresas.
A Assessoria Técnica apontou, também, dois indícios de montagem da licitação. A cotação de preços apresentada por um dos concorrentes, por exemplo, é de 2 de fevereiro de 2017, data em que a convocação para a licitação já havia sido elaborada. Há no processo documento assinado em maio de 2017, mas a licitação foi realizada no período de janeiro a março do mesmo ano.

Empresário Antônio Barbosa, vice Santora Mendes e o prefeito Dr. Miguel
FAMÍLIA UNIDA E OURIÇADA
Há, também, fortes indícios de que o Posto Brasil pertenceria a familiares do prefeito Miguel Lauand. A empresa foi constituída em agosto de 2010 com o nome Rio Plásticos, Tubos e PVC Ltda., constando como sócios Antônio Lages Barbosa, Ricardo Lauande Fonseca Lages Barbosa, Nathália Lauande Fonseca Barbosa, Alessandra Lauande Fonseca Barbosa e Wendel Lauande Fonseca Lages Barbosa. Em outubro de 2010 o nome da empresa foi alterado para Rio Posto e Derivados de Petróleo Ltda.-ME.
Em novembro de 2016, dois meses antes do início do processo licitatório, Ricardo Barbosa, Nathália Barbosa, Alessandra Barbosa e Wendel Barbosa deixaram a sociedade e houve a entrada de Antônio Morais de Sousa como sócio. Verificou-se, ainda, que Antônio Lages Barbosa doou R$ 4 mil à campanha do prefeito, em 2012.
Para a promotora de justiça Flávia Valéria Nava Silva, ficou caracterizada a relação de proximidade íntima entre Antônio Barbosa e Miguel Lauand, além de “fortes indícios de direcionamento do procedimento de licitação”.
O Ministério Público requer que a Justiça determine, em liminar, a imediata suspensão dos contratos firmados com base no pregão presencial n° 01/2017, devendo o prefeito se abster de qualquer ato, especialmente no que diz respeito à realização de pagamentos ao Posto Brasil. Também foi pedida a indisponibilidade dos bens dos envolvidos.
Também foi requerido que, ao final do processo, seja totalmente anulado o processo licitatório, com a restituição integral aos cofres públicos de Itapecuru-Mirim dos valores já pagos. Foi pedida, ainda, a condenação de Miguel Lauand, Rodrigo Neres Martins; Antonio Lages Barbosa e da empresa Posto Brasil por improbidade administrativa. As penalidades previstas são o ressarcimento de R$ 2.560.898,41 (dois milhões, quinhentos e sessenta mil, oitocentos e noventa e oito reais e quarenta e um centavos) aos cofres municipais, multa de mesmo valor e proibição de realizar contratos ou receber benefícios do Poder Público por até cinco anos. Às pessoas físicas envolvidas, também estão previstas a perda do cargo público que estejam ocupando e a suspensão dos direitos políticos por oito anos.
QUEM DANÇA É O POVO!
No vídeo abaixo, divulgado em suas redes sociais, Wendel aparece no ‘Trem da Alegria’. Ele quer ser deputado, mas não diz a origem do dinheiro que vem usando para bancar essa ‘diversão’. No final das contas, quem vai dançar mesmo é o povo itapecuruense, conforme as imagens a seguir:
https://www.facebook.com/wendell.lauandelages/videos/1909909392394266/?t=0
CAIXA PARA CAMPANHA
Com a Ação Civil Pública por improbidade administrativa apresentada pelo MP, outras denúncias de corrupção vieram à tona. Uma delas é a de que os cofres municipais estariam servindo para fazer caixa para campanha de Wendel Lages, usando contratos fraudulentos para disfarçar as suspeitas do uso da máquina. Essas irregularidades podem até ser alvo de outras investigações já que o pré-candidato a deputado é filho da sobrinha do prefeito da cidade.
Além dos contratos para fornecimento de combustível à administração municipal, o genitor de Wendel também é acusado de alugar para prefeitura itapecuruense, sem licitação, um imóvel localizado para funcionar a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente. O contrato firmado em maio do ano passado custou R$ 12 mil mensais à Prefeitura, totalizando R$ 120 mil durante os 10 meses de aluguel.
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Eliziane sonha com o Senado, mas é vista como uma “candidata solitária”
Dos pré-candidatos ao Senado com chances de vitória (Edson Lobão, Sarney Filho, Zé Reinaldo, Eliziane Gama e Weverton Rocha), Eliziane é a única que pode ostentar o título de ficha-limpa. Os demais – uns menos e outros mais – já se envolveram em processos que atentam contra a moralidade no serviço público.
Com o discurso de ‘ficha limpa’, a deputada reuniu lideranças políticas e alguns eleitores em um evento, na manhã de sábado, 16, no Rio Poty Hotel, para dizer que será a candidata da base governista ao Senado.
Ter o nome limpo, no entanto, não garante a vitória de nenhum candidato, até mesmo porque as lições da Lava Jato devem passar ao largo dos grotões do Maranhão, ainda dominados pelos “donos” desses curais eleitorais.
Em disputa majoritária não se compra voto direto da fonte, mas através do prefeito, do vereador e demais lideranças eleitorais, sempre dispostas a manipular o eleitor. E aí o que vale é o dinheiro, não o discurso do candidato.
Por mais ficha-limpa que se seja, a candidata ou candidato majoritário precisa de muito dinheiro e amplas alianças, e não pode se dar ao luxo de escolher apoio político ou discriminar aliados.
Em tais circunstâncias, ou se entra no submundo da politicalha, aliando-se a todo tipo de gente, ou se vai colher a derrota anunciada. É assim que funciona a politicagem nacional.
Na avaliação de alguns analistas, a deputada Eliziane Gama é uma “candidata solitária” dentro de seu próprio grupo, que vai lutar sozinha contra os moinhos de vento da política maranhense.
No início dessa semana, por exemplo, Eliziane esteve na Câmara de São Luís tentando ser simpática com alguns vereadores. Dos 31, pouco mais de 26 estavam presentes, mas apenas um deu atenção à pré-candidata: Pavão Filho.
Nos bastidores, os comentários no Palácio Pedro Neiva de Santana, sede do legislativo da capital, eram um só: “essa aí quer alçar voos mais altos, porém, a fama de não cumprir acordo com ninguém, a fará cai de bico no chão nessa disputa”. A declaração que rolava no plenário Simão Estácio da Silveira reforça a tese de que ter o nome limpo não será garantia de vitória para Eliziane.
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O pré-candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, visitou a capital maranhense nesta quinta-feira, 14, e afirmou que não irá em busca de partidos para formar legenda para aumentar seu tempo de TV no horário eleitoral. “Não farei acordo com o diabo para ter tempo na TV”, disse. Para o deputado, sua maior mídia de campanha é a da internet.
“Propaganda hoje é feita com isso aqui [mostrando um celular]. Tivemos o exemplo nos Estados Unidos, ninguém acreditava no Trump, mas ele ganhou”. Bolsonaro foi recebido por simpatizantes e por membros de seu partido no Sebrae, seguido de um jantar com entidades empresariais em um bufê na zona nobre da cidade.
Sobre as pesquisas eleitorais, Bolsonaro voltou a falar sobre o resultado mais recente da pesquisa Datafolha, na qual aparece com 19% das intenções de voto em um cenário sem o ex-presidente Lula como candidato. “Pesquisas no Brasil estão sob suspeitas. Pesquisas no Brasil, como regra, sempre foram usadas para ganhar voto. O eleitor que não gosta de falar, muitas vezes (ele diz) ‘não vou votar no cara que está perdendo’, aí vota no cara só porque está na frente”.
E voltou a criticar o Datafolha: “Nós carecemos no Brasil de uma fonte de pesquisas confiável”. A vista ao Maranhão teve como objetivo firmar o apoio à candidata ao governo do Maranhão, sua colega de partido, Maura Jorge. Para ambos, o apoio serviria como prova de que Bolsonaro não é misógino ou xenofóbico. “Para acabar com o factoide, ele escolheu uma mulher, nordestina e maranhense para apoiar no Maranhão”, afirmou Jorge, ex-prefeita do município de Lago da Pedra e deputada estadual por quatro vezes.
Para os fãs que gritavam “mito”, o presidenciável declarou que é o candidato da direita, o diferente e que pretende tirar os comunistas do poder. “As pessoas querem alguém que ame a sua pátria, alguém que afaste o comunismo. O Maranhão, a partir de 2019, não será mais governado por comunistas”, disse o deputado -o estado é comandado por Flávio Dino, do PCdoB.
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