
Pesquisa eleitoral Maranhão 2026 da EPO Estratégia mostrou o cenário das intenções de voto para o Governo do Estado. O levantamento indicou Eduardo Braide e Orleans Brandão na liderança, considerando entrevistas realizadas no Maranhão, entre 17 e 29 de dezembro, com eleitores de diferentes regiões.
Segundo os dados, Eduardo Braide, prefeito de São Luís pelo PSD, registrou 34% das intenções de voto. Em seguida, apareceu Orleans Brandão, secretário de Assuntos Municipalistas e filiado ao MDB, com 19,1%, mantendo a configuração observada em levantamentos anteriores.
Na sequência da Pesquisa eleitoral Maranhão 2026, Lahesio Bonfim, pré-candidato do Novo, alcançou 15,2% das intenções. Logo depois, o vice-governador Felipe Camarão, do PT, obteve 12,7%, enquanto Enilton Rodrigues, do PSOL, apareceu com 0,7%.
DISPUTA PELO SENADO
Além disso, o estudo também avaliou a preferência do eleitorado na disputa pelo Senado. Nesse recorte da Pesquisa eleitoral Maranhão 2026, Carlos Brandão, governador do estado e sem partido, liderou com 24,2% das intenções de voto declaradas pelos entrevistados.
Em seguida, Roberto Rocha, ex-senador e sem filiação partidária, registrou 15,3%. Logo depois, André Fufuca, ministro do Esporte pelo PP, somou 10%, enquanto Eliziane Gama, senadora do PSD, marcou 9,8% das intenções.
O levantamento da Pesquisa eleitoral Maranhão 2026 apontou ainda Weverton Rocha, do PDT, com 9,6%. Hilton Gonçalo, do Mobiliza, teve 3,4%, seguido por Yglésio Moyses, do PRTB, com 2,3%, Antonia Cariongo, do PSOL, com 0,9%, e César Pires, do Novo, com 0,8%.
A pesquisa EPO ouviu 16.768 eleitores em 199 dos 217 municípios maranhenses. A margem de erro é de 0,8 ponto percentual, com nível de confiança estimado em 95%, conforme informações divulgadas pela EPO Estratégia.
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O Ministério Público do Maranhão atuou, no ano de 2025, em 835 sessões de júri realizadas em todo o estado, que resultaram em 464 condenações e 197 absolvições. Houve ainda 70 absolvições a pedido do MPMA, 56 condenações parciais, 34 desclassificações e 14 extinções de punibilidade. Ao todo, 104 membros da instituição participaram das sessões.
No ano passado, foram 819 Tribunais do Júri, com 477 condenações, 188 absolvições e 57 absolvições a pedido do MPMA.
Em 2025, as sessões julgaram réus que cometeram crimes relativos principalmente a homicídio qualificado (529), homicídio simples (249) e houve ainda 57 julgamentos referentes a feminicídio.
Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional do Júri do Ministério Público do Maranhão, Sandro Lobato de Carvalho, os números revelam que o MPMA tem defendido a vida de forma muito efetiva. “Os resultados são uma prestação de contas à sociedade e demonstram a atuação de excelência dos membros do MPMA, mesmo com as dificuldades nas investigações e a perícia ainda pouca na maioria dos municípios”.
O promotor de justiça acrescentou que o Ministério Público, por meio do CAO-Júri, tem investido em capacitação, elaboração de materiais de auxílio, sempre visando a melhoria da atuação ministerial no Tribunal do Júri. “Esta área é uma das vitrines do Ministério Público”, concluiu.
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A Justiça do Maranhão determinou, em decisão liminar proferida no dia 19 de dezembro, que o Município de São Luís regularize imediatamente os repasses de recursos ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA). A medida foi concedida a pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), no âmbito de uma Ação Civil Pública que aponta omissão sistemática e contingenciamento ilegal de receitas destinadas às políticas de proteção infantojuvenil.
Conforme a decisão, a Prefeitura deverá repassar, no prazo de até 30 dias, a totalidade dos valores devidos ao FMDCA referentes ao exercício de 2025. O montante deve ser calculado com base em 10% do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) dos servidores públicos municipais, desde janeiro deste ano.
Novos contingenciamentos proibidos
O Município também está proibido de realizar novos contingenciamentos, bloqueios ou qualquer outra forma de retenção de recursos legalmente destinados ao Fundo.
Em caso de descumprimento da ordem judicial, foi fixada multa diária de R$ 1 mil, limitada ao período de 30 dias, cujo valor deverá ser revertido diretamente ao FMDCA.
Ação foi proposta pelo MPMA
A ação foi assinada pelo promotor de justiça Marcio Thadeu Silva Marques, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude de São Luís. A decisão é do juiz José Américo Abreu Costa.
Ao se manifestar nos autos, o representante do MPMA classificou a interrupção dos repasses como um “desmonte programado” das políticas públicas voltadas à infância e à juventude. Segundo ele, a situação comprometeu diretamente a execução de ações governamentais e o trabalho de organizações da sociedade civil que atuam na proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Juiz considerou ausência de repasses
Na mesma linha, o magistrado destacou que a ausência dos repasses inviabiliza a continuidade de políticas públicas e projetos sociais essenciais. Documentos anexados ao processo indicam que a omissão do Município já afetou o financiamento de cerca de 40 projetos desenvolvidos por organizações da sociedade civil, com impacto direto em áreas como acolhimento institucional e enfrentamento da violência sexual.
Histórico
A decisão judicial tem como base o princípio da prioridade absoluta previsto no artigo 227 da Constituição Federal e no artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). De acordo com a legislação, a destinação prioritária de recursos públicos para políticas voltadas à infância não é uma faculdade do gestor, mas uma obrigação legal.
Entre os anos de 2012 e 2023, a falta de repasses ao FMDCA acumulou um prejuízo superior a R$ 68 milhões. A prática de contingenciamento dessas verbas é considerada ilegal e afronta, inclusive, a Lei Orgânica do Município de São Luís, que proíbe expressamente o bloqueio de dotações orçamentárias destinadas à assistência social de crianças e adolescentes.
A decisão também autorizou o ingresso da Defensoria Pública do Estado do Maranhão no processo, na condição de amicus curiae (“amigo da corte”), reforçando a relevância social do tema e a necessidade de atuação conjunta das instituições na defesa dos direitos da população infantojuvenil.
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Usuários do transporte de alguns bairros de São Luís enfrentam dificuldades na manhã desta véspera de Natal em São Luís. Ônibus da empresa 1001 não estão circulando nesta quarta-feira (24), após rodoviários paralisarem as atividades, mais uma vez, por falta de pagamento de salários e benefícios.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (Sttrema), a empresa ainda não pagou o salário, 13º e o tíquete-alimentação dos funcionários, que seguem em atraso.
Nenhum ônibus da empresa saiu da garagem, que fica no bairro da Forquilha, em São Luís. A pralisação afeta 30% da frota de ônibus de São Luís. Veja os bairros atingidos.
1. Ribeira
2. Viola Kiola
3. Vila Itamar
4. Tibiri
5. Cohatrac
6. Parque Jair
7. Parque Vitória
8. Alto do Turu
9. Vila Lobão
10. Vila Isabel Cafeteira
11. Vila Esperança
12. Pedra Caída
13. Recanto Verde
14. Forquilha
15. Ipem Turu
Sindicato dos Rodoviários comunicou possibilidade de greve em São Luís
O Sindicato dos Rodoviários informou ainda nessa terça (23) que já havia enviado ofícios para a Superintendência Regional do Trabalho (SRT), a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), a Secretaria de Estado de Transporte (SET) e a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), alertando sobre a possível paralisação nesta quarta-feira.
O Tribunal de Justiça já tinha determinado a retirada de 52 ônibus que estavam sob responsabilidade da empresa 1001 por falta de pagamento do aluguel dos veículos. Essa reintegração de posse ocorreu no último dia 18 de dezembro.
A decisão atendeu a um pedido da locadora paulista Golden Conton, proprietária dos ônibus, que alegou o não cumprimento do contrato de locação firmado com a empresa de transporte. Com a medida, os veículos foram devolvidos à locadora, conforme decisão judicial.
Rodoviários da 1001 fizeram greve em novembro
Os rodoviários da 1001 interromperam as atividades durante o mês de novembro, em greve que durou 12 dias e foi motivada pela falta de pagamento de salários, benefícios e rescisões.
O retorno ocorreu depois que a Prefeitura realizou o repasse do subsídio ao Sindicato das Empresas de Transporte (SET), conforme determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região. Com o pagamento, o SET e suas consorciadas tiveram prazo de 12 horas para quitar os atrasados, o que possibilitou a retomada do serviço.
A Expresso Marina também havia aderido ao movimento, mas os funcionários retornaram ao trabalho após cinco dias de paralisação, com a regularização dos valores pendentes.
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Entidade máxima do futebol mundial, a FIFA enviou uma advertência formal à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) alertando que a manutenção de intervenções estatais em suas afiliadas, especificamente mencionando a Federação Maranhense de Futebol (FMF), pode resultar em graves sanções internacionais. O comunicado, emitido na última segunda-feira (22) e assinado por Elkhan Mammadov, diretor executivo de associações da FIFA, destaca que o futebol brasileiro corre o risco de ser suspenso de competições organizadas pela entidade, como a Copa do Mundo, caso a autonomia desportiva continue sendo violada por decisões judiciais.
Risco de suspensão
De acordo com os documentos encaminhados à Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, a FIFA baseia sua advertência nos artigos 14 e 19 de seu estatuto global, que exigem que as associações membros gerenciem seus assuntos de forma independente. A entidade enfatiza que a violação dessas normas pode levar a punições, mesmo que a intervenção judicial não tenha sido causada por culpa direta da CBF.
CBF pede urgência
Diante da pressão internacional, a CBF peticionou à Justiça maranhense solicitando a realização imediata de uma audiência de conciliação. A entidade busca cumprir uma determinação cautelar do Supremo Tribunal Federal (STF) para construir um cronograma seguro que finalize a intervenção judicial na federação local.
A defesa da autonomia desportiva é reforçada por diferentes instâncias:
• Estatuto da FIFA: Obriga a gestão independente e livre de influência de terceiros.
• Estatuto da CBF: O artigo 18, XI, impõe às federações filiadas o dever de administrar seus assuntos sem ingerência externa.
• Constituição Federal: O artigo 217 garante a autonomia das entidades desportivas quanto à sua organização e funcionamento.
Há pouco mais de uma semana, a CBF e o deputado estadual Yglésio Moyses (PRTB), ex-presidente do Moto Club, protocolaram petições ao juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, onde solicitaram urgência na marcação da data da audiência de conciliação sobre a intervenção na Federação Maranhense de Futebol (FMF), que foi solicitada em decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo principal é a construção de um cronograma seguro para o encerramento das questões judiciais sobre a FMF, atualmente comandada pela interventora Susan Lucena, e garantir a regularidade do calendário esportivo do futebol maranhense na temporada de 2026.
Em seu pedido, a CBF afirmou que, embora a interventora Susan Lucena seja de reputação ilibada, ela é “estranha aos quadros das entidades de administração do futebol” e padece de experiência prévia no esporte, o que, de acordo com a entidade, é um grave prejuízo, considerando a proximidade das competições estaduais e regionais da temporada de 2026.
De acordo com a CBF, algumas medidas cruciais que demandam expertise desportiva e são urgentes de serem resolvidas incluem a obtenção de patrocínios esportivos (bolas, cessão de direitos de transmissão, naming rights, placas publicitárias), interlocucação com a CBF para projetos e recursos destinados a clubes (uniformes, logística, alimentação e transporte), condução do Conselho Técnico e submissão de regulamento e tabela com antecedência de 60 dias para reconhecimento pela CBF.
A CBF alerta que a ausência de um Regulamento Geral atualizado e a falta de publicação do Regulamento Específico podem levar ao não reconhecimento oficial do Campeonato Maranhense de 2026, prejudicando os clubes filiados com a exclusão do direito de se classificar para competições regionais e nacionais, como a Copa do Nordeste, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro Série D.

Impactos para o futebol brasileiro
A carta da FIFA é clara ao pontuar que a situação da FMF e da Federação de Futebol do Piauí (FFP) coloca em xeque a estabilidade institucional do futebol no país. Se a suspensão for concretizada, clubes brasileiros e a própria Seleção Brasileira podem ser impedidos de participar de qualquer torneio internacional.
A CBF reitera que o Poder Público deve respeitar os mecanismos próprios de saneamento das entidades superiores para corrigir eventuais vícios, sem que a intervenção judicial externa se torne permanente e prejudique o esporte nacional.
Intervenção na FMF
A Ação Civil Pública que originou a intervenção na FMF foi ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA). O MPMA imputou à FMF, ao IMF e a seus dirigentes supostas irregularidades, incluindo falta de transparência, gestão temerária e vícios em assembleias.
Diante desse pedido, o juiz Douglas de Melo Martins decidiu, em agosto, afastar toda a diretoria e o conselho fiscal da FMF e do Instituto Maranhense de Futebol (IMF), totalizando 17 dirigentes, além de nomear Susan Lucena como administradora externa com a missão de conduzir um novo processo eleitoral em 90 dias.
Conciliação sobre intervenção
A decisão da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís foi alvo de uma reclamação de Antônio Américo, presidente afastado da FMF, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que proferiu uma medida cautelar pelo ministro Flávio Dino.
Em sua decisão, Flávio Dino reconheceu que as premissas fáticas (indícios graves de fraude, confusão patrimonial e uso do IMF para blindagem de ativos) justificam a intervenção estatal pontual na FMF, porém, enfatizou que essa questão judicial deve ocorrer com a menor invasividade possível, preservando os mecanismos de autorregulação do sistema desportivo. O ministro manteve Susan Lucena como administradora provisória da FMF, além do afastamento de Antônio Américo e mais 16 dirigentes, mas determinou que seja realizada uma audiência de conciliação sobre a intervenção na entidade.
Flávio Dino determinou que a audiência sobre a FMF ocorra até março de 2026, com participação obrigatória de Antônio Américo, do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com o objetivo de construir um cronograma seguro para o encerramento da intervenção judicial e a devolução da FMF a um estado de normalidade constitucional, legal e estatutária.
De acordo com a decisão de Flávio Dino, a interventora Susan Lucena também deve participar da audiência de conciliação e apresentar um relatório circunstanciado das irregularidades encontradas. Até o desfecho da intervenção, a administração provisória de Susan Lucena deve se ater apenas aos atos de continuidade da gestão ordinária da FMF, sem a prática de quaisquer atos que importem em modificação de gestão, como reformas estatutárias ou convocação de eleições.