Caminhonete roubada é licenciada no Detran do MA

Dados disponíveis no banco oficial de ocorrências policiais indicam que carros com registro de roubo e furto vêm sendo licenciados pelo Departamento Estadual de trânsito no Maranhão (Detran-MA). O alto índice de casos mostra, por exemplo, uma fragilidade no sistema de Licenças e Transferências do órgão.

Para completar essa lista de dados no sistema de segurança público, ontem, mais um caso deste tipo foi flagrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), no município de Caxias, a 360 km de São Luís, quando uma caminhonete foi apreendida. O veículo era fruto de uma receptação, produto que é oriundo de furto ou roubo.
O blog digitou o número da placa do automóvel apreendido no banco de dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, por meio do Sinesp Cidadão, um aplicativo, disponível para Android e iOS, que verifica se um veículo foi roubado ou clonado.

No sistema consta que o número de placa QDU-6982, é de uma Toyota Hilux, modelo 2013/2014, adquirida em outubro de 2015 por um representante comercial, de 39 anos, da cidade de Caxias, interior do estado. O veículo, porém, havia sido roubado. Apesar disso, o Detran-MA realizou a transferência – a caminhonete, portanto, estava legalizada.

OUTROS CASOS
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O proprietário do veículo acrescentou que adquiriu o carro na cidade de Codó, a 290 km da capital, pelo o valor de R$ 121.000,00. Ele disse ainda que transferiu a caminhonete para o seu nome no Detran-MA e que não sabia da procedência ilícita do veículo, pois foi verificado se havia algum problema com o carro, mas, segundo ele, teria surgido a informação que “Nada constava”.

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Maranhão só perde para São Paulo em pedidos fraudulentos de seguro-desemprego

 

O Maranhão tem mais de 3,7 mil casos de pedidos fraudulentos de seguro-desemprego. No estado foram bloqueados mais de R$ 24 milhões em benefícios suspeitos.

O Maranhão só perde para São Paulo, que concentra a maior população do país e lidera o ranking com 5.200 casos de fraudes.

Os números são do Ministério do Trabalho e foram compilados a partir de um sistema de combate a fraudes implantado pela pasta em dezembro. A plataforma permite acompanhar todo o processo entre o pedido do benefício e o pagamento feito pela Caixa Econômica Federal.

Desde o início do uso do sistema, no fim do ano passado, mais de 24 mil requerimentos foram bloqueados, num montante calculado em R$ 124 milhões.

Para o ministro Ronaldo Nogueira existe uma atuação de quadrilhas especializadas em fraudar o benefício. “São recursos de considerável monta que, de certa forma, seriam direcionados para essas quadrilhas organizadas cuja expertise é fraudar o seguro-desemprego.”

Em todo o país, o menor índice de identificação de fraudes está em Rondônia, com oito casos.

Quem tiver o seguro-desemprego bloqueado será comunicado e deverá procurar o Ministério do Trabalho. Em muitos casos, o próprio trabalhador não sabe que seus dados foram utilizados por fraudadores.

As fraudes comprovadas são comunicadas à Polícia Federal. (EBC)

 

 

Beto Castro lamenta morte de vereadores e teme por segurança

Beto Castro lamenta morte de vereadores e teme por segurança

O vereador Beto Castro (PROS) lamentou, na manhã da segunda-feira (17), na tribuna da Câmara Municipal de São Luís (CMSL), a morte do vereador de Anajatuba, Miguel Sampaio Soares (PCdoB), também conhecido como “Miguel Gogó”, de 53 anos, assassinado a tiros na noite de sábado (15), no município de Santa Rita, a 81 km da capital maranhense. O parlamentar pediu um minuto de silêncio em homenagem ao colega vitimado e clamou por mais segurança pública.

“Eu queria lamentar, profundamente, o bárbaro assassinato, ocorrido no sábado, no município de Santa Rita, do vereador Miguel Gogó, de Anajatuba. Era um amigo, um parceiro. No Carnaval, estive com ele e na oportunidade falou da felicidade de retornar ao mandato. Pedir ao presidente desta Casa um minuto de silêncio em homenagem ao colega. Não podemos admitir que crimes como esses de encomenda, de pistolagem, continuem a fazer vítimas”, declarou.

Na tribuna da Câmara, Beto Castro lembrou ainda que, há cerca de cinco meses, houve outro crime parecido na qual foi vitima o vereador Cesar Augusto Miranda (PR), executado em uma farmácia, na noite do dia 7 de dezembro, no município de Godofredo Viana, a 860 quilômetros de São Luís.

“São casos que merecem nosso repúdio absoluto, a nossa indignação e a nossa reação em relação a esses fatos. O secretário de Segurança precisa tomar providências urgentes no sentido de investigar esse crime bárbaro, pois, no caso do vereador Miguel Gogó, eu considero como uma tragédia anunciada já que ele esteve na Secretaria de Segurança para pedir proteção”, concluiu.

O líder do PROS no Parlamento ludovicense afirmou que iria procurar a Secretaria de Segurança Pública do Estado para conversar com o secretário Jefferson Portela e pedir prioridade na elucidação do crime.

O que dirá o Rede já que Marina também aparece nas planilhas da Odebrecht?

Marina Silva ao lado da deputada federal Eliziane Gama (PPS) e do ex-juiz federal e advogado Márlon Reis

E agora, o que dirá o advogado do partido Rede Sustentabilidade (Rede), o ex-juiz federal Márlon Reis, virtual candidato ao governo do Maranhão, em 2018, já que as delações da construtora Odebrecht na Lava Jato confirmaram que a empresa doou, oficialmente, a quantia de R$ 1,25 milhão à campanha da ex-senadora e ex-ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, nas eleições de 2014, após um encontro da então candidata à Presidência da República com o herdeiro do grupo, Marcelo Odebrecht, em um hotel perto do aeroporto de Guarulhos.

Em acordo de delação premiada, Alexandrino Alencar, ex-diretor de Relações Institucionais da empreiteira, descreveu a reunião como “institucional”. No entanto, até o momento Marina não é investigada na Operação Lava Jato. “Houve uma conversa de Marcelo (Odebrecht) com ela, onde foram colocados posicionamentos, valores culturais, não monetários, e estratégias. A partir daí eu fui encarregado de procurar o senhor Álvaro de Souza e nós doamos essa quantia”, disse o delator. Ele declarou ainda que não houve nenhuma contrapartida para a doação. “O Marcelo não conhecia ela, nem eu. Foi muito mais uma conversa de apresentação”.

Alexandrino disse que, naquele ano, ficou responsável por atuar diretamente nas doações da empreiteira para as campanhas presidenciais de Marina e Dilma Rousseff (PT), que recebeu R$ 7 milhões declarados à Justiça Eleitoral. As conversas sobre a campanha petista ocorriam entre Alexandrino e o ex-ministro e então tesoureiro Edinho Silva. “Edinho nos procurou e solicitou as doações e nós doamos esse valor”, afirmou.

Questionado sobre a diferença expressiva entre as quantias doadas às candidatas, Alexandrino disse que a empreiteira “tinha um relacionamento mais antigo” com Dilma. “Pelo timing, pela história toda que aconteceu, porque o candidato, no caso da Marina Silva, até então era Eduardo Campos (PSB). E aí teve esse fato. Enquanto isso, as conversas da Dilma já vinham acontecendo. Tinha um relacionamento mais antigo”, disse.

Em outro trecho de seu depoimento, Alexandrino declarou que também pagou “‘vantagens indevidas, não contabilizadas” à campanha de Dilma, em 2014. Segundo o delator, os repasses foram feitos por intermédio do assessor Manoel Araújo Sobrinho e a pedido de Edinho. Após suspeitar que estava sendo monitorado pela Polícia Federal, o então tesoureiro da campanha de Dilma teria evitado encontros com o ex-diretor da Odebrecht.

Marina se defende das acusações

Em nota, o comitê de captação da candidatura presidencial de Marina Silva em 2014 afirmou que foi procurado pela empresa Odebrecht para conhecer as suas propostas. “Houve uma reunião com o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, e outros dirigentes, onde foram expostas as principais propostas para o desenvolvimento sustentável do país. A reunião ocorreu no hotel Pullman Guarulhos, em sala ao lado do saguão de entrada, em função da agenda de viagens de Marina Silva. Nessa reunião, não se abordou nenhum assunto referente a financiamento de campanha”, afirma a nota.

Segundo a assessoria de Marina, as empresas do grupo Odebrecht realizaram depósitos de R$ 98.574,41 por meio da empresa Odebrecht Ambiental (2 depósitos) e de R$ 500.000 por meio da empresa Ecosteel Gestão de Águas Industriais para a campanha, conforme consta na prestação de contas apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante o período eleitoral, o PSB recebeu doação da Construtora Norberto Odebrecht de R$ 600.000 ao Diretório Nacional, que não foram direcionados para a campanha presidencial de Marina Silva.

“É importante ressaltar que todos os depoimentos e demais documentos coletados pela operação Lava-Jato, como planilhas, mensagens de celular e troca de e-mails estão em posse do Ministério Público Federal que considerou, no cruzamento dessas informações, que não havia elementos que justificassem o pedido de abertura de inquérito ou o encaminhamento às demais instâncias da Justiça”, diz a nota.

Em nota divulgada em 2 de março, quando o caso veio a público pela primeira vez, Marina disse confiar no trabalho da Justiça e defendeu “urgência para mudar o sistema político corrompido e viciado que tem maculado a nossa democracia”. “Qualquer acusação de doações irregulares em eleição, para campanha de quem quer que seja, deve ser rigorosamente investigada para que não paire nenhuma dúvida ou suspeita”, afirmou.

PSDC lança Movimento Comunitário Estadual e se prepara para 2018

O líder comunitário Sebastião Santos faz uma explanação das novas diretrizes do PSDC para 2018 no Maranhão

O Partido Social Democrata Cristão (PSDC) lançou, em reunião realizada na sexta-feira passada, 7, o Movimento Comunitário Estadual (MCE), na sede da legenda em São Luís, situada na Avenida Ana Jansen, no bairro do São Francisco. Na oportunidade, o líder comunitário da área Itaqui-Bacanga, Sebastião Santos, foi chamado pelas direções municipal e regional do PSDC para presidir a nova agremiação, com o aval do presidente estadual do partido no Maranhão, Antonio Aragão, e do dirigente municipal da legenda na capital, Alan kardec. O evento contou a presença do vice-prefeito de Carutapera, Milton Maia.

“Vale ressaltar que na reunião, vários temas foram discutidos a exemplo de principais políticas públicas essenciais a serem defendidas pelo Movimento Comunitário Estadual do PSDC na capital e em demais municípios, como atrativos que motivaram as lideranças e militância assim como as direções e demais segmentos partidários a tomarem essa iniciativa”, declarou Sebastião Santos (foto abaixo).

Na ocasião, a militância destacou o amadurecimento do PSDC em estender as discussões não só na capital como no interior do estado. “Todos ficaram muito otimistas com as temáticas discutidas com referência principalmente às lutas comunitárias do Movimento MACAIB na grande São Luís, onde vários ativistas políticos e líderes comunitários que estiveram presentes ao evento, ficaram ansiosos e comprometidos com mais essa bandeira de luta que o Movimento Comunitário Estadual do PSDC passa defender”, ressaltou Sebastião Santos.