O vereador Miguel Soares Sampaio, o “Miguel Gogó”(PCdoB), de Anajatuba, acaba de ser assassinado com três tiros na cabeça, no povoado “São João da Mata” a 30 quilômetros da sede do município que fica a 130 quilômetros de São Luís.
O crime ocorreu por volta das 21 horas e 30 minutos deste sábado.
Vereador de segundo mandato, Miguel Gogó foi morto na frente da esposa e de um filho menor. Elorte e chegou a pedir e estava ameaçado de garantias de vida à Secretaria de Segurança Pública, semana passada.
Segundo informações, um homem desceu de uma motocicleta e disparou os tiros a queima-roupa na cabeçada vítima, saindo rapidamente do local.
O vereador chegou a ser levado para o hospital municipal de Santa Rita, onde chegou sem vida.
Miguel Gogó deixa viúva a Sra. Márcia, com quem tinha quatro filhos. Sabe-se, porém, que ele também deixa orfãos cerca de outros 8 filhos com mulheres com as quais conviveu, anteriormente.
O crime está tendo enorme repercussão em Anajatuba. Muitos dizem que a morte do vereador tem motivação politica, outros afirmam tratar-se de vingança por conta de desavenças passadas com desafetos pessoais e familiares.
A Policia Civil teve conhecimento da ocorrência sangrenta.

Segundo informações de testemunhas, o caminhão, uma Scania/R440 A6X2 de placa QKF – 5454, que atropelou a mulher, estava manobrando na via quando chocou-se com a vítima sem que o motorista percebesse. O veículo passou por cima das pernas da mulher, que apesar de grave continuou lúcida.
Após ser avisado que havia machucado uma pessoa o condutor teria pedido ajuda para socorrer a vítima. Uma equipe do Serviço Móvel de Urgência (SAMU) foi chamada e levou a mulher para o Hospital Municipal de Imperatriz (HMI), mas acabou morrendo no início da tarde. O motorista do caminhão foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Imperatriz, onde foi enquadrado por lesão corporal culposa por acidente de trânsito (CTB – Lei 9.503/1997, Art. 303).
Ivanilde Silva Cardoso é moradora tradicional no Distrito de Bananal, mãe do vereador André Ferreira da Silva atual presidente da Câmara de Governador Edison Lobão. Vale lembrar que, em agosto de 2006, um irmão de Ivanilde também morreu atropelado nesse mesmo trecho da rodovia Belém-Brasília, no Bananal.

O prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), já se manifestou publicamente nas redes sociais sobre sua postura em favor do governador Flávio Dino (PCdoB), mostrando que ele ainda acredita na “inocência” do comunista de plantão no Maranhão. Para o gestor municipal, aliado do chefe da Foice Martelo no estado, Dino não teria sido tentado a propinar na Odebrecht e que “a verdade haverá de prevalecer”. O problema é que as delações na Lava Jato dizem o contrário.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay (foto), considerado um dos causídicos mais influentes do Brasil e que defende ninguém mais do que o ex-presidente da República e ex-senador José Sarney (PMDB), disse ao site Congresso em Foco que as delações que pesam contra o senador maranhense Edison Lobão (PMDB) são “vazamentos antigos”, que já existiam e que é natural que os fatos em questão sejam expostos para que se tenha acesso a todo conteúdo, para melhor trabalhar a defesa do parlamentar.
Veja abaixo a íntegra das declarações do advogado:
“Esses são os vazamentos antigos, que já existiam. Para nós, é até vantajoso, como defesa, que agora os fatos sejam todos expostos e a gente tenha acesso a tudo. Antes, nós estávamos trabalhando só sobre conjecturas. O senador continua negando qualquer tipo de ilicitude. O que vamos ver agora é o que dizem os delatores. Os delatores hoje têm o dom da verdade. Eles fazem e falam e, a partir daí, passa a ser verdadeiro. Felizmente, agora, nós teremos acesso ao que eles falaram, rigorosamente. Agora vamos fazer uma análise e comparação técnica. Principalmente que tipo de prova eles estão apresentando. O senador nega que tenha tido qualquer irregularidade e nós vamos começar a desvendar os mistérios das delações que são tidas como verdade absoluta”, destacou o advogado de defesa do senador, Antônio Carlos de Almeida Castro, ao Congresso em Foco.

O advogado Ulisses Sousa, ex-procurador-geral do Estado no governo José Reinaldo, foi acusado por pelo menos dois ex-funcionários da Odebrecht de haver recebido propina em dólar numa conta em Nova Iorque, nos Estados Unidos.
Dados dos Inquérito N° 4412 apontam duas transferências a partir de um conta da Odebrecht no Antígua Overseas Bank, em Antígua – um paraíso fiscal no Caribe -, para outra no Safra National Bank of New York, de propriedade do ex-procurador.
Os pagamentos foram feitos, ambos, em janeiro de 2007. O primeiro deles, no dia 5, no valor de US$ 385.101,72; o segundo, cinco dias depois, de US$ 192.550,86. No total, segundo a Odebrecht, foram pagos US$ 577.652,58, ou R$ 1.241.953,05 de acordo com a cotação do dólar à época.
De acordo com os delatores, a propina foi paga em virtude da atuação de Ulisses Sousa para a garantia do pagamento, na gestão José Reinaldo, de R$ 43.949.261,05 à empreiteira. O valor era referente a obras realizadas pela Construtora Norberto Odebrecht (CNO) no âmbito de um contrato de 1984, para asfaltamento da MA-006. O caso já estava judicializado e tramitava na 5ª Vara da Fazenda Pública de São Luís.
Segundo João Pacifico, diretor da empresa no Nordeste, um segundo funcionário, Raymundo Santos, fez contato diretamente com Ulisses, em São Luís, no ano de 2005. Então apenas advogado, “informou que poderia interceder junto ao governador para acelerar o pagamento devido à CNO e, em troca, a CNO pagaria ao advogado um percentual sobre o valor que viesse a ser efetivamente recebido do Estado”.
Depois disso, em fevereiro de 2006, Ulisses foi nomeado procurador-Geral do Estado pelo governador Jose Reinaldo. Em setembro de 2006, foi formalizado acordo judicial entre a Odebrecht e o Estado para pôr fim ao litígio judicial, estipulando-se “pagamento de cinco parcelas iguais e sucessivas no valor de R$ 8.789.852,20 cada uma.
“No mês seguinte à formalização do acordo, em outubro de 2006, Ulisses deixou a Procuradoria-Geral do Estado”, destacou Pacífico, que confirmou os pagamentos feitos no exterior meses depois.
Procurado pelo Blog do Gilberto Léda, Ulisses Sousa disse que só vai se pronunciar oficialmente após tomar conhecimento de todos os detalhes do inquérito.
Leia aqui o relato.
