
Um procurador municipal de São Luís (MA) tomou empréstimo de R$ 93,7 milhões em uma empresa de crédito vinculada à Reag com a finalidade de comprar ações do BRB. Uma investigação técnica da Kroll, contratada pelo BRB, indica que Daniel de Faria Jerônimo Leite atuou como laranja de Daniel Vorcaro, Maurício Quadrado e João Carlos Mansur na operação. A informação é do Metrópoles.
De acordo com a publicação, o dado consta em documentos anexados ao processo aberto pelo BRB contra Vorcaro, Leite, o Master e diversas outras empresas, fundos e pessoas que teriam agido de modo coordenado para assumir o controle acionário do banco de forma oculta e fragmentada, para viabilizar e perpetuar a venda de carteiras de crédito “podres” ou inexistentes.
Os aumentos de capital privado do BRB, denominados ACP 1 e ACP 2, ocorreram entre 2024 e 2025. Na primeira rodada, dois empresários que já tinham participação acionária compraram cotas para, em seguida, repassá-las aos fundos Verbier (controlado por Maurício Quadrado) e Borneo (pelos filhos de João Carlos Mansur, da Reag).
Uma vez acionistas, esses fundos puderam participar da segunda rodada, adquirindo cotas que foram sendo repassadas por meio do “ecossistema” do Master.
De acordo com a Kroll, Leite tomou empréstimo de R$ 93,7 milhões em abril de 2025 com taxa de 140% do CDI e pagou R$ 90,5 bilhões para comprar parte das ações de um fundo que, por sua vez, havia comprado do Verbier. Assim, em 30 de dezembro, o procurador municipal de São Luís tinha participação de 2,2% nas ações do Banco de Brasília.
No processo que corre no Tribunal de Justiça do Distrito Federal dos Territórios (TJDFT), o BRB alega que Leite não possuía capital suficiente para investimento desse tamanho, já que havia informado ao Banco Central ter renda mensal de R$ 35 mil e patrimônio total de cerca de R$ 6 milhões.
Em fevereiro, o TJDFT atendeu pedido liminar do BRB e determinou o bloqueio de todas as ações do BRB pertencentes aos réus no processo, incluindo Leite, que na época tinha 8.667.854 ações ordinárias e 2.033.913 ações preferenciais. Na data do bloqueio, 26 de fevereiro, isso correspondia a cerca de R$ 50 milhões.
Procurador se defende
Leite se defendeu no processo afirmando que os números apresentados pelo BRB a respeito de suas finanças são falsos. Citou que tem rendimento mensal de R$ 579 milhões e patrimônio de R$ 75 milhões.
Alegou que, além de ser procurador municipal, é “proprietário rural”, conselheiro federal da OAB e, como advogado, sócio-fundador da Daniel Leite & Advogados Associados”. Também foi secretário municipal de São Luís, diretor-geral do Tribunal de Justiça do Maranhão e juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA).
Para justificar a investida no BRB, disse que estimava retorno de mais de 20%, equivalente a ganho de cerca de R$ 20 milhões. Por isso recorreu a um empréstimo no Qista, braço de crédito e financiamento da Reag.
Para a Kroll, Leite ajudou a promover a “circularidade de recursos”, em que o dinheiro do empréstimo usado pelo procurador retornou ao ecossistema Master por meio de aplicações em CDBs, sem gerar valor econômico real para o investidor, mas servindo para ocultar os verdadeiros beneficiários das ações.
A situação é semelhante à de outra pessoa física que adquiriu ações do BRB: Daniel Monteiro, o advogado preso na última quinta-feira (16/4) pela acusação de estruturar o pagamento de propina ao ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Monteiro comprou ações do BRB a partir de empréstimo de R$ 83 milhões na Cartos, por sua vez a originária das carteiras podres vendidas pelo Master ao Banco de Brasília.
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O Maranhão é o estado com maior proporção de moradores em imóveis próprios no país, com 80,5% da população vivendo em casa própria, segundo dados da PNAD Contínua 2025 divulgados nesta segunda-feira (20). O índice coloca o estado na liderança nacional e acima da média brasileira, que é de 67%.
O desempenho é impulsionado por políticas públicas voltadas à habitação e regularização fundiária. Programas como o Minha Casa, Minha Vida somam 68,6 mil moradias contratadas entre 2023 e 2025 no estado, com previsão de mais 4.065 unidades em 2026. Além disso, a atuação conjunta entre INCRA e ITERMA tem ampliado o acesso à terra, com mais de 13,4 mil títulos entregues e cerca de 280 mil hectares regularizados.
Os avanços também alcançam comunidades rurais e quilombolas, com a inclusão de cerca de 1,6 mil famílias em programas de titulação em 2026.
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Moradores de São Luís e dos municípios de Rosário e Icatu já podem solicitar gratuidade no transporte intermunicipal por meio do programa Expresso do Trabalhador. O benefício foi implementado após o fim das operações da empresa Cisne Branco no Maranhão, que afetou diretamente a mobilidade entre a capital e a região do Munim.
A gratuidade é destinada a trabalhadores, estudantes e pessoas em tratamento de saúde. O cadastro pode ser feito de forma online ou presencialmente, na Rodoviária de São Luís e na sede da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB). Após aprovação, o usuário recebe um cartão que permite o embarque gratuito nas linhas disponíveis.
Além do programa, outra alternativa de transporte para o público em geral são as vans da Coopertrario, que operam diariamente na região. A iniciativa busca reduzir os impactos deixados pela saída da antiga operadora e garantir o deslocamento da população entre os municípios.
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Flávio Dino defende reforma do Judiciário com penas mais rígidas e fim de benefícios como aposentadoria compulsória. (Luiz Silveira / STF)
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, defendeu a realização de uma ampla reforma do Judiciário, com foco em penas mais rígidas para casos de corrupção envolvendo magistrados e outros integrantes do sistema de Justiça.
A proposta também prevê o fim de práticas como a aposentadoria compulsória como forma de punição e a redução de benefícios considerados excessivos.
Proposta inclui mudanças estruturais
Em artigo publicado, Flávio Dino argumenta que o Judiciário brasileiro precisa passar por um novo ciclo de mudanças, mais de duas décadas após a última reforma, realizada em 2004.
Segundo o ministro, as alterações devem ocorrer de forma participativa, envolvendo instituições do sistema de Justiça e entidades representativas.
“Reformas são bem-vindas quando inspiradas pelo interesse público e com consistência técnica”, destacou.
Endurecimento de penas e combate a privilégios
Entre os principais pontos da proposta de Flávio Dino está o endurecimento das punições para crimes como corrupção, peculato e prevaricação envolvendo:
Juízes
Procuradores
Advogados públicos e privados
Promotores
Servidores do Judiciário
O ministro também defende o fim da aposentadoria compulsória como penalidade disciplinar, além da revisão dos chamados “penduricalhos”, benefícios adicionais recebidos por membros da magistratura.
Pacote de 14 medidas para o Judiciário
A proposta apresentada por Flávio Dino reúne 14 medidas que visam modernizar e tornar mais eficiente o sistema de Justiça.
Principais medidas propostas:
Revisão de regras processuais para agilizar julgamentos
Criação de instâncias especializadas para crimes graves
Redução do número de processos judiciais
Regras para uso de inteligência artificial no Judiciário
Maior transparência na gestão de recursos
Além disso, o ministro sugere mudanças na atuação de órgãos como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério Público, com foco em fiscalização mais eficiente.
Debate ocorre em meio a discussões no STF
A proposta surge em um momento de debates internos no STF sobre regras de conduta para ministros. O tema tem sido discutido sob liderança do presidente da Corte, Edson Fachin.
A expectativa é que iniciativas relacionadas à modernização e à transparência do Judiciário avancem ao longo de 2026.
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O vereador de Formosa da Serra Negra, Itaércio Arruda (PL), que foi preso na última quarta-feira, 15, por suspeita de envolvimento na compra de um veículo com sinais de clonagem, se comprometeu a pagar uma fiança de R$ 50 mil até a quinta-feira (17).
O valor havia sido estipulado pelo juiz Haniel Sóstenis Rodrigues da Silva, titular da 1ª Vara da Comarca de Balsas (MA), após analisar a legalidade da prisão em flagrante do suspeito.
Além do crime de ocultação de veículo com sinal identificador adulterado, o parlamentar também foi autuado por posse ilegal de arma de fogo.
Em sua decisão, o magistrado destacou que, embora o autuado seja qualificado como lavrador, ele também é vereador e foi encontrado com uma SW4, um veículo de alto valor de mercado, o que indica uma condição financeira que permite a exigência de uma garantia patrimonial considerável.
“Fica estabelecido que, caso a fiança não seja recolhida até às 11h de amanhã, o autuado deverá ser apresentado para a realização de audiência de custódia nesse horário. Uma vez paga a fiança, expeçam alvará de soltura, que deverá ser cumprido imediatamente após a comprovação do recolhimento integral da fiança, devendo o preso ser posto em liberdade se por outro não estiver preso”, decidiu.
Outras medidas
Além da exigência de fiança, o juiz concedeu a liberdade provisória do vereador, mediante o cumprimento das seguintes condições:
Comparecimento a todos os atos do inquérito e de eventual ação penal para os quais for intimado;
Manutenção do endereço atualizado nos autos, comunicando imediatamente eventual mudança;
Proibição de se ausentar da Comarca por mais de 8 (oito) dias sem prévia autorização judicial.
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