
A Polícia Civil do Maranhão apreendeu 28 aves silvestres e 32 gaiolas mantidas de forma irregular em uma residência no bairro Alto da Base, no município de Raposa. A operação foi coordenada pela Delegacia Especial de Raposa, após um pedido do Ministério Público do Estado (MP-MA).
Entre as espécies resgatadas estavam curió, sabiá, papa-capim, pipira, xexéu, caboclinho, bigode e rosadinha. Nenhum dos animais possuía autorização dos órgãos ambientais competentes.
O responsável pelo local foi conduzido à delegacia e autuado com base no artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). As aves foram encaminhadas para avaliação e reabilitação e, assim que apresentarem condições adequadas, serão devolvidas à natureza.
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Um relatório da organização ambiental Mighty Earth apontou riscos socioambientais na cadeia de carne bovina comercializada nas unidades do Grupo Mateus. A investigação analisou mais de 400 produtos coletados em 38 lojas da rede e classificou 40% da amostra como “ruim” ou “muito ruim” em critérios relacionados a desmatamento, fiscalização, transparência e trabalho análogo à escravidão. As informações são do Brasil de Fato.
O levantamento teria identificado nove frigoríficos com relações diretas ou indiretas com propriedades incluídas na lista suja do trabalho escravo. Três das unidades citadas pertencem à multinacional JBS.
A ferramenta de rastreamento da ONG também encontrou 5.147 hectares desmatados na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal potencialmente associados à cadeia de fornecedores do grupo entre 2024 e 2025.
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Mais de 100 cruzes foram colocadas em frente ao Hospital da Criança, em São Luís, na manhã desta quinta (16). O protesto reuniu familiares e apoiadores para cobrar respostas sobre mortes nas UTIs pediátricas.
O Ministério Público do Maranhão, a Defensoria Pública, o Ministério da Saúde e o Ministério Público Federal apuram denúncias sobre o funcionamento das unidades.
Segundo informações apresentadas ao MPMA, o hospital registrou 113 mortes em 2025, sendo 101 nas três UTIs pediátricas. As denúncias afirmam que o aumento ocorreu após a contratação do Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED), em outubro de 2025.
O Ministério Público também informou que o contrato teria reduzido recursos e o número de médicos previstos.
O IBMED negou as irregularidades e afirmou que mais de 20 médicos atuam nas UTIs. Além disso, profissionais ouvidos nas investigações disseram que recusaram permanecer na equipe por considerarem insuficiente o número de médicos.
Familiares também relataram falta de medicamentos, demora em exames e dificuldades no acompanhamento dos pacientes.
A Prefeitura de São Luís declarou que o DenaSUS realiza auditoria e que todas as mortes são notificadas oficialmente. O município informou ainda que não houve aumento expressivo de óbitos, mas sim uma variação de 112 para 117 casos entre 2024 e 2025, e afirmou que as UTIs atendem às exigências da Anvisa.
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta (16), a segunda fase da Operação R2 para investigar um esquema de fraude no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED).
A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Barretos, Paragominas e Imperatriz. Os policiais apreenderam celulares durante a operação.
Segundo a PF, três médicos são suspeitos de contratar pessoas para fazer a prova no lugar deles. A investigação aponta que o grupo usava documentos de identidade falsificados para permitir a fraude.
Além disso, outros três médicos são investigados por supostamente recrutar candidatos interessados no esquema. Os nomes não foram divulgados e todos respondem em liberdade.
A nova fase da investigação é um desdobramento da Operação R1, realizada em outubro de 2025. Na ocasião, a Polícia Federal prendeu oito pessoas em flagrante durante a aplicação da prova em Juiz de Fora. Portanto, as investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer como a organização criminosa atuava.
De acordo com a PF, o grupo transmitia respostas por dispositivos eletrônicos, como minicelulares e relógios inteligentes. Além disso, contratava “laranjas” para realizar a prova com documentos falsificados. Os candidatos envolvidos pagariam até R$ 140 mil em caso de aprovação.
O ENAMED avalia estudantes e médicos e também pode ser usado na seleção para programas de residência médica.
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O ex-prefeito de Codó, José Francisco Lima Neres, ingressou com uma ação anulatória na 1ª Vara da Comarca do município para tentar invalidar o Decreto Legislativo nº 13/2024, que resultou na cassação de seu mandato. No processo nº 0804676-89.2026.8.10.0034, a defesa também requereu a concessão de tutela provisória de urgência, pedindo que os efeitos da cassação sejam suspensos até o julgamento definitivo da ação.
Na petição, protocolada em 1º de julho, o ex-prefeito sustenta que, embora seu mandato tenha se encerrado em 31 de dezembro de 2024, a cassação continua produzindo efeitos jurídicos, especialmente a inelegibilidade prevista na Lei Complementar nº 64/1990, que poderá alcançar futuras eleições. A ação também questiona a legalidade do procedimento que culminou na perda do mandato, apontando supostos vícios processuais, cerceamento de defesa e irregularidades na condução da Comissão Processante e da sessão de julgamento da Câmara Municipal.
No pedido liminar, a defesa argumenta que a manutenção dos efeitos do decreto legislativo pode causar prejuízos de difícil reparação, razão pela qual solicita uma decisão urgente suspendendo a eficácia da cassação enquanto o mérito da ação é analisado pela Justiça. O magistrado responsável pelo caso ainda não apreciou o pedido de tutela de urgência.
Uma eventual concessão da liminar terá caráter provisório e não representará uma decisão definitiva sobre a validade da cassação. A medida poderá ser revista ou revogada ao longo da tramitação do processo, cabendo ao julgamento do mérito definir, em definitivo, se o Decreto Legislativo nº 13/2024 será mantido ou anulado. Até lá, a expectativa permanece voltada para a decisão inicial da 1ª Vara de Codó sobre o pedido de urgência formulado pelo ex-prefeito.
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