
O perfil oficial do Sampaio Corrêa nas redes sociais teria sido utilizado para tentar deslegitimar a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária que pretende discutir a destituição de Sérgio Frota da presidência do clube. A reunião está marcada para o próximo domingo, 7 de junho. A assembleia é organizada por um grupo de 80 dos 232 sócios plenos do Sampaio, liderado pelo vice-presidente Perez Paz. O edital de convocação deve ser divulgado nesta terça-feira (2).
Diferentemente do que foi publicado pelo perfil do clube, o estatuto boliviano prevê que uma Assembleia Geral Extraordinária pode ser convocada por solicitação de 1/5 dos sócios plenos com direito a voto.
O estatuto também assegura atribuições ao vice-presidente. Pelo artigo 33, a Vice-Presidência do Conselho Diretor pode substituir a Presidência em casos de ausência, impedimento ou vacância.
O mesmo dispositivo autoriza o vice-presidente a representar o clube em reuniões ou assembleias administrativas, judiciais ou desportivas, sem necessidade de procuração específica, quando o presidente não estiver presente.
Com isso, a convocação da assembleia não se enquadra como ‘fake news’, como tentou sustentar o perfil oficial do Sampaio. O ato encontra respaldo nas regras internas do clube e abre caminho para que os sócios discutam temas administrativos, incluindo a permanência ou não de Sérgio Frota no comando da instituição.
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O Judiciário determinou o bloqueio de recursos do Município de Bequimão para garantir o pagamento de dívidas judiciais relacionadas a Requisições de Pequeno Valor (RPVs). A medida faz parte de um Procedimento Estrutural Coletivo instaurado pela Vara Única da comarca para organizar a quitação de um passivo superior a R$ 3,2 milhões.
A decisão foi formalizada pela juíza Patrícia de Carvalho Correia, titular da Vara Única de Bequimão. Segundo a magistrada, a situação possui caráter estrutural e grande impacto social devido ao acúmulo de créditos pendentes desde 2006.
Mais de 200 processos aguardam pagamento
Atualmente, a comarca possui mais de 200 processos de RPVs em fase de cumprimento de sentença, todos com prazo para pagamento já encerrado.
Para discutir a implementação do plano de quitação das dívidas, foi marcada uma audiência pública de condução participativa e saneamento compartilhado para o dia 7 de julho de 2026, às 8h30, na Câmara Municipal de Bequimão.
Devem participar representantes:
Do Município de Bequimão;
Do Ministério Público;
Da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
De credores envolvidos nos processos.
O objetivo é debater e formalizar o Plano de Atuação Estrutural que orientará o pagamento dos débitos.
Plano prevê retenção mensal de recursos
Como base inicial para o plano, a juíza definiu a retenção mensal de R$ 320 mil, valor equivalente a 15% da média mensal das parcelas líquidas recebidas pelo município por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2025.
Os recursos serão bloqueados diretamente na fonte por meio do sistema SISBAJUD e depositados em uma conta judicial vinculada à Vara Única.
Os valores serão utilizados para o pagamento dos alvarás judiciais conforme a ordem cronológica unificada dos créditos.
Pagamentos seguirão ordem cronológica
A secretaria judicial ficará responsável por consolidar uma lista única de credores, identificando todos os processos pendentes de pagamento.
A organização obedecerá a ordem cronológica de ajuizamento das ações, com destaque para credores que tenham prioridade legal, como:
Pessoas idosas;
Pessoas com deficiência;
Portadores de doenças graves.
Todos os processos incluídos no procedimento receberão a identificação de “Processo Estrutural”.
Município poderá evitar novos bloqueios
A portaria prevê que, após a homologação do plano e o cumprimento regular dos depósitos mensais pelo Município de Bequimão, a Vara Única poderá suspender temporariamente os atos de bloqueio patrimonial nos processos individuais.
A medida busca garantir o pagamento gradual das dívidas judiciais sem comprometer a estabilidade fiscal da administração municipal.
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O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) revelou, em conversa com jornalistas nesta segunda-feira, 1º, que o Partido Liberal tem mantido conversas intensas e “muito adiantadas” com o também deputado federal e ministro André Fufuca, pré-candidato da Federação União Progressista ao Senado pelo Maranhão.
De acordo com o parlamentar, há uma afinidade evidente na mesa de negociações. Josimar destacou o histórico compartilhado no Congresso e a relação de proximidade entre ambos como fatores de peso para a construção dessa aliança.
“É uma pessoa que a gente dividiu o espaço no Parlamento, é uma pessoa que realmente a gente tem intimidade, tem até uma preferência por ele”, afirmou Maranhãozinho.
Apesar do tom otimista e da inclinação clara do partido pelo nome de Fufuca, o líder do PL ponderou que o acordo ainda não foi formalizado. Segundo Josimar, o processo exige cautela e o alinhamento de interesses internos dentro do próprio grupo político antes de qualquer anúncio oficial.
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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou ao Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) neste sábado (30/5), que o partido mantém aberta a possibilidade de uma composição com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) na disputa presidencial deste ano. Segundo o dirigente, porém, a definição sobre o caminho da sigla só deve ocorrer em julho.
Atualmente, o pré-candidato do PSD à Presidência da República é o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado. “Podemos indicar um aliado, em caso de aliança. E também é possível que a vice seja do PSD. Nesse caso, vamos buscar o melhor perfil para ajudar Caiado a vencer a eleição e, depois, a governar”, disse Kassab.
Dentro do PSD, a discussão não se limita a escolher um vice para Caiado. O partido avalia se buscará uma composição mais ampla no campo da centro-direita, o que poderia abrir espaço para Zema, ou se preservará uma chapa integralmente partidária, puro-sangue, com a legenda ocupando também o posto de vice.
A possibilidade de uma composição com Zema foi admitida pelo próprio Caiado na quarta-feira, 27. Os dois pré-candidatos tomaram café da manhã juntos na segunda-feira, 25, no escritório de Caiado em São Paulo, quando discutiram a possibilidade de unificação.
“Com a última pesquisa que nós conversamos, existe esse sentimento, e ele é uma pessoa aberta. Então, nós estamos realmente avaliando isso”, disse o goiano, em entrevista à rádio Nova Difusora. Ambos devem se encontrar novamente ao longo da próxima semana.
A negociação sobre uma eventual união das candidaturas ainda não avançou a ponto de definir quem encabeçaria a chapa e quem ficaria com a vice. Também está no radar a possibilidade de o próprio Kassab ser indicado para a vaga no lugar de Caiado.
Aliança impacta no Maranhão
Se o apoio do PSD a Zema se confirmar, isso pode levar Novo a apoiar o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, no Maranhão. O problema, contudo, é a grave acusação do pré-candidato a governador, Lahésio Bonfim (Novo) que, entrevista a uma TV web do Piauí, afirmou ter recebido propostas financeiras para renunciar à disputa ao Palácio dos Leões e concorrer a uma vaga na Câmara Federal. O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes também acusou o grupo baridista, de tentar inviabilizar sua candidatura ao governo estadual.
“Me ofereceram dinheiro para ser candidato a deputado federal (…) Eles fizeram mesmo foi humilhar”, afirmou Lahésio, que garantiu ter como provar as acusações.
Se a aliança for confirmada em âmbito nacional, poderá encontrar obstáculos para se estabelecer no estado, gerando incertezas quanto à pré-candidatura de Braide em razão da gravidade das declarações. Afinal, não seria adequado unir-se àqueles que foram acusados de aceitar dinheiro para abandonar a corrida ao governo.
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O desembargador José Nilo Ribeiro Filho, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), indeferiu o habeas corpus requerido pela defesa do vereador de Timon, Luís Carlos da Silva Sá – o Kaká do Frigo Sá (Agir) que, mesmo foragido, pretendia assegurar sua participação por videoconferência em uma audiência judicial, conforme decisão obtida hoje pelo blog do Antônio Martins.
O parlamentar, acusado de ser o mandante de um homicídio qualificado em Matões, teve sua prisão preventiva decretada, porém não foi encontrado pela Justiça. Kaká desejava participar da primeira audiência do processo, marcada para 9 de junho, pois estava foragido. Contudo, o juízo de primeiro grau não permitiu.
Em habeas corpus que teve a liminar negada no TJMA, o impetrante alegou que a negativa de participação virtual configura cerceamento de defesa e violação aos princípios do contraditório e da plenitude de defesa, ressaltando que a audiência designada para a próxima semana possui formato híbrido. A defesa sustenta que a condição de foragido não implica renúncia tácita ao direito de presença, argumentando que o interrogatório é ato essencial de autodefesa e não mero benefício processual.
O desembargador José Nilo afirmou que o impetrante não tem razão em seu pleito liminar. Segundo o magistrado, a participação de réu foragido em audiência de instrução por meio de videoconferência viola o princípio da boa-fé objetiva que deve nortear as relações jurídico-processuais. “Ante o exposto, indefiro o pedido liminar, ex vi do RITJMA, art. 414, sem prejuízo do julgamento definitivo deste Habeas Corpus, nos termos da fundamentação supra”, decidiu.
Prisão no Piauí
Kaká foi preso na noite de sexta-feira (29) em um posto da Polícia Rodoviária Federal em Campo Maior (PI). De acordo com relatos, o vereador estava indo para a casa de um parente no estado piauiense quando, ao chegar a um posto da PRF, foi obrigado a parar. Depois de verificarem seus documentos, os policiais descobriram que havia um mandado de prisão contra o vereador de Timon.
O parlamentar foi encaminhado a Teresina, onde passará por audiência de custódia neste sábado para verificar se houve alguma lesão durante sua prisão. Em seguida, ele deverá ser transferido para um presídio em Timon. Após a decretação de sua prisão preventiva, ele ficou foragido por vários meses.
Baixe aqui a decisão judicial
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