
Dr. Washington (PDT)
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão voltou a cassar hoje (19) o registro de candidatura de Dr. Washington (PDT), candidato mais votado na eleição deste ano.
O pedetista foi considerado ficha-suja por cinco dos seis membros da Corte porque teve 23 contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Maranhão, posteriormente rejeitadas pela Câmara Municipal.
Antes do julgamento desta segunda, ele havia conseguido reverter no próprio TRE a decisão de primeiro grau que culminou com o indeferimento do registro. Ele vinha se sustentando à base de liminares, todas derrubadas na semana passada pelo desembargador Bayma Araújo.
Como voltaram a valer os pressupostos da cassação do registro – tal como definida em primeiro grau – os membros do Tribunal, então, julgararm procedentes embargos do segundo colocado, Júnior Tropical (PSD).
Cabe a Dr. Washington, agora, recorrer ao TSE. Se ele não conseguir reverter a situação, devem ser convocadas novas eleições no município.
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Soldado Alberto e cabo Júlio Pereira estão desaparecidos desde o dia 17 de novembro
Após mais de um mês do desaparecimento dos policiais Alberto Sousa e Júlio Pereira, a polícia do Maranhão diz ainda não ter informações concretas da dupla. Eles sumiram no dia 17 de novembro, na cidade de Buriticupu, distante 420 km de São Luís.
Esta semana, o coronel Pereira, comandante geral da Polícia Militar, manifestou-se sobre o tempo sem respostas para as famílias.
“É o tipo do evento que nos aflige. Desde o primeiro momento as policiais militar e civil estão empenhadas em elucidar este fato. Algo que nos causa estranheza até pela falta de informação. Sabemos que aquela região tem muitos crimes, inclusive ambientais. Então a dificuldade de coletar informações salta aos olhos. Não sei se é por receio que as pessoas não falam, mas as investigações continuam”, disse coronel Pereira.
No entanto, sem dar mais detalhes, o comandante revelou que uma pessoa foi presa por suspeitas da polícia de que ela tenha alguma participação ou informação importante sobre o caso.
“Uma pessoa foi presa pela Polícia Civil, que conduz a investigação. Então tem detalhes maiores que não posso dizer agora. Mas a suspeita é que esta pessoa possa estar envolvida com crimes na região e saber de alguma coisa. O desaparecimento dos policiais não deixou vestígios de que tenha sido sequestro, por exemplo, pois se fosse, já teriam pedido resgate. No carro (encontrado após o sumiço) não tem sinais de violência. Então é muito estranho. Aí é que falta a coragem das pessoas em falarem algo, como o motivo deles sumirem e a quem interessava isso”, disse o comandante geral da PM no Maranhão.
O carro que estava sendo usado pela dupla, pertencente ao soldado Alberto Sousa, foi localizado dias depois do desaparecimento em um assentamento na zona rural do município. Depois disso, duas informações chegaram à polícia sobre corpos encontrados em Arame e Zé Doca, mas nada foi encontrado nas buscas.
Maria Cristina, esposa do soldado, foi um dos familiares que chegou a fazer apelo à própria polícia.
“Ele ficou conversando com um pessoal lá fora. Depois saiu e a filha dele perguntou se ele ia demorar. Ele respondeu que não, que era ‘rapidinho’. Faço apelo para o governo, para os comandantes para procurarem, pois todos estão desesperados sem notícia”, disse Maria Cristina.
Início do mistério
No dia que desapareceu, o soldado Alberto Sousa se apresentou às 8h na 14º Companhia Independente da Polícia Militar. Ele nem chegou a cumprir todo o expediente, pois pediu ao seu superior para sair mais cedo.
No dia seguinte, segundo a escala da polícia, o soldado estaria de plantão, mas não apareceu.
Informações de testemunhas dão conta de que ainda na noite de quinta-feira (17) o soldado foi visto em companhia do cabo Júlio César da Luz Pereira, que é lotado no município de Estreito (distante 358 km de São Luís), mas está de licença médica e, por isso, está morando em Buriticupu.
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Jonas Magno Machado Moraes (PDT), o vereador mais jovem eleito no dia 2 de outubro, afirma que aceitou o desafio de estrear na política concorrendo a um mandato municipal porque acredita que Rosário, município que o elegeu com 20 anos, precisa de um representante na Câmara que defenda os interesses da população.
“Chego com a responsabilidade de honrar o compromisso com o povo rosariense, que me elegeu para representar os interesses do município no Parlamento, e espero estar à altura do que a cidade precisa”, disse ele, logo após a solenidade de diplomação, no auditório do Fórum de Rosário.
Filho do juiz federal Magno Linhares, Jonas estreou na politica rosariense obtendo 789 votos equivalentes a 3,31% da votação, ocupando a 3ª colocação entre os mais de 107 candidatos que disputavam uma das 13 vagas.
Apesar de ser sobrinho da prefeita Irlahi Linhares (PMDB), o jovem parlamentar foi eleito na chapa do adversário da tia, o candidato Willame Anceles (PCdoB), que ficou na segunda colocação na disputa pelo Palácio Governador Ivar Saldanha.
Jonas diz que este pleito foi marcado pela força da juventude e, assim como vários candidatos jovens que disputaram a eleição, apostou em duas estratégias para conseguir obter êxito nas urnas: as redes sociais e o conhecido corpo a corpo, contato direto com a população.
De acordo com Jonas, entre os projetos que pretende defender na Câmara, ele pretende dá destaque para a saúde, infraestrutura e educação, duas das áreas mais precárias do município.
“Melhorias na saúde, infraestrutura e educação serão algumas das minhas plataformas que pretende defender na Câmara, mas das três, a saúde será a nossa bandeira. Além disso, queremos incentivar o primeiro emprego e lutar pela criação de oportunidades para o ingresso no mercado de trabalho. Hoje o município não oferece incentivo para os jovens que estão saindo do ensino médio ou da universidade”, declarou.
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Passados a campanha eleitoral de outubro, lideranças políticas começam a prestigiar a diplomação dos correligionários eleitos em vários municípios maranhenses, após a primeira eleição com mudanças na legislação eleitoral que incluíram menor duração e menos recursos para os postulantes.
Em Bacabeira, um fato curioso chamou a atenção: dois ex-prefeitos resolveram medir forças mesmo sem ter registrado candidaturas, mas só um comemorou e compareceu à cerimonia pelo qual a Justiça Eleitoral atesta que o candidato foi efetivamente eleito pelo povo e, por isso, estava apto a tomar posse no cargo.
Reinaldo Calvet e José Venâncio, o Venancinho (DEM) tiveram familiares concorrendo algum cargo nas eleições deste ano, mas os resultados das urnas se transformaram em sucessos e fracassos para alguns dos parentes destes dois lideres políticos.

Enquanto um comemorava a vitória da filha e do sobrinho, o outro passava vergonha por conta do fracasso do irmão e do filho de seu primo nas urnas. No caso de Venancinho, por exemplo, ele amargou uma derrota em casa. O irmão dele, Werbeth Pinheiro, o Pinheirinho (DEM) foi candidato a vice-prefeito no município, na chapa do prefeito Alan Linhares (PCdoB), mas apesar da boa votação ambos acabaram perdendo para a empresária Fernanda Gonçalo (PMN), primeira mulher eleita prefeita da cidade.
Outro que fez Venancinho passar vergonha nas urnas foi o sobrinho dele, Pinheiro Júnior (PPS) que disputou uma vaga à Câmara de Vereadores, mas não obteve votos suficientes para garantir a vitória. Embora o resultado tenha sido vexatório, Júnior ainda chegou a ser diplomado porque ficou na primeira suplência.

Na diplomação de ontem, Calvet era só alegria. É que ele viu a filha Kelyane (PMB) e o sobrinho Jeferson (PSC) sendo diplomados como vereadores. De quebra ainda observou outra sobrinha Kessia ser diplomada como suplente.
De todos os recados que as urnas enviaram este ano, um deles parece evidente, na opinião de observadores da cena politica bacabeirense: disputa eleitoral é como a brincadeira da dança da cadeira, que quando alguém perde, fica fora da roda e o jogo recomeça. Foi assim com Calvet, de 1997 a 2004 e com Venancinho, de 2009 a 2012. Tanto um quanto o outro fizeram seus sucessores. Calvet elegeu o próprio Venancinho em 2008, anos depois ambos romperam e o democrata, por sua vez, conseguiu eleger Alan Linhares em 2012.
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Um grupo de 212 médicos cubanos embarcou, na tarde desta quinta-feira (15), na Base Aérea de Brasília, em três aviões da Força Aérea Brasileira, com destino aos estados do Ceará, Maranhão e Paraíba, onde irão trabalhar em diversos municípios pelo programa Mais Médicos. Esses profissionais substituem parte dos colegas que encerram sua atuação no programa, num total de 1.380 profissionais.
Segundo o Ministério da Saúde, até o fim de dezembro estas vagas serão repostas, atendendo a 1.040 cidades. O secretário de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, Rogério Abdalla elogiou os médicos que compõem o programa e sua participação no incremento da saúde no país.
“Estive viajando pelo Piauí, Alagoas, pelo Brasil afora. A gente passa a compreender a importância desses médicos lá na ponta. Nas cidades que não têm os recursos dos grandes centros, você vê a importância desses profissionais, que são bons, são humanistas. Estamos muito bem servidos”. O secretário foi à Base Aérea saudar os médicos e desejar-lhes um bom trabalho antes da viagem.
A médica Maria Nela Aguero, 33 anos, uma das que aguardavam a hora do voo na Base Aérea de Brasília, disse achar o programa Mais Médicos “muito interessante e benéfico a toda a população pobre. Nós temos a maior vontade de oferecer saúde e amor para a população brasileira”. É a primeira vez que vem ao Brasil e atenderá no município de Coelho Neto, no Maranhão.
Já o Dr. Duviel Rosario, 32, que atenderá em um distrito indígena, também no Maranhão, disse que iria trabalhar “com muito gosto, amor e toda a vontade de oferecer ajuda a todos que não têm acesso à saúde. Vou trabalhar com todo o profissionalismo que caracterizam os médicos cubanos”, disse antes de embarcar no avião Hércules que o levaria a São Luis.
A previsão é que nos próximos três meses cerca de cinco mil médicos encerrem as atividades no programa. De acordo com o secretário Abdalla, cerca de mil médicos por mês chegarão ao país para substituir os que saem.
A expectativa do governo é reduzir nos próximos três anos o número de profissionais cubanos, vindos através de convênio com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Atualmente, são 11,4 mil profissionais que trabalham por convênio e o governo pretende manter apenas 7,4 mil médicos cubanos ao final desse período. O objetivo é estimular a participação de um número maior de médicos brasileiros, que ocupariam essa diferença de quatro mil vagas.
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