
Pessoas ficam de costas em frente ao 4º Batalhão da PM em Balsas em protesto contra a morte de estudante durante ação policial
Ainda é de consternação e revolta o clima na cidade de Balsas, por conta da morte da estudante Karina Brito Ferreira, 23 anos, que teve o carro onde estava atigido por vários tiros durante uma operação polícial. Ontem, no enterro da estudantes foi realizado um protesto em frente ao quartel do 4º Batalhão da Policia Militar.
Em sinal de revolta, os participantes do protesto ficaram de costas para o local onde também realizaram um minuto de silêncio. Todos os policiais envolvidos na operação já foram ouvidos e liberados e armas utilizadas pelos policiais foram recolhida. O laudo que ainda está sendo elaborado deve indicar quais armas sairam os tiros que atingiram a estudante.
Conheça o caso
As duas jovens de Balsas, Karina e Kamila Brito, foram alvejadas por tiros quando voltavam de um velório. Policiais disfarçados, em um veículo não adesivado, deram ordem de parada, nas proximidades da Lagoa do Jardel. Assustadas por pensarem que se tratasse de um assalto, as duas irmãs saíram em alta velocidade. Os policiais estariam de campana próximo a uma residência onde uma quadrilha estaria escondida e, ao ver o veículo das irmãs passando em alta velocidade, acreditaram se tratar de cúmplices do bando.
Karina morreu nos braços da irmã, que ainda tentou levá-la ao hospital, mas perdeu o controle do carro em frente à praça Eloy Coelho. Kamila foi encaminhada ao hospital Balsas Urgente com um tiro no braço, mas passa bem. Apesar de estar fora dos riscos, ela está em choque, pela perda da irmã.

Representantes do Ministério Público e da CGU iniciaram as investigações pela Coopmar
A investigação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que levou à descoberta de fraude em licitação que causaram prejuízos de R$ 230 milhões em pelo menos 17 prefeituras maranhenses, é muito mais ampla. Tão extensa que poderá levar à descoberta de novas pessoas envolvidas no esquema de corrupção, conforme documentos publicados com exclusividades pelo blog em outubro deste ano, três meses antes da Operação Cooperare deflagrada no dia 13 deste mês.
As investigações do Ministério Público apontaram que as prefeituras estavam envolvidas em um esquema que desviou cerca de R$ 170 milhões dos cofres públicos. Segundo representação do órgão, houve irregularidades na contratação da Cooperativa Maranhense de Trabalho e Prestação de Serviços – Coopmar e mais de 10 empresas.
O problema é que essa descoberta pode ter puxado o fio da meada de um esquema bem maior, envolvendo outras cooperativas e outras prefeituras. No mês retrasado, mostramos em primeira mão uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) em convênios firmados entre seis prefeituras com duas organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips) que detectou uma série de irregularidades com o dinheiro públicos destes municípios. A descoberta só foi possível depois de uma representação do vereador de Chapadinha, Marcelo Pessoa de Menezes (PSB) protocolada no órgão e que acabaram resultando no acompanhamento e fiscalização in loco de auditores fiscais, mediante o Termo Circunstanciado (TC) de número 010.377/2011-5.
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A ligação do esquema que envolve a Coopemar com outras duas cooperativas ficou mais evidente com revelações publicadas pelo jornalista Marco D’Eça em seu blog mostrando que um dos investigados na Operação Cooperare, Gleydson de Jesus Gomes Araújo, tem vínculo direto com a Cooperativa dos Profissionais Específicos da Saúde LTDA., conhecida por Coopes.

Extratos dos contratos da Coopes e da Interativa com Vargem Grande; coincidências demais.
Segundo as informações reveladas hoje, foi Gleydson quem representou a Coopes na assinatura de um contrato de R$ 10,9 milhões com a Prefeitura de Vargem Grande, em março de 2011, durante a gestão do prefeito Miguel Fernandes.
No mesmo dia, a mesma prefeitura assinou contrato com outra cooperativa, a Interativa Cooperativa de Serviços Múltiplos LTDA., no valor de R$ 2,5 milhões.
Coincidentemente, a Coopes e a Interativa compartilham o mesmo telefone em seu CNPJ; e foram abertas apenas com um dia de diferença uma da outra: a Coopes no dia 7 de janeiro e a Interativa no dia 8 de janeiro de 2009.

Os CNPJ da Coopes e da Interativa: mesmo telefone e abertura com diferença de apenas 1 dia.
Detalhe: a Prefeitura de Vargem Grande não está na lista das 17 investigadas no esquema da Coopmar.
Sinal de que o rombo nos municípios maranhenses pode ser muito maior que os R$ 230 milhões desta fase das investigações.
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Familiares de Karina afirmam que os policiais retiraram o corpo dela de dentro do veículo após a abordagem que resultou na morte da jovem
Depoimentos registrados em audio por famliares de Karina Brito, 23 anos, morta durante operação policial realizada na cidade de Balsas, situada a 800 km de São Luís, revelam o desespero manifestado pela jovem após ser atingida pelos tiros, disparados por policiais que estavam um veículo descaracterizado e abordaram o carro onde ela estava e era dirigido pela irmã.
Os familiares de Karina Brito relatam no audio que o corpo dela foi retirado do veículo e demonstram revolta e indignação com o caso. O Instituto Médico Legal de Imperatriz(IML) informa que o o resultado do laudo que vai informar quantos tiros atingiram a jovem e qual o calibre das balas que resultaram na morte de Karina Britto deve sair em dez dias.
As irmãs Karina e Kamila Brito foram abordadas por policiais em veículos descaracterizados, quando voltavam de um velório. Os policiais estavam em ação na busca a suspeitos de envolvimento no assalto a agência do Banco do Brasil, na cidade de Fortaleza dos Nogueiras, situada a 100 km de Balsas

Membro do PDT, com trânsito livre no Palácio La Ravardière, sede do governo municipal de São Luís, o vereador Ivaldo Rodrigues (foto), deve ser confirmado, a partir do próximo ano, como o mais novo secretário de Cultura da capital maranhense, com as bênçãos do prefeito reeleito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).
O nome do nobre parlamentar vem sendo bem avaliado por movimentos culturais da cidade, que apostam todas as fichas na pessoa do vereador pedetista. Caso Ivaldo seja confirmado como titular da pasta, abriria brecha para que o suplente da coligação, o ainda vereador Barbosa Lages (PDT), assumisse uma cadeira na Câmara de São Luís para a próxima legislatura.
Até o momento, Ivaldo Rodrigues prefere não falar sobre o assunto, justificando que “em boca fechada não entra mosca” e que a palavra final só depende do próprio prefeito Edivaldo.

A Justiça Eleitoral diplomou nesta quinta-feira, 15, os vereadores eleitos e suplentes do município de Bacabal. Por enquanto, a cidade não tem prefeito e começará o ano sem um gestor, devido ao indeferimento do registro de candidatura de Zé Vieira (PP), o mais votado em outubro. O presidente da Câmara deverá assumir a prefeitura provisoriamente, até que o Tribunal Superior Eleitoral defina a situação. Neste caso é previsto realização de eleição suplementar.
Quem está de olho na vaga, e é o grande favorito a virar prefeito interinamente, é o atual presidente da Câmara, Manuel da Concórdia (PTN), que buscará a reeleição. Também na disputa está o empresário César Brito (PPS), eleito para seu primeiro mandato.
Com a indefinição, o candidato derrotado Roberto Costa (PMDB) e o senador João Alberto articulam a candidatura de um vereador aliado para a Presidência da Câmara para servir mandato tampão. Costa está confiante que a justiça irá barrar o registro de candidatura de Zé Vieira, e assim ele seja declarado prefeito eleito de Bacabal.
O certo é que o município começará o ano dirigido por um “prefeito tampão” e a situação só deve ser resolvida em fevereiro, após o recesso dos ministros do STF.