
Cena de Muleque Té Doido 2 – A Lenda de Dom Sebastião. – Reprodução/YouTube
SÃO LUÍS – Em alta nos cinemas do Estado, o filme maranhense Muleque Té Doido 2 – A Lenda de Dom Sebastião tem repercutido fora do Maranhão. Segundo informações do site Filme B, que analisou a bilheteria do fim de semana nos cinemas brasileiros, a continuação de Muleque Té Doido – O Filme ficou em 16º lugar, com 37.879 espectadores em público acumulado.
Com média de quase 700 pessoas por sala, o longa maranhense tem renda acumulada de R$ 545.361 até o último balanço feito pelo site.
Segundo o Filme B, Muleque Té Doido 2 – A Lenda de Dom Sebastião superou filmes como É fada!, Depois da tempestade, As confissões e O plano de Maggie.
Muleque Té Doido 2 – A Lenda de Dom Sebastião
O longa maranhense estreou no último dia 10 de novembro em São Luís e Imperatriz e, em uma semana, superou a marca do antecessor, Muleque Té Doido – O Filme, com mais de 30 mil espectadores aos cinemas.
O primeiro filme, lançado em 2014, levou 15 mil pessoas em quatro semanas de exibição. O sucesso da continuação foi tão grande que a marca foi superada em menos de uma semana, com o dobro de público. “Nossos sinceros agradecimentos ao público do Maranhão, sem vocês nada disso seria possível”, publicou o perfil do filme no Facebook.
Veja o trailer:
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Com recursos pendentes, Sônia Campos ganha, mas pode não levar.
A ex-prefeita de Axixá, Maria Sônia Oliveira Campos, a Sônia Campos (PDT), planeja retornar ao comando daquele município, mesmo sendo processada por ter contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Ela é filiada ao partido que tem como principal liderança no Maranhão, o deputado federal Weverton Rocha, que responde inquéritos e ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes contra as leis de licitações.
Investigada e presa pela Policia Federal no bojo da Operação Rapina, Soninha tenta retornar à prefeitura axixaense, mesmo na condição de ré em pelo menos dez processos – entre ações penal e civil pública – acusada por crimes contra a administração pública, desvio de dinheiro público, corrupção, estelionato e até delitos eleitorais, nos últimos oito anos.
>>Sônia Campos ganha, mas pode não levar Prefeitura de Axixá
Uma dessas irregularidades levou o Tribunal de Contas da União (TCU) a rejeitar contas da ex-prefeita por irregularidades em convênios firmados com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). A reprovação das contas nesse âmbito torna a candidata inelegível, com base na Lei da Ficha Limpa, o que a impede de disputar cargos eletivos. Uma certidão do próprio órgão que Soninha teve que entregar à Justiça Eleitoral, mostra algumas das condenações dela junto ao tribunal.

TCU mostra consequências da não prestação de contas de Sônia Campos.
Alguns dos casos julgados pela Corte de Contas foram consideráveis insanáveis. Mas usando de má-fé para conseguir garantir registro de sua candidatura, a pedetista entrou com embargos no TCU para anular os acórdãos e impedir que seu nome figurasse na lista de ficha suja do órgão, garantindo com isso o registro de candidatura.
Mesmo na condição de ré e com contas rejeitadas, ela apresentou uma certidão eletrônica do Tribunal de Contas da União (TCU), expedida no dia 21 de julho, comprovando o uso da má-fé para garantir registro. O problema é que uma consulta junto ao site do tribunal constava que documento, expedido nos termos do art. 79 da Resolução TCU 259/2014, não fazia parte do banco de dados do órgão.
DOCUMENTO
Baixe a Certidão que comprova irregularidades de Sônia Campos no TCU
Por conta disso, o blog resolveu entrar em contato com a assessoria de imprensa do TCU questionando o fato de a certidão apresentada pela candidata não constar no sistema do tribunal. No entanto, a resposta foi mais surpreendente ainda.
Em nota, o Tribunal de Contas da União (TCU), através de sua Diretoria de Comunicação, reconheceu que consta responsabilidade em alguns processos relacionados à Maria Sônia Oliveira Campos, por esse motivo, a certidão foi emitida nos termos do art. 79 da Resolução TCU 259/2014.
No comunicado, o órgão explicou ainda que a certidão de Soninha, por ter sido emitida manualmente, não fica disponível no Portal. Neste caso só fica disponível a possibilidade de conferência de autenticidade. Segundo o TCU, a única certidão que fica disponível diretamente no site é a NEGATIVA, ou seja, quando não há pendências em processos na Corte de Contas, o que não é o caso da prefeita eleita de Axixá.

Em nota ao blog, TCU diz que Sônia Campos tem pendências em processos na Corte de Contas.
FLAGRA DE COMPRA DE VOTO
O Ministério Público Eleitoral (MPE), órgão de fiscalização e execução do processo eleitoral, não pretende dá trégua à candidata eleita com pendências judiciais por crimes e desvios de conduta no exercício de seus dois mandatos de prefeita. Desde quando Sônia Campos registrou candidatura, o MPE pede na Justiça Eleitoral a impugnação do registro dela.
Como se não bastasse todas as denúncias e irregularidades constatadas, a candidata ainda foi flagrada comprando votos durante o pleito deste ano. O flagrante do suposto crime foi decisivo para fazer a pedetista ganhar a eleição com uma diferença de apenas sete votos, numa disputa extremamente apertada.
O problema é que a grave infração à legislação pode fazer Soninha virar ré em mais um processo na Justiça Eleitoral. O suposto crime foi gravado no dia 28 de setembro, quatro dias antes das eleições, durante uma reunião realizada em uma casa, na comunidade Cedro, naquele município.
PRÁTICA COMUM DA CANDIDATA
Não é a primeira vez que práticas de abusos envolvendo Sônia Campos acontecem no município. Em 2012, ela foi acusada de usar uma funcionária pública como cabo eleitoral. A servidora que deveria estar dando expediente na Prefeitura foi flagrada em um comitê do candidato apoiado pela então prefeita. Sônia foi acionada e depois que o processo ter tramitado quase dois anos na justiça, ela acabou sendo condenada ao pagamento de multa. Mas ela recorreu e acabou conseguindo a libertação da multa. A série de vitórias na justiça transformou a candidata em ‘sortuda jurídica’, mas Soninha deixou suas digitais dos crimes que podem trazer graves consequências à possibilidade de retomar ano que vem a prefeitura que um dia já esteve sob seu comando.
SÔNIA DEBOCHA DA LEGISLAÇÃO
A efetividade da lei Ficha Limpa em relação à Sônia Campos vai depender do rigor com que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julgará os processos contra a candidata movidos pelo Ministério Público Eleitoral.
Se o TRE seguir a linha sustentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a lei será eficaz. Mas se for excessivamente liberal na interpretação da legislação, além de fazer a Ficha Limpa não vingar, fará a candidata debochar do judiciário com as sucessivas vitórias mirabolantes.
Em suma: ela pode até ganhar na Corte Eleitoral maranhense, mas a situação dela pode ser um pouco mais complicada quando o TSE começar a apreciar seus processos.
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Endereço inexistente que a empresa informou à Receita Federal fica na mesma rua da Prefeitura.
A Prefeitura de Bacabeira aluga veículos da A.P. Desterro Locação cujo nome de fantasia é Alef Locadora, empresa que não tem escritório na cidade e nem permissão de órgãos do Estado para atuar no ramo. Entre 2010 e 2016, o Município já desembolsou quase R$ 1 milhão, entre contratos e aditivos. Parte da despesa foi custeada através de verbas que seriam para manutenção das secretarias municipais. A informação é do blog da jornalista Dalvana Mendes.
A firma foi criada em 2009, um ano antes da primeira contratação pela Prefeitura. E pertence ao ex-candidato a vereador Ademir Pereira Desterro. O blog realiza cruzamento de dados para saber se a locadora tem algum carro registrado junto ao Detran em seu nome.
A Alef Locadora não tem sede, pois no endereço cadastrado na Receita Federal, existe na verdade, uma residência, com nenhuma característica que sequer lembre o funcionamento de uma empresa responsável por esse tipo de serviço.
No imóvel onde deveria funcionar a empresa não existe nenhuma placa que a identifique e, também não vimos movimentos de funcionários. É apenas uma residência, localizada na Rua 10 de Novembro, Cidade Nova, em Bacabeira. A locadora é detentora de um capital social de R$ 20 mil reais.

Dono da empresa identificado por Ademir Desterro é ex-candidato a vereador do município.
Moradores afirmam que nunca repararam que naquela rua estaria funcionando locadora e que o único estacionamento próximo ao local, onde os carros ficam estacionados, é um terreno público que pertence ao domínio do Município onde ocorrem eventos como São João.
Ademir Desterro que é primo do ex-prefeito José Venâncio (DEM), tem apenas um veículo alugado para a prefeitura bacabeirense, mas só estariam conseguindo cumprir o contrato de prestação de serviço porque conseguiu locar cinco automóveis particulares de outros donos, alguns dos proprietários dos veículos, inclusive, são funcionários públicos municipais que trabalham como motoristas.
O contrato com Alef Locadora faz a prefeitura contemplar várias pessoas com o aluguel de veículos através da empresa do ex-candidato a vereador. Levantamento realizado junto ao Mural de Licitações, sistema do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que permite ao cidadão tomar conhecimento dos processos licitatórios realizados pela administração pública, mostra que desde a sua criação, a empresa só foi contratada pelo Município de Bacabeira, deixando mais que evidente que a locadora surgiu com o objetivo de atender a um suposto esquema de cartel e contratos direcionados.
ADITIVOS ELEVARAM CUSTOS
Dados disponíveis no Diário Oficial do Estado mostram que a gestão do prefeito Alan Linhares (PCdoB), usou com frequência o mesmo contrato com a locadora para turbinar aditivos que elevaram custos do serviço prestados pela empresa. No entanto, a suspeita de superfaturamento só poderá ser confirmada se a próxima administração resolver auditar as contas da prefeitura nos últimos seis anos.

Um dos contratos firmado pela empresa com a prefeitura foi em 2013.
O contrato mirabolante recebeu mais um aditivo no mês de maio de 2015. A proposta assinada pela Secretária Municipal de Administração e Planejamento, Vilany Oliveira, com o aval do atual prefeito Alan Linhares, teve o valor global firmado em R$ 240.040,00 e deve ser paga até o mês de dezembro de 2016. O Ministério Público (MP) já teria sido acionado e deve em alguns dias investigar o contrato e a forma de execução dos serviços.


Termos aditivos que elevaram os custos do contrato com a empresa.
A denúncia levanta suspeita de que a Prefeitura teria utilizado notas fiscais da empresa fantasma com objetivo de justificar gastos de serviços para poder desviar os recursos dos cofres municipais. Levantamento no relatório da prestação de contas apresentada ao TCE aponta vínculos empregatícios dos proprietários dos veículos com setores da administração municipal, mas essa é uma outra pauta que o blog vai abordar na próxima semana.
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O juiz Eilson Santos da Silva, da Comarca de Riachão, determinou o bloqueio de 60% de todas as contas da Prefeitura Municipal de Feira Nova do Maranhão.
O mesmo percentual do recurso da repatriação, no valor total de R$ 429 mil, também foi bloqueado.
O dinheiro deve ser usado para pagar os salários dos servidores, que têm convivido com atrasos desde setembro de 2015. Servidores da saúde e da educação estão com um mês de salário atrasado. As demais categorias, dois meses.
“Resta claro o atraso no pagamento […] dos salários dos servidores municipais desde o mês de outubro, além dos pagamentos anteriores terem ocorrido com atrasos de forma recorrente, denotando o caráter ilegal dos atos”, destacou o magistrado.
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A Justiça do Maranhão condenou no município de São Vicente Férrer, a 275 km de São Luís, o réu Carlos Henrique Galvão a 28 anos de prisão e cinco meses pela a morte da sua companheira Vandilene Serra. Ela foi morta com sete facadas no último dia três de junho deste ano.
Na ocasião, o homicídio deu-se na presença de três filhos da vítima, todos com menos de oito anos. Foi apurado que uma das crianças ainda tentou impedir o ato, colocando-se entre a mãe e o réu, mas foi empurrada por ele, que continuou esfaqueando a vítima.
De acordo com a acusação, o homicídio foi praticado por motivo fútil, que consistiu no simples fato da vítima não ter se levantado para abrir a porta da residência onde morava.
Durante o julgamento a promotora de justiça de São Vicente Férrer, Alessandra Darub Alves, abordou a questão da violência contra a mulher no Maranhão e apresentou dados do Mapa da Violência de 2015.
Feminicídio no Brasil
Elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), o Mapa da Violência 2015 realizou uma estimativa dos feminicídios que aconteceram no país no ano de 2013. O Brasil atualmente ocupa o 5º lugar no ranking mundial da violência contra as mulheres.
Dos 4.762 homicídios femininos registrados em 2013, 2.394, ou seja, 50,3% do total foram praticados por um familiar da vítima, o que representa perto de sete feminicídios diários nesse ano; 1.583 dessas mulheres foram mortas pelo parceiro ou ex-parceiro, o que representa 33,2% do total de homicídios femininos nesse ano. Nesse caso, as mortes diárias foram quatro.
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