Após a repercussão negativa em torno do jingle de campanha de reeleição do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior, o marqueteiro Evilson Almeida deu o braço a torcer, admitindo a hipótese de mexer na música.
Livremente inspirado no tema do filme Frozen, cantado pela popstar Demi Lovato, o jingle virou motivo de chacota e reclamação entre apoiadores e eleitores de Edivaldo logo depois de ser lançado.
O dono da Imagine Comunicação, então, decidiu mudar apenas a melodia da música. A letra, no entanto, deve permanecer a mesma.
Entre marqueteiros e publicitários do país inteiro, o caso já virou motivo de piada. Para alguns, inclusive, a peça pode ser caracterizada como plágio e resultar numa ação milionária de direitos autorais em favor da Disney.
O candidato do PMDB à Prefeitura de São Luís, Fábio Câmara, participou, na noite desta quarta-feira, dia 17 de agosto, no auditório do Instituto de Ensino Superior do Maranhão (IESMA), do debate promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Dividido em quatro blocos, Fábio Câmara respondeu perguntas elaboradas por membros da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Luís, debateu com os demais candidatos, destacou três de suas propostas e elogiou a importância da realização do evento que foi uma iniciativa de um movimento de fé.

Candidato do PMDB declarou que o instrumento básico de planejamento municipal não contempla atividades portuárias.
— Destaco a importância da CNBB em realizar esse debate de grande importância, pois como diz uma frase do Papa Francisco: o dialogo tem o poder de construir pontes, de facilitar o encontro e a inclusão — disse.
No primeiro bloco, o tema sorteado foi sobre Plano Diretor. O candidato peemedebista informou que o Plano Diretor é uma exigência legal, formal e fundamental para o desenvolvimento da cidade, mas afirmou que a legislação municipal precisa passar por uma revisão com ampla participação da sociedade na sua discussão e elaboração.
— O Plano Diretor é uma exigência legal, formal e fundamental para o desenvolvimento da cidade. Assim como o manual da Igreja é a Bíblia, o Plano Diretor é o manual da cidade. Mas um dos grandes problemas neste instrumento básico de planejamento municipal, que nós precisamos rever urgentemente, é que ele atualmente não contempla as tendências da cidade. Esta cidade tem uma tendência para questão portuária e nós iremos discutir a revisão do Plano Diretor, com clareza, tratando da questão do porto e retroporto que são empreendimentos que estão invadindo a área rural da cidade — disse.
Muito à vontade, em linguagem clara e simples, o candidato do PMDB, priorizou o detalhamento de propostas para o trânsito, o desenvolvimento econômico, metropolização, segurança entre outros temas. Ele também não deixou de criticar as falhas da atual gestão na cidade nas áreas de saúde e educação.
Fábio Câmara condenou, em síntese, o modelo de “gestão de empurra” que se instalou em São Luís nos últimos anos, onde problemas nas áreas do transporte público e mobilidade, por exemplo, sempre são dos outros e nunca do prefeito que administra.
— São Luís precisa de um prefeito com olhar no futuro e não no passado. Ao longo dos últimos dez anos todos que os gestores que administram a cidade adotaram o modelo de gestão baseada no ‘empurra’, sempre culpando o antecessor por falhas — disse.
No espaço das considerações finais, Fábio Câmara agradeceu a oportunidade e falou que sua participação no evento foi uma grande oportunidade para mostrar suas propostas de governo, pois os eleitores puderam conhecer o que cada ele pretende oferecer para a cidade.
O ex-juiz de Direito, Márlon Jacinto Reis, atualmente assessor jurídico do partido Rede Sustentabilidade (Rede), idealizado pela ex-senadora Marina Silva, rebateu as críticas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, sobre a eficácia da Lei da Ficha Limpa, considerando-a uma norma criada por “bêbados”.
Márlon Reis, endeusado com um dos maiores defensores da legislação eleitoral em questão, afirmou ao site Congresso em Foco que “ele (Gilmar Mendes) utiliza esse tipo de ataque no sentido de descredibilizar uma das mais importantes conquistas brasileiras”.
Com a palavra Gilmar Mendes!

O deputado estadual Neto Evangelista e suas contradições político-partidárias no período eleitoral em São Luís
O mesmo deputado estadual Neto Evangelista, que em maio deste ano afirmava que o PSDB em São Luís se apequenou por apoiar a deputada federal Eliziane Gama (PPS) na disputa pela Prefeitura da capital, agora anda cantando em verso e prosa que confia numa futura gestão da “Noviça Rebelde”. “Eu confio em Eliziane, sei que ela pode fazer um grande governo em São Luís”, declarou o parlamentar tucano, que no momento está secretário de estado de Desenvolvimento Social na gestão do governador Flávio Dino (PCdoB).
Neto Evangelista era um dos nomes fortes do PSDB para que o partido lançasse uma candidatura própria pela corrida ao Palácio La Ravardière, sede do governo municipal. No entanto, os tucanos resolveram dividir o palanque eleitoral em apoio à candidatura da deputada federal Eliziane Gama, que tem como companheiro de chapa o vereador José Joaquim (PSDB).
Pelo que disse anteriormente o deputado Neto Evangelista o PSDB parece ter mesmo se apequenado, no entanto, os fins sempre justificam os meios.
A farra com o dinheiro público não para na Assembleia Legislativa do Maranhão. Como se não bastasse a conivência e privilégios para os funcionários “fantasmas”, os deputados maranhenses decidiram conceder, a partir de julho de 2016, o aumento faraônico de 34,5% aos servidores comissionados de nível XVIII, os popularmente conhecidos “ISO”.
O Projeto de Lei nº 145/2016, de autoria da Mesa Diretora, foi publicado no Diário da Assembleia nº 98, de 07/07/2016. Após aprovação “relâmpago”, foi promulgado pelo presidente da Casa, o deputado Humberto Coutinho, e publicado no Diário Oficial do Estado do Maranhão em 03/08/2016.
O reajuste, equivalente a cinco anos de inflação acumulada (2012 a 2016 – INPC/IBGE), beneficia, especialmente, os assessores de gabinete dos parlamentares e os diretores da Casa, comprovando que a crise financeira que assola o país passa longe do Poder Legislativo Estadual, ainda mais quando se trata de agraciar os apaniguados políticos.
De acordo com a folha de pagamento da Alema referente a junho de 2016, os custos com os cargos comissionados nível XVIII chegavam, antes do aumento, a aproximadamente R$ 7.000.000,00 (sete milhões de reais) ao mês. Com o reajuste, esse valor saltará para R$ 9.500.000,00 (nove milhões e quinhentos mil reais) mensais, ou seja, um impacto de R$ 33.000.000,00 (trinta e três milhões de reais) ao ano, ceifados – injustamente – do bolso do cidadão trabalhador.
O Sindsalem alerta, que esse montante pode ser ainda muito maior, visto que uma interpretação ampliada da lei que concedeu o reajuste dá margem para que o aumento contemple não só os servidores de nível XVIII (atualmente, mais de 400), mas TODOS OS COMISSIONADOS da Casa, ou seja, mais de 1.500 servidores, que não pertencem aos quadros de estáveis e efetivos (concursados) da Alema.
Em regra, os cargos de nível XVIII são reservados à Administração da Casa e aos Gabinetes de Parlamentares, sendo que estes possuem em torno de 10 cargos “ISO”, que já recebiam mais de R$ 16 mil por mês e, agora, receberão quase R$ 22 mil.
Para o Sindsalem, esse aumento nababesco aos apadrinhados políticos e cargos “top” da Alema evidencia, mais uma vez, a falta de compromisso com a verdade e, sobretudo, a falta de palavra do presidente da Casa, deputado Humberto Coutinho, que – alegando a atual crise financeira – impôs barreiras à aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) dos servidores estáveis e efetivos, recusando-se, inclusive, a conceder um mísero reajuste de 5% à categoria, índice que equivale à metade da inflação acumulada em 2015, chegando a divulgar através do eminência parda Carlos Alberto Ferreira, Diretor de Comunicação, que o governador Flavio Dino, foi quem travou o reajuste.
Vale ressaltar, ainda, que o nobre deputado Humberto Coutinho cortou ilegalmente o ponto e até a gratificação de servidores que exerceram o direito constitucional de greve, expulsando – por fim – o Sindsalem da sede da Alema, no Calhau, na tentativa de calar o Sindicato e sua diretoria, pelo simples fato de lutarem intransigentemente em defesa dos servidores e contra a corrupção que impera vergonhosamente no Poder Legislativo do Maranhão.
O silêncio dos deputados é bastante comprometedor e todos perdem legitimidade para fazer promessas em campanhas politicas que estão postas desde ontem (16), uma vez que temem se manifestar contra o coronelismo que os compromete com mordaças em troca de leitinho na chupeta.
Há uma necessidade urgente de manifestação do Ministério Público Estadual, uma vez que diante das investigações que estão sendo feitas sobre a folha de pagamento do parlamento estadual, o novo aumento beneficia diretamente os servidores fantasmas.
Fonte – Sindsalem