Uma vez eleito presidente em 2002, Lula autorizou José Dirceu, o coordenador de sua campanha e futuro chefe da Casa Civil, a propor ao PMDB uma coligação com o PT para que governassem juntos.
Foi o que fez Dirceu, que há muito advogava a ideia caso Lula se elegesse. Roseana Sarney, filha de José Sarney, aceitou o convite para ser ministra. Outros nomes do PMDB aceitaram também.
Quando a parte do PMDB no ministério estava fechada, Lula chamou Dirceu e disse que preferia governar com partidos menores. Não confiava no PMDB. Não queria conferir-lhe tanta importância.
O mensalão é filho dessa decisão de Lula. Aí nasceu a “sofisticada organização criminosa” que remunerou deputados com dinheiro sujo para que eles votassem na Câmara como o governo mandava.
Ao se reeleger em 2006, Lula convidou o PMDB para entrar no governo. O mensalão dera lugar ao petrolão. Os partidos ganharam cargos e, por meio deles, passaram a se remunerar. Com a aprovação do alto, é claro.
Dilma valeu-se do PMDB para se eleger e se reeleger. Ao ser reeleita, ofereceu ao PMDB menos espaço no governo do que ele queria e passou a tratar mal o vice-presidente Michel Temer.
Humilhou-o diversas vezes – uma delas quando Temer, a seu pedido, assumiu a coordenação política do governo, mas jamais teve condições de exercê-la de fato. Dilma negou-lhe tais condições.
O troco a Dilma e ao PT será dado, esta tarde, pelo PMDB.
Mãe, esposa, amiga, bailarina, professora. Ana Duarte, mulher que levou a arte até no nome. Do balé clássico à cultura popular, da atuação à performance, Ana deixou só boas impressões entre familiares, amigos e conhecidos. A artista de 51 anos faleceu na madrugada do último sábado, vítima de latrocínio na BR-135 quando já estava retornando de uma roda de tambor para São Luís e se preparava, segundo amigos, para mais uma rodada no Sábado de Aleluia. Foi-se a bailarina, mas ficou para sempre o que ela representou na vida terrena: a personificação da alegria de viver.
Amigos e parentes se manifestaram por meio das redes sociais sobre a morte trágica. Uns revoltados com a violência, outros preferiram colocar poesia em torno do acontecido.“…Durante toda minha vida não vi nem de passagem uma mulher como ela… nem nos filmes! Não sei de onde ela tirava inspiração para ser Ana, a impressão é que ela não andava é que ela dançava de tão leve que era… A vida dela era a dança, ela estava vindo de um tambor… Para a família e os amigos: o que eu posso dizer: ‘Quando a saudade apertá chama os corêro pá tocá, e as corêra pá rodá as saia e baiá e por isso saldemo o Tambor do Sol de Ana Duarte! Da arte! Da vida!” (Dida Maranhão).
“Estou longe, mas meu coração está com a Ana por onde ela estiver agora. Minha querida, vc foi um presente de Deus na minha vida, desde que começou a fazer Ballet comigo e agora a dança continua com sua linda filha Juliana Rizzo que sempre será nossa princesa bailarina. Amiga, sua missão entre nós acabou, mas não queríamos que fosse agora. Da forma brutal que foi”, postou a bailarina Olinda Saul, que também é diretora do Ballet Olinda Saul.
Ana foi aluna do Ballet na década de 1990 por um bom tempo, e depois foi trabalhar no Teatro Arthur Azevedo com o produtor Fernando Bicudo. Foi lá, segundo Olinda, que ela começou o gosto pela cultura popular e ampliou as pesquisas sobre as manifestações.
“Conosco ela fazia muito dança/teatro como Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, ela e o bailarino Hélio Martins, mas o balé clássico não era muito a praia dela. Ela se identificou mesmo com a dança popular. Ainda estou muito chocada, só consigo ver a imagem dela sorrindo. Era muito prestativa, muito humana, super artista e gente do bem”, acrescenta Olinda.
Impossível para quem costuma frequentar a Praia Grande, não ter visto em algum momento passar pelas ruas históricas, aquela mulher de traços finos e porte elegante. É assim que Zé Maria Medeiros, produtor e realizador do evento A Vida é uma Festa, quer lembrar para sempre de sua amiga de mais de 30 anos.
“A Ana era uma dançarina. De tambor de crioula, de boi de zabumba, mesmo tendo iniciado no balé clássico, ela gostava do popular. Era elegante no andar, vestir e dançar. Tudo o que ela fez na vida foi dançar e cantar. Ela vivia intensamente a arte e vamos sentir falta de tudo isso”, diz Zé Maria, confirmando que nos 14 anos de A Vida é Uma Festa, não se lembra de não ter visto Ana dançando. “E ela dançava no palco, na rua, em todo lugar. Bastava ter música. Dançava por alegria”, diz.
Ana Lúcia Duarte Silva Gavião era casada com o professor Adalberto Rizzo e deixa uma filha de 19 anos, a também bailarina Juliana Rizzo. Ana era conhecida pelo seu trabalho na dança e nos movimentos culturais. Ela também era professora de história e fazia parte do corpo de baile do Tambor do Mestre Amaral.
Vereadores de Paço do Lumiar rejeitaram nesta manhã requerimento de autoria do vereador Antônio Jorge Lobato (Jorge Marú), de convocação da secretária de educação Graça Privado para esclarecimentos referentes ao caos que se instalou na educação municipal de Paço do Lumiar.
A convocação foi motivada após denúncias de pais de alunos feitas a TV Mirante semana passada, onde relataram o atraso no início do ano letivo previsto para fevereiro, a falta de alimentação em creches e fechamento de escolas para reformas que ainda não foram executadas pela prefeitura.
Desde que assumiu a responsabilidade pelo ensino fundamental nas escolas do conjunto Maiobão, o prefeito é alvo de reclamação da classe estudantil, e dos pais que denunciam a falta de compromisso com a educação, além do sucateamento das unidades de ensino.
Votaram contra a convocação, os vereadores aliados do prefeito: MIAU OLIVEIRA, JORGE BRITO, IRMÃO CAMPELO, JOÃO VICTOR, e MARCELO PORTELA
Às vésperas de decidir o que vai fazer quanto a sua participação na atual gestão do governo federal, o PMDB ainda não está todo convicto do que deve ser feito. Dos 27 diretórios, 14 já sinalizaram pelo desembarque da gestão Dilma Rousseff. Dos 13 que ainda não se posicionaram, está o do Maranhão, que se encontra dividida no assunto.
Principais lideranças
O presidente do PMDB no Maranhão, senador João Alberto, é contra a saída do partido da base governista. João Alberto tem por que defender a manutenção. Ele é próximo à presidência da República e o partido, inclusive, indicou pessoas de sua base para cargos importantes. Só para citar alguns, o PMDB tem as superintendências do Dnit e da Funasa no Maranhão e também a direção nacional da Fundação.
João Alberto pede ponderação e que se recue na saída do PMDB. “Não vamos nos precipitar”, disse. Mas é importante frisar que ele toma essa posição como membro do partido e não como presidente do diretório.
Silêncio total
Com exceção do senador, ninguém mais se manifestou abertamente. A reportagem de O Imparcial tentou ouvir os dois lados divergentes no caso, mas não conseguimos outras declarações.
Foram procurados os deputados estaduais Roberto Costa e Andrea Murad e o deputado federal João Marcelo. Roberto disse que “prefere esperar o resultado da reunião nacional”, enquanto que a assessoria de João Marcelo informou que “ele estava em trânsito de São Luís para Brasília”, o que impossibilitava comunicação.
Dos três, ao menos dois tem posturas a serem interpretadas. Por seguir como braço direito do pai, João Marcelo deve ser favorável a permanência do PMDB. Já Andrea, pelo tom das críticas que faz ao governo federal, deve apoiar a saída.
Caminho já traçado
A julgar pelas posições das demais regionais do PMDB, a saída do governo Dilma é quase que inevitável. E faz remontar ao período em que o antigo PFL (hoje DEM) rompeu com o PSDB na gestão de Fernando Henrique Cardoso, no ano de 2002. À época, o PFL detinha a maior bancada na Câmara dos Deputados e a segunda maior no Senado. Situação idêntica a do PMDB, que tem a segunda maior representação na Câmara e a maior no Senado.
Outras coincidências: parte dos filiados renomados do PMDB de hoje estavam no PFL. Um exemplo é a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney.
Outro partido que deve acertar a debandada é o PP, que tem 49 deputados federais (a terceira maior bancada). No Senado, são seis parlamentares.
Nos últimos 04 anos, a servidora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), identificada por Maria Luiza Castelo Branco Braga, dobrou o valor de seu patrimônio, que passou de R$ 257 mil, em 2008, para R$ 554 mil, em 2012. Lotada na Agência da Previdência Social em Matinha, a 222 km de São Luís, Maria é suspeita de possuir um patrimônio muito acima do compatível com as suas remunerações.
Responsável por habilitar e conceder aposentadorias a beneficiários, Maria Luiza, de 56 anos, que é conhecida na cidade como “Lulu de Uosto”, recebe, como servidora pública, um salário mensal bruto de R$ 6 mil. Foi através do cargo que a funcionária pública conseguiu se eleger vereadora naquele município.

Como datilografa do INSS, Lulu do Uosto conseguiu se eleger vereadora, duplicou patrimônio e conseguiu ‘enricar’ com um salario de apenas R$ 6 mil
O total em bens de Maria Luzia é atualmente duas vezes maior que o de muitos de seus colegas de plenário. Os dados fazem parte das declarações de bens entregues por ela à Justiça Eleitoral.
Em 2008, a servidora apresentava como um dos bens mais valiosos uma área de terra, avaliada à época em R$ 150 mil. Em 2012, ela apresentou outras propriedades. Um dos imóveis mais caros, por exemplo, foi uma propriedade localizada no povoado Aguiri, avaliada em R$ 400 mil.
DESTRINCHANDO A EVOLUÇÃO DOS BENS
Na próxima semana o blog vai trazer uma publicação detalhando as declarações de bens apresentadas pela servidora pública mostrando que ela precisaria ter economizado pelo menos 50% de sua renda mensal desde o início do mandato para poder dobrar seu patrimônio entre 2008 e 2012. O blog calculou a evolução do patrimônio da vereadora de Matinha a partir das duas fontes de renda dela: o salário como servidora do INSS, atualmente em R$ 6.878,79, e o subsidio como vereadora, de pouco mais de R$ 3.000,00.