
A partir de 20 de julho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgará, na internet, o quantitativo de eleitoras e eleitores por município. Com os dados, será possível calcular o limite de gastos e o número de contratações diretas ou terceirizadas de pessoal para a prestação de serviços referentes a atividades de militância e mobilização de rua nas campanhas eleitorais.
Em Anapurus (MA), os números preliminares referentes aos atendimentos realizados pelo Cartório da 24ª Zona Eleitoral, entre os dias 8 de novembro de 2022 e 8 de maio de 2024, período de abertura do cadastro eleitoral, trouxeram um dado curioso: o município anapuruense realizou mais transferências de domicílio eleitoral que alistamentos eleitorais (emissão e regularização de títulos cancelados).
De acordo com dados do Sistema ELO, utilizado pela Justiça Eleitoral para atendimento ao eleitorado, foram 990 transferências contra 732 alistamentos, perfazendo uma diferença de 258 eleitores.
A certidão assinada pelo Chefe do Cartório da 24ª Zona Eleitoral, José Lucas Rocha Melo de Sena, foi publicada no dia 25 de junho. O documento confirma denúncia da imprensa sobre um suposto esquema de fraude na emissão de título de eleitor que estaria sendo atribuído à prefeita de Anapurus (MA), Professora Vanderly (PCdoB).
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O prefeito de Cedral, Fernando Cuba (MDB) pode ter cooptados funcionários da Caixa Econômica Federal para adulterar documentos de medições referentes à execução da construção de uma ciclovia, visando à solicitação de autorização de desembolso dos recursos para a obra de mobilidade urbana do município.
Segundo denúncia que veio à torna, a administração cedralense contratou a empresa Limpomax Empreendimentos, em 11 de dezembro de 2023, para a realização do objeto, no valor total de R$ 1.321.890,44.
No dia 5 de janeiro de 2024, conforme as informações, Fernando Cuba teria autorizado o pagamento de R$ 359.628,52, alegando que 27,21% da obra já estava concluída. O problema é que a obra iniciou somente em abril de 2024.
Esse descompasso entre a data de início das atividades e o pagamento antecipado sugere possíveis irregularidades na gestão dos recursos públicos e uma suposta fraude junto ao banco que culminou na liberação dos recursos.
Além disso, a obra também não conta com placa informativa, elemento obrigatório que deve conter dados sobre o projeto, empresa responsável, prazos e valores envolvidos. A falta de transparência básica impede a população de acompanhar o andamento e a legitimidade das obras, reforçando ainda mais o indicativo de irregularidades.
A suposta fraude que permitiu antecipar o pagamento antes do efetivo início das atividades, aliado à ausência da placa informativa, são indícios claros de má gestão e potencial mau uso da verba pública. A situação exige uma investigação rigorosa para esclarecer se houve favorecimento indevido à empresa contratada e garantir que os recursos públicos sejam utilizados de maneira correta e transparente.
Diante das suspeitas, é imperativo que os órgãos de controle e fiscalização, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas, tomem medidas imediatas para investigar o caso. A população cedralense merece esclarecimentos sobre a utilização dos recursos e a garantia de que a ciclovia seja entregue conforme o planejado, sem desvios de verba.
A construção do empreendimento, que deveria ser um marco de progresso, está envolta em suspeitas de irregularidades que não podem ser ignoradas. É essencial que as autoridades competentes apurem os fatos e garantam que os recursos sejam empregados de maneira ética e eficiente, beneficiando verdadeiramente a população do lugar.

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Na noite de quarta-feira, 3 de julho, o vereador Marcos Castro (PSD) foi vítima de um sequestro, conforme comunicado divulgado pela assessoria do parlamentar. A informação foi confirmada por meio de uma publicação no perfil oficial do vereador nas redes sociais.
De acordo com a assessoria, Marcos Castro já foi liberado e passa bem. O comunicado, no entanto, não forneceu detalhes sobre as circunstâncias do sequestro, tampouco se houve pagamento de resgate para a liberação do vereador.
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O Ministério Público Eleitoral do Maranhão, por meio do promotor Herberth Costa Figueiredo, apresentou uma representação na Justiça Eleitoral contra o prefeito de São Luís, Eduardo Salim Braide. A denúncia, formalizada na 10ª Zona Eleitoral, acusa Braide de realizar propaganda eleitoral antecipada e irregular.
Denúncia
A representação menciona que, em 11 de março de 2024, Eduardo Braide, utilizando camisa com o símbolo da Prefeitura de São Luís, fez publicações em seu perfil no Instagram comemorando a filiação de correligionários ao Partido Social Democrático (PSD). Entre os filiados estão o professor Antonisio Furtado e Zeca da Cultura.
Segundo a denúncia, a utilização de símbolos da prefeitura em atividades de promoção partidária caracteriza uma violação do artigo 73, inciso I, da Lei nº 9.504/97, que proíbe o uso de bens públicos para fins eleitorais.
Eduardo Braide, em resposta à Notificação nº 01/2024 – 10ªPJE, admitiu que a situação ocorreu de forma única e isolada, atribuindo o fato a um “lapso de correria” entre seus afazeres pessoais e partidários. Ele negou qualquer intenção de promover aliados políticos através dos símbolos da municipalidade.
O Ministério Público anexou à representação imagens das publicações feitas por Braide, destacando que a associação da filiação dos correligionários ao trabalho da prefeitura viola a isonomia entre os candidatos e compromete a equidade do processo eleitoral. Além disso, a denúncia aponta que os uniformes utilizados nas postagens foram fornecidos pela prefeitura e, portanto, pagos com dinheiro público.
Legislação
O artigo 73 da Lei nº 9.504/97 estabelece as condutas vedadas aos agentes públicos em campanhas eleitorais para coibir o uso da máquina pública em benefício de candidatos. A legislação visa garantir a igualdade de oportunidades entre candidatos e a lisura do processo eleitoral.
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O Senado aprovou, nesta quarta-feira (03), o PL 1006/2022, proposto pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil/MA). O projeto de lei, que institui normas aplicáveis às atividades espaciais nacionais, já foi aprovado na Câmara dos Deputados em março deste ano.
A proposta foi relatada pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL/SP) na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, que recebeu duas emendas ao projeto. Agora a proposta segue para o plenário do Senado.
“Fico feliz em ver este projeto avançando no Congresso, pois demonstra a relevância da nossa proposta, que certamente vai impulsionar o mercado espacial brasileiro e o desenvolvimento de novas tecnologias. Conto com os amigos senadores para que este projeto avance ainda mais”. afirmou o deputado.
O projeto de lei tem o objetivo de fortalecer o setor espacial brasileiro, oferecendo segurança jurídica às empresas que pretendem atuar no setor. Entre um dos resultados práticos da lei está o desenvolvimento das atividades do Centro de Lançamento de Alcântara, gerando oportunidades para a área de tecnologia no Maranhão.
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